terça-feira, 26 de junho de 2012

O complicado trânsito de Jacarta na Indonésia

Para as pessoas  que reclamam do trânsito na cidade de São Paulo, saibam que em Jacarta, capital da Indonésia, a situação é bem pior. Todo esse problema é devido à alta densidade populacional e a grande expansão do turismo local. Dados de 2011, dão conta que a cidade tem uma população de mais de 10 milhões de pessoas distribuídas em 661 Km², em comparação com a cidade de São Paulo que tem  1530 Km² de extensão e uma população que também ultrapassa os 10 milhões, Jacarta  apresenta a média assustadora de 15 mil habitantes pro Km². Essa alta densidade populacional resulta em diversos problemas, principalmente no trânsito, um dos maiores desafios das autoridades locais.

trânsito em Jacarta

Jacarta, conta com uma boa estrutura ferroviária, atendendo várias  cidades da região  metropolitana, entretanto, é incapaz de suportar o número de usuários nos horários de pico, situação bem parecida  com  São Paulo e Rio de Janeiro.

O volume de tráfego na cidade cresceu acentuadamente causando engarrafamentos. A infraestrutura de transporte  público não consegue acompanhar o aumento da demanda.

Graças a um acordo com o Japão, Jacarta, espera em breve diminuir os problemas com o trânsito caótico, que se reflete assim que desembarca no aeroporto  Sukarno, um dos mais movimentados do sudeste asiático.

Já está em obras, a construção do segundo e terceiro corredor exclusivo para  ônibus, sendo um  deles para a circulação de trólebus, visando diminuir a emissão de CO2 por parte dos ônibus.

Também está em  construção, duas linhas de monotrilho, ligando as regiões leste e oeste da cidade, as mais populosas. Também está em  projeto a implantação de duas linhas de Metrô, ligando a região norte e sul, com conexões as linhas do monotrilho.

Ciclovia em Jacarta, opção para o trânsito caótico

Apesar da presença de muitas estradas e avenidas largas, Jacarta sofre com o congestionamento devido ao tráfego pesado, especialmente  no centro comercial da cidade. Antes do acordo com os japoneses, uma solução um tanto quanto curiosa foi adotada para tentas minimizar os congestionamentos nos horários de pico. Trata-se  da lei “três em um”, que foi implantada em 1992, determinando que nos horários de pico é proibido trafegar com menos de  três passageiros por carro em determinadas vias.

Outro fator  de transtorno no trânsito é o  número crescente de motocicletas  nas ruas. O mar  de pequenas motocicletas de 100-200cc, gera muita  poluição  no  ar e muita   poluição sonora, sendo essa uma das pragas de  Jacarta, segundo Marco Kusumawijawa, diretor do Centro de Rujak de Estudos Urbanos de Jacarta.

Todos  esses fatores se assemelham aos problemas urbanos que temos aqui nas grandes cidades como, São Paulo e Rio de Janeiro, o diferencial de Jacarta é o investimento pesado em transporte público, visando  oferecer um serviço de qualidade para diminuir o número de carros nas ruas, enquanto aqui no Brasil, o maior investimento está no transporte individual, ou seja, na melhoria das vias públicas, criação de novos corredores e investimento na engenharia do tráfego, deixando de lado o transporte público.

O Metrô de São Paulo tem apenas 74,3 Km de extensão, contra 201 Km na Cidade do México e 101 Km em Santiago do Chile. Nos últimos dez anos a expansão do Metrô em São Paulo foi de 22 Km enquanto que em Santiago foi de 65 Km.

 Com todo o poderio econômico que tem a cidade de São Paulo, a expansão do Metrô foi pífia em comparação com os países vizinhos, que melhoram muito na questão do transporte público, como Bogotá na Colômbia, que modernizou sua frota de ônibus criando novos corredores de trólebus pensando também na poluição que atingia níveis elevadíssimos, e graças a esses investimentos no transporte, a cidade melhorou seu ar, diminuindo os congestionamentos, e oferecendo um transporte eficiente e moderno.




sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Rivalidade entre as nações contínua presente nos dias de hoje

Disputas militares, lutas por supremacias continentais e sequelas das relações entre colônias e metrópoles estabeleceram ao longo da história várias rivalidades entre as nações do globo.

O histórico de guerras e conflitos entre nações vem da antiguidade, a mais famosa relata o conflito entre Grécia e a Roma antiga.
 Países que dividem fronteiras costumam ter uma história de relações tumultuadas. A presença dos vizinhos, porém, é fundamental para que cada país construa sua identidade.


Esse tipo de inimizade continua presente em todas as partes do mundo, não importa o grau de desenvolvimento e riqueza das nações envolvidas, criando um ambiente hostil nos mais diversos temas, como, politico, econômico e esportivo.
Algumas rivalidades são históricas, e o sentimento de oposição é grande por parte dos cidadãos, como é o caso das rivalidades entre França x Inglaterra, Estados Unidos x México, Brasil x Argentina, Índia x Paquistão e Japão x China.

Pesquisa aponta alto índice de rejeição entre Japão e China
Uma pesquisa conduzida de forma conjunta tanto no Japão como na China revela que o sentimento anti-chinês no Japão atingiu um recorde de 84%, ao passo que o sentimento anti-japonês na China registrou 65%. A pesquisa foi realizada entre abril e maio pela organização de pesquisas sem fins lucrativos, Genron NPO no Japão, e pelo jornal estatal chinês em língua inglesa, China Daily. Foram entrevistados 1000 cidadãos japoneses e 1627 chineses.


O percentual de japoneses que possuem sentimentos negativos com relação à China subiu 6 pontos percentuais em comparação com o ano passado, atingindo o mais alto nível desde que a pesquisa foi iniciada em 2005.
Setenta por cento dos entrevistados japoneses e 51% dos chineses mencionaram a disputa envolvendo as Ilhas Senkaku no Mar da China Oriental como o principal obstáculo à melhora das relações.

Os governos do Japão e da China tem buscado alcançar relações amigáveis em preparação às celebrações dos 40 anos de relações diplomáticas neste ano. No entanto, esta mais recente pesquisa sugere que a hostilidade entre os povos das duas nações está aumentando.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Por que o japonês trabalha tanto?

