domingo, 29 de abril de 2012

O Destino do “LIXO”

As questões envolvendo o destino do “lixo”, ainda são muito discutíveis, não há consenso entre o destino correto, se a melhor solução são  os aterros sanitários ou os incineradores.

No Japão, todo o lixo que não pode ser reaproveitado é destinado a incineração. A pratica é muito antiga principalmente em áreas onde não há muito espaço físico, mas  o  principal problema oriundo desse processo é a poluição  do ar  devido aos gases liberados durante a combustão e a resíduos que passam pelos filtros e não  são  capturados, mas esses transtornos são, em sua maioria, gerados por mão de obra desqualificada e não como  conseqüências diretas do  processo.

A incineração controlada acontece em equipamentos  denominados incineradores, nos quais, o  material é  queimado a temperaturas acima de 900° C. utiliza-se uma quantidade apropriada de oxigênio para se conseguir uma combustão adequada do  lixo a ser incinerado.

A principal indicação para realização da incineração é a eliminação  de material perigoso (material   hospital  e  tóxico,por exemplo). Como a incineração  acontece em geral, em usinas de incineração,  o  calor dissipado durante o  processo é utilizado em diversas atividades, principalmente  na produção de  energia elétrica. O que vem ocorrendo frequentemente em diversas áreas do  Japão, após o desastre nuclear  de Fukushima. O país tem investido na queima de lixo como  fonte energética alternativa.


Ao mesmo tempo em que produz eletricidade, a usina irá reduzir a quantidade de lixo e economizar energia ao deixar de usar máquinas que queimam as cinzas e produtos  químicos para o serviço.  O investimento deverá suprir a demanda de cerca de  30 mil domicílios.

Mogi das Cruzes na vanguarda do tratamento de lixo

O prefeito  da cidade de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli assinou, nesta terça-feira (24/04/2012), o primeiro documento que coloca Mogi das Cruzes na vanguarda do tratamento e disposição final de resíduos sólidos, enterrando por definitivo qualquer risco de a região de Mogi das Cruzes receber um aterro sanitário. O melhor e mais adequado tipo de empreendimento para a região será definido pela Sabesp. A reunião que estabeleceu a parceria ocorreu no Palácio dos Bandeirantes e contou com a presença do vice-governador, Guilherme Afif Domingos, além dos prefeitos de Arujá, Biritiba Mirim, Guararema e Salesópolis, que também farão parte deste consórcio.

“Participamos hoje de uma reunião histórica. A questão da destinação dos resíduos sólidos vem sendo discutida há muito tempo na região e hoje assinamos uma parceria com a Sabesp que colocará o Alto Tietê na linha de frente desta área, com a implantação de tecnologia moderna e uma destinação ambientalmente correta”, afirmou Bertaiolli logo após a reunião. O prefeito lembrou que o próximo desafio do município será aprovar o Plano Diretor de Resíduos Sólidos e a legislação específica para o setor.

Entre as propostas a serem analisadas, destaca-se a usina de incineração e geração de energia - modelo mais avançado e de menor custo até mesmo que um aterro. A Sabesp será a encarregada de elaborar o estudo final de viabilidade e a modelagem completa de unidade para o tratamento e a disposição final de resíduos sólidos urbanos, utilizando tecnologia com garantia de desempenho e operação comprovadas.

A estatal paulista possui modelos de usinas que permitem a queima de resíduos sólidos sem poluição ambiental, ao mesmo tempo que geram energia para venda a empresas locais. A estimativa da Sabesp é de que os cinco municípios consorciados produzam cerca de 400 toneladas de lixo por dia. Uma projeção para os próximos 20 anos permite deduzir que uma usina com capacidade para 500 toneladas/dia seja ideal para o grupo - com possibilidade de ampliação posterior da planta.

“Esta é a solução para um problema que vem se arrastando por mais de 20 anos. Somos um pólo de região, um município responsável pelo armazenamento e abastecimento de águas da Região Metropolitana do Estado de São Paulo. Portanto, temos a obrigação de buscar com responsabilidade a solução definitiva para o tratamento dos resíduos”, destaca Bertaiolli, responsável pela aglutinação dos cinco municípios do Alto Tietê no consórcio, um modelo que também pode ser considerado pioneiro quando o assunto é resíduo sólido.

