quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Depois de dez anos, brasileiros deixam topo do ranking de criminalidade estrangeira no Japão

Há cerca de um ano, o brasileiro André Ryuji Abe Lage, 14, e um grupo de amigos foram detidos pela polícia por atos de vandalismo - eles picharam muros e quebraram vidros da janela de um prédio na cidade de Ikeda, província de Gifu, região central do Japão.


Como ainda tinha 13 anos na época, ele não foi a julgamento. Mas recebeu como punição seis meses de visitas periódicas, junto da família, a uma clínica psicológica.
André não entrou para as estatísticas policiais. Mas poderia se não fosse a intervenção dos pais, professores e até da própria polícia.

'Entendi que o que estava fazendo era algo errado e que poderia cometer crimes mais graves no futuro', contou o jovem.
Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Polícia, no primeiro semestre de 2011, 54 jovens brasileiros entre 14 e 19 anos de idade foram julgados no Japão.


Dentre os crimes, um foi considerado hediondo, 34 foram furtos e o restante foi classificado como envolvimento com drogas.
No mesmo período, segundo registros, entre mais de 90 mil menores detidos em todo o Japão, 360 eram estrangeiros.

O número, apesar de ser muito pequeno em relação aos infratores japoneses, é representativo por ser o menor em dez anos.
Durante uma década, de 2001 a 2010, os brasileiros lideraram o ranking de delinquência juvenil por nacionalidade, à frente de chineses e coreanos.

Em 2002, ano em que a curva de criminalidade brasileira atingiu seu ápice, 406 adolescentes brasileiros foram alvo de inquérito policial.
Desde então, o número foi caindo ano a ano. No primeiro semestre de 2010, por exemplo, um total de 81 jovens brasileiros foi levado a julgamento.

Crise Econômica
Mas a maior queda aconteceu após a crise econômica de 2008/2009, quando mais de cem mil brasileiros voltaram para o Brasil.

Em 2007, havia 316.967 brasileiros residentes no Japão. Em 2009, o número caiu para 297.456 e, segundo os últimos dados do governo, reduziu-se ainda mais em 2011, totalizando 215 mil brasileiros.
Segundo dados de 2006, havia 18.150 brasileiros com idade entre 15 e 19 anos no Japão. Esse número caiu para 10.326 em 2010.

No entanto, para Angelo Ishi, sociólogo e professor da Universidade Musashi, não se pode limitar a causa da queda no número de delitos cometidos por jovens brasileiros à redução populacional.
'Um número maior de pais se conscientizou sobre a necessidade de se comunicar mais com os filhos, e também de monitorá-los', sugeriu o estudioso.

'Outra explicação é de que os jovens perceberam que a polícia japonesa é extremamente eficiente para prender quem comete um crime.'
Maria Shizuko Yoshida, 59, presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ), lembra também que o tempo médio de permanência do brasileiro no país aumentou em relação ao passado, o que facilitou a adaptação à sociedade japonesa.

'Sentir-se mais inserido significa entender melhor as regras, os costumes e a cultura e dominar melhor o idioma falado no país', explicou.
Outros fatores, como programas de reinserção escolar do governo japonês, prevenção de crimes pela polícia japonesa e projetos de organizações sem fins lucrativos também contribuíram para a queda.

'Todos os projetos, tanto os de iniciativa pública como privada, contribuíram de alguma forma. Se não foram capazes de ajudar diretamente a queda, no mínimo, serviram para prevenir um possível aumento na delinquência e criminalidade', lembrou Ishi.
Causas

A religiosa Yoshico Mori faz, há mais de dez anos, visitas mensais ao Reformatório de Kurihama, na província de Kanagawa, lugar que já chegou a abrigar mais de 30 brasileiros em meados da década de 2000.
'Hoje, graças a Deus, tenho apenas dois jovens para visitar por mês', disse aliviada.

Num caso recente, ela ajudou um jovem de 19 anos, recém-saído do reformatório, e que estava sendo deportado. O rapaz foi encaminhado para um albergue em São Paulo, que o ajudou a conseguir emprego.
'Ele teve mais de cinco pais diferentes durante sua vida e, no tempo em que ficou preso, a mãe não o visitou e nem quis ajudá-lo na volta ao Brasil', lamentou Yoshico.

Para a voluntária, que criou o Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão (Sabja) em 1998, a principal causa da criminalidade juvenil brasileira no país é justamente a desestruturação familiar.
'Muitos vieram para o Japão pensando apenas no trabalho e no dinheiro e acabaram deixando a família em segundo plano', opinou.

Ishi concorda. 'Muitos pais taparam o sol com a peneira ao acreditar que o fato de deixarem as crianças sob cuidados de terceiros, ou pior, longe do olhar de qualquer adulto, não traria consequências graves.'
Ele explica que a sociedade japonesa gira em torno do ambiente escolar. 'Então a criança tem de encontrar seu espaço na escola ou ela fica literalmente deslocada, marginalizada do sistema.'

