quarta-feira, 30 de julho de 2014

Primeiro-ministro japonês fará uma visita ao Brasil


O primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, fará uma rápida visita ao Brasil, entre o dia 1º e 2 de agosto. Segundo informações do chefe de  gabinete do governo japonês, antes de desembarcar em solo brasileiro, ele visitará outros quatro países latino-americanos, México, Trinidad e Tobago, Colômbia e Chile, encerrando sua viagem no Brasil.

Apesar dos laços entre Brasil e Japão, a última vinda ao Brasil de um primeiro-ministro do Japão ocorreu há 10 anos, em setembro de 2004, quando o ex-premiê nipônico, Junichiro Koizumi, esteve no Brasil, a convite do governo brasileiro.

A agenda de Abe no país ainda não foi divulgada oficialmente, por motivos de segurança, mas informações dão conta que o primeiro-ministro visitará o Distrito Federal e a capital paulista. Em Brasília, terá encontro com a presidente Dilma Rousseff, e firmar um novo programa de desenvolvimento de infraestrutura e logística, nos moldes do Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para Desenvolvimentos dos Cerrado (Prodecer).


Fontes japonesas dão conta que Abe deverá oferecer ajuda para a melhoria em infraestrutura, incluindo redes de  transporte de produtos agrícolas e em portos, para que o Brasil, o maior exportador de alimentos, possa aumentar ainda mais os negócios. Em São Paulo, o primeiro-ministro irá ao Parque do Ibirapuera, Zona Sul da Capital, onde visitará o monumento em homenagem aos pioneiros da imigração japonesa no Brasil e o Pavilhão Japonês. Logo depois, fará um seminário para empresários, no bairro de Pinheiros. Ele encerra a visita ao país com um encontro no Bunkyo, onde visitará, também, o Museu da Imigração Japonesa, localizado no mesmo prédio.

Fonte: São Paulo Shimbum

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Cidade de São Paulo investe pesado em reciclagem de lixo

Nova usina de tratamento de lixo em Santo Amaro
Seguindo modelo de vários países da Europa e do Japão, na questão do tratamento do lixo, a Prefeitura da Cidade de São Paulo, vem investindo em novas usinas de reciclagem de lixo. Duas novas usinas foram instaladas, com tecnologia moderna e com grande capacidade para processar mais material reciclável do que a quantidade de lixo separada pelo paulistano. O plano da Prefeitura prevê a construção de mais duas usinas até o fim de 2016 e ampliação dos distritos que terão coleta seletiva.

Até hoje, São Paulo tinha convênio com 21 cooperativas de catadores para a separação do material reciclável. Para separa os resíduos e devolvê-los às indústrias, essas pessoas abriam os sacos de lixo reciclável e separavam, no olho ou com ajuda de maquinário simples, cada tipo de material.

As duas novas usinas fazem a separação do material de acordo com a dimensão dos resíduos e leitores óticos para organizar os detritos, dando um ganho de produtividade muito maior ao processo, as cooperativas conseguiam separar 250 toneladas de resíduos por dia, mesma quantidade separada por usina. Assim, a capacidade diária de processamento dos resíduos da cidade chega a 750 toneladas/dia.

Quando as outras usinas estiverem prontas, a capacidade de reciclagem será consideravelmente aumentada, superando em muito os atuais 10%. Hoje o morador separa mais do que a capacidade das centrais manuais. Então uma parte dos resíduos era misturada nos aterros, porque não havia capacidade de processamento.

novas máquinas para separar o lixo

Com os novos maquinários, o quadro mudou, haverá muito mais capacidade de processamento, cabendo a prefeitura fazer a divulgação e conscientizar a população a desenvolver o hábito de separar o lixo em casa.

São Paulo ainda enfrenta grandes desafios na coleta de lixo, bairros mais distantes ainda não contam com coleta em determinadas ruas, os moradores são obrigados a andar algumas quadras para deixar seu lixo para os coletores. A promessa da prefeitura é que até o fim de 2015, a coleta de lixo será universalizada, com os caminhões passando em todas as ruas da cidade.

Outra boa ideia trazida do Japão e que a prefeitura de São Paulo está desenvolvendo, é um tipo de saco de lixo, específico para abrigar resíduos secos que devem ser reutilizáveis.

No Japão, o lixo seco e plástico utiliza sacos na cor transparente, com inscrições do material a ser acondicionado. Já o lixo úmido, é depositado em saco de cor escura, dependendo da cidade, na cor preta ou cinza.



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Campanha no Japão busca evitar que pessoas digitem enquanto andam


As novas tecnologias sem sombra de dúvidas vem nos facilitar a vida, mas algumas dessas inovações acabam por deixar-nos reféns a ponto de não conseguir mais viver sem eles. É o caso do celular, hoje em dia não conseguimos sais de casa sem ele, mas seu uso exige atenção, principalmente no trânsito, tanto conduzindo veículos como pedestres.

