terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Medicamento para burlar Lei Seca não é eficaz


É impressionante como o brasileiro está sempre em busca de alternativas para burlar normas e leis.

No último exame vestibular foram descobertos candidatos usando ponto eletrônico durante as provas, mas na realidade quem resolvias as questões eram outras pessoas do lado de fora, que só passavam as respostas através do dispositivo.

Também foi descoberta uma grande rede que vendia certificados de conclusão de cursos superiores falsificados. O grupo já atuava há muito tempo, e agora a policia tenta levantas as pessoas que compraram os certificados, e estão atuando ilegalmente no exercício de algumas profissões.

Agora, a mais nova descoberta é um medicamento utilizado para burlar o exame do bafômetro.



Assim que foi implementada a chamada Lei Seca, muitos consumidores de álcool passaram a usar um medicamento destinado a reduzir o índice alcoólico no sangue, o Metadoxil, indicado para casos de intoxicação alcoólica e no tratamento de dependentes do álcool. Mesmo sendo tarja vermelha o que implica apresentação de receita médica, o remédio é amplamente vendido nas farmácias. Com o aumento ainda maior do rigor da lei, que reduziu a zero o índice permitido de alcoolemia no sangue de motoristas, a utilização do Metadoxil voltou novamente à tona.



De acordo com a Dra. Edna Strauss, da Sociedade Brasileira de Hepatologia, o resultado do uso do medicamento, pode não ser tão eficiente quanto o pretendido, pois não existe evidência cientifica que comprove essa propriedade do medicamento. “Não existe uma droga que faça isso: elimine instantaneamente o álcool do corpo”, diz. Segundo ela, a medicação acelera o metabolismo, mas não a ponto de suprimir completamente os resíduos do álcool. Além disso, a eliminação da substancia do corpo é diferente em cada individuo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pepsi instala em São Paulo, máquinas recicladoras de garrafas PET


Após ser lançado inicialmente nos Estados Unidos e Japão, a Pepsi traz para o Brasil, uma máquina recicladora de garrafas PET. Nesses dois países a máquina recebe tanto embalagens PET como latinhas de alumínio, enquanto que aqui no Brasil o equipamento recicla apenas garrafas PET.

máquina de reciclar PET nos Estados Unidos


Em parceria com algumas redes de supermercados de São Paulo, as máquinas estão sendo instaladas bem na entrada dos estabelecimentos, chamando muita atenção, pois além da reciclagem oferece também a oportunidade de ganhar descontos na compra de refrigerantes da marca.

A máquina é semelhante às de venda automática de refrigerantes que geralmente são instaladas nos postos de combustível. Elas são equipadas com receptáculos computadorizados e incluem um sistema que emite cupons de desconto. Assim que as garrafas são depositadas, o sistema emite os cupons.

máquina recicladora instalada nos supermercados de São Paulo

 As garrafas são prensadas formando um fardo que em seguida é retirada por uma entidade que é a CRUMA (Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio Ambiente), sediada na cidade de Poá, n o estado de São Paulo.

A CRUMA foi fundada em 1997, com objetivo de gerar empregos, renda e ao mesmo promover a preservação do meio ambiente. Hoje a CRUMA é formada por 46 agentes de reciclagem que recolhem material reciclável em indústrias e comércios, e também fazendo coleta seletiva na cidade de Poá. É sediada no bairro de Calmon Viana, onde possui um centro de triagem. Desde a criação, a cooperativa sempre recebeu subvenções da Prefeitura de Poá para atuar na coleta seletiva da cidade. A atual sede foi construída em um terreno de 2185 m² doado pela Prefeitura em 2006, com verba proveniente do Ministério do Meio Ambiente e coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

No Japão existe uma máquina que coleta latas de alumínio. Elas são instaladas em parques ou estações de trem pelas empresas recicladoras e oferecem dinheiro em troca das latinhas.

O usuário tem que depositar de uma vez no mínimo um quilo de latinhas para que a máquina libere as moedas. O valor é simbólico, o que vale mesmo é a atitude de não deixar lixo espalhado nas ruas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Japão e Minas Gerais fazem aliança de prevenção de desastres


 Nos anos recentes no Brasil, muitos casos de desastres naturais foram reportados no sudeste do país, incluindo a enchente e deslizamento de terra de 2011 no Rio de Janeiro. 

tremor de terra em Montes Claros - MG

O Estado de Minas Gerais fez uma aliança com o Japão a fim de promover esforços para educar a população sobre prevenção de desastres, como preparação para desastres naturais.