Bertaiolli frisou que assuntos como este exigem soluções em grupo por parte dos municípios: "Estamos ultrapassando a marca de mais de 1,5 milhão de pessoas com as fronteiras praticamente encostadas na Capital, portanto, os assuntos devem ser discutidos de forma regionalizada, sempre de forma responsável, visando o desenvolvimento sustentável e uma postura de estar à frente dos problemas de forma transparente”, disse o prefeito. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

A Dura vida de um cadeirante

Horário de almoço – a cidade fica bem movimentada, com uma circulação de pessoas muito grande próximo a restaurantes, lanchonetes e praças que ficam perto dos centros comerciais.

Em uma dessas ruas movimentadas, presenciei uma jovem cadeirante, driblando os obstáculos na calçada, que não eram poucos: buracos, desníveis, postes e muita, mais muita gente andando apressadamente que nem ao menos se preocupada em dar preferência a jovem deficiente.
Apesar de toda dificuldade, a jovem tinha em seu rosto uma expressão alegre, pois acredito que já devia ter sofrido muito com seu problema, e esse era só mais um dos seus obstáculos, que um deficiente físico enfrenta diariamente.

cadeirante sofre para entrar no ônibus

Ela parou em frente a uma doceria, que exibia em sua vitrine várias delicias: bolos, doces, salgados, tudo muito bem exposto, despertando a atenção de que passa em frente a loja. Aí começa o seu drama, a loja assim como a maioria dos estabelecimentos comerciais não dispõem de acesso a pessoas com mobilidade reduzida, e apresentava um degrau que impossibilitava o seu acesso à loja. Ela chamou uma atendente e disse que gostaria de provar um doce, mas como não dava para entrar, pediu que lhe trouxesse seu pedido, e iria comer ali fora mesmo, pois a loja estava lotada e a cadeira de rodas iria atrapalhar os outros clientes. Eu estava ali em frente, e ao ouvir isso prontamente pedi para a atendente da loja segurar a cadeira de um lado e eu peguei do outro lado, erguendo-a e colocando-a para dentro da loja. Ela nos agradeceu entusiasmadamente, exibindo um largo sorriso. Aproveitei para conversar um pouco e saber das dificuldades de um cadeirante e ela me explicou que é impossível andar pelas ruas sozinha, são vários obstáculos, não há acesso para cadeirantes em nenhum lugar, alguns ônibus dispõem de elevadores, mas é muito difícil chegar até o ponto com calçadas esburacadas, postes e uma série de obstáculos pela frente. Até para pegar um taxi, é preciso muita paciência para esperar um carro que tenha um porta malas grande que caiba a cadeira de rodas, e ainda por cima a corrida fica mais cara, pois os taxistas cobram mais por estarem utilizando o porta malas.
batalha contra obstáculos para um cadeirante

Revoltante essa situação, muito se fala em acessibilidade e mobilidade, mas nas periferias e nas cidades menores, não há um mínimo de infraestrutura aos deficientes físicos.

Há alguns anos atrás, quando eu morava no Japão, sofri um acidente jogando futebol, rompendo o tendão de aquiles. Passei por cirurgia e fiquei dois meses sem andar, usando cadeira de rodas e muletas.

Em qualquer estabelecimento, seja comercial ou órgão público, dispõem de cadeira de rodas, que ficam bem na entrada. Quando íamos da um restaurante, era só parar bem em frente a entrada, onde ficam as vagas preferenciais para idosos e deficientes, e pegar uma cadeira de rodas, prontamente um dos atendentes do estabelecimento já vem correndo para ajudar, e levar a gente para dentro. Os estabelecimentos também contam com banheiros exclusivos para cadeirantes, e nos órgãos públicos, estações de trem e metrô, terminais de ônibus, todos são equipados com elevadores para o acesso a cadeirantes.
As calçadas das ruas são perfeitas, sem nenhum buraco e livre de obstáculos e com um espaço suficiente para comportar uma cadeira de rodas, todas com desníveis nos cruzamentos, formando uma pequena rampa.

