terça-feira, 30 de outubro de 2012

O que é Terceiro Setor


O Terceiro Setor é o espaço ocupado especialmente por organizações da sociedade civil (privadas, não governamentais), sem fins lucrativos ou econômicos, de interesse social ou coletivo, constituídas basicamente na modalidade de associações e fundações privadas, que tem como objetivo gerar serviços de interesse público. 



Com a crescente decadência do Estado em relação às questões sociais, o primeiro setor - governo, juntamente com o segundo setor - empresas privadas, começam firmando parcerias  financiando inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor.

Nas décadas de 70 e 80, a sigla ONG – Organização não Governamental era geralmente utilizada para designar toda organização social. Atualmente a essa expressão está em desuso, salientando que do ponto de vista jurídico o termo ONG não se aplica, isto porque essas organizações juridicamente se constituem sob a natureza de associações ou fundações privadas ou, ainda, sob a natureza jurídica de organizações religiosas.

As entidades beneficentes são as operadoras de fato, cuidam dos carentes, idosos, meninos de rua, drogados e alcoólatras, dando-lhes suporte aos desamparados, cursos profissionalizantes, atividades esportivas e culturais, assistência médica e psicológica.

Muitas entidades sem fins lucrativos são enquadradas como empresas do terceiro setor, mas na realidade geram lucro ou atendem os interesses dos próprios usuários. Um clube esportivo, por exemplo, é sem fins lucrativos, mas beneficia somente os seus respectivos sócios.

Segundo, pesquisa do Instituto Ethos – organização que promove a responsabilidade social nas empresas, o terceiro setor no Brasil engloba 220.000 entidades, o que inclui escolas, associações de bairro e clubes sociais.



Muito se fala em responsabilidade social, mas pouca gente sabe o significado literal da palavra. Responsabilidade social, no fundo, é sempre do individuo, nunca de uma empresa jurídica, nem de um Estado impessoal. Caso contrário, as pessoas repassariam as suas responsabilidades às empresas e ao governo, ao invés de assumirem para si. Mesmo conscientes disso, vivem reclamando que os “outros” não resolvem os problemas sociais do Brasil.

Outra pesquisa do mesmo instituto revela que das 500 maiores empresas brasileiras, somente 100 são consideradas parceiras do terceiro setor. Das 250 empresas multinacionais que tem negócios no Brasil, somente 20 são admiradas. A maioria das empresas consideradas parceiras são pequenas e médias e são relativamente desconhecidas pelo grande público.

No mundo inteiro, as empresas contribuem somente com 10% da verba filantrópica global, enquanto as pessoas físicas, notadamente da classe média, doam os 90% restantes. No Brasil, a classe média doa em média 23 reais por ano, menos que 28% do total das doações. As fundações doam 40%, o governo repassa 26% e o resto vêm de bingos beneficentes, leilões e eventos.

Mesmo nos países altamente desenvolvidos, existem entidades que prestam apoio principalmente nas causas internacionais prestando ajuda aos países pobres.

Um exemplo disso são duas instituições japonesas, uma delas é a JETRO – Japan External Trade Organization, órgão que tem como objetivo promover e auxiliar os países em desenvolvimento, planejando e criando soluções para a melhoria das comunidades.

Outro órgão japonês é a JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão, que tem como objetivo a implantação da assistência para o desenvolvimento contribuindo para a paz e o crescimento da sociedade internacional, trabalhando nos desafios que acompanham as mudanças climáticas e questões relacionadas à água, alimentos e doenças infecciosas, redução da pobreza e crescimento justo.

domingo, 28 de outubro de 2012

Japoneses apresentam robô para vasculhar usina nuclear


 Future Robotics Technology Center (fuRo), divisão de robótica avançada do Instituto de Tecnologia de Chiba, apresentou o Sakura, robô para uso em caso de desastres.



O robô foi desenvolvido com o objetivo imediato de entrar e vasculhar o subssolo dos prédios onde estão os reatores nucleares danificados da usina de Fukushima Daiichi.

“[O Sakura] é muito compacto, já que precisa descer por escadas de apenas 70 cm de largura e se movimentar por passagens de também 70 cm”, explica Eiji Koyanagi, vice-diretor da fuRo, ao DigInfo TV.