E o sociólogo vai mais longe. Para ele, todos têm a sua parcela de culpa. 'O governo japonês também não criou uma política migratória abrangente ao abrir as portas para os brasileiros em 1990, ou seja, fingiu não estar enxergando que os dekasseguis tinham filhos e que precisavam de educação como qualquer outra criança.'
Maioridade Penal

No final de 2001, o Parlamento japonês aprovou um projeto de lei que reduziu de 16 para 14 anos a idade mínima a partir da qual um jovem pode ser considerado criminalmente responsável.
A revisão da lei, originalmente promulgada em 1949, representou uma grande mudança em relação ao objetivo inicial de reabilitar os infratores juvenis, mais do que puni-los.

A modificação foi feita após uma série de crimes brutais que marcaram a sociedade japonesa, todos cometidos por adolescentes. Naquele ano, um estudante de 17 anos matou a mãe a golpes de raquete.
Um mês antes, outro jovem de 17 anos, doente mental, sequestrou um ônibus e matou uma passageira idosa a facadas.

Mas o crime mais marcante aconteceu em 1997, quando um garoto de 14 anos matou um colega de 11. Depois, ele o decapitou e pendurou a cabeça no portão da escola onde estudavam.
Na comunidade brasileira, um dos crimes mais marcantes foi o que envolveu o jovem Herculano Lukocevicius, de 14 anos, espancado até a morte por um grupo de jovens japoneses em outubro de 1997.

Fonte:BBC Brasil

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Saúde Pública no Brasil e nos países desenvolvidos

O tema da Campanha da Fraternidade 2012 é “Fraternidade e Saúde” com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra.”


De acordo com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a Igreja decidiu trabalhar o tema saúde pública com o objetivo de fazer com que o povo e as autoridades competentes reflitam sobre os desafios que o país possui neste setor.

A falta de hospitais, de médicos e o grande número de enfermos que não encontram atendimento nos hospitais públicos são questões prioritárias da campanha.

 Um fato a se lamentar, foi o corte do orçamento da União que atingiu diretamente o Ministério da Saúde. Conforme divulgado pelo Ministério do Planejamento, os recursos aprovados pelo Congresso Nacional caíram de R$ 77,58 bilhões para R$ 72,11 bilhões em relação ao ano passado.

A campanha visa também promover a iniciativa popular para solucionar o problema, não deixando a responsabilidade para as autoridades, incentivando cada pessoa a contribuir para solucionar os problemas.

Sistema de Saúde nos outros países

Os Estados Unidos não têm um sistema público de cobertura universal na área da saúde.


Há alguns programas financiados pelo governo, como o Medicare, destinado à pessoas com mais de 65 anos, ou o Medicaid, para pessoas de baixa renda.

Veteranos das forças armadas também estão cobertos por um programa do governo, assim como crianças de famílias pobres que não se enquadram nas exigências do Medicaid.

A maioria dos americanos, porém, precisa adquirir seu próprio plano de saúde, seja por meio de seus empregadores ou por conta própria.

Sistema de Saúde no Japão

Todas as pessoas que residem no Japão devem, obrigatoriamente, inscrever-se em um dos Seguros Públicos de Saúde. Estes sistemas baseiam-se no princípio de cooperação mútua, em que todos os segurados contribuem regularmente com taxas,  utilizando o Seguro de Saúde quando necessário.

Há 2 tipos de Seguro Público de Saúde: O Seguro Social, intermediado pelas empresas, e o Seguro Nacional de Saúde, administrado pelos municípios.

A taxa de Seguro Nacional de Saúde é calculada anualmente, baseando-se na renda líquida do segurado e no número de dependentes.

Na ocasião em que o segurado necessitar dos serviços de saúde, ele arca com 30% das despesas médico-odontológicas. O Seguro Nacional de Saúde banca o restante.

Sistema de Saúde na Inglaterra

Hospital do NHS

NHS (National Health Service) é o sistema de saúde público na Inglaterra, o equivalente ao SUS do Brasil. Atende a 1 milhão de pacientes a cada 36 horas e é  considerado a maior estrutura de saúde pública do mundo.

Devido ao seu tamanho gigantesco e complexidade, a qualidade dos serviços prestados poderá variar dependendo da região onde se mora. Como todo sistema público, o NHS também é alvo de críticas, mas as pesquisas mostram que a maioria da população inglesa se diz satisfeitas com o atendimento recebido.

São apenas exemplos de 3 países, onde a saúde é levada a sério, com grandes e constantes investimentos em equipamentos e capacitação pessoal.