Segundo, Fabiano Villas Bôas, secretário-executivo da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e tenente-coronel da PM de Minas Gerais, a aliança teve inicio no começo de 2012 através da parceria com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão). A JICA proporcionou um seminário internacional de prevenção de desastres naturais que aconteceu em Belo Horizonte. 

Além desse seminário, relata Villas Bôas, nós conseguimos fazer uma visita técnica na província japonesa de Aichi conhecendo a rotina do povo japonês quanto à questão dos desastres naturais. O que é bastante interessante e que nós estamos querendo adotar aqui é a discussão nas escolas -- a preparação para desastres naturais é discutida em salas de aula. Talvez isso seja mais importante neste momento, em que nós acreditamos que a sociedade brasileira deve cultuar essa cultura de prevenção iniciando ali nas crianças. 

Nós trouxemos muitos materiais que eles utilizam inclusive os materiais para os brasileiros que moram em Aichi. Tem muita coisa escrita em português. Então nós já estamos adaptando para a nossa realidade e utilizando algumas coisas desse ensinamento japonês. 

Essa parceria ajuda não só o povo brasileiro mas também o japonês. A gente sabe que, na província de Aichi, por exemplo, existe um número muito grande de brasileiros residentes lá, e a província tem interesse que nós possamos levar essa mensagem também para esses brasileiros que moram no Japão quanto a essa questão da cultura de prevenção de desastres naturais.

No mês de março, nós vamos realizar o segundo seminário internacional, trazendo quatro especialistas do Japão que falarão para o público dessas questões de desastres naturais. Ainda levaremos eles à cidade de Montes Claros para palestrar com a ênfase mais específica na questão do trabalhos sísmicos. Nós tivemos muitos abalos sísmicos na região norte, próxima a Montes Claros, desde 2007. São abalos moderados, mas a gente tem que se preparar para essa questão do terremoto, que é a questão nova.

A gente acredita que este projeto, tem um grande poder para frente. Uma semente que a gente planta agora e vamos colher daqui a vários anos.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

No Japão também há casos de trabalho escravo


Ultimamente, um dos assuntos mais comentados na mídia é com relação  ao trabalho escravo.

Comenta-se muito sobre as condições de trabalho a que são submetidos os diversos trabalhadores, principalmente os estrangeiros que se encontram em situação ilegal no país, também sofrem com péssimas condições de trabalho, os menores no interior do nordeste e pessoas sem nenhuma instrução que desconhece qualquer direito trabalhista.

crianças trabalhando

Alguém imagina que esses fatos possam ocorrer também no Japão, um país altamente desenvolvido economicamente? Pois nas regiões mais afastadas, muito brasileiros passaram por essas condições há alguns anos atrás.



Nos últimos anos devido à recessão econômica, as empresas japonesas diminuíram o ritmo de contratações de trabalhadores estrangeiros, e o nível de exigência nas admissões, tornou-se cada vez mais rígido. Pessoas acima de 35 anos, casais com filhos e que não dominam o idioma praticamente não encontravam emprego. A solução era encarar o trabalho duro no interior, como na província de Kagawa que fica na ilha de Shikoku, uma região muito isolada, onde se predomina a agricultura e pequenas indústrias familiares.

O recrutamento começa em São Paulo, onde pessoas que não se enquadram no perfil das empresas japonesas, são encaminhadas a um agenciador, que faz toda intermediação até o embarque no aeroporto. Fica combinado que a empresa irá adiantar o valor da passagem que vai ser descontado em cinco ou seis vezes. As desconfianças começam quando é informado o valor da passagem, que chega a ser 40% superior ao praticado por outras agencias. Questionado sobre o assunto, o agenciador explica que o preço é maior porque é preciso pegar outro avião, quando desembarcar no Japão.

Ao desembarcar em solo japonês, é feita a conexão em vôo domestico até a cidade de Takamatsu, e depois mais meia hora de carro até o vilarejo de Shionoe-Cho, onde a maioria da população é idosa, pois os jovens ao atingirem a maioridade rumam para as grandes cidades em busca de melhores oportunidades de emprego.



Chegando ao destino, as pessoas são alojadas em kitinetes feitas de madeira, em locais bem isolados, sem nada por perto. Após passar por entrevista, descobre-se que o valor da passagem é bem maior do que o combinado no Brasil, pois está sendo cobrada toda a assessoria no desembarque e traslado até o alojamento.