Esse respeito aos deficientes vem desse a escola primária, onde não há distinção entre alunos, todos estudam juntos na mesma sala, sejam portadores de deficiência ou não, despertando assim nas crianças esse espírito de solidariedade ao próximo. Também frequentemente os professores realizam atividades em que as crianças vão para as ruas, um grupo em cadeira de rodas, outro com olhos vendados, para vivenciarem as dificuldades de uma pessoa portadora de deficiência física.
Meu horário de almoço terminou, e aquela jovem ainda permaneceu na doceria. Certamente ainda vai precisar de muito esforço e a ajuda de outros para retornar a sua casa.

Se você como eu se sensibilizou com os problemas enfrentados pelos deficientes físicos, e quer ajudar ou saber mais sobre o assunto, então conheça a “Papet”, uma instituição que presta apoio a crianças deficientes nas áreas de psicologia, fonoaudiologia e fisioterapia. Procura também integrar os portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho e na sociedade.
Quer se tornar voluntário - conheça a Papet
A “Papet” necessita urgente de voluntários na sua sede em São Paulo, venha fazer parte deste projeto, doado um pouco de seu tempo.

Contato:



Tel: (11) 3854-4094


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cafeteria inova no visual sustentável

Imagine você voltando de uma viagem, ou compromisso profissional, depois da meia noite, ou mesmo de madrugada e com aquela fome. Aqui no Brasil, você encontraria muita dificuldade par achar algum restaurante ou lanchonete aberto, se for fora das grandes capitais então, desista.
Já no Japão, isso não é problema, a maioria dos restaurantes funcionam 24 hr, oferecendo o mesmo serviço de primeira qualidade o dia todo.
Uma coisa interessante é a decoração de certas redes de restaurantes que variam de acordo com cada região. Geralmente esses grandes restaurantes tem uma decoração padrão para todas as loja, mas em certas cidades turísticas, a decoração muda radicalmente, transformando-se em verdadeiros restaurantes temáticos.

Grandes redes americanas que tem franquias no Japão, tais como: Dennys, Bronco Billy, Mc Donald’s e Starbucks, fazem uso destes artifícios para atrai os clientes, despertando sua curiosidade.
De Seattle, nos Estados Unidos, até São Paulo, no Brasil, as lojas da rede Starbucks são facilmente reconhecíveis por seu modelo clean, com logotipo em destaque. Não este café no Japão.


Da fachada até as paredes internas, a loja foge completamente do modelo criado pela rede americana de coffee shops. A ideia partiu do arquiteto Kengo Kuma, que queria harmonizar o prédio com o templo xintoísta Dazaifu Tenmangu, instalado nas vizinhanças.

O interior todo criado com ripas de madeira pretende imitar os galhos de árvores e tem influência direta das estruturas em madeira que adornam os templos japoneses. Dentro, ele conta ainda com um lago e um jardim com ameixeiras – para se tomar café ou frapuccino em uma atmosfera tranquila.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

CONHEÇA O VERDMX

O VERDMX é uma Organização não Governamental mexicana que tem por objetivo promover a conscientização ambiental da população, através de diversas ações ambientais em conjunto com grandes empresas que abraçaram o projeto, tais como: Nissan, Fundação Clinton no México e Pro México (Conselho Internacional e Estratégico das Empresas).

A proposta do VERDMX, é inovar em eventos causando grande impacto na mídia, buscando soluções especificas ambientais como: novos projetos, novas ferramentas, refletindo em novas maneiras de pensar, nova formas de agir e novas formas de consumo, apoiando e impulsionando diversas iniciativas para revitalizar o espaço público, a reciclagem, separação de resíduos, transporte público eficiente, energia limpa e também apoiando e incentivando a consolidação das ações ambientais que resultam em negócios verdes para as empresas parceiras.
Um das grandes realizações do VERDMX, foi a instalação de sete gigantes jardins verticais pelos bairros da Cidade do México, que foram inspirados nas obras do renomado paisagista japonês , Hiroyuki Yamada, que projetou os belíssimos jardins verticais em Tokyo, no Japão.

