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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Conheça o primeiro aeroporto que funciona somente com energia solar

Aeroporto de Cochin na Índia
O aeroporto internacional de Cochin, no sul da Índia, se tornou nesta semana no primeiro do mundo que funciona completamente com energia solar, graças a um sistema de dezenas de milhares de painéis que nutrem a instalação e lhe dão completa autonomia energética.
Caminhar sob o sol entre os vários painéis perfeitamente alinhados na esplanada que termina na cerca exterior do aeroporto de Cochin é como passear por um vinhedo de placas escuras entre as quais se sobressaem as cabeças dos trabalhadores.
São 48.154 painéis fotovoltaicos sobre uma superfície de 20 hectares de terras que não tinham nenhum uso até que em fevereiro a empresa alemã Bosch começou uma instalação que hoje gera 12 megawatts diários de energia, mais do que suficiente para que o aeroporto do estado sulista de Kerala seja auto-suficiente.

"Havia um espaço disponível, que previamente foi pensado para a futura expansão do terminal de carga, mas que achamos que podia ser usada para construir uma usina de painéis solares", afirmou à Agência Efe o diretor-geral do aeroporto de Cochin, José Thomas.
A usina prevê gerar 18 milhões de unidades de energia solar ao ano, o equivalente para abastecer de eletricidade 10 mil casas ao mesmo tempo.
Em uma das estações de controle do sistema, trabalhadores e engenheiros trocam opiniões sobre os dados divulgados após os primeiros dias de funcionamento.
A tela que aponta todos os dados em tempo real mostra como os medidores caem quando uma nuvem passa sobre o lugar e voltam a disparar quando o sol se projeta sobre o manto cristalino de cor negro.
Não há perigo de não acumular suficiente energia; com o funcionamento da nova usina de energia solar, a terceira e maior do complexo, que já contava com outras duas menores previamente, calcula-se que conseguirá de 50 mil a 60 mil unidades de eletricidade ao dia, quando as necessidades do aeroporto rondam 48 mil.
"Com as três usinas solares em conjunto geramos um excedente diário de energia que poderíamos vender", confirmou Thomas.
A ideia de que o quarto aeroporto em tráfego internacional da Índia fosse auto-suficiente começou a ser pensada em março de 2013 com vários projetos que se desenvolveram em paralelo ao aumento do trânsito de aviões.
"Nossas previsões eram boas com as duas primeiras usinas solares e pensamos: por que não fazer um aeroporto capacitado para gerar sua própria provisão de eletricidade?", relatou à Efe o diretor-fundador da instalação aeroportuária, V. J. Kurian.
O projeto desta grande usina de energia solar, com um custo próximo de US$ 10 milhões, foi apresentado através de uma licitação na qual 18 empresas internacionais concorreram pelo contrato, que finalmente foi conquistado pela alemã Bosch.
painéis fotovoltaicos que alimentam o aeroporto
Um investimento que, no entanto será mais do que rentável, segundo o diretor do aeroporto de Cochin.
Com o que economizamos com a implantação dos painéis, em cinco anos, segundo os cálculos, "teremos pago o custo da construção com o que deixamos de gastar", sentenciou Thomas.
Através de sua filial na Índia, a Bosch construiu a instalação em quatro meses, transformando o aeroporto internacional de Cochin no primeiro "aeroporto verde do mundo".
"Tudo está como prevíamos, inclusive melhor do que nos teste prévios, e esperamos que no futuro siga melhorando", afirmou à Efe o diretor do departamento de Energia Solar de Bosch, Pradeepa K. S.
Dado o primeiro passo, o aeroporto já pensa em ir além de gerar sua própria eletricidade e pretende reciclar a água.

"Estamos muito contentes com o que conseguimos com a usina de painéis solares, mas seguimos realizando estudos focados no novo terminal internacional para seguir sendo um aeroporto verde", concluiu V. J. Kurian, agora secretário-chefe auxiliar do governo. 
Fonte: Exame Meio Ambiente e Energia

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A violência urbana – obstáculo para o desenvolvimento sustentável


Uma dos grandes problemas para o desenvolvimento social e econômico de forma sustentável é a violência urbana. A redução da violência está sendo tratada pelas nações desenvolvidas, como uma prioridade global, pois se trata de um grande impedimento para o desenvolvimento. O governo não consegue investimentos em regiões onde predomina um alto índice de violência. Empresas, comércio não se instalam em locais perigosos, travando assim a geração de empregos e conseqüentemente, o desenvolvimento da região. Nações que atingiram certo nível de desenvolvimento foram somente graças a programas de combate aos problemas com a violência.