No mundo inteiro, a maioria das campanhas de alerta ao uso do telefone celular é voltada para quem dirige falando, escrevendo ao volante. No Japão, o foco é diferente. O foco é o pedestre que anda e tecla.

Chegou mensagem e o esbarrão veio anexado. Os japoneses estão olhando mais para baixo do que para frente. Isso acontece no mundo inteiro, mas em uma metrópole com 30 milhões de pessoas, como Tóquio, pode ser perigoso. Quer se escolher música, escrever, checar mensagens, ver mapa caminhando. E, às vezes, até quando estão olhando para frente, a mão com o telefone permanece para o alto, em um reflexo que deixa claro o quanto estamos dependentes.

Um rapaz não larga o celular para nada e não se preocupa muito. Diz que consegue teclar e andar. A grande desculpa de todo mundo é que é coisa rápida, ‘só uma olhadinha na tela’. Pois bem, o que aconteceria se todo mundo resolvesse dar a tal ‘olhadinha’ enquanto atravessa uma rua? Essa experiência foi feita no Japão. E não em uma rua qualquer.

O cruzamento de Shibuya, no centro de Tóquio, é o mais movimentado do mundo. Nos horários de pico, até três mil pessoas cruzam essa rua a cada sinal. Para garantir a segurança de todos, o experimento foi feito no computador. Os prédios, a distância entre as esquinas, tudo foi reproduzido. Os bonequinhos representam as pessoas que andam em velocidades diferentes: 6, 4 e 3 quilômetros por hora.

Seriam 1,5 mil pedestres olhando para o celular, perdendo parte considerável da visão. Quando o sinal fica verde para eles, começa a simulação. No começo é possível desviar, mas logo começam os encontrões, telefones ao chão e pessoas também.

Quando o sinal fecha, o resultado: apenas um terço chegaria bem, sem qualquer esbarrão. O resultado surpreendeu até a empresa de telefonia que patrocinou a campanha. ‘Os telefones têm muitas funções e as pessoas acabam ficando muito tempo olhando para a tela’, diz o representante da empresa. Se os japoneses vão mudar seus hábitos, é difícil prever.  Mas, agora, eles conhecem bem os riscos.

Essa simulação aponta o extremo. O número de vítimas em acidentes desse tipo em Tóquio, em 2013, nem foi tão alto: 36 pessoas. Mas, os bombeiros dizem que esse número está crescendo e que já há casos graves, como o do homem que entrou, sem perceber, na linha férrea e foi atropelada por um trem.

Fonte: G1

 

 



terça-feira, 15 de julho de 2014

Japão inaugura primeira estação de hidrogênio para carros




primeira estação comercial japonesa de recarga de hidrogênio para veículos elétricos foi inaugurada nesta segunda-feira no oeste do Japão. As instalações devem abastecer a nova geração de carros com de bateria de hidrogênio, que estará no mercado em 2015.

A fábrica, localizada na cidade de Amagasaki e operada pela companhia japonesa Iwatani, começará a funcionar quando chegarem ao mercado os primeiros carros de bateria de hidrogênio. Até então estará em fase de provas e de formação para seus futuros empregados.

O preço do hidrogênio será similar ao da gasolina, anunciou a empresa japonesa, líder nacional no setor de gases industriais.

A estação custou cerca de 500 milhões de ienes (R$ 6,56 milhões), e permitirá encher um tanque de hidrogênio de tamanho padrão em cerca de três minutos. As instalações "representam o início de uma nova sociedade baseada no hidrogênio", afirmou em entrevista coletiva o diretor da empresa, Masao Nomura.

O governo japonês, por sua vez, prevê instalar uma centena de estações comerciais de hidrogênio nas principais cidades do país para até o final de 2016, com o objetivo de fomentar o uso de automóveis de nova geração.

Os automóveis de bateria de hidrogênio funcionam graças à reação química do hidrogênio com o oxigênio, e só emitem vapor de água.

A maior fabricante mundial de veículos, Toyota Motor, apresentou no final de junho seu primeiro modelo baseado nesse tipo de energia para ser produzido em massa, que será lançado em março por um preço estimado de 7 milhões de ienes (aproximadamente R$ 153 mil).

Fonte: Galileu



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Competição Internacional entre Universidades, em busca de moradias sustentáveis


Criado em 2002 nos Estados Unidos pelo Departamento de Energia dos EUA, o Solar Decathlon é uma competição internacional entre universidades. O desafio para essas equipes formadas por estudantes de graduação e pós-graduação de todo o mundo: conceber uma habitação funcional, usando o sol como única fonte de energia.
Para a terceira edição, o Solar Decathlon Europe acontece na França, nos jardins do Rei Sol, no coração do domínio do castelo de Versalhes. Os vinte melhores projetos serão expostos no centro da Cité du Soleil a partir de 28 junho - 14 julho de 2014. Eles serão avaliados de acordo com dez testes (daí o nome “decatlo”) em uma base total de 1000 pontos. 