Jardim Vertical nas ruas da Cidade do México

Essas obras foram financiadas pela empresa, Nissan Mexicana, e são as primeiras do tipo no mundo. São megaestruturas revestidas de vegetação verde no meio de ruas, numa mistura de obra de arte e instrumento para purificar o poluído ar da capital mexicana. Esses monumentos estão sendo chamados de “ecoesculturas”.
Diferente de outros jardins verticais, comuns na Europa e Ásia, que geralmente são apoiados em paredes externas, fachadas de edifícios e muros de concreto, os jardins da Cidade do México, surpreende pela grandeza e ousadia da obra, que são grandes portais instalados nas ruas mais movimentas da cidade.

Jardim Vertical

Esse é um dos propósitos do VERDMX, causar impacto em suas obras, e esse objetivo foi plenamente alcançado, revela Fernando Ortiz Monasterio, arquiteto que projetou as obras, em parceria com os japoneses. O principal objetivo dos jardins verticais é transformar a cidade, trazendo um ar mais verde à poluída cidade, projetando uma nova maneira de intervir no meio ambiente..
Benefícios dos jardins verticais nas cidades

Cada m² de um jardim vertical é capaz de capturar até 130 gramas de poeira gerada pela poluição de carros e outras fontes;

O efeito se multiplica de acordo com o tamanho do jardim. Uma fachada de dimensões de um prédio de quatro andares pode filtrar 40 toneladas de gases nocivos à saúde ao longo de um ano;
Reduz a temperatura para 5 graus no verão dentro de casa, reduzindo assim o efeito “ilha do calor”;

Absorve consideravelmente o ruído urbano, reduzindo aproximadamente 10 decibéis de poluição sonora.

México está se tornando referencia mundial em ambientalismo

O México tem avançado muito no combate a poluição, não só em comparação com a América Latina, mas em relação ao mundo todo, graças às politicas adotadas. No inicio da década de 1980, o governo mexicano baixou decretos para reformular a gasolina, fechar ou transferir fabricas tóxicas e proibir os motoristas de usar seus carros uma vez por semana. Mais recentemente, a cidade implementou um programa de empréstimo de bicicletas grátis e ampliou o sistema de transporte público.
Graças a essas ações, a Cidade do México está se tornando referência mundial nas questões ambientais, misturando financiamento corporativo com novas ideias, incentivando a juventude, hoje mais ligada às novas tendências, a uma consciência cívica crescente, dando inicio a uma verdadeira “Era Verde”.

domingo, 15 de abril de 2012

O desafio de pedalar nas grandes cidades

Um dos grandes desafios das grandes metrópoles mundiais é resolver os problemas no trânsito, investindo milhões em grandes obras, como: viadutos, pontes, avenidas largas, além de investimento em aumento trens e metrô.  Mas todo esse investimento causou um aumento significativo na poluição, e o transporte público, sempre lotado e nem sempre eficiente, fizeram com que as cidades apostassem seriamente em uma nova solução: a boa e velha bicicleta.

Na Europa e Ásia, o hábito de andar de bicicleta está bem mais enraizado nos costumes dos cidadãos. Andar de bicicleta nas capitais da Europa, como: Paris e Roma, e também em Tokyo no Japão, é bem seguro e tranqüilo, e além da beleza urbana, são centenas de quilômetros de ciclovias todos respeitando as normas de segurança e contando com uma ótima estrutura, como: grandes bicicletários e pontos de aluguel de bicicleta.

ciclovia em Roma

em São Paulo e Nova York, a situação é bem diferente. Além de contar com grandes centros empresariais e o tráfego pesado e intenso de veículos, causando acidentes fatais aos ciclistas quase que diariamente, tornam-se inóspitas aos ciclistas.

Para mudar essa situação, a prefeitura de Nova York, em 2006, iniciou um plano de construção de 320km de ciclovias e ciclo faixas com intenção de dobrar o percentual de deslocamentos diários feitos sobre bicicletas até 2012.