Quando falamos em violência, um indicador é o número de homicídios. As organizações têm uma ideia de como o homicídio ocorre, quais as razões culturais e sociológicas, por que as pessoas cometem o homicídio. Algumas respostas são: por razões econômicas, outras por razões políticas, outras vezes são por problemas dentro da família, mas cada uma dessas manifestações de violência é um problema na qual os governos têm boas ideias de como tratar, mas acabam esbarrando em políticas internas, corrupção, interesses políticos e mais uma série de fatores que impedem a erradicação do problema.

Todos esses fatores enquadram-se na realidade brasileira, caso o governo não tome uma atitude mais contundente, vamos conviver com o aumento da criminalidade e da violência urbana. Nos últimos dias presenciamos o assassinado de um comandante de uma UPP (unidade de policia pacificadora) no subúrbio do Rio de Janeiro. O capitão Uanderson Manoel da Silva foi morto covardemente defendendo a comunidade. Fatos como esse acabam gerando uma crise de violência ainda maior, pois a policia agora irá fazer uma verdadeira caçada aos assassinos do comandante, decretando uma verdadeira guerra com os marginais.

Há também o fato de que atingir um alto grau de desenvolvimento não bloqueia necessariamente a violência em um país, o maior exemplo são os Estados Unidos, com seus constantes casos de violência em escolas e locais de grande movimentação de pessoas, onde maníacos descarregam suas armas sobre crianças e pessoas inocentes.

São casos distintos, no Brasil há uma razão para os assassinatos, já nos Estados Unidos, não há uma explicação concreta, geralmente são pessoas com sérios problemas mentais que cometem essas atrocidades, deixando a população apreensiva, pois os casos vêm crescendo com o passar do tempo.



A ONU (Organização das Nações Unidas) vem desenvolvendo um programa intitulado ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) cujo principal objetivo de inicio será a promoção da paz mundial, com significativa redução da violência de todas as formas.

Uma das grandes dificuldades da ODS é em relação às estatísticas da violência. Embora todo governo tenha colocado como lei que assassinato é crime, há diferentes tipos de assassinato de acordo com a legislação de cada país. Existe assassinato intencional, acidental, assassinato por razões políticas, assassinato de policiais, então, existem diferentes formas de como os governos lidam com os mesmos fenômenos. E isso torna muito difícil comparar as estatísticas de um governo com outro porque possuem códigos legais distintos. A outra dificuldade é que os governos algumas vezes relutam em compartilhar essa informação sobre crimes porque isso pode ser constrangedor ou porque pode gerar questionamento público sobre se ele está fazendo um bom trabalho ou não. Mas nos últimos sete a dez anos, em parte por causa dos Objetivos do Milênio, a ONU tem trabalhado com governos e acadêmicos para conseguir chegar a algumas definições comuns. Isso permitirá aos governos reportarem estatísticas sobre diferentes tipos de crimes de uma maneira que poderiam se comparadas para dar um quadro geral do crime no mundo. E isso é muito poderoso porque o melhor alicerce para se construir política pública são os fatos. E os governantes estão vendo um consenso emergindo na comunidade internacional sobre como os crimes podem ser definidos e classificados.

Para a ODS, desenvolvimento sustentável significa não jogar simplesmente dinheiro em um problema por um curto período, ou seja, devemos fazer as corretas escolhas de políticas, aquelas que fazem sentido no contexto particular de um país.
Para gerar progresso em diferentes áreas, tem que ser desenhada uma estratégia para cada contexto em particular. E, em geral, sabemos que se você não desenha estratégias e políticas que possam ser levadas adiante no longo prazo – e que serão abandonadas – você não verá ao longo do tempo nenhuma melhora significativa.

Existem sociedades que não tem problemas significativos com violência, mas ainda são muito pobres. E há também países que são ricos e que possuem problemas graves com violência. Há muitas variáveis independentes para essa análise e o ponto é que não há apenas uma explicação que atue em todos os contextos distintos. É preciso entender quais são os principais problemas em um país em particular e tratá-los. A ODS está sendo elaborada agora. Há aspirações, objetivos, esperanças, mas é de bom entendimento que os alvos para qualquer objetivo em particular tem que ser direcionados levando em conta o contexto de cada país individualmente.


A violência faz parte da natureza humana. A questão que todos os governos se deparam é como você muda o comportamento humano de uma maneira construtiva. As pessoas provocam violência por diferentes motivos. Batem nas suas mulheres porque viram suas mães apanhando de seus maridos; abusam de crianças porque foram abusados quando crianças. Ou seja, cometem crimes por muitas razões. As motivações das pessoas são muito complexas e a violência não é um fenômeno que pode ser facilmente explicado. Depende também muito do contexto onde vivem.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Japão inaugura primeira estação de hidrogênio para carros




primeira estação comercial japonesa de recarga de hidrogênio para veículos elétricos foi inaugurada nesta segunda-feira no oeste do Japão. As instalações devem abastecer a nova geração de carros com de bateria de hidrogênio, que estará no mercado em 2015.