Cada uma dessas equipes é baseada em uma ou mais universidades, com a colaboração técnica e financeira de instituições e empresas. O papel durante todo o processo, desde o início do projeto até a fase final da competição, é desenvolvido exclusivamente pelos alunos, conhecidos como "decathletes", supervisionados por um professor.
Alvo 
A organização do evento tem como objetivo, fins educacionais e científicos: os decathletes aprendem a trabalhar em equipes multidisciplinares, que enfrentam os desafios do futuro da construção, desenvolvendo soluções inovadoras, tornando-se consciente das reais possibilidades de combinar uma redução do impacto ambiental, conforto e manutenção da qualidade do projeto em suas casas, e acesso a técnicas e processos de profissionais que podem ser estudadas e aplicadas. Além disso, têm a oportunidade de trocar experiências e crescer profissionalmente através de seu trabalho durante a competição.
projeto de estudantes americanos
O evento é uma grande oportunidade para universidades, empresas e órgãos públicos ao acesso a uma nova forma de colaboração, ensaiando, por exemplo, projetos científicos em condições reais, para futuramente levar  ao mercado, ou adaptar novas idéias aos já produtos existentes.
Universitários japoneses participam freqüentemente da competição. Este ano, os estudantes da Universidade de Chiba, desenvolveram projetos pensando nas áreas atingidas pela catástrofe que abalou o país, após o terremoto e tsunami de 2011.
Muitos deles atuaram como voluntários na região atingida e apresentaram projetos de construção de casas que se baseiam na rapidez e facilidade ao se construir moradias a desabrigados, procurando reduzir o consumo de eletricidade por meio de isolamento térmico.
Mesmo apresentando um projeto muito elogiado pelos juízes, o time japonês ficou apenas em décimo lugar, cabendo ao time italiano, a primeira colocação, seguido da Holanda.

 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mulheres são a chave para o crescimento econômico do Japão

O Japão sempre foi um dos países mais machistas do mundo, por anos as mulheres cuidavam apenas das tarefas de casa, e as poucas que se aventuravam a trabalhar fora, eram relegadas a papéis com pouca relevância na estrutura da empresa. Cargos de liderança, nem pensar.


 Somente por volta da década de 1970, que as japonesas começaram a ingressar mais ativamente no mercado de trabalho, e hoje são peças chave para a economia.

O Escritório do Gabinete do governo japonês sua nova estratégia de crescimento. O plano considera as mulheres peça-chave para impulsionar a economia do país e define políticas para facilitar a sua entrada no mercado de trabalho.

O mundo também vem exortando o Japão a promover o poder feminino na sociedade. Com a diminuição da população economicamente ativa no país (entre 15 e 64 anos de idade), um aumento nas taxas de emprego de mulheres poderia incentivar o crescimento do Produto Interno Bruto. O governo não deveria considerar somente a população feminina como força de trabalho, mas também tentar aproveitar as suas ideias.

A Agência de Pequenas e Médias Empresas do Ministério da Indústria lançou no ano fiscal de 2013 um programa de estágio para donas de casa entre 30 e 40 anos de idade. Uma agência de empregos analisa as necessidades de pequenas e médias empresas e envia trabalhadoras de acordo com suas habilidades. No ano fiscal de 2013, mais de 3000 mulheres trabalharam como estagiárias em empresas, e o número de trabalhadoras efetivadas passaram dos 1300.


O Banco de Desenvolvimento do Japão vê as ideias das mulheres e seus pontos de vista como essenciais para o crescimento do país. O banco organiza competições de propostas de novos negócios com empresárias, oferecendo assistência financeira e outros para as vencedoras.

O resultado da campanha não poderia ser melhor, várias propostas foram encaminhadas, com idéias excelentes. Uma das ganhadoras tem uma empresa que projeta, produz e vende suéteres artesanais em Kesennuma, cidade atingida pelo desastre no leste do Japão em 2011. A empresária começou seu negócio após a tragédia como uma fonte estável de renda para a comunidade. Ela escolheu as roupas feitas a mão por causa do costume local de fazer suéteres para pescadores.

A  capacidade da sociedade de facilitar o acesso ao mercado de trabalho para mulheres é fundamental para o sucesso das políticas econômicas do premiê Shinzo Abe, conhecidas como Abenomics.

Recentemente, um legislador da Assembleia Metropolitana de Tóquio, membro do Partido Liberal Democrático, teve que se desculpar por comentários machistas. Durante sessão da assembleia, ele gritou "você deveria se apressar e casar logo" para uma parlamentar de outro partido que questionava as políticas de apoio a mulheres. O fato destas palavras terem sido proferidas em uma assembleia mostra a falta de entendimento em relação a políticas que aumentem o poder das mulheres.

A sociedade japonesa como um todo, incluindo homens, empresas e comunidades locais, precisam mudar suas maneiras de pensar a questão.