O robô conta com câmera e microfone, que podem ser usados para procurar rachaduras e vazamentos tanto por imagem como por som.

Uma vez que o Sakura entrará em contato com ambiente radioativo, ele conta com dispositivos retráteis automáticos de comunicação e recarga. Ainda, é construído de modo que não seja necessário realizar manutenção pelo período estimado de três anos.

“No próximo mês, faremos testes de mobilidade e resistência. Em seguida, testaremos sua capacidade de carregar equipamentos em uma escada. Então planejamos fazer ajustes finos no Sakura para testá-lo com a Tepco [operadora de Fukushima Daiichi]”, completou Koyanagi.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Idosos japoneses querem continuar trabalhando após aposentadoria


Enquanto os brasileiros quando atinge idade próxima a aposentadoria, ficam ansiosos e contando os dias para se aposentar, no Japão é totalmente o oposto.

Os japoneses querem continuar trabalhando, e o governo enfrenta um problema: como atender aos desejos de um enorme número de trabalhadores idosos cheios de disposição.

A aposentadoria no Japão se dá somente por idade. Até o ano de 2011 a idade era de 60 anos, mas o governo alterou este ano para 61 anos e irá aumentar gradativamente até 65 anos em 2025.



A medida foi tomada devido ao cenário em que a maior população de aposentados da história se torna dependente do governo já muito endividado. “Caso não fizéssemos isso, caminharemos para um desastre”, cita um membro do ministério da previdência.

A aposentadoria pode ser o início de uma nova etapa produtiva e não necessariamente o confinamento definitivo em casa.

Uma recente pesquisa realizada pelo governo japonês revelou que 70% das pessoas entre 60 e 69 anos querem continuar contribuindo para a sociedade, trabalhando, para manter a saúde ou para encontrar amigos.

Quase 15% da população japonesa é composta por sexagenários. Eles pertencem à geração que nasceu pouco depois da guerra e que foi a chave para o progresso econômico do país durante o período pós-guerra. Apesar da aposentadoria, são pessoas que pretendem continuar trabalhando e contribuindo. 

O acúmulo de experiências que tem um aposentado pode ser aproveitado por outras pessoas. É o caso de Shinji Matsumoto, 64, um engenheiro aposentado da Asahi Glass, que esteve por dois anos no Vietnã como parte de um programa de voluntariado da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

Matsumoto ensinou os engenheiros vietnamitas a elaborar planos de negócios, melhorar a eficiência no trabalho e garantir a segurança nos locais de produção.

Além disso, o ex-funcionário da Asahi tem prestado assessoria a cerca de 50 empresas japonesas, sem se desligar do Vietnã, para onde freqüentemente viaja com o objetivo de ministrar palestras.

A Genius Corp, uma empresa de recursos humana destinada a idosos com conhecimentos técnicos e experiência em negócios, tem uma lista com cerca de 250 engenheiros e 50 especialistas em negócios internacionais. Desde que foi criada em maio de 2011, tem recebido muitos pedidos de empresas japonesas e estrangeiras interessadas em contratar seus serviços.

A Universidade Rikkyo também abriu em 2008 um centro de aprendizado dirigido às pessoas com mais de 50 anos. A demanda desde então tem ultrapassado as expectativas. A cada ano, mais de 500 pessoas mostram interesse nos cursos. Entre os estudantes, cuja idade média é de 62 anos, há desde donas de casa até advogados.

Um exemplo é o de Jun Kadoda, 64, ex-diretor financeiro da filial japonesa da JPMorgan e ex-vice-presidente da Citibank Japan. Ele se aposentou no ano passado e em abril se matriculou no programa com a intenção de aprender coisas que estavam fora da sua realidade no trabalho. Quando se aposentou, recebeu uma proposta de emprego bem remunerado, mas ele recusou porque tinha a intenção de começar algo totalmente novo.