A fábrica, localizada na cidade de Amagasaki e operada pela companhia japonesa Iwatani, começará a funcionar quando chegarem ao mercado os primeiros carros de bateria de hidrogênio. Até então estará em fase de provas e de formação para seus futuros empregados.

O preço do hidrogênio será similar ao da gasolina, anunciou a empresa japonesa, líder nacional no setor de gases industriais.

A estação custou cerca de 500 milhões de ienes (R$ 6,56 milhões), e permitirá encher um tanque de hidrogênio de tamanho padrão em cerca de três minutos. As instalações "representam o início de uma nova sociedade baseada no hidrogênio", afirmou em entrevista coletiva o diretor da empresa, Masao Nomura.

O governo japonês, por sua vez, prevê instalar uma centena de estações comerciais de hidrogênio nas principais cidades do país para até o final de 2016, com o objetivo de fomentar o uso de automóveis de nova geração.

Os automóveis de bateria de hidrogênio funcionam graças à reação química do hidrogênio com o oxigênio, e só emitem vapor de água.

A maior fabricante mundial de veículos, Toyota Motor, apresentou no final de junho seu primeiro modelo baseado nesse tipo de energia para ser produzido em massa, que será lançado em março por um preço estimado de 7 milhões de ienes (aproximadamente R$ 153 mil).

Fonte: Galileu



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Competição Internacional entre Universidades, em busca de moradias sustentáveis


Criado em 2002 nos Estados Unidos pelo Departamento de Energia dos EUA, o Solar Decathlon é uma competição internacional entre universidades. O desafio para essas equipes formadas por estudantes de graduação e pós-graduação de todo o mundo: conceber uma habitação funcional, usando o sol como única fonte de energia.
Para a terceira edição, o Solar Decathlon Europe acontece na França, nos jardins do Rei Sol, no coração do domínio do castelo de Versalhes. Os vinte melhores projetos serão expostos no centro da Cité du Soleil a partir de 28 junho - 14 julho de 2014. Eles serão avaliados de acordo com dez testes (daí o nome “decatlo”) em uma base total de 1000 pontos. 

Cada uma dessas equipes é baseada em uma ou mais universidades, com a colaboração técnica e financeira de instituições e empresas. O papel durante todo o processo, desde o início do projeto até a fase final da competição, é desenvolvido exclusivamente pelos alunos, conhecidos como "decathletes", supervisionados por um professor.
Alvo 
A organização do evento tem como objetivo, fins educacionais e científicos: os decathletes aprendem a trabalhar em equipes multidisciplinares, que enfrentam os desafios do futuro da construção, desenvolvendo soluções inovadoras, tornando-se consciente das reais possibilidades de combinar uma redução do impacto ambiental, conforto e manutenção da qualidade do projeto em suas casas, e acesso a técnicas e processos de profissionais que podem ser estudadas e aplicadas. Além disso, têm a oportunidade de trocar experiências e crescer profissionalmente através de seu trabalho durante a competição.
projeto de estudantes americanos
O evento é uma grande oportunidade para universidades, empresas e órgãos públicos ao acesso a uma nova forma de colaboração, ensaiando, por exemplo, projetos científicos em condições reais, para futuramente levar  ao mercado, ou adaptar novas idéias aos já produtos existentes.
Universitários japoneses participam freqüentemente da competição. Este ano, os estudantes da Universidade de Chiba, desenvolveram projetos pensando nas áreas atingidas pela catástrofe que abalou o país, após o terremoto e tsunami de 2011.
Muitos deles atuaram como voluntários na região atingida e apresentaram projetos de construção de casas que se baseiam na rapidez e facilidade ao se construir moradias a desabrigados, procurando reduzir o consumo de eletricidade por meio de isolamento térmico.
Mesmo apresentando um projeto muito elogiado pelos juízes, o time japonês ficou apenas em décimo lugar, cabendo ao time italiano, a primeira colocação, seguido da Holanda.

