sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Gestão do Conhecimento no Terceiro Setor


Atualmente as Organizações do Terceiro Setor representam um papel muito importante na sociedade, desempenhando funções de prestações de serviços para a sociedade através de ações sociais, relacionadas à educação, saúde e assistência social. Muitas ações desenvolvidas por essas organizações deveriam ser função do Estado, no entanto ele não consegue realizar de forma satisfatória, deixando a lacuna a ser preenchida por organizações do terceiro setor: fundações, associações, ONGs, empreendimentos economicamente solidários, etc. As ONGs devem ser compreendidas pelas suas ações produzidas nas esferas públicas que promovem a mediação e articulação na esfera social.

Para um bom desempenho é necessário que as organizações se profissionalizem. Sendo assim, uma boa gestão do conhecimento servirá como método administrativo numa gestão para resultados. No caso das ONGs, se torna mais relevante por carecerem de indicadores para justificar resultados mensuráveis a sua atuação, necessários para prestar contas com a sociedade.

No nosso papel de consultores de serviços contábeis, notamos como a falta de uma gestão profissional afeta o desempenho da organização. Essas entidades que sobrevivem basicamente através de convênios e parcerias públicas têm suas atividades comprometidas, por nem sempre conseguirem cumprir com as exigências legais das instituições, normalmente por falta de conhecimento e de uma administração eficiente e profissional.

As organizações precisam desenvolver habilidades das pessoas que as integram, sejam elas profissionais ou voluntárias, para atingirem os objetivos estabelecidos. Assim, a gestão do conhecimento pode ser uma ferramenta fundamental nesse processo.

É necessário que as organizações considerem seus ativos intangíveis, como uma fonte para sua sobrevivência, através de práticas e gestão do conhecimento. Afinal, existe rotatividade constante dos voluntários, sendo necessário o armazenamento e gerenciamento das informações e ideias dos membros para amenizar a saída dos voluntários da organização e aproveitar  o potencial existente na entidade. A Gestão do Conhecimento servirá para adicionar técnicas e práticas comprovadamente úteis aplicadas em Administração, vale salientar que ao produzir conhecimento e lidar com o novo, as organizações podem dirigi-las de maneiras diferentes e mais eficazes.

Ao definirem um modelo de gestão de conhecimento elas estariam sujeitas a melhorias, através de um modelo constituindo as seguintes etapas: aquisição do conhecimento, codificação, armazenamento, recuperação, difusão e apresentação, aplicação e recriação. No entanto, normalmente as organizações perdem muito tempo, recursos e imaginação para reinventar linhas de raciocínio, enquanto o potencial dos programas que já foram provados sua eficácia permanecem subdesenvolvidos, muitas vezes isso pode ser considerado uma perda substancial para a sociedade.

Levando em consideração que o problema da rotatividade dos voluntários nas organizações é um processo natural, no entanto que atrapalha a continuidade das ações a serem desempenhadas nas organizações, dificultando os serviços sociais prestados a sociedade, a Gestão do Conhecimento é importante, dentre outros fatores, por servir como uma ferramenta de baixo custo e essencial pra essa entidades visto que essa ferramenta organizacional possibilita amenizar esse problemas de uma forma simples.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Eu lavo meu lixo reciclável


Quem tem o hábito de lavar o lixo doméstico antes de destiná-lo à reciclagem está gastando água com algo desnecessário, explicam os pseudo-especialistas em reciclagem de lixo.

Eles dizem que - lavar itens como caixas de leite, potes de iogurte, garrafas PET ou de vidro para retirar restos de alimentos não ajudam no processo de reciclagem e gera mais esgoto – que muitas vezes não é coletado e tratado.

É claro que em tempos de escassez de chuvas e racionamento de água, temos que evitar o desperdício, mas passar uma água nos objetos irá facilitar muito o trabalho das pessoas que manuseiam esses objetos, que estão expostos a todo tipo de contaminação por vírus que se encontram no interior dos recipientes.