A infraestrutura foi totalmente inaugurada em 2009 e um ano antes do esperado, já existia o dobro de ciclistas do que havia em 2006.Além das ciclo faixas e ciclovias, 20 bicicletários públicos e 3,1 mil paraciclos foram abertos aos ciclistas.

ciclovia  em  Nova York

No meio deste ano, um sistema de empréstimo de bicicletas - serviço que em cidades européias já é considerado tão essencial quanto ônibus ou metrô -, com 600 estações de aluguel e mais de 10mil bicicletas deverá ser inaugurado.

bicicletário em Nova  York

Toda essa mudança profunda em tão pouco tempo deveu-se simplesmente à vontade política. O prefeito priorizou o uso da bicicleta como meio de transporte e autoridades asseguraram que essas políticas fossem postas em prática. Ao atingir essa meta, iniciaram projetos para que até 2030 a cidade tenha mais de 2800 km de ciclovias e ciclo faixas, o que deve mais que triplicar o número de ciclistas.

O plano é ousado e, por isso, enfrenta várias críticas. Em bairros onde as ciclo faixas foram instaladas há mais tempo, os motoristas acabaram se acostumando e a aceitação tem aumentado a cada dia. Já em bairros com maior concentração de veículos, ainda existe uma forte resistência.

Mas tudo não passa de uma questão de tempo. O modelo de mobilidade urbana centrado no carro está falindo; várias cidades do mundo já perceberam isso, inclusive São Paulo, e agora é uma questão de tempo para elas se adaptarem.

Ciclo faixa em  São  Paulo - perigo eminente

Em São Paulo, pessoas que andariam de bicicleta, não o fazem por medo de pedalar pelas ruas a cidade, enfrentando carros, motocicletas, caminhões e ônibus. O risco é enorme, e isso só vai mudar com a construção de uma grande estrutura como a de Nova York. São Paulo atualmente  conta apenas com 48 km de ciclovias, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Trafego), a meta estipulada pelo  Prefeito  Gilberto Kassab, é de construir até  o fim  de 2012, 100 km de  ciclovias. Se a meta for atingida juntamente com toda a  infraestrutura, certamente os ciclistas paulistanos se sentirão mais seguros e estimulados a adotar a bicicleta como  meio  de locomoção.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Conheça a Casa Eficiente Plus - A Casa Sustentável em Berlim

Baseando-se no modelo de casas sustentáveis do Japão, que inclusive está construindo uma cidade inteira nos arredores de Fujisawa na província de Kanagawa, toda ela seguindo os mais modernos modelos eficientes e sustentáveis, a capital alemã Berlim abriga o mais novo projeto do governo  para tentar aliar construção civil e mobilidade a um estilo de vida mais sustentável.

A Casa Eficiente Plus com Eletromobilidade - como foi batizada – demonstra o potencial de acoplar os fluxos energéticos de veículos elétricos e construções civis. O projeto não apenas ilustra a possibilidade de construir residências familiares que gerem um excedente significante de energia, mas também demonstra como os prédios do futuro podem ser projetados e construídos para permitir uma reciclagem completa no fim de seu ciclo de vida útil. A abordagem usada pela equipe que projetou a casa em Berlim leva o conceito de “design sustentável” para outro nível.

A gestão responsável dos recursos e a proteção do meio ambiente estão, sem dúvida, entre as missões mais importantes da política e da sociedade, sendo a questão da eficiência energética um ponto determinante.
O fato de os veículos elétricos não liberarem emissões e precisarem de uma infraestrutura de abastecimento entre as cidades está fazendo com que o estilo de vida do futuro e os conceitos de mobilidade cresçam cada vez mais de maneira interligada.
No mundo inteiro já é reconhecido que a sustentabilidade, em seu sentido mais amplo, é a chave para o futuro. O setor de construção tem um importante papel nesta discussão, já que é o responsável por cerca de 35% do consumo total de energia e 35% das emissões de dióxido de carbono. Por isso, planejar e construir casas de eficiência energética é um passo importante para atingir os objetivos europeus de redução das emissões de dióxido de carbono para tentar frear o aquecimento global.
 Os idealizadores do projeto pretendem criar possibilidades de combinação de edifícios eficientes com a eletromobilidade. A Casa Eficiente consegue tornar essa determinação em realidade de uma forma exemplar, atendendo a uma reformulação da diretiva comunitária para o desempenho energético dos edifícios da União Europeia que exige que, a partir de 2021, as casas só consumam energias que possam ser produzidas com base em materiais energéticos renováveis.