O pouco dinheiro que a pessoa leva pra passar até receber o salário, vai se esvaindo rapidamente mesmo antes de começar a trabalhar, pois ele tem que arcar com alimentação, uniforme e equipamentos de segurança que são obrigados a pagar imediatamente, diferente das empresas nas regiões centrais onde todo material é fornecido gratuitamente.

Após regularizar a situação na imigração local, o passaporte é retido como garantia da quitação da dívida, que vai só aumentando, pois com as despesas iniciais, é inevitável a solicitação de empréstimo.

E o local de trabalho então, nem se fala, galpões abertos, onde se passa muito frio, sem mínimas condições de segurança, longas jornadas de trabalho, superando às 12 horas diárias com um salário bem abaixo da média. E quando recebem seus salários, os descontos são tantos que a pessoa é obrigada a pedir novamente outro empréstimo, dificultando ainda mais a quitação da dívida.

Os poucos que conseguem quitar seus débitos enfrentam outro grande problema, reaver o passaporte. Alegando que é mais seguro deixar no escritório da empresa, é travada uma longa batalha com muita conversa, onde o empregador sempre ganha.
Em meados de 2004, um grupo de trabalhadores resolveu criar coragem e denunciou a empresa para o Consulado do Brasil que encaminhou a denuncia ao Ministério do Trabalho que foi imediatamente ao local e constatou as irregularidades, fazendo com que todos os passaportes fossem devolvidos, e as pessoas liberadas para procurar outro emprego. As empresas envolvidas foram multadas e outra foi fechada.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Túnel poderá ser a solução para as enchentes em Jacarta na Indonésia


Jacarta, a capital da Indonésia, foi atingida por graves enchentes em meados de janeiro. Com uma população de 10 milhões de pessoas, Jacarta se localiza numa planície. Quarenta por cento, ou seja, 24 mil hectares das terras da capital se localizam abaixo do nível do mar.

Enchentes na estação chuvosa acabaram virando uma espécie de evento anual, e os danos causados pela inundação vêm se expandindo. Por isso, a cidade de Jacarta está planejando construir um túnel polivalente que pode armazenar uma enorme quantidade de água no subterrâneo, a um custo de 1,6 bilhões de dólares. 



Segundo, o professor da Universidade da Indonésia e idealizador  do projeto, Firdaus Ali, existem problemas complicados em Jacarta. Enchentes atingem a cidade todos os anos e muitos lugares ficam inundados na maré alta. Além disso, a cidade sofre com um congestionamento de trânsito crônico. Ela também carece de água limpa, rede de esgoto e instalações subterrâneas de utilidade pública. 

Sempre que a cidade tenta introduzir medidas contra enchentes ou construir estradas, surge o problema de aquisição de terras. Por isso surgiu à ideia de se trabalhar o subterrâneo. Cidades em todo o mundo estão usando seu espaço subterrâneo para desenvolver infraestrutura. Por isso foi criada a proposta de se construir um túnel de múltiplos propósitos como uma infraestrutura subterrânea.


O túnel terá de 13 a 15 metros de diâmetro. O interior do túnel terá três andares. O último andar será usado como uma estrada de mão única com pedágio. O segundo andar também será igual, porém na direção oposta. O andar térreo será um corredor de água consistindo num cano de escoamento e um cano de água bruta. A julgar pela pesquisa sobre a camada do planejado local de construção, a profundidade do túnel deverá ser de cerca de 12 a 32 metros abaixo do solo.




O modo de operar o túnel será nos moldes do túnel SMART de Kuala Lumpur, capital da Malásia. Durante o horário normal, o túnel é operado no módulo 1. Ele é usado como duas estradas e um canal. Quando chuvas fortes fazem com que os rios atinjam sua altura máxima, o túnel é operado no módulo 2. Uma das estradas é fechada e suas entradas e saídas são lacradas com um sistema de portas hidráulicas após todos os carros tiverem sido retirados. Depois a água entra no túnel. Quando os níveis de chuva ficam altos, o túnel é operado no módulo 3. Todas as estradas do túnel são fechadas, recebem água e bombeia a mesma para o mar.


O governador de Jacarta, Joko Widodo espera que a construção do túnel seja finalizada numa data próxima dentro de cinco anos. Até o momento, existem sete interessados em investir no projeto.