Manter os trabalhadores idosos ativos poderá representar uma economia nos custos com saúde. Nagano, uma cidade no centro do Japão, tem a maior proporção de trabalhadores idosos entre todas as prefeituras do país e seus idosos gastam menos com saúde, segundo um relatório divulgado em 2007 pelo Ministério da Saúde japonês.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A Força Política da Colônia Japonesa


Nessas últimas eleições, a colônia japonesa radicada na região do Alto Tietê, mostrou toda sua força, elegendo dois prefeitos; em Suzano, Paulo Tokuzumi e em Itaquaquecetuba, Mamoru Nakashima.

Paulo Tokuzumi - prefeito eleito de Suzano
Mamoru Nakashima - prefeito eleito de Itaquaquecetuba

Em Mogi das Cruzes, das 23 vagas para vereador, cinco dos eleitos, são descendentes de japoneses, destacando que o vereador mais votado da cidade foi Juliano Abe com 5.923 votos, número altamente expressivo, considerando que essa é a primeira vez que se candidatou. O próprio vereador eleito, em declaração a imprensa, se disse impressionado com os números, não esperando ser o mais votado, mesmo tendo o apoio de seu pai, ex prefeito da cidade e atual Deputado Federal, Junji Abe.

Juliano Abe - vereador mais votado em Mogi das Cruzes


Todos esses números mostram que a comunidade Nikkei (descendentes de japoneses) é muito forte, e preferencialmente numa disputa eleitoral, vão votar no candidato Nikkei.

Deputado Federal Junji Abe

Segundo dados das associações culturais das colônias japonesas da região, existem aproximadamente 40 mil descendentes de japoneses,  somente em Mogi das Cruzes e Suzano, cidades que acolheram um grande número de imigrantes japoneses no inicio do século passado, que com muito trabalho e esforço ajudaram a desenvolver essas duas cidades, inicialmente na agricultura, e posteriormente no comércio, indústria e em todos os setores da economia.

Na esfera regional, os nikkeis têm uma grande representação política, mas a comunidade ainda espera alcançar cargos com maior relevância em nível nacional, como um Governo de Estado, ministros ou até quem sabe um dia, um Presidente da República, como aconteceu no Peru com Alberto Fujimori.

O político Nikkei que ocupou um cargo de maior destaque no cenário nacional foi Shigueaki Ueki, que foi Ministro das Minas e Energia no Governo do Presidente Ernesto Geisel durante os anos de 1974 a 1979, que aos 38 anos de idade foi um dos mais jovens ministros a ocupar o cargo, posteriormente foi nomeado presidente da Petrobrás, permanecendo durante seis anos, contribuindo com um grande trabalho de desenvolvimento e consolidação da empresa.

ex-ministro Shigueaki Ueki 

Outro que ocupou um cargo no alto escalão do governo Lula, foi Luiz Gushiken, que foi Chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, com status de ministro, mas não permaneceu até o fim do mandato, saindo com suspeitas de envolvimento em crime de corrupção.

A comunidade Nikkei espera ansiosamente, que em breve possa ter um representante num cargo publico de destaque nacional, força para isso ela tem, basta o candidato mostrar trabalho, honestidade e um bom histórico de serviços junto à comunidade.



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Técnicos da Prefeitura de Mogi das Cruzes viajam ao Japão para conhecer estrutura de reciclagem de lixo


Dois representantes da Prefeitura de Mogi das Cruzes viajaram no dia 13/10 para Toyama para conhecer o trabalho que é realizado na cidade japonesa com a coleta seletiva e reciclagem de lixo. A viagem faz parte do convênio assinado entre os dois municípios e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) para o desenvolvimento do Projeto de Promoção da Reciclagem do Lixo em Mogi das Cruzes, que irá permitir que Mogi tenha acesso a mais moderna tecnologia do mundo no setor.

Os diretores André Saraiva, da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, e José Roberto Elias Rodrigues, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, permanecerão na cidade japonesa até o dia 3 de novembro. Durante estes 20 dias, os mogianos conhecerão todo o processo de coleta de lixo de Toyama, desde o descarte pela população até o processo de reaproveitamento do material, passando por estruturas e equipamentos utilizados.