painel de controle dos equipamentos da casa

"Os padrões para consumo energético na Alemanha são renovados a cada três anos, sempre exigindo um consumo menor de energia por parte dos cidadãos", explicou  o arquiteto Dieter Blome, do Centro para Energia, Construção, Arquitetura e Meio-Ambiente (Zebau, na sigla em alemão), em Hamburgo. "Acredito que daqui dez anos teremos a Casa Eficiente Plus como padrão para as construções residenciais na Alemanha."
Os valores e o comportamento da sociedade alemã estão mudando, disse Blome. "Hoje as pessoas ficam com peso na consciência se estão escovando os dentes e esqueceram a torneira ligada. Estamos vivenciando uma mudança no estilo de vida alemão."
A casa ficou aberta para visitação do público de 8 de dezembro a 29 de fevereiro para ver como a população interagiria com esse novo tipo de tecnologia.
O projeto está sendo monitorado com centenas de sensores que recolhem informações importantes para otimizar todos os parâmetros possíveis para futuras ideias, servindo também para descobrir como as pessoas utilizam a casa e seus veículos elétricos e como certos fluxos de energia estão se comportando.Se as legislações necessárias forem aprovadas, o universo apresentado nesta casa pode ser o nosso futuro."

 Fonte: Estadão


terça-feira, 10 de abril de 2012

Mogi das Cruzes dá um grande passo para a reciclagem do Lixo

O prefeito da cidade de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli assinou, nesta segunda-feira, 9, o protocolo de intenções entre o município, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e a cidade de Toyama para o desenvolvimento do ‘Projeto de Promoção da Reciclagem do Lixo em Mogi das Cruzes’.

Prefeito Marco Bertaiolli assina acordo sobre o lixo

O convênio vai permitir que Mogi tenha acesso à tecnologia no setor, com financiamento de R$ 600 mil, a fundo perdido, por parte da Jica. “Em abril de 2010, quando conversamos com o vice-prefeito de Toyama, Takamasa Hirose, ele nos sugeriu que utilizássemos o aprendizado dos japoneses nesta área. Nós desenvolvemos a ideia, passamos a contar com o apoio da Jica e hoje estamos assinando este acordo, que vai permitir uma valiosa troca de informações entre técnicos mogianos e de Toyama”, frisou Bertaiolli.
O acordo tem duração prevista até setembro de 2014 e incluirá a capacitação, no Japão, para técnicos mogianos; a definição de metodologias para separação de resíduos domésticos; a elaboração de planejamento de Educação Ambiental, a orientação técnica aos catadores e o estímulo à formação de entidades cadastradas e administrativamente estáveis.

O objetivo do programa é elevar a quantidade de material reciclado na cidade. Atualmente, 70% da área urbana do município é atendida pela coleta seletiva, mas somente 1,6% do lixo produzido acaba sendo reciclado.
O Japão é um exemplo mundial no campo da reciclagem. Em 2010, 77% dos materiais plásticos foram reciclados. A reutilização de garrafas PET chega a 72% (até 1995, não passava de 3%) e a de latas está em torno de 88%. Com 128 milhões de pessoas e pouco espaço para aterros, principalmente em metrópoles como Tóquio, o país incinera 80% do lixo que produz. Desde a década de 90, vem investindo também em métodos menos poluentes para diminuir a emissão de gases tóxicos que saem das centrais de incineração.

O Japão produz uma grande quantidade de lixo — cerca de 52 milhões de toneladas vindas apenas de domicílios —, mas cada cidade já tem suas leis para a reciclagem. Não basta pensar apenas nos conceitos de incinerável ou não. O processo está num estágio bem mais avançado que isso.
Como morador da cidade, sinto-me orgulhoso por esse acordo, que possibilitará uma melhora considerável na questão da coleta e reciclagem de lixo, tornando assim uma referência para outras cidades da região. Mas para que esse projeto realmente funcione, dependemos da cooperação dos moradores, para que façam a separação do lixo corretamente nas suas casas, e da prefeitura, divulgando e provendo o projeto, desenvolvendo campanhas, distribuindo cartilhas e material  informativo sobre o assunto nos mais diversos veículos de comunicação, fazendo com que toda a população colabore com o projeto.