 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Coréia do Sul, está construindo um aeroporto sustentável


Depois do projeto audacioso de Songdoo, a cidade inteligente e sustentável que está sendo construída da Coréia do Sul, mais uma grande obra estão sendo planejada pelos coreanos.
 A Coréia do Sul não parece estar satisfeita em ter um dos melhores aeroportos do mundo: o país quer ter, também, o mais sustentável. Como planeja fazer isso? Construindo uma mini cidade sustentável no interior do Aeroporto Internacional de Incheon, o segundo melhor do mundo no ranking da consultoria Skytrax, perdendo apenas para o de Cingapura.
O projeto, na verdade, é parte do plano de expansão do novo terminal do aeroporto, o Incheon 2, que está em construção e deverá ser concluído em 2018. Assinado pelas firmas Gensler Arquitetos e HMGY, o desenho inclui amplos jardins, cachoeiras, e uma zona comercial grande o suficiente para ser chamada de cidade.
Todo o design foi concebido com foco na eficiência. A otimização da ventilação natural e da iluminação, que contará, em larga escala, com células fotovoltaicas para gerar energia a partir do sol, são características centrais do projeto. Outros pontos altos incluem a criação de um lago de carpas, aviários e uma série de áreas verdes esculpidas que, juntas, equivalem a mais de dois campos de futebol.
Para completar - e fundamentar o projeto na cultura coreana -, os arquitetos projetaram o novo terminal na forma de uma Phoenix, o animal mítico associado com longevidade, força e equilíbrio.
Os arquitetos esperam que o foco na sustentabilidade estimule os milhões de passageiros que usam o terminal a pensar na importância da gestão ambiental.

Fonte: Exame Meio Ambiente e Energia






quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A política dos carros ecológicos na Indonésia

O governo da Indonésia introduziu em junho uma política chamada Projeto LCGC, sigla em inglês para Low Cost Green Car, ou seja, carros ecológicos de baixo custo. A política objetiva facilitar a compra de carros por mais pessoas das camadas de menor renda da população. Outro objetivo é a criação de um ambiente mais verde, por meio da utilização de carros de menor consumo de combustível. Contudo esta política se mostrou controversa, pois muitas pessoas acreditam que ela só venha a complicar ainda mais os sérios problemas de congestionamento de trânsito de Jacarta e outras grandes cidades do país. Perguntamos ao professor Danang Parikesit, da Universidade Gadjah Mada, que também é presidente da Sociedade de Transporte da Indonésia, uma ONG envolvida com o desenvolvimento sustentável do transporte no país, sobre o projeto do governo. Ele nos dá mais detalhes a respeito da controvérsia.



Segundo o professor da Universidade de Jacarta, Danang Parikesit existem duas questões da política do governo. A primeira é se esta política realmente se destina à criação de carros baratos e ecológicos. Se observarmos a estrutura dos custos, veremos que o preço caiu não por causa da redução dos custos de fabricação, mas por causa dos subsídios do governo. 


Questiona-se se o consumidor realmente merece subsídios do governo enquanto existem muitas pessoas pobres precisando de subsídios para outros fins. 

Outra questão é se o carro é realmente ecológico. A título de comparação, a maioria dos carros que trafega em Jacarta consome cerca de 1 litro de combustível em 10 quilômetros, enquanto alegadamente este carro verde pode fazer 20 quilômetros com 1 litro. Portanto o governo espera que o carro verde venha a reduzir o consumo de combustível. Mas isso pode não acontecer, pois existem dois grupos de consumidores.


No primeiro grupo estão os que atualmente usam motocicletas. Atualmente as pessoas deste grupo consomem apenas 1 litro de combustível a cada 40 quilômetros, portanto, se eles passarem a dirigir os chamados carros verdes, acabarão consumindo mais combustível do que agora. O segundo grupo consiste naqueles que já possuem um automóvel. Estas pessoas irão comprar um carro adicional com o projeto LCGC.


Para uma situação que seja benéfica a todos, existem três soluções. 

Primeiro, se o governo ainda pretende ir adiante com a política de carros ecológicos de baixo custo, o subsídio não deve ser dado aos consumidores, mas sim às indústrias que estão no início da estrutura do setor automotivo, como as indústrias de metais, componentes ou peças de reposição. Dando os subsídios a estas indústrias, o custo pode ser reduzido e as indústrias se tornam competitivas contra a Tailândia, Índia e Malásia. 

A segunda solução é encorajar uma indústria de ônibus ecológicos de baixo custo. Esta solução é especialmente recomendada. A indústria automotiva será pressionada, pois a indústria de ônibus vai crescer graças aos subsídios do governo. Essa seria uma solução realmente verde porque se mais pessoas passarem a se locomover de ônibus, o consumo de combustível será reduzido.






A terceira solução seria acabar com os carros ecológicos de baixo custo e ao invés disto fazer grandes investimentos no transporte público, deixando empresas privadas desenvolverem a indústria do transporte. Com mais pessoas utilizando transporte público, haverá menos carros nas ruas e a indústria do transporte também vai crescer.