O ambiente de trabalho nas empresas japonesas é altamente estressante devido ao ritmo acelerado para atingir as metas de produção, fazendo com que o funcionário trabalhe toda sua jornada em estado de grande pressão psicológica.

As cobranças por desempenho e produtividade com qualidade no serviço são constantes, além disso, também existe a competição interna para atingir uma ascensão na escala hierárquica das organizações, onde é levado muito em conta o desempenho e dedicação ao trabalho.
líderes nas empresas japonesas cobram resultados
Todos esses fatores estão causando diversas doenças físicas e principalmente mentais, alertando as autoridades japonesas para o número recorde de afastamentos de trabalho.
Dados do Ministério do Trabalho dão conta que 325 pessoas afastaram-se do trabalho por depressão ou outras condições mentais, de abril de 2011 a março de 2012. O número está 17% acima dos dados do ano anterior, outro fato alarmante é de que 66 pessoas cometeram suicídio ou tentaram se matar.

Em relação à faixa etária, 112 pessoas estavam na faixa dos 30 anos e 69 pessoas estavam na faixa dos 20 anos.
A causa mais comum foi carga excessiva de trabalho ou mudança na atribuição de tarefas, com 16%. A segunda causa mais comum foi acidente ou desastre grave, com 15%, bullying e assédio ficaram na terceira posição com 12%.

linha de produção em empresa japonesa

Devido a crise econômica mundial, o país ainda passa por um período de recessão, e o corte nas despesas das empresas foi grande. As contratações agora estão em número bem reduzido, consequentemente diminuíram os investimentos em treinamento e integração de novos funcionários, fazendo com que o novo funcionário entre direto na linha de produção, mesmo com menos treinamento, acabam desempenhando as mesmas tarefas e cobranças dos funcionários mais experientes. Sem estar habituado a esse sistema rígido e estressante, cada vez mais jovens estão apresentando doenças mentais,
O Ministério do Trabalho preocupado com os números crescentes, já divulgou os dados para as empresas e sindicatos, no intuito de rever os métodos e processos de produção, dando maior atenção aos trabalhadores.






Lixo e entulho do tsunami dividem sociedade japonesa

A união dos esforços da sociedade japonesa para a reconstrução após o tsunami tem o seu ponto fraco: como lidar com os destroços das províncias do nordeste, que também teve suas instalações de tratamento de lixo afetadas na tragédia. Apesar do empenho de autoridades do sul do país em oferecer ajuda - em troca de benefícios financeiros -, a população é contra o recebimento do material por medo dos efeitos da radiação.
Mais de 90% das mais de 20 toneladas de escombros ainda aguardam um destino. As províncias de Miyagi e Iwate, vizinhas de Fukushima e entre as mais castigadas pelo tsunami, são as que mais encontram dificuldades para lidar com os destroços. A ideia do governo é incinerar e aterrar o material com o apoio de cidades de todo o país.

O entulho tem índices baixos de radiação - o lixo dos subúrbios no norte de Tóquio nas semanas após o acidente nuclear, por exemplo, apresentava números muito mais altos de contaminação, segundo autoridades. Para facilitar essa distribuição, as diretrizes sobre radioatividade foram aliviadas. Antes, o lixo que apresentasse mais de 100 becqueréis por quilograma deveria ser monitorado. Hoje, apenas o material que tiver mais de 8 mil becqueréis por quilo será acompanhado, mudança 80 vezes maior que antes do acidente em Fukushima.
Tóquio foi a primeira cidade a receber os destroços do nordeste. Para dar o exemplo para o resto do país, aceitou incinerar e aterrar os resíduos das cidades de Onagawa e Ishinomaki, na província de Miyagi e a cerca de 130 km de Fukushima, e de Miyako, em Iwate, a mais de 270 km da usina. Segundo a direção do aterro de Tóquio, o lixo com baixo índice de radiação é incinerado e aterrado com o resíduo comum da capital, e apenas 10% do material tratado na capital hoje vem do nordeste.
Como o aterro fica numa região marítima e distante de onde a população vive, não houve reclamações dos cidadãos da capital. Entretanto, as mais de 60 mil crianças que antes faziam visitas monitoradas anuais nas instalações, não passam mais pela área de aterro após críticas dos pais sobre os riscos da radiação.
O diretor do aterro, Akira Takahashi, disse ao Estado que o lixo com mais de 8 mil becqueréis por quilo recebido no local veio todo do subúrbio de Tóquio nas semanas posteriores ao acidente por causa da nuvem de radiação que atingiu a capital. Segundo ele, são feitas medições semanais dos índices de radiação e apresentadas para a população na internet. "Não é zero, mas não são índices preocupantes. São semelhantes às medições feitas no centro de Tóquio", diz o diretor.
O material com alta contaminação recebe um tratamento especial: é aterrado em pequenos contêineres maleáveis de cerca de 30 cm, numa região protegida por mantas impermeáveis e protegidos com sacos de areia para evitar o contato com o solo. Outra manta impermeável é colocada acima do solo e visível, protegendo o material da água da chuva e sinalizando onde o lixo contaminado está depositado.

"A imagem de Fukushima prejudicou muito a ajuda para as províncias vizinhas. É muito difícil conseguir a confiança da população, mas tentamos ganhá-la divulgando informações sempre", afirma o diretor do aterro. "Os governos de outras províncias querem cooperar, mas a desconfiança dos moradores impede. Se o aterro tem vizinhos ao redor, dificilmente eles serão compreensivos para receber o lixo do norte."
Segundo o porta-voz do primeiro-ministro Yoshihiko Noda, Noriyuki Shitaka, será preciso mais de uma década para reconstruir as estruturas para tratamento de lixo das províncias devastadas. O governo ressalta que o material nos arredores da usina de Fukushima não será enviado para as cidades que aceitarem colaborar. "Acreditamos que quando mostramos transparência, divulgamos informações confiáveis, garantimos incentivos financeiros e pedimos apoio na assistência às essas comunidades nesse momento difícil, podemos obter maiores progressos", afirma o porta-voz. Para a população, entretanto, o governo demorou muito para confirmar o vazamento nuclear de Fukushima e para tomar as medidas necessárias.
Protestos. A recepção dos caminhões com destroços do nordeste em Kita Kyushu, no sul do país, não foi calorosa. A população tentou impedir a passagem dos veículos que levavam o entulho - com menos de 100 becqueréis por quilo. Após a intervenção policial, o material foi liberado e incinerado. A principal reclamação é o temor de que a radiação contamine o ar no processo de incineração e seja espalhada pelo país. O governo insiste que o processo é seguro, e a prefeitura de Kita Kyushu deve liberar para a população neste mês um relatório sobre a incineração e a radiação liberada no processo.