Segundo esses especialistas, a melhor maneira de preservar o lixo reciclável dentro de casa de maneira higiênica (sem uso de água), até que passe o caminhão para recolher, é guardá-lo em recipientes fechados, mas o problema é que a coleta seletiva ainda não funciona na maioria das cidades, e nas regiões onde há coleta de recicláveis o caminhão passa somente uma vez por semana. Com as altas temperaturas dos últimos dias, deixar esses objetos sem lavá-los irá gerar mau cheiro e proliferação de insetos.

Em casa, costumo adotar o seguinte procedimento que aprendi com o modelo japonês de separação de lixo que é uma referência mundial, mesmo sabendo que provavelmente o  lixo vai para o mesmo lugar, faço isso para facilitar a tarefa dos coletores.



Lavamos as embalagens de leite e cortamos, deixando abertas com forma de uma folha de papelão para serem acondicionadas sem fazer tanto volume.

Nas garrafas Pet também passamos uma água, retiramos o rótulo e a tampinha e separamos como lixo plástico e depois amassamos a garrafa para diminuir o volume. Após esse processo, acondicionamos esses objetos em um saco de lixo, permanecendo até o dia da coleta, tudo limpo, sem cheiro e sem insetos por perto. Uma atitude simples, que não é nenhum desperdício de água como disseram os especialistas no assunto, pois em uma família com quatro integrantes, você vai lavar uma ou duas embalagens de leite e refrigerante por dia.



A falta de informação e campanhas do governo para se adotar práticas de separação do lixo, ainda gera muito desperdício. Milhares de materiais que poderiam ser reciclados acabam misturados ao lixo comum e vão parar nos aterros sanitários, pois segundo o governo federal, dos 5.564 municípios brasileiros, somente 766 fazem coleta seletiva.

Segundo alguns institutos de pesquisa, a maioria dos brasileiros se diz propensa a adotar medidas para separar o lixo em suas residências, mas não fazem por desconhecer o modo correto de fazer a separação ou porque não há coleta seletiva na sua cidade.



Nos países onde existe uma política séria no destino do lixo, aprende-se na escola desde pequeno a separar o lixo corretamente. Aqui no Brasil se ao menos houvesse uma campanha de orientação para  separar o lixo orgânico do lixo seco (que pode ser reciclado) já seria um avanço enorme, evitando que milhões de reais vão parar nos lixões, afinal a reciclagem é um mercado que gera um grande faturamento.




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Brasil é o 8° país com maior número de analfabetos adultos


Um relatório divulgado em Janeiro pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aponta que o Brasil aparece em 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos. Ao todo, o estudo avaliou a situação de 150 países.

De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012 e divulgada em setembro de 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos no país.

Em todo o mundo, segundo o 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, da Unesco, há 774 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever, dos quais 64% são mulheres. Além disso, 72% deles estão em dez países, como o Brasil. A Índia lidera a lista, seguida por China e Paquistão.

O estudo também mapeou os principais desafios da educação no planeta. A crise na aprendizagem não é só no Brasil, mas global. Para a Unesco, o problema está relacionado com a má qualidade da educação e a falta de atrativos nas aulas e de treinamento adequado para os professores.

No Brasil, por exemplo, atualmente menos de 10% dos professores estão fazendo cursos de formação custeados pelo governo federal, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Entre os países analisados, um terço tem menos de 75% dos educadores do ensino primário treinados.

Sobre os investimentos na área, das 150 nações analisadas, apenas 41 atingiram a meta da Unesco, ou seja, aplicaram em educação 6% ou mais de seu Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas geradas. O Brasil é um deles, mas o gasto anual por aluno da educação básica é de cerca de R$ 5 mil. Em países ricos, esse valor é três vezes maior.

Meta até 2015

No Fórum Mundial de Educação realizado em 2000, 164 países (entre eles, o Brasil), 35 instituições internacionais e 127 organizações não governamentais (ONG) adotaram o Marco de Ação de Dacar, em que se comprometem a dedicar os recursos e esforços necessários para melhorar a educação até 2015.