Prefeito Bertaiolli e membros da Jica discutem soluções para o lixo


“O Japão é um modelo neste trabalho para o mundo e esta visita trará informações valiosas para que possamos implantar aqui em nossa cidade, ampliando a reciclagem de lixo, o que traz melhorias na qualidade de vida da população e para o meio ambiente da cidade”, destacou o prefeito Marco Bertaiolli.

O acordo de cooperação é fruto da visita da comitiva mogiana, comandada por Bertaiolli, ao Japão em 2010. Em abril deste ano, o protocolo de intenções foi assinado, prevendo um financiamento a fundo perdido de R$ 600 mil pela Jica e outros R$ 100 mil vindos da cidade de Toyama. Com duração prevista até setembro de 2014, o acordo inclui, além da capacitação dos técnicos mogianos no Japão, a definição de metodologias para separação de resíduos domésticos, a elaboração de planejamento de Educação Ambiental, a orientação técnica aos catadores e o estímulo à formação de entidades cadastradas e administrativamente estáveis.

No final de agosto, uma comitiva formada por representantes da cidade de Toyama e da Jica esteve em Mogi das Cruzes para conhecer o trabalho que é desenvolvido na cidade atualmente. Entre os locais visitados, estiveram os Ecopontos do Jardim Armênia e Parque Olímpico, o Centro de Triagem na Vila São Francisco, indústrias e o Núcleo Ambiental Ilha Marabá, no Mogilar. O processo de coleta do lixo também foi acompanhado.

“Eles ficaram bem impressionados com o que Mogi das Cruzes realiza hoje e já sugeriram algumas intervenções para que o trabalho seja otimizado”, afirmou a secretária municipal do Verde e Meio Ambiente, Maria Inês Soares Costa Neves, lembrando que a Administração Municipal possui um grupo de trabalho formado por representantes de diversas pastas para o planejamento e implantação de ações.

Atualmente, a coleta seletiva atende 70% da área urbana da cidade. O material coletado é encaminhado ao Centro de Triagem, localizado na Vila São Francisco, onde um grupo de ex-catadores realizam a separação do material, que é encaminhado para reciclagem. A cidade também conta com dois Ecopontos, além da Operação Cata-Tranqueira, que recolhe materiais inservíveis.

“Nossos próximos desafios são aumentar o volume coletado e contar com a participação de outras pessoas que trabalham com reciclagem em Mogi das Cruzes”, completou a secretária.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

Japão está investindo alto em redes inteligentes


Após o acidente nuclear na usina de Fukushima no Japão, o país deparou-se com um grande dilema: buscar fontes de energia seguras e renováveis.

O governo tem investido muito em energia solar e eólica, subsidiando a compra de painéis solares para residências e pequenas empresas e também turbinas eólicas para as grandes empresas que estão dispostas a investir nesse tipo de energia limpa.

Mas esses dois tipos de energia estão a mercê das condições climáticas, que estão cada dia mais instáveis, causando mudanças bruscas no clima do planeta.

Devido a esses fatores, o Japão está investindo em Smart Grid (redes inteligentes), que é uma forma de rede elétrica que utiliza tecnologia digital, que são basicamente sensores que detectam informações sobre a operação e desempenho da rede, analisando, por exemplo, se a tensão está muito alta ou baixa, instruindo os dispositivos instalados na rede para reduzir ou aumentar a tensão, economizando assim a energia gerada e contribuindo para reduzir as emissões de carbono.


A Toshiba, uma das maiores fabricantes de eletroeletrônicos do Japão, fechou um acordo de parceria de negócios com a empresa francesa Alstom Grid na área de smart grids buscando desenvolvimento no sistema de distribuição de energia elétrica de próxima geração, fazendo uso de baterias de armazenamento e de controle remoto computadorizado para gerenciar as reservas de energia.

A Toshiba fabrica baterias de armazenamento avançadas. A Alstom Grid, por sua vez, é conhecida pro suas soluções em gerenciamento de redes elétricas.