Fonte:Estadão

Japão inova com cultivo em áreas salinizadas

As primeiras colheitas dos produtos cultivados nas áreas salinizadas de Sendai causaram surpresa. O tomate já salgado foi bem recebido e elogiado. O mesmo não aconteceu com o arroz e a soja, alimentos básicos na mesa da família japonesa. O processo de dessalinização era lento e caro. A alternativa foi apresentada pela Universidade Tohoku: a canola, que não absorveria o sal do solo e poderia ser cultivada até nas áreas contaminadas pela radiação.

Como as terras japonesas são inclinadas, boa parte do solo foi lavado pela chuva e se recuperou. O problema maior estava nas planícies, onde os trabalhos foram mais prejudicados. Cerca de 40% das terras agricultáveis ainda não foram recuperadas e são grandes campos vazios.
A canola cultivada nas áreas salinizadas será usada para alimentação, biodiesel e para a fabricação de velas - uma exigência dos patrocinadores do projeto, que planejam apagar as luzes da cidade e iluminá-la por alguns minutos apenas com velas no aniversário de dois anos do desastre. Como a canola não se desenvolve em áreas alagadas, é preciso adaptar o terreno onde antes era plantado o arroz.

plantação de canola


Segundo o Michiaki Omura, professor assistente envolvido no projeto, o maior desafio, entretanto, é o envolvimento dos agricultores. "Eles recebem subsídios do governo e doações do mundo todo, e não estão interessados em recuperar as terras. Além disso, precisariam investir em maquinário. É muito mais fácil esperar pela recuperação da terra nos próximos anos recebendo ajuda federal em vez de diversificar a produção."
Segundo o pesquisador, a maioria também não aceita romper com a tradição de cultivar arroz. "É uma cultura que passa de geração para geração entre as famílias, mesmo que muitos hectares fiquem abandonados”. Alguns agricultores cederam às terras para os testes de produção, mas não pretendem manter o empréstimo no próximo ano.

plantação arroz
Omura lembra que a canola também é uma alternativa para as terras contaminadas pela radiação, já que ela absorve os resíduos. A produção poderia ser usada apenas para biodiesel ou biomassa. Um exemplo é a região de Narodichi, próxima de Chernobyl, que iniciou em 2007, com tecnologia japonesa, a produção de canola numa área sem cultivo há mais de duas décadas. Os testes mostraram que a planta absorve o césio-137 e o estrôncio-90.


Fonte: Estadão

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A cidade que vai mudar o mundo

Sem lixo, sem engarrafamentos, com baixo consumo de energia, uso racional água e interconexão total. Songdo será o canto mais high-tech do planeta.

As ruas de Songdo parecem desertas. Não há muito para se ver na cidade do futuro no momento, já que ela ainda não está pronta. Mesmo assim, cerca de 22 mil pessoas já vivem ali, e se espera que mais 5 mil novos habitantes cheguem até o fim do ano.Quando estiver construída, em 2015, o plano é que Songdo se torne o lar de 65 mil pessoas. Eles viverão na cidade mais inteligente do planeta – medida não pelo QI dos habitantes, claro, mas pela tecnologia empregada nos parques, ruas e prédios. Esta “cidade inteligente” está sendo construída numa área de aproximadamente seis quilômetros quadrados e seu projeto é extremamente ambicioso.

Localizada em uma ilha artificial a 56 quilômetros ao oeste de Seul, na Coreia do Sul, Songdo pretende mostrar para a capital coreana e para cidades de todos os continentes o que elas podem vir a ser no futuro. A humanidade precisará de mais cidades inteligentes. A estimativa das Nações Unidas é de que os centros urbanos serão a moradia de mais de 70% da população mundial até 2050 – 6,4 bilhões dos 9,3 bilhões de habitantes do planeta. Elas já são o lar de metade dos 7 bilhões de seres humanos, e adicionar mais 3 bilhões de indivíduos a esse total testará os limites das cidades existentes. A solução, de acordo com os responsáveis por Songdo, é construir cidades inteligentes, capazes de dialogar com seus residentes e com o meio ambiente.

Iniciada em 2000 e com um custo estimado em US$ 35 bilhões, Songdo é o maior investimento privado do setor imobiliário na história. A maior parte do dinheiro veio da imobiliária americana Gale International e do banco de investimentos Morgan Stanley. O dinheiro é, em grande parte, para criar uma “rede universal” – utilizando a internet para ligar não apenas pessoas, mas também objetos, casas e carros. Conforme a cidade vem sendo construída, a gigante das telecomunicações Cisco está instalando sensores no asfalto, nas ruas e nos edifícios. Cada um destes sensores enviará dados de forma ininterrupta para um centro de controle, onde informações a respeito dos prédios, da demanda por energia, das condições do asfalto e do trânsito, assim como a temperatura externa e interna, serão coletadas e analisadas.