Fonte: NHK WORLD


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Biodigestores, uma alternativa sustentável para problemas de saneamento

As questões envolvendo o “lixo” são um dos temas mais debatidos atualmente no Brasil. Muito se tem discutido sobre o que fazer para diminuir a quantidade de lixo produzido, a coleta seletiva, o destino correto, etc. Das grandes cidades, o Rio de Janeiro, deu o primeiro passo estipulando multa para quem joga lixo na rua. A fiscalização começou a partir do dia 20/08 e quem for flagrado jogando lixo na rua terá que apresentar seu CPF, tendo que pagar uma multa a partir de R$ 157,00, aumentando conforme o volume de lixo. Quem joga lixo enquanto dirige, também será multado, nesse caso o fiscal anotará a placa do veiculo e a multa será encaminhada para a residência do motorista.

Mas o que fazer com tanto lixo que aumenta a cada dia? Os aterros sanitários estão com sua capacidade no limite. Uma opção que tem muitos simpatizantes e amplamente difundida nos países desenvolvidos são as usinas de incineração, mas que no Brasil ainda encontram muitas dificuldades na implantação devido ao alto custo, pois requer tecnologia avançada no sistema dos catalisadores para diminuir os efeitos da poluição.

No Japão, a incineração é o sistema mais utilizado nas cidades, possuindo a mais moderna tecnologia do mundo. Nas regiões rurais do arquipélago, outra tecnologia simples, barata e bem antiga é amplamente utilizada: são os biodigestores.



O esterco de bovinos, porcos e galinhas são altamente poluentes, especialmente se chegarem aos cursos de água, por isso, a opção dos biodigestores contribui para diminuir o aquecimento global e provendo energia barata para habitantes de áreas rurais.

O equipamento consiste em uma caixa de entrada para receber os resíduos diluídos em água; em seguida, o material vai para uma câmara onde inicialmente sofre fermentação que converte açucares em acido acético. Depois que todo o oxigênio foi usado, em ambiente completamente anaeróbico, as bactérias sobreviventes, que dispensam o oxigênio, passam a produzir gás metano, a biomassa restante vira biofertilizante.

Os biodigestores anaeróbicos que produzem biogás podem ser fabricados em todos os tamanhos, seja para uma pequena fazenda de um mini- produtor rural ou para grandes áreas destinadas ao agronegócio.

A maior província japonesa em extensão de terra é Hokaido, onde se concentram um  número de pequenas propriedades rurais, onde a técnica dos biodigestores é muito utilizada. Além de dar um destino correto e eficiente para os resíduos, o biogás proveniente da bio digestão pode ser usado para cozinhar em casas próximas ao local de produção, o que evita o consumo de gás natural. Também pode ser usado para aquecer abrigos de animais no rigoroso inverno japonês, aquecer estufas de plantas e servir como combustível para geradores de energia elétrica.

ideia de que gás combustível pudesse surgir da fermentação de resíduos orgânicos é antiga; o fenômeno foi observado pela primeira vez há pelo menos quatro séculos e no começo do século XIX o gás foi identificado como metano por pesquisadores na Europa. No entanto, o uso do biogás se tornaria popular nos países em desenvolvimento. Índia e China são pioneiros e lideres mundiais no uso de biodigestores.

O Brasil ainda sofre muito com problemas de saneamento. Mais da metade dos domicílios no Brasil não são sequer conectados a rede coletora. E o que chega a ser coletado, menos da metade recebe algum tipo de tratamento. Esse esgoto sem tratamento esta por aí, poluindo os rios, o meio ambiente e espalhando várias doenças.


Não há dados sobre a utilização de biodigestores no Brasil, mas estima-se que o número seja bem baixo. Uma tecnologia sustentável e barata que devia ser incentivada, onde 95% dos municípios são pequenos, com população inferior a cem mil habitantes. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Como Fukushima virou um martírio atômico sem fim


O conhecimento popular diz que o tempo cura tudo. Em se tratando da usina de Fukushima Daiichi, fortemente danificada pelo terremoto e pelo tsunami de 11 de março de 2011, isso pode significar décadas: a árdua tarefa de desmantelar a central tem duração estimada de 30 a 40 anos.
Devido aos estragos provocados, é difícil precisar quantas surpresas vão aparecer no caminho. Prova disso é o vazamento de água contaminada com materiais radioativos, entre eles iodo, estrôncio, césio e plutônio, que se tornou, hoje, o principal desafio da operadora, a Tokyo Electric Power Co, ou Tepco.
Pouco antes, em 2012, o alarme de emergência disparava repetidamente por outro problema, o aquecimento dos reatores, já resolvido. Mas quando tudo parecia relativamente controlado, o vazamento de água veio à tona, mergulhando a usina em nova crise, que se intensificou esta semana. E uma crise difícil de resolver.