As duas empresas planejam trabalhar juntas com o objetivo de desenvolver uma ampla gama de soluções em gerenciamento de eletricidade, esperando assim comercializar produtos para operadoras do mundo todo e impulsionar sua competitividade dentro do comércio global de energia.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Eco estádio


Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, uma grande preocupação toma conta dos organizadores. O Brasil como sede, se comprometeu com a FIFA, em organizar o evento da forma mais sustentável possível, com construção de estádios inteligentes, modernização e ampliação de aeroportos e das vias de acesso aos estádios. Mas segundo estudos, o impacto ambiental somente durante as obras de preparação serão enormes. Aproximadamente 11,1 milhões de toneladas de gás carbônico serão emitidos e o consumo de energia elétrica se aproximará ao de uma cidade de 180 mil habitantes, ao longo de um ano, aumentando muito a pegada de carbono, que é a medida do impacto das atividades humanas sobre as emissões de gases do efeito estufa.

O Grupo paranaense JMalucelli, proprietário do JMalucelli Futebol S/A,  preocupado com todos esses problemas ambientais, inovou ao construir seu novo estádio na cidade de Curitiba.
Tornou-se famoso por ser o primeiro "estádio ecológico" do Brasil, pois sua arquibancada foi construída com cadeiras colocada em cima de um morro, sem a utilização de concreto. Por isso, o estádio também é denominado Eco-Estádio Janguito Malucelli.
Antigo CT do clube, o novo estádio situado em frente do Parque Barigüi foi totalmente remodelado, e uma das atrações do novo espaço - a arquibancada, que foi aproveitada em cima do morro localizado no local. Além da grama plantada em todos os degraus, foram colocadas cadeiras/assentos em toda a extensão, fora o assento continua a grama. Vale lembrar que é um tipo de arquibancada inédita com a idéia da grama que segurou por algum tempo o molde dos degraus, agora arquibancada ecológica, assim como foi batizado o novo espaço, o Eco-Estádio Janguito Malucelli.
1º Eco estádio do Brasil
Futebol e ecologia nunca caminharam lado a lado. A construção de modernos estádios é uma das maiores provas disso: além de gastar milhões, os dirigentes não se preocupam com a agressão à natureza provocada pelas edificações.
JMalucelli Futebol resolveu adequar simplicidade e consciência ecológica na construção do estádio Janguito Malucelli, chamado de Eco estádio, concebido para causar o menor impacto ambiental possível. Tudo é ecologicamente correto: a arquibancada é escavada na terra, a madeira veio de área de reflorestamento e o ferro, de dormentes de ferrovia desativada.
Apesar de ambientalmente correto, o eco estádio sofre com a falta de segurança da região. No começo de 2012 um torcedor do clube Atlético Paranaense morreu atropelado justamente no jogo que marcou o recorde de público do estádio. 

A casa do “Jotinha”, como é conhecido fica ao lado de um dos principais cartões postais da cidade, o Parque Barigui. Mas as quase 50 mil pessoas que o visitam aos domingos praticamente não percebem que ali há um estádio de futebol, pois a idéia é manter a harmonia com os quase dois milhões de metros quadrados de área verde da região.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cresce a demanda por brasileiros que vivem no Japão para trabalhar em firmas japonesas no Brasil


Empresas japonesas estão investindo ativamente no Brasil, e a tendência é de que essas firmas contratem brasileiros que moram no Japão. Mais de 200 mil brasileiros vivem no país, e empresas japonesas estão tentando garantir a mão de obra em potencial entre eles e contratá-los para trabalhar nos escritórios e fábricas de suas firmas no Brasil.


Segundo Gilberto Nascimento, encarregado de pesquisa econômica no escritório da Jetro, Organização de Comércio Exterior do Japão, em São Paulo,  recentemente tem aumentado bastante o número de empresas japonesas que têm vindo ao Brasil. Mas não é só o número. A diversidade de segmentos das empresas também aumentou bastante. Há muitas empresas do ramo automotivo tradicional como a Toyota e Nissan, que estão expandindo sua atuação no Brasil, e conseqüentemente pequenas e médias empresas de autopeças também têm vindo bastante. Existem as empresas de outros segmentos que não se viam antes, como a Rakuten e a Sukiya, por exemplo.