 Cidade pensante

“Estamos construindo uma cidade que usará informação como combustível. O centro de controle será o cérebro de Songdo”, explica o CEO da Cisco, John Chambers. Câmeras de trânsito, por exemplo, vão monitorar quantos pedestres estão na calçada. Desta forma, para reduzir custos, ruas vazias poderão ter luzes diminuídas, enquanto as movimentadas terão a iluminação reforçada. Estresses atípicos também poderão ser detectados precocemente em ruas ou estruturas, para prevenir atrasos custosos causados por obras maiores.Outra inovação foi desenhada para evitar problemas de trânsito enfrentados por todas as cidades. Etiquetas com identifi cação por radiofrequência (Radio-Frequency Identification, ou R Fid, na sigla em inglês) serão colocadas em todas as placas de veículos. Estes aparelhos estão sintonizados em uma frequência específica e conectados a um processador de baixíssimo consumo. A etiqueta enviará um sinal se identificando ao controle central. Isso ocorre em menos de um segundo, e quando todos os carros estiverem dentro do sistema, um retrato exato do trânsito na cidade poderá ser obtido em qualquer situação, a qualquer momento. A tecnologia permitirá ao centro de controle ajustar o intervalo dos semáforos, criar desvios e fornecer alertas mais cedo. Até mesmo os semáforos terão alta tecnologia, com lâmpadas incandescentes comuns sendo substituídas pelas LED – que necessitam de apenas 1% da energia das antigas.O elemento que deverá ter maior efeito na vida dos moradores, no entanto, será a telepresença. As telas serão instaladas em todas as casas e escritórios e até mesmo nas ruas, permitindo às pessoas fazer videochamadas de qualquer local.

Coração verde

A tecnologia integrada no coração de Songdo é apenas uma parte da história. O objetivo de uma cidade inteligente é criar algo artificial, mas também sustentável, com o mínimo de impacto ao meio ambiente.O recurso natural mais fundamental para seres humanos é a água. Dados de 2006 das Nações Unidas apontam que, em média, moradores de cidades norte-americanas usam 575 litros de água por dia. Qualquer nova cidade que surgir vai aumentar o uso global do recurso, mas um desenho inteligente do terreno, mecanismos de retenção de água da chuva e o tratamento de água “suja” de pias e máquinas de lavar pratos e roupas permitirão ao sistema de irrigação de Songdo usar apenas um décimo da quantidade de água limpa que seria esperada para uma cidade desse porte. Plantar vegetação no topo dos edifícios reduzirá perda de água da chuva e combaterá o efeito “ilha de calor” gerado pelas cidades, uma vez que as plantas absorverão os raios solares e os usarão para fotossíntese, refrescando o ar em sua volta.


Ainda por cima, Songdo não precisará de recolhimento de lixo. Um sistema centralizado de coleta, funcionando por meio de pressão, levará embora os resíduos líquidos e sólidos, dispensando a necessidade de caminhões com lixeiros circulando pela cidade. Estas inovações, porém, são o bastante para tornar uma cidade inteligente? E elas são inéditas? Existem alguns projetos em andamento em outros locais do mundo. Particularmente na Europa e na América do Norte, cidades estão integrando tecnologias inteligentes em suas infraestruturas na forma de redes elétricas que recolhem informação sobre os consumidores e fornecedores.

A companhia israelense Innowattech desenhou um sistema de pequenas placas a serem instaladas embaixo do asfalto, para que, conforme os carros passem, pressionem estas placas. Elas, por sua vez, convertem as pequenas depressões feitas no asfalto em eletricidade a ser armazenada em baterias ou enviada de volta à rede. O sistema também pode calcular se um caminhão está pesando acima do permitido, e enviar a informação diretamente às autoridades – utilizando a própria energia gerada pelos veículos infratores para fazê-lo. A empresa está testando agora se a mesma tecnologia funcionaria para ferrovias. Enquanto isso, a arquiteta moradora de Buenos Aires Arianna Callegari desenvolveu uma rede de pequenas turbinas que se encaixam na parede e no teto de túneis. Estas turbinas geram pequenas quantidades de eletricidade com o vento resultante da passagem de caminhões e trens.

O que, afinal, o futuro reserva aos moradores das cidades? Além da criação de núcleos como Songdo, onde novas tecnologias são parte do projeto, as cidades existentes podem se tornar inteligentes?“Existem muitas cidades na Europa – Amsterdã, Barcelona, Malmö, Estocolmo – que estão apostando nas parcerias com os cidadãos para se tornarem cidades inteligentes”, diz o chefe do Centro para Cidades Sustentáveis da Universidade de Napier, em Edimburgo, Mark Deakin.

Amsterdã, por exemplo, promove a colaboração entre moradores, empresas e governo para tentar poupar energia, mudando o comportamento das pessoas e implementando tecnologia inteligente. A meta, ambiciosa, é reduzir os níveis de gás carbônico para 40% do que era emitido pela cidade em 1990 até 2025. “De certa forma, melhorar cidades antigas é como o trabalho de um dentista – é preciso retirar o que está apodrecendo”, diz Deakin. O presidente da Gale International, Stan Gale, tem uma visão própria a respeito de como as cidades inteligentes vão evoluir no futuro. O executivo tem planos de criar 20 novas cidades ao longo da China e da Índia, para as quais Songdo será o modelo. “Cada uma destas cidades será feita de forma mais rápida, melhor e mais barata do que a anterior, ano após ano”, diz ele.

Esse cenário, no entanto, sugere que o rápido avanço tecnológico levará Songdo a se tornar rapidamente ultrapassada. Nasa, ESA e outras agências espaciais conhecem bem este problema. Sabendo que a capacidade de resolver problemas em sondas que deixam a Terra é limitada, estas agências planejam com antecedência para tornar a tecnologia tão avançada quanto possível. O trabalho dos arquitetos de Songdo é mais fácil, uma vez que a tecnologia totalmente integrada pode ser melhorada ou substituída na Terra sempre que for necessário. Com a população do nosso planeta em constante crescimento, a criação de cidades inteligentes e a evolução dos centros urbanos já existentes parecem inevitáveis – particularmente conforme avançamos para áreas mais inóspitas do globo terrestre.

Fonte: Revista Conhecer

Estudantes inventam bola de futebol que produz energia elétrica

 Imagine poder contribuir com a geração de energia elétrica enquanto se joga futebol. Em uma época em que atenções se voltam para ideias de sustentabilidade e para a busca por fontes renováveis de energia, estudantes universitários nos Estados Unidos criaram um inusitado instrumento gerador de eletricidade: uma bola de futebol.
Um mecanismo interno acoplado a uma bola funciona como um motor: conforme ela rola, esse mecanismo também gira e produz e captura a energia cinética gerada.
Meia hora de jogo basta para garantir 3 horas de funcionamento de uma lâmpada de LED ou carregar a bateria de um celular.