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Arquitetura Sustentável

Foi realizado nos últimos dias 29 e 30 de Março, pela primeira vez, no Rio de Janeiro, o Arq.Futuro, encontro no qual a arquitetura é o tema central, propondo a análise contemporânea através de abordagens artística, social e ambiental. O evento reuniu profissionais de destaque do Brasil e do exterior, que compartilharam suas experiências, opiniões e critérios estéticos que movem cada arquiteto, a educação dos cidadãos sobre o assunto e as soluções urbanísticas para as cidades.

Um dos destaques do evento foi o arquiteto japonês, Shigueru Ban, professor da Universidade de kyoto, que já foi agraciado com diverso prêmios internacionais.
Arquiteto Japonês Shigueru Ban
Shigeru Ban apresentou os fundamentos de sua obra e, com eles, sua filosofia. Suas construções são uma defesa viva do uso criativo de materiais como tubos de papelão e engradados de cerveja, do conceito de reaproveitamento, da mobilidade das estruturas, de espaços abertos que conectem as edificações aos cenários que as cercam e, sobretudo, do respeito igual para projetos monumentais milionários e para baratíssimas habitações para desabrigados de desastres naturais.
- Quando comecei, fiquei desapontado com minha profissão. Vi que trabalhamos quase sempre para pessoas privilegiadas que tem dinheiro e poder, fazendo para elas monumentos para que mostrem toda essa ostentação. Não havia arquitetos, porém, pensando em casas para regiões afetadas por catástrofes naturais. Comecei a me dedicar a isso, ao mesmo tempo em que fazia obras maiores.

Uma de suas primeiras pesquisas, o arquiteto conta, foi com tubos de papelão - que utiliza amplamente até hoje, como seu recente projeto de uma catedral na Nova Zelândia. Com eles, Shigeru monta a estrutura de suas edificações temporárias - mas que podem ser permanentes, como já aconteceu.

Catedral de papelão na Nova Zelândia


- A durabilidade não tem nada a ver com a força do material. Um terremoto pode derrubar um edifício de concreto e não um de tubos de papel. Tudo depende de como a estrutura é pensada.
Shigeru apontou em sua obra a influência da arquitetura móvel de paredes deslizantes das casas tradicionais do Japão, que as integram internamente e com o espaço exterior. Ela aparece em conceitos como o da casa-móvel - sem colunas, com o telhado sustentado por móveis como guarda-roupas - e da casa "nove quadrados" - com apenas dois cômodos fixos (cozinha e banheiro) e paredes que podem ser deslocadas, com diversas combinações possíveis. Dentro dessa ideia, o arquiteto usa bastante materiais como cortinas de pano e venezianas de vidro.

Escola em que as paredes são de papel

- Elas permitem, dependendo do clima, a abertura completa para aproveitar o verde externo, dispensar o ar condicionado.
Outro exemplo de mobilidade mostrado pelo arquiteto foi seu museu nômade, estrutura gigantesca montada com contêineres ("Material que segue norma internacional, ou seja, é igual no mundo inteiro", explica ele). Feito numa estrutura "tabuleiro de xadrez" (com vãos entre os contêineres), o conceito do museu foi transposto para edificações de três andares para abrigar pessoas que perderam suas casas em terremoto e tsunami no Japão.

Entre seus projetos monumentais, Shigeru destacou o anexo ao Centre Pompidou, na França. Em janelas panorâmicas, ele "emoldurou" paisagens icônicas da cidade de Metz.
- No telhado, usei uma estrutura pendente de madeira tecida, inspirada num chapéu chinês de bambu.

Shigeru, chegou a oferecer seus serviços ao Governo do Estado do Rio para fazer casas temporárias após as tempestades em Nova Friburgo.
- Estou interessado em trabalhar no Rio ou no Brasil, claro. Mas não espero ser convidado por conta de desastres naturais - disse Shigeru, que sugere a construção de hotéis temporários na cidade para as Olimpíadas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Punição para quem suja a cidade

Sempre fui uma pessoa muito observadora e nas minhas caminhadas diárias, estou sempre observando a paisagem urbana e o comportamento das pessoas.