Muitos trabalhadores japoneses que vêm para cá não falam português. Então, como conseqüência, existe uma grande demanda por trabalhadores brasileiros que falam japonês. Principalmente, na área técnica, eles necessitam engenheiros que saibam português e japonês para que possam fazer parte da cooperação técnica com as empresas brasileiras e na instalação de novas fábricas. Então, essas empresas têm problema de falta de mão de obra de brasileiros que falam japonês.

trabalhadores brasileiros que atuavam no Japão agora trabalham no Porto de Suape  Pernambuco

Só que eles precisam também de qualificação. Os que as empresas querem são pessoas que saibam a língua japonesa bem, tenham a certificação de língua japonesa de nível 1 ou nível 2, e que tenham também certificados, por exemplo, sejam engenheiros, advogados, contadores, pessoas de RH, e que, claro, que tenham conhecimento do ambiente de uma empresa japonesa.

Gilberto explica sobre o mérito de contratar brasileiros que têm experiência de trabalho no Japão. 

Ele diz: "As pessoas que têm experiência de trabalho no Japão conhecem o ambiente de empresas japonesas. Então elas sabem como lidar com superiores e conhecem, por exemplo, hierarquia da empresa japonesa. Elas sabem como se comportar com os clientes. Então, não só ambiente, mas como lidar com clientes japoneses também. Essa experiência e o know-how técnico que elas adquiriram nas empresas japonesas são muito importantes aqui no Brasil também. As pessoas, por exemplo, que trabalhavam em fábrica e têm a experiência de liderança, exerceram um cargo de liderança no Japão, e quando voltam para cá, se elas tiverem um nível bom de japonês, há possibilidade de serem contratadas para um cargo mais alto."

Gilberto acredita que essa  tendência vai continuar no futuro, porque as empresas japonesas continuam vindo para o Brasil, e aumentando o número de empresas japonesas. Então, conseqüentemente, acredito que vai continuar aumentando essa demanda por pessoas que saibam japonês por um bom tempo ainda.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Universidade de Tokyo é a melhor da Ásia


Após uma fusão entre a Fundação Kaisei School e a Faculdade de Medicina de Tokyo, em 12 de Abril de 1868, nascia uma das mais conceituadas instituições de ensino do  mundo,  a Universidade de Tokyo, que no inicio recebeu o nome de Universidade Imperial e posteriormente, no ano de 1877, foi rebatizada como Universidade de Tokyo. A instituição produziu os 15 primeiros-ministros japoneses. Hoje, cerca de 29.000 alunos freqüentam as suas 12 faculdades, 12 escolas de pós-graduação e onze institutos de pesquisa fenômenos como raios cósmicos e terremotos.

entrada da Universidade de Tokyo

A Universidade possui atualmente o título de melhor universidade da Ásia, de acordo com o The Times Higher Education World University Rankings, importante instituto que classifica as melhores universidades no mundo inteiro. Globalmente, a universidade japonesa ocupa a 27ª posição.

O Campus principal localiza-se em Hongô, em Tóquio, onde antes era a sede feudal da família Maeda. O mais conhecido ponto turístico da Universidade, o Akamon ou Portão Vermelho, é uma relíquia daquela época. O símbolo da Universidade é a folha da Nogueira do Japão (Ichô, em Japonês), devido à grande abundância dessa árvore por todo o Campus.

O Japão é o país asiático tem mais universidades no top 200. No entanto, quatro deles desceram em relação à última classificação: Universidade de Kyoto (52 para 54), Instituto de Tecnologia de Tokyo (108 para 128), Universidade de Tohoku (120 para 137) e Universidade de Osaka (119 para 147).



A queda é atribuída a vários fatores, entre eles, o crescimento de outras universidades asiáticas, em particular da China e Taiwan, e falta de perspectiva ou abordagem internacional das japonesas, considerou Phil Baty, o diretor do instituto. “Há uma sensação de que talvez o Japão esteja isolado no cenário mundial, em termos de colaboração internacional em pesquisa e recrutamento de estudantes internacionais”, expressou, em contrates com instituições de outros países asiáticos, mais abertos ao mundo.