Batizado de sOccket – junção das palavras soccer (futebol) e socket (conector de tomada) –, o invento surgiu quando as amigas Jessica Matthews e Julia Silverman estudavam em Harvard.

Embora fossem alunas de ciências sociais (Jessica estudava psicologia social e economia, e Julia, antropologia), no final de 2008 elas decidiram se matricular numa aula de engenharia.

Surgiu então a vontade de contribuir com comunidades carentes. “Eu visito o meu povoado algumas vezes por ano e tenho visto em primeira mão a beleza do futebol no mundo em desenvolvimento”, disse Jessica, descendente de nigerianos. “Com esse entendimento sobre o poder desse jogo, começamos a desenhar o primeiro protótipo.”

Após um pequeno apoio financeiro da universidade durante os primeiros testes, elas investiram recursos próprios nos últimos quatro anos para chegar a uma versão de produção em massa. Atualmente contam com doações de empresas privadas e ONGs. “Por U$60 é possível patrocinar uma sOccket e uma lâmpada para uma criança.”


Nos próximos meses, serão distribuídas 7,5 mil bolas. O invento está sendo testado na Nigéria, África do Sul, Haiti, Espanha, México, El Salvador e Libéria. Até o fim do ano, novas bolas chegarão a países como Honduras, Benin e Brasil.

“Estamos em contato com parceiros potenciais para avaliar o processo de produção, distribuição e venda no Brasil”, disse Jessica. A expectativa é de que o invento esteja no mercado até o fim do ano, para venda no site unchartedplay.com. O preço de venda não foi definido.

Jéssica está no País para a TEDxRio+20, que integra o Humanidade 2012, um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. “Com a minha palestra na TEDxRio+20, espero apoiar os objetivos da conferência, inspirando as pessoas a perceberem que a sustentabilidade é não só vital, mas divertida também.”
Fonte: Estadão

terça-feira, 12 de junho de 2012

O que é Dekassegui?

Muitas pessoas me perguntam o que significa a palavra “Dekassegui”?
É um termo formado pela união dos verbetes na língua japonesa (deru=sair) e (kasegu=para trabalhar), tendo como significado literário “trabalhando distante de casa”, e designando qualquer pessoa que deixa sua terra natal para trabalhar temporariamente em outra região ou país.

Esse termo era utilizado para designar os japoneses das províncias mais isoladas, na região norte do país, onde o inverno é muito rigoroso, e os trabalhadores rurais acabam migrando para os grandes centros em busca de trabalho nas indústrias, deixando a família e retornando no verão.

No fim dos anos 80 e inicio dos anos 90, o termo “Dekassegui” começa a ser muito utilizado aqui no Brasil para denominar os brasileiros descendentes de japoneses que passaram a imigrar para o Japão à procura de melhores oportunidades de trabalho, promovendo uma inversão do fluxo migratório entre o Brasil e o Japão. A palavra provavelmente foi introduzida pelos japoneses que vivem no Brasil, pois na época em que moravam no Japão, essa palavra era usada com frequência.

Atualmente, a palavra “Dekassegui”, não é mais utilizada pelos japoneses, pois se trata de uma palavra discriminatória. Para se referir aos brasileiros que vivem no Japão, os japoneses tratam por “estrangeiros” ou simplesmente de “brasileiros”.

Esse fluxo migratório foi denominado por muitos como: “Movimento Dekassegui”, e a cada ano, o número de brasileiros que desembarcava no Japão, aumentava consideravelmente, todos em busca de um mesmo objetivo: economizar o máximo  possível e retornar ao Brasil para investir suas economias, geralmente na abertura do próprio negócio.
Escola brasileira no Japão

Com o passar dos anos, a economia japonesa foi se estabilizando e diminuindo a onda de crescimento, consequentemente, diminuindo a produção nas empresas, caindo muito a quantidade de horas extras. Tudo isso fez com que muitos brasileiros prolongassem sua estada no país, e mais bem adaptada à cultura e tradição, acabaram trazendo toda família. Muitas pessoas se adaptaram tão bem que resolveram se estabelecer definitivamente no Japão, passando da condição de dekassegui para imigrante, que é o movimento populacional, geralmente em caráter permanente com intenção de trabalho e residência, de um país para outro.

A imigração em geral ocorre por iniciativa pessoal, pela busca de melhores condições de vida e de trabalho por parte dos que imigram, fatores esses que apesar da crise econômica mundial e os constantes desastres naturais, continuam atraindo os brasileiros, e mesmo em menor número, continuam desembarcando em terras japonesas.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Cultura do Respeito ao Idoso

A expectativa de vida no Japão, é uma das mais altas do mundo, em torno de 85 anos de idade para mulheres e 78 anos de idade para os homens. Além disso, é um país onde se concentra o maior número de centenários. São mais de 30 mil pessoas com idade igual ou superior a 100 anos e esse número vem crescendo consideravelmente.


Em 2003, o número era estimado em 20 mil pessoas centenárias. O segredo para essa longevidade toda, com certeza, é devido à alimentação, que é mais saudável e menos industrializada que a dos países ocidentais. Outro fator é a qualidade de vida que o Japão oferece aos seus cidadãos, e também o grande respeito e o tratamento que os idosos têm por parte dos mais jovens.

O respeito aos mais velhos faz parte da tradição milenar japonesa, uma cultura que vem de berço, quando as crianças aprendem com os pais a reverenciar e respeitar a opinião dos avós.

 E essa cultura segue para todos os segmentos da sociedade; nas escolas, o respeito aos mestres é uma coisa sagrada, os professores são muito valorizados pela sociedade, tendo sua importância reconhecida como fundamental na formação da criança.

Nas indústrias, a hierarquia é soberana, seguindo a escala superior, o respeito ao líder mais experiente é uma norma rígida nas empresas, que todos seguem ao pé da letra. Alguns ocidentais consideram essas atitudes como submissão, mas na realidade, isso faz parte da cultura japonesa de ouvir o mais velho, a voz do mais experiente.