O governo japonês informou que, diariamente, cerca 300 toneladas de água radioativa vazam para o mar. Parte do volume contaminado vem das reservas de água usadas na refrigeração dos reatores. Outro agravante é a contaminação do subsolo da usina, por onde passa um grande fluxo de água que desce das montanhas que circundam a usina.
Para conter o vazamento, a Tepco e as autoridades do Japão estudam adotar uma medida drástica: congelar o subsolo, criando assim uma barreia ao fluxo de água que segue para o mar. A expectativa é que o governo solicite fundos do orçamento do próximo ano fiscal para ajudar a financiar a empreitada.
Enquanto a solução mais efetiva não chega, a operadora começou a bombear a água que se acumula no subsolo dos reatores e armazená-la em mais de mil contêineres. Mas é preciso correr contra o relógio – amostras indicam que o índice de radioatividade detectada na água subterrânea sob a usina de Fukushima aumentou 47 vezes nos últimos cinco dias.
Peixes “radioativos”
O vazamento de água contaminada para o mar tem potencial de afetar drasticamente a fauna marinha mesmo em regiões afastadas, onde a concentração de sustâncias tóxicas seria menor.
Em julho, um caso virou manchete dos jornais locais. A dezenas de quilômetros da usina de Fukushima, um robalo capturado revelou um nível de radioatividade inédito em um pescado desta espécie, 10 vezes superior ao limite autorizado no Japão.

O governo do Japão proibiu a pesca comercial na área, cerca de 200 quilômetros a nordeste de Tóquio. Mas a contaminação parece não encontrar barreiras. Em fevereiro, quase do outro lado do planeta, pesquisadores encontraram, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, um atum contaminado pela radiação de Fukushima.
Casos como esses são o retrato de como, mesmo dois anos após a tragédia, os danos na usina japonesa de Fukushima continuam dispersos e difíceis de serem conhecidos com precisão. Um verdadeiro martírio nuclear.
Fonte: Exame Meio Ambiente e Energia


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Conheça Toyama, a cidade modelo de meio ambiente

Os moradores de Mogi das Cruzes já devem estar habituados a ouvir falar da cidade japonesa de Toyama que é a sua cidade irmã, e nos últimos anos os laços de amizade vêm se estreitando através de vários intercâmbios de troca de informações e tecnologias, principalmente nas questões ambientais, onde Toyama é tida como referência em todo o arquipélago.



Técnicos da prefeitura de Mogi das Cruzes estiveram em Toyama para ver de perto como funciona todo o processo envolvendo o lixo domiciliar, desde a separação, coleta e destino final, e esperam adotar esse sistema na cidade.

Agora vamos conhecer melhora a cidade de Toyama.

Toyama é a capital da província de mesmo nome, localizada no centro do país, sendo privilegiada geograficamente, cercada por montanhas íngremes, e uma vasta planície estende-se pela região central, formando belas paisagens naturais. A cidade é detentora do mais alto grau de preservação ambiental do arquipélago. É também reconhecida como cidade modelo de meio ambiente, sendo a primeira cidade japonesa a cobrar pelas sacolas plásticas de supermercados.

Conforme dados da prefeitura, no ano de 2010, Toyama contava com uma população de 420.508 habitantes. Um dado importante da cidade é que ocupa o primeiro lugar em todo o Japão na proporção de casa próprias em relação à população, o que comprova o alto padrão de moradia da cidade. Excelente infraestrutura e baixa freqüência de distúrbios naturais fazem de Toyama um ótimo local para se morar.

A renda liquida dos trabalhadores de Toyama é uma das mais altas do Japão. As mulheres contribuem muito para esses números, pois a cidade conta com uma proporção altíssima de mulheres economicamente ativas, enriquecendo ainda mais a economia. A taxa média de poupança também supera a media nacional.

Toyama conta com um parque industrial diversificado e sua mão de obra é altamente qualificada, onde se destacam a indústria de medicamentos, a robótica, a biotecnologia e a tecnologia da informação.

Toyama também se destaca por ser uma grande produtora de arroz, cultivando o tipo “Koshihikari”, altamente reconhecido por sua excelente qualidade, usado no preparo do tradicional prato típico japonês, o “sushi”.

Arroz Koshihikari

A cidade é uma das mais limpas do Japão, graças à conscientização da população, a qualidade e eficiência dos serviços de limpeza pública, o alto índice de reciclagem de materiais, a qualidade dos serviços de transporte público, onde se destaca o VLT (veiculo leve sobre trilhos).