No entanto, Baty disse que o Japão tornou-se ciente da situação e está tomando medidas para revertê-la. O número um do mundo, é o Instituto de Tecnologia da Califórnia, seguido de Oxford e Stanford, que partilham o segundo lugar. Harvard ocupa a quarta posição. No top 10 figuram sete universidades americanas.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O que é plantbottle


A cerca de uns três anos atrás notei que as garrafas de refrigerante da Coca-Cola japonesa contavam com um símbolo diferente nos rótulos, em vez do PET, via-se a inscrição plantbottle circundada pelo símbolo de produtos recicláveis em verde.

Achei estranho, pois ainda não tinha ouvido nada a respeito, e depois de uns dias, retornei para o Brasil e nunca mais ouvi e nem vi nada sobre a nova garrafa.

Só agora, depois de tanto tempo, com a divulgação pela Coca-Cola do novo material de garrafa plástica é que entendi aquela inscrição que vi anos atrás. Para quem quer saber mais sobre a novidade, segue uma breve descrição do processo da plantbottle.

A garrafa PET que conhecemos, é derivada de produtos a base de petróleo. A forma mais comum de se produzir PET é misturar num reator o ácido tereftálico e o etilenoglicol, provenientes do xileno e do etileno, respectivamente. Estes são originados a partir de uma série de processos feitos com a nafta, um dos produtos do petróleo, assim como a gasolina, diesel e querosene.

Uma nova garrafa, que está chegando agora ao Brasil, mas já utilizada em alguns países da Europa e Japão, batizada como plantbottle (garrafa de plantas) é considerada ecológica pelo fato da matéria prima principal, o etilenoglicol ser proveniente de uma fonte natural renovável, ou seja, de plantas.

A matéria-prima para a obtenção do etilenoglicol usado para a fabricação do PET da garrafa ecológica é o melaço da cana-de-açúcar brasileira, mais especificamente a paulista. Os fornecedores do melaço são aqueles cuja cana foi colhida mecanicamente (o que evita as queimadas) e veio de plantação com irrigação natural (chuva) ou com biofertilizantes (fertirrigação com vinhoto, subproduto do beneficiamento da cana). Outro aspecto interessante da cana paulista, é que as plantações localizam-se mais de 2.000 km distantes da floresta amazônica.

A matéria-prima para a fabricação deste tipo de etilenoglicol advém da fabricação do açúcar em usinas. Nesses locais, a cana é esmagada e o caldo é fervido, o que cristaliza boa parte do açúcar presente e o melaço sobra para ser retrabalhado (nova fervura para tentar extrair mais açúcar) ou vendido a eventuais interessados.

O melaço paulista é direcionado para a Índia, onde é convertido em etanol (semelhante ao álcool combustível) e este é desidratado em etileno, quimicamente idêntico ao etileno proveniente da nafta do petróleo. O etilenoglicol fabricado a partir deste etileno é vendido para as fábricas de PET de vários países do mundo (inclusive do Brasil), que o misturam com o ácido tereftálico (ou com outro componente, o tereftalato de dimetila, ambos derivados do petróleo) e obtém-se o PET. Em termos de peso, o etilenoglicol responde por cerca de 30% das matérias-primas da fabricação do PET e é por isso que se diz que a garrafa é feita até 30% à base de plantas.

Uma vez pronto, o PET é injetado e soprado na forma de garrafas, que são preenchidas com refrigerante.

 A Coca-Cola anunciou  que será construída em Araraquara, interior de São Paulo, da maior fábrica de produção de BioMEG do mundo, principal ingrediente das embalagens PlantBottle.
Fruto de uma parceria com a JBF, a iniciativa é parte da meta da empresa de adotar a tecnologia do bioplástico em toda sua produção de garrafas plásticas no Brasil até 2015.

Com a nova unidade, o Brasil se tornará o maior produtor e exportador de BioMEG do mundo, com capacidade de produção estimada em 500 mil toneladas/ano, gerando 1.650 empregos diretos e indiretos. As obras terão início ainda em 2012 e a operação está prevista para começar 24 meses após.
Disponível em mais de 24 países, o uso da embalagem verde eliminou, desde seu lançamento em 2009, o equivalente a quase 100 mil toneladas de emissões de dióxido carbono, o equivalente a 200 mil barris de petróleo.

Fonte: plantbottle.com