Após ver o país destruído pela guerra, o povo permaneceu firme, sem desespero, esperando a decisão do seu líder maior, o Imperador, que pediu calma e esforço para reconstruir o país, salientando que, a partir daquele momento, tomando as lições que a guerra trouxe, o Japão tornar-se-ia uma nação pacífica e iria prosperar com o esforço de cada cidadão.

Imperador Hiroito

A população confiou no seu líder e suas palavras se concretizaram, e hoje, o país é uma grande potência econômica e acima de tudo, pacífica. Aliás, o respeito e a veneração pelo Imperador e pela família imperial, são uma unanimidade, desde a criança até o mais velho, desde o mais humilde cidadão até o Primeiro Ministro, todos sem distinção reverenciam seu líder maior.

Hiroshima após ser bombardeada

A cultura do respeito aos idosos é tão enraizada na sociedade japonesa que foi instituído uma data comemorativa. Na terceira segunda-feira do mês de setembro, é comemorado o dia do Respeito ao Idoso.

Hiroshima atual

A data surgiu em 1947, quando uma pequena aldeia na província de Hyogo resolveu oficializar a data como forma de respeito e valorização aos anciãos japoneses, que sempre contribuíram para o país com sua sabedoria e seu trabalho.

O dia do Respeito ao Idoso é uma data criada exclusivamente no Japão, ao contrário do dia das mães, por exemplo, que foi “importada” dos países ocidentais. Nesse dia, as famílias se reúnem e celebram junto aos seus entes mais velhos.






sexta-feira, 8 de junho de 2012

Arenas esportivas que dão um show de eficiência energética

O uso de energia renovável em arenas esportivas já é uma condição exigida pela Fifa para um país sediar a Copa do Mundo. A maior parte dos 12 estádios brasileiros que receberão jogos da competição em 2014 contemplam em seus novos projetos a instalação de alguma fonte de geração limpa. O Mané Garrincha, em Brasília, terá uma megaestrutura de painéis solares capaz de gerar energia suficiente para 1,4 mil residências por dia. Mesmo quem não está entre os gigantes-sede quer fazer bonito. O baiano Pituaçu deverá se tornar até o fim do ano, o primeiro estádio nacional a usar placas solares.
Nenhum deles, entretanto, irá tão longe, a ponto de funcionar totalmente por energia solar, como os estádios das próximas páginas. Eles não precisam se preocupar com a conta de luz no fim do mês, nem com um inconveniente apagão de energia no meio da tarde durante alguma partida de futebol, infortúnio vivido, só neste ano, ao menos quatro vezes pelo Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio. Autossuficientes em energia, os estádios solares que você vai conhecer a seguir dão um show de eficiência energética e podem servir de inspiração para o Brasil.
Estádio Pituaçu - Bahia

Kaohsiung, em Taiwan

Com jeitão futurístico, o estádio de Kaohsiung, em Taiwan, carrega o título de primeiro do mundo 100% movido a energia solar. Seu teto é recoberto por nada mais nada menos do que 8.844 placas solares, que fornecem energia suficiente para as 3,3 mil lâmpadas que iluminam o estádio e mais dois telões gigantes que transmitem os jogos.
O uso dessa fonte de energia renovável e limpa evita a emissão de 660 toneladas de CO2 na atmosfera anualmente. Em formato que remete a ferradura de um cavalo, a arena criada pela firma japonesa de arquitetura Toyo Ito foi construída para os Jogos Mundiais de 2009 e tem capacidade para 55 mil pessoas.

Stade de Suisse, em Berna

Construído no lugar do antigo Estádio Wankdorf, palco da final da Copa do Mundo de 1954, o Stade de Suisse pode não ter sido o primeiro do mundo movido a energia solar, mas é o que tem a maior cobertura solar. Erguido para a Eurocopa de 2008, o estádio foi aos poucos aumentando possui atualmente 12.000 m2 de células fotovoltaicas, que produzem 1,3 milhão de quilowatts/h de eletricidade por ano, o que corresponde ao consumo de 400 casas. O estádio, que é autossuficiente em energia, não é o único da Suíça a utilizar energia renovável. Outros três possuem placas solares integradas à cobertura, embora em menor escala: o Sankt Jakob-Park de Basileia, o Letzigrund de Zurique e a AFG Arena de Sankt Gallen.

T&T Park, Califórnia

Não são só os estádios de futebol que investem energia renovável. Em 2009, a equipe americana de beisebol San Francisco Giants instalou um conjunto de 600 placas solares em sua arena na Califórnia, a AT&T Park. A energia gerada pelo estádio poderia abastecer 4.470 residências em um único dia. Nos útimos dois anos, desde dua instalação, o teto solar dos Giants ajudou a evitar a emissão de 1,5 milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.

Easy-Credit, em Nuremberg

Erguido em 1928, o estádio alemão Easy-Credit, em Nuremberg, é um exemplo de adaptação de estruturas históricas aos coneitos modernos da sustentabilidade. A arena passou por reformas para a Copa do Mundo de 2006, quando incorporou paineis solares e sistema de capatação de água. As novas características “ecofriendly” lhe renderam o primeiro certificado de gerenciamento ambiental recebido por um estádio europeu. Com o sistema de geração solar, o Easy-Credit é capz de produzir 1,68 MWh de energia, por ano.

Estádio Fenway Park, Boston

Um dos mais populares e antigos estádios de beisebol do mundo, o Fenway Park também quer fazer fama por outros motivos. Inaugurado no ano de 1912, o “lar” do Boston Red Sox passou por várias reformas nas últimas décadas, recebendo um telhado de paineis solares durante o último retrofit, em 2008. A eletricidade gerada pelo sistema garante a iluminação do estádio e também ajuda a aquecer a água dos banheiros do estádio. A iniciativa vem sendo adotada pelas principais ligas esportivas dos Estados Unidos.

Fonte: Revista Exame




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cidade de São Paulo inicia projeto de táxi elétrico

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira (5) o início da fase de testes para implantação de uma frota de táxis elétricos na capital. A operação do programa piloto, como é chamado, terá início na próxima segunda-feira (11), quando duas unidades do elétrico Nissan Leaf, hatch médio importado, passam a circular com passageiros a partir do ponto de táxi localizado na esquina da avenida Paulista com a rua da Consolação.