VLT em Toyama


Enfim, Toyama convive com a tradição milenar e a modernidade de maneira harmônica, preservando o meio ambiente, valorizando os vínculos locais, ao mesmo tempo em que é francamente aberta a inovações.

A prefeitura dispõe de um site com todas as informações sobre a cidade em diversos idiomas inclusive o português.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O futuro da política energética do Japão

 O futuro da energia nuclear tem sido alvo de debates públicos desde 2011 quando um acidente danificou uma usina nuclear em Fukushima. Como resultado, todos os 50 reatores comerciais do Japão foram desativados.



Organizações ambientais, juntamente com cidadãos comuns fizeram manifestações no ano passado contra uma decisão de reativar duas unidades. Mas desde então, o ímpeto das manifestações diminuiu. 

O desenrolar do acidente nuclear de 2011 resultou numa sequência de protestos contra a energia atômica e os planos de reativar reatores parados. Em algumas ocasiões milhares de pessoas compareceram às manifestações, em outras, centenas de milhares.
Tatsuya Yoshioka, diretor da ONG Peace Boat, organizou algumas das manifestações. Ele estava eufórico com o entusiasmo demonstrado pelas pessoas. 

Contudo com o passar dos meses, Yoshioka viu o entusiasmo ir diminuindo conforme as pessoas mudavam o enfoque para outras questões como a da reconstrução das áreas atingidas pelo desastre. 


Yoshioka tenta reiniciar uma discussão nacional a respeito do uso da energia nuclear. Ele diz que a oportunidade de concretizar uma sociedade livre de energia nuclear está sendo desperdiçada, e que fica frustrado de ver que os japoneses parecem ter se esquecido dos riscos que acarretam as usinas nucleares.

Sem energia nuclear, as empresas de eletricidade estão importando mais petróleo e gás. Elas começaram a repassar os custos aos consumidores e estão pressionando pela reativação dos reatores.

O mesmo têm feito os executivos de grandes empresas. Eles dizem que o Japão precisa de uma fonte estável de energia.

O premiê japonês Shinzo Abe e seu partido governista, o Liberal Democrático, também usam o mesmo argumento. Eles apóiam a indústria nuclear desde que ela seja bem regulamentada. Abe disse que as usinas de energia nuclear que atendam os novos padrões de segurança voltariam a operar em conformidade com um parecer profissional.

Líderes de partidos oposicionistas são unânimes em dizer que querem abolir a energia nuclear no futuro, mas até agora não conseguiram apresentar modos concretos para atingir tal objetivo.

O acidente de Fukushima expôs os riscos e os custos associados à energia nuclear. Contudo Yoshioka diz que os japoneses ficaram complacentes. Ele diz que a cada dia, as memórias e o impacto de 11 de março estão se perdendo.

As empresas de eletricidade começaram o processo de reativar suas usinas nucleares. Mas não devemos deixar que as memórias de 11 de março de 2011 desapareçam. Sejam quais forem as nossas opiniões particulares a respeito da energia nuclear, está claro que mais debates são necessários sobre as maneiras de conseguir a energia necessária ao país.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Kobe, a cidade mais limpa do Japão

As cidades japonesas sempre foram reconhecidas pela limpeza de suas ruas, parques, praças e monumentos.
Na última pesquisa realizada em 2011, pela consultoria americana Mercer, onde se traçou um perfil das grandes cidades na Europa, Ásia e America no Norte, quanto à qualidade de vida, a cidade de Kobe ficou em 9º lugar no ranking das cidades mais limpas do mundo, cabendo a cidade canadense de Calgary, o 1º lugar.

 Localizada junto a um dos maiores portos comerciais do mundo, a cidade japonesa de Kobe é conhecida pela beleza de seu meio-ambiente e pela variedade de entretenimento na área urbana da cidade, cuja paisagem é realçada pelo Monte Rokko.
Quando o assunto é qualidade de vida, Kobe apresenta desempenho invejável, com elevadas taxas de expectativa de vida e alfabetização, quase 100%. Em termos de limpeza, a cidade se orgulha do seu sistema de drenagem de águas residuais, separadas de modo que as fortes chuvas não afetam o tratamento de resíduos.
Outro ponto a favor da atmosfera "clean" são os sistemas viários projetados para manter o tráfego em movimento constante, garantindo menor emissão de poluentes ocasionados por congestionamentos.


Nas pesquisas anteriores, o Japão sempre esteve em melhor posição no ranking das cidades mais limpas, inclusive contando com mais de uma cidade entre as 10 mais limpas.