Uma cena muito comum nas cidades que me deixa indignado, é o comportamento dos fumantes ao volante dos automóveis. Apesar de todos os carros contarem com cinzeiro, todos preferem jogar as bitucas de cigarro pela janela. É só parar em um cruzamento e observar: ao parar no semáforo, a quantidade de bitucas que são jogadas fora é impressionante.
Experimente ficar por uns cinco minutos parado na calçada em frente a um cruzamento movimentado. – Você vai se assustar com a falta de educação dos motoristas, além dos cigarros, são jogados pela janela: latas de refrigerante, embalagens de alimentos, etc.

Não seria mais civilizado, acondicionar seu lixo em uma sacolinha plástica, e quando chegar em casa , jogar no lixo? Mas poucas pessoas agem desta maneira, preferindo  livrar-se de seu lixo rapidamente, não importando o lugar e tão pouco se preocupando com as consequências que seu gesto irá provocar: - entupimento de bueiros, ocasionando um difícil escoamento das águas das chuvas e consequentemente causando inundações, ocorrência de incêndios, principalmente nas áreas rurais,  onde uma simples ponta de cigarro acesa, pode provocar um incêndio na mata de grandes proporções.
Infelizmente o nível de consciência da sociedade é desigual, muitas pessoas ainda não tem acesso à informação e educação digna, mas observando a conduta das pessoas, percebemos que esses maus hábitos, independem de classe social e poder aquisitivo, sendo que flagramos vários motoristas em carros de luxo, jogando lixo na rua.

Atitude digna de elogios, foi a aprovação na Câmara Municipal da Cidade de Guarulhos, no último dia 07 de fevereiro, do projeto da Vereadora Luiza Cordeiro, que prevê multa para quem joga lixo no chão.
Vereadora Luiza Cordeiro
Conforme a proposta que depende da sanção do Prefeito Sebastião Almeida para se tornar Lei Municipal, quem for pego jogando papel de bala, embalagens em geral, bitucas de cigarro ou qualquer outro tipo de lixo em espaços públicos – ruas, calçadas, praças, etc. – poderá ser multado em 40 unidades fiscais – atualmente cotada em R$ 2,1062, cada. Em caso de reincidência o valor da multa é dobrado.

“É um dos projetos mais complexos que esta casa já votou. É difícil de implementar, mas essa Lei vai ajudar a educar e promover um comportamento mais civilizado. Essa questão vai muito além de economia, poluição visual e saúde pública, trata-se inicialmente de boa educação.”, argumenta a vereadora.
Na justificativa ao projeto a vereadora faz um paralelo com a questão da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança em veículos.

“Até então a população não havia entendido a importância da utilização do item de segurança. Mesmo diante dos exemplos de acidentes fatais que poderiam ser evitados, campanhas educativas e preventivas, os motoristas só passaram a utilizá-lo após a aplicação das multas. Hoje a imensa maioria usa o cinto de segurança não por medo das multas, sim pela conscientização com relação aos benefícios, à preservação da vida”.
A vereadora ressalta que o mesmo caminho pode trilhar a Lei de sua autoria. No inicio a punição deve auxiliar no cumprimento a determinação de não dispensar lixo em local inadequado. Posteriormente a população não mais jogará lixo no chão porque estará convencida dos danos que esta prática danosa causa ao meio ambiente, à sociedade como um todo.

Leis desse tipo já são adotadas em vários países há muito tempo.
Em Cingapura, quem for flagrado jogando lixo na rua, paga multa altíssima e ainda recebe como pena, varrer a rua durante uma semana, usando um colete que o identifica como infrator. O chiclete é proibido em Cingapura, pelo simples fato de que, se jogados no chão sujam as calçadas da cidade, também é proibido a distribuição de panfletos.

lixeiras no Japão: uma cada cada tipo de lixo

No Japão, quem infringe a Lei, é multado e é obrigado a assistir palestras sobre o lixo e meio ambiente. Quem fiscaliza, é a própria população, denunciando quem joga lixo na rua. Apesar do índice de criminalidade ser baixíssimo, há policiais espalhados por toda cidade, geralmente ocupados com problemas no trânsito.