O anúncio do projeto foi feito na sede de uma empresa de táxi no bairro do Belém, Zona Leste da capital, e contou a participação do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

"As empresas envolvidas deram um presente à cidade de São Paulo, no Dia Mundial do Meio Ambiente", afirmou Kassab em rápida entrevista coletiva, dando a entender que o projeto não tem qualquer custo para os cofres da Prefeitura. Segundo o prefeito, "o uso de carros movidos à energia elétrica como táxi vai trazer credibilidade ao modelo e fazer com que ações, principalmente no sentido de estudo da redução de cargas tributárias, sejam estudadas". Ele afirmou ainda que planeja a extensão da parceria com a Nissan para que carros elétricos também sejam utilizados na assessoria do prefeito, mas ressaltou que este projeto adicional "leva tempo para sair, talvez apenas no final do ano, e que assim não vai me beneficiar, mas servirá ao próximo prefeito". 

Prefeito Gilberto Kassab com técnicos da Nissan

CIDADE TERÁ DEZ CARROS
A entrega dos dois carros elétricos faz parte da segunda fase do Acordo de Intenções assinado em junho de 2011 (quando o Leaf foi mostrado no país pela primeira vez) pela Prefeitura de São Paulo, pela Nissan e pela AES Eletropaulo (concessionária de energia elétrica que abastece a capital). A previsão é que outros oito carros elétricos complementem a frota de testes até outubro de 2012 -- com isso, o projeto terá um total de dez carros elétricos rodando pela capital e cidades da Grande São Paulo.
Cada um dos carros será entregue em regime de comodato a uma empresa privada de táxi da cidade -- neste primeiro momento, Táxi Sampa e Alô Táxi foram as escolhidas e terão de arcar com os custos de manutenção e recarga dos carros. O contrato de comodato tem duração de três anos, com revisão anual dos termos, e é assinado diretamente entre a Nissan, que se compromete a fornecer suporte e manutenção dos carros na rede de concessionários, e cada uma das empresas de frota de táxis associadas, que arcam com os custos de manutenção e de recarga e também indicam os motoristas de cada um dos elétricos.

O valor dos contratos não foi divulgado, mas estima-se que cada unidade do Leaf desembarque no Brasil por cerca de R$ 200 mil. É preciso lembra que o país não tem qualquer política de incentivo para veículos elétricos -- a tributação deste tipo de carro segue a de um modelo a gasolina com motor acima de 2 litros, ou seja, com alíquota original de IPI de 25% mais os 30 pontos adicionais cobrados desde setembro de 2011 (e sem direito ao pacote de redução até outubro próximo). Nos Estados Unidos, por exemplo, o Leaf é vendido por US% 35 mil (R$ 71 mil), mas bônus federais, estaduais e municipais podem reduzir este preço até cerca de US$ 25 mil (R$ 25,5 mil).

CUSTOS
A autonomia média prometida para o elétrico Leaf com as baterias carregadas é de aproximadamente 160 quilômetros. Ao final da carga, o motorista deve conectar o carro a um ponto de recarga padrão (de 110 ou 220 Volts), que custa cerca de US$ 2 mil (quase R$ 4.500) e precisa de um prazo de oito a 21 horas para completar a capacidade da bateria (durante o evento, os representantes falavam em tempo menor, de seis a oito horas, não comprovado por nenhum manual ou ficha técnica do carro).
Num primeiro momento, a cidade contará com dois destes pontos instalados, um em cada sede das empresas de táxi, chegando ao total de dez até outubro. Paralelamente, espera-se que a Eletropaulo instale outros cinco pontos de recarga rápida (de 440 V), que darão conta de carregar até 85% da carga da bateria do carro elétrico em tempos que variam de 30 minutos a três horas -- os locais destes pontos ainda serão definidos, mas ficarão próximos das regiões da Radial Leste (Zona Leste), Lapa (Oeste), Casa Verde (Norte) e nas cidades de Guarulhos e Osasco. No total, serão 15 pontos de abastecimento elétrico, somando os locais de recarga rápida e lenta.
Apenas para comparação, um táxi normal, com motor convencional a combustão e abastecido com álcool ou gasolina, consegue rodar cerca de 200 quilômetros diários na cidade e entorno, gastando para isso até meio tanque de combustível. O ganho do carro elétrico, segundo as entidades e empresas envolvidas, é ambiental, uma vez que o carro elétrico não emite poluentes (descarta-se neste cálculo qualquer emissão por parte das fontes geradoras de eletricidade).

O custo de recarga total do carro elétrico é estimado em R$ 8, enquanto um motorista de táxi convencional gasta em abastecimento de R$ 35 (para encher o tanque com gasolina) a R$ 39 (com etanol). O custo de abastecimento com gás natural veicular não foi fornecido pelas empresas.

COMO ANDA O LEAF
Primeiro modelo 100% elétrico construído no mundo em larga escala (o pioneiro Toyota Prius e o super-comentado Chevrolet Volt, ambos são híbridos, unindo motores e baterias elétricas a propulsores a gasolina), o hatch Nissan Leaf tem algumas diferenças, mas também muitas semelhanças com um carro convencional dotado de algum luxo e conforto: abertura do carro e partida do motor podem ser feitos sem uso da chave, que precisa apenas estar no bolso. Mas ao se apertar o botão de Power do motor com o pé no pedal do freio, surpresa, nada acontece. Algum tempo depois, o motorista de carro elétrico de primeira viagem percebe que tudo já está ligado e o carro, pronto para rodar: o desenho de um carrinho verde se acende no painel, embora o motorista não ouça nada, nem note qualquer tranco ou vibração. O Leaf é suave a todo tempo, característica de elétricos, já que o motor elétrico quase não tem partes móveis. Se quiser, o usuário pode programar avisos sonoros, que funcionam como a música que toca quando você liga o computador, o telefone ou até mesmo TVs de LCD.