Mas o fato é que outros países acordaram para o tema “Limpeza nas Cidades” e não mediram esforços para desenvolverem projetos para modernizar o sistema de coleta e reciclagem de lixo, contando com a contribuição de empresas e da população, agindo em conjunto para melhorar a imagem das cidades.

O fato de Kobe ser eleita a cidade mais limpa do Japão, foi um reconhecimentos a todo esforço que foi feito durante quase duas décadas. Em janeiro de 1995, a cidade foi atingida por um grande terremoto que vitimou milhares de pessoas e praticamente destruiu toda a cidade. Edifícios comerciais, pontes, viadutos, estradas, casas, escolas, indústrias, enfim, tudo destruído.



Após a catástrofe, governo, empresariado e população se uniram e fizeram uma promessa de reconstruir a cidade, tornando-a mais moderna, tecnológica e sustentável.

Todos os esforços forma feitos para atingir o objetivo no menor tempo possível, e em menos de 10 anos a cidade estava totalmente reconstruída e o próximo passo seria atingir a melhoria da qualidade de vida da população, tornando-se, uma das melhores cidades japonesas para se viver. E o reconhecimento veio em 2011, com a conquista do título de cidade mais limpa do Japão.

Agora o esforço é para melhorar essa posição no futuro, buscando a 1ª posição, e o trabalho já esta em andamento. Técnicos da prefeitura estão fazendo um levantamento dos pontos fracos que a consultoria Mercer citou no relatório das cidades, procurando melhorar a situação. Um dos problemas fica no entorno do Porto de Kobe, que é um dos mais movimentados do mundo. Diariamente, caminhões, tratores e milhares de pessoas de diversas nacionalidades circulam pelo local. O principal desafio é conscientizar cidadãos estrangeiros que nem sempre contaram com uma educação ambiental nos seus países de origem, a manter o local limpo.


terça-feira, 2 de julho de 2013

A proteção do meio ambiente no Monte Fuji


O Monte Fuji no Japão é um dos símbolos nacionais mais respeitados no país. Desde criança se aprende a cultuar e admirar a grande montanha, que pode ser avistada a quilômetros de distância quando o tempo está bom.

O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO decidiu numa reunião no Camboja no último dia 22 de Junho, acrescentar o Monte Fuji do Japão à Lista do Patrimônio Mundial. 

Algumas pessoas diziam que o Monte Fuji deveria ter sido listado como Patrimônio Mundial muito antes.


O Japão já possui 16 locais listados como Patrimônio Mundial, sendo 12 culturais e quatro naturais. O registro do Monte Fuji como sítio de patrimônio cultural eleva o número total  para 17.

O Japão iniciou seus esforços para registrar a montanha quando o país ratificou a Convenção do Patrimônio Mundial, mais de 20 anos atrás.

Inicialmente tentou-se registrar a montanha como patrimônio natural. Contudo os banheiros para os montanhistas e o lixo que eles deixavam eram problemas para a preservação do meio ambiente da montanha. O Japão mudou de curso e tentou registrar a montanha como patrimônio cultural, e é por isso que levou tanto tempo.

O desafio mais imediato é como lidar com o provável aumento no número de visitantes. Nos últimos anos, o Monte Fuji recebeu cerca de 300 mil pessoas por ano. No ano passado certos dias chegaram a registrar mais de 10 mil visitantes. Mais visitantes ainda são esperados neste ano devido ao reconhecimento como patrimônio mundial.

Outro desafio é manter a saúde tanto a dos montanhistas como a da própria montanha. Há receios quanto à prática do bate e volta, que seria subir ao ponto mais alto possível de ônibus ou outro veículo e depois escalar o pico e descer a montanha sem qualquer intervalo.

A maioria dos que fazem o bate e volta, sobem a montanha durante a noite, o que aumenta o risco de quedas e outros acidentes, bem como o Mal da Montanha. 


Quanto à gestão da saúde do Monte Fuji, existe a necessidade de se preservar a sua paisagem e meio ambiente. Alguns se preocupam de que o aumento do número de visitantes possa fazer voltar os problemas dos banheiros e lixo, afetando negativamente os esforços de proteção.


A UNESCO afirmou que o plano de gestão e preservação do governo japonês para o Monte Fuji era insuficiente e pediu por melhorias. O Japão precisa submeter um relatório sobre as benfeitorias em três anos. O pedido incomum da UNESCO pode indicar o grande nível de atenção que este órgão das Nações Unidas dedica ao Monte Fuji.


Os governos central e local do Japão precisam satisfazer as expectativas internacionais e trabalhar duro para proteger a montanha.