Na ocasião, foram traçados seis objetivos: os países devem expandir os cuidados na primeira infância e na educação; universalizar o ensino primário; promover as competências de aprendizagem e de vida para jovens e adultos; reduzir o analfabetismo em 50%; alcançar a paridade e igualdade de gênero; e melhorar a qualidade da educação.

Segundo o relatório da Unesco, esse compromisso não deve ser atingido globalmente, apesar de alguns países terem apresentado avanços nos últimos anos.

Em todo o mundo, a taxa de alfabetização de adultos passou de 76% para 82% entre os períodos de 1985-1994 e 1995-2004. Mas, por região, os índices ainda permanecem bem abaixo da média na Ásia Meridional e Ocidental e na África Subsaariana (ao sul do deserto do Saara), com aproximadamente 60%. Nos Estados Árabes e no Caribe, as taxas estão em cerca de 70%.


Fonte: G1

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Música – uma das mais belas demonstrações de cultura


Mogi das Cruzes, através da Secretaria da Cultura promoveu o primeiro Festival de Verão da cidade, proporcionando à população diversas atrações culturais totalmente gratuitos.

Estive presente a apresentações dos pianistas da cidade no terminal central e ao grande concerto da Orquestra Bachiana Filarmônica do SESI-SP, sob a regência do maestro João Carlos Martins no auditório do Cemforpe.

O espetáculo foi belíssimo, exaltando as apresentações dos renomados autores clássicos como, Chopin, Mozart, Bethoven, Bach, etc. Grande destaque da apresentação, o pianista e maestro João Carlos Martins, mostrou todo seu talento, e nos emocionou com sua brilhante apresentação.

Acompanho a carreira do maestro desde a minha adolescência, através da sua participação no extinto programa de televisão “Concertos para a Juventude”, onde seu talento ao piano me emocionava. A partir daí comecei a acompanhar todas as suas participações em programas e suas entrevistas, onde demonstrava todo seu conhecimento musical.

Fiquei muito triste ao saber que uma doença degenerativa o tinha afetado e estava diminuindo o movimento dos dedos da mão, chegando a tocar piano apenas com dois dedos, tamanha a manifestação da doença que o possibilitava apenas movimentar o dedo indicador. Apesar de tamanha restrição, nunca demonstrava tristeza ou desânimo, mesmo depois de perder totalmente o movimento dos dedos, sua paixão pela música era maior que suas restrições físicas, e começou a desenvolver seus estudos na regência com uma técnica única, pois a doença o impedia de segurar a batuta e de virar as páginas das partituras, começou um trabalho minucioso de memorizar nota por nota, demonstrando todo seu talento também na regência, sendo reconhecido como uns dos grandes regentes da atualidade.



Em 2006, o maestro João Carlos Martins fundou a orquestra Bachiana Jovem, que tinha por objetivo trabalhar na evolução musical de jovens musicistas e ao mesmo tempo democratizar a música clássica apresentando-se para pessoas que jamais tiveram acesso às salas de concerto. As apresentações estenderam-se desde pequenas cidades, até comunidades mais carentes, através da série de concertos em todos os CEUS da Capital Paulista e diversas escolas públicas e praças pelo Brasil afora.

Após 11 anos sem tocar piano e passar por 19 cirurgias, o maestro finalmente consegue recuperar parcialmente os movimentos dos dedos e em junho de 2013, volta a tocar.

A música é uma das mais belas demonstrações de cultura de um povo. Eu particularmente sou um admirador da música clássica, onde toda sensibilidade e talento os músicos e do regente são totalmente explorador para sensibilizar o expectador, pois diferente de outros gêneros musicais, na música clássica não há o papel do vocalista, não há uma narrativa que cative o ouvinte, é aí que entra a sensibilidade, a emoção dos músicos em transmitir sua mensagem.

Parabenizamos a Secretaria da Cultura, pela realização do Festival de Verão, trazer cultura de graça para a população é uma grande sacada, pois ainda somos muito carentes de opções culturais.