A potência máxima entregue pelo motor de 80 kW, perto dos 107 cv (típico de um carro com motor a combustão de 1,4 l, por exemplo), não chega a surpreender -- é até abaixo dos padrões de motor a combustão para um hatch de porte médio. Mas o diferencial surge no torque, a força transmitida às rodas e que tira o carro da inércia, de 28,5 kgfm, acima do torque do antigo Volkswagen Jetta 2.5 (24,5 kgfm), e que está disponível de modo imediato.
O Leaf carrega sob o assoalho 48 módulos, parecidos com marmitas de metal, cada um do tamanho de um laptop de 14 polegadas. Cada módulo abriga quatro baterias que carregam o combustível do Leaf. Com garantia de 100 mil quilômetros ou oito anos, os quase 50 kits compõem o centro vital do Leaf, sendo que sua troca corresponderia a 50% do valor do carro. A ausência de peças como filtros de ar, correias de transmissão, velas, coxins e óleo, típicos de carros a combustão, demandam reparos menores. A capacidade das baterias é de 24 kWh, o que permite um deslocamento por até 160 quilômetros numa estrada ideal, plana e sem obstáculos -- a autonomia, porém, pode variar em função do tipo de condução e do uso de ar condicionado e, principalmente, ar quente.

 Fonte: Uol

terça-feira, 5 de junho de 2012

No Dia Mundial do Meio Ambiente, algumas dicas de economia e preservação

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta terça (5), confira como atitudes rápidas, simples e até inusitadas ajudam a preservar o meio ambiente e economizar dinheiro.

Para muita gente, levar uma vida mais sustentável soa a gastos extras para comprar alimentos orgânicos ou produtos mais ecológicos, por exemplo. Mas não tem que ser assim. O comportamento verde pode vir da simples redução do desperdício ou do consumo de energia: duas coisas que inevitavelmente ajudam a economizar dinheiro. Confira a seguir oito maneiras de poupar o meio ambiente e o seu bolso em 30 minutos (ou menos):
1- Andar ou pedalar por distâncias curtas

Aí está uma das formas mais fáceis - e saudáveis - de ajudar o meio ambiente e de quebra economizar dinheiro. Ao invés de pegar o carro ou gastar com ônibus para ir a algum lugar próximo, como uma padaria ou supermercado, que tal realizar o mesmo caminho a pé ou de bicicleta? Assim, você minimiza gastos desnecessários com transporte (em SP, ida e volta de metrô ou ônibus não sai por menos de seis reais), pratica exercício físico e não polui o meio ambiente

2 - Ser vegetariano por um dia

Uma pesquisa recente mostrou que a produção de um quilo de carne bovina emite tanto CO2 quanto percorrer 1,6 mil quilômetros em um automóvel europeu médio. Obviamente, exigir que as pessoas deixem de comer carne para salvar o planeta não é uma medida de todo plausível. No entanto, uma redução mínima no consumo do produto, digamos ao menos uma vez na semana, ajudaria e muito. Propostas do tipo, encabeçadas por famosos, já mobilizam apoiadores em todo o mundo. É o caso da campanha Segunda Sem Carne, liderada na Europa pelo ex-Beatle Paul McCartney e lançada no Brasil em 2009. Os benefícios econômicos, embora não destacados por McCartney, são bem claros: carne custa caro no prato, logo dar uma de vegetariano por um dia é economia garantida.

3 - Achatar (pra valer) o rolo de papel higiênico

É isso mesmo (por mais bizarro que pareça), achatar bem rolo de papel higiênico pode ajudar o planeta e você a poupar dinheiro. A explicação é simples. Ao achatar seu rolo de papel higiênico antes de colocá-lo no suporte, você torna mais difícil a "rolagem" do papel e por consequência diminui as chances de sair mais folhas do que necessário por ocasião de um puxão repentino. Assim, evita -se o desperdício de papel e de dinheiro.

4 - Dar carona para um colega de trabalho

O compartilhamento de carros é uma tendência crescente no mundo. Em alguns lugares na Europa e nos Estados Unidos, moradores de uma mesma quadra ou bairro simplesmente alugam seus carros - que ficam ociosos na maior parte do tempo - para os vizinhos cobrando pelas horas usadas.
Se você não simpatiza com a ideia ou simplesmente não consegue se desapegar do quatro-rodas, há ainda a opção de dar carona para um colega de trabalho e lucrar com isso. Vocês podem combinar de rachar os gastos com gasolina. É ou não é uma ideia atraente?

5 - Usar lâmpadas mais econômicas

Opte sempre por lâmpadas fluorescentes, ou pelo menos as utilize em ambientes que necessitam de maior iluminação (duas lâmpadas fluorescentes de 20 watts iluminam mais e duram por mais tempo que uma incandescente de 100 watts). Dê preferência às que possuem o Selo Procel Inmetro de Desempenho. Desligue a iluminação de ambientes desocupados ou que seja estritamente decorativa.
6 - Levar garrafa retornável para o trabalho

Carregar consigo uma garrafinha retornável é uma opção barata e que contribui para preservação do planeta e evitando o desperdício. Manter uma dessas na mesa do escritório substiui o uso de embalagens plásticas além de ser uma maneira de poupar dinheiro. Dando o exemplo, você ainda pode influenciar o colega ao lado e disseminar o consumo sustentável.

7 – Espantando os "vampiros” de casa

O modo de espera passiva "standby" dos equipamentos pode muitas vezes desperdiçar energia sem que a gente perceba. Esse consumo de energia por aparelhos em modo de espera é conhecido como "vampirização" e na prática por responder por até 30% da conta de luz. Por isso, em casa ou no escritório, lembre sempre de tirar os aparelhos eletrônicos da tomada quando estão fora de uso, principalmente televisão, aparelhos de DVD/Blue-Ray e de som.
8 - Chuveiro elétrico

Nos dias quentes, use o chuveiro com a chave na posição verão. Na posição inverno o consumo de energia é 30% maior. Nunca reaproveite resistência queimada, pois aumenta o consumo de energia e não é seguro. Estude a possibilidade de instalar um aquecedor de água por energia solar, que, atualmente, possuem preços mais acessíveis e dispensam grande manutenção. Para baixar o consumo de energia – e de água -– tente reduzir a duração do banho de 20 a 40%.

Fonte: Exame Meio Ambiente