Mesmo não sendo modelo de Sistema de Saúde, ele funciona nesses países, onde ninguém fica sem atendimento, e qualquer pessoa, incluindo aí imigrantes em situação irregular, tem direito ao atendimento de emergência gratuito caso sofram um acidente ou estejam passando mal.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

CONHEÇA O DISQUE-SAUDE

No decorrer de pouco mais de 15 anos, foram quase 60 mil telefonemas recebidos de todas as partes do Japão. Ao mesmo tempo em que participa da história da comunidade brasileira no arquipélago, o Disque-Saúde também ajuda a contá-la e a refletir sobre ela. É o que sugere a psicóloga Neusa Emiko Miyata, diretora-executiva do programa de orientação médica gratuita por telefone, ao observar que os problemas de saúde enfrentados pelos brasileiros têm mudado de acordo com o desenvolvimento da própria comunidade.

Neusa Miyata - diretora do Disque-Saúde

Convidada a recapitular os 15 anos de existência do Disque-Saúde, Neusa fez esta interessante constatação. “Através da trajetória do Disque-Saúde, analisando os motivos dos telefonemas recebidos, é possível contarmos boa parte da história dos brasileiros no Japão”, explica a psicóloga, que acompanha o programa desde sua criação, em julho de 1996. “Nestes 15 anos, os problemas reclamados ao Disque-Saúde têm mudado de acordo com cada etapa da formação da nossa comunidade.”
Neusa lembra que não quer fazer generalizações, mas acredita que explicar o desenvolvimento da comunidade com base nos problemas constatados pelo Disque-Saúde pode ser útil para levantar reflexões futuras. “Por exemplo, muitos brasileiros estão envelhecendo e, naturalmente, os problemas de saúde tendem a aumentar. Por isso, é essencial que todos paguem algum seguro de saúde em dia”, menciona. Abaixo, ela faz um “diagnóstico social” com base nos quase 43 mil telefonemas recebidos pelo Disque-Saúde nestes 15 anos de serviços prestados à comunidade.

O que é o disque-Saúde
É um serviço gratuito de orientação médica por telefone, em português, disponível para os brasileiros residentes em qualquer localidade do Japão, contando com profissionais bilíngues e conhecedores do sistema de saúde do Japão.

Na central de atendimento, existe uma lista de hospitais com intérpretes (japonês – português) de todo o país. Dependendo da necessidade, a atendente procura um hospital com intérprete, próximo da residência do paciente que procura o Programa.
Telefone do Disque-Saúde

Tel: 080-4083-1096
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 9h às 13h e das 14h às 17h

Mais informações: matérias de orientação e formas de prevenção de doenças nos sites do Consulado Geral do Brasil em Nagoya (www.consuladonagoya.org) e no Programa Disque-Saúde http://www.disquesaude.jp/index.php
NÚMEROS

Criado em julho de 1996, o Disque-Saúde deve fechar o ano com quase 60 mil ligações recebidas – uma média superior a 3,5 mil atendimentos por ano
DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE

Neusa Emiko Miyata, diretora-executiva do Disque-Saúde, reflete sobre os 15 anos de existência do programa e as mudanças e transformações passadas pela comunidade brasileira no Japão.
Adaptação difícil

“No início, a maioria dos brasileiros vinha ao Japão sozinha, com um objetivo bem definido, de trabalhar por pouco tempo para economizar dinheiro e logo poder voltar para o Brasil, comprar um terreno, uma casa ou montar um negócio próprio, por exemplo”, comenta Neusa. “Eram pessoas mais determinadas a cumprir objetivos específicos, e que enfrentaram mais dificuldades por terem sido pioneiras.”
Ela lembra que, nessa época, como a infra-estrutura brasileira ainda era bastante precária, as principais queixas que o Disque-Saúde recebia na área de Psicologia eram relacionadas às dificuldades de adaptação no ambiente de trabalho. “Além do choque cultural, havia ainda a barreira de comunicação com os chefes japoneses, a dificuldade de fazer amizades e, é claro, as saudades da família que ficou no Brasil.”

Dentro de casa
Neusa recorda que, no final da década passada, quando muitos membros da primeira geração de dekasseguis já haviam retornado ao Brasil, o perfil dos brasileiros que vêm ao Japão mudou um pouco. “O grupo seguinte era formado por pessoas que viram alguns brasileiros voltarem para lá em boa condição financeira e, por isso, resolveram vir também”, arrisca. “Muitos jovens trancaram a matrícula na faculdade ou adiaram o estudo para vir fazer seu pé-de-meia, mas sem um objetivo tão definido quanto o dos primeiros dekasseguis.”

No “diagnóstico social” de Neusa, os trabalhadores desta nova leva chegaram ao arquipélago com suas famílias, motivo pelo qual o foco dos problemas reclamados ao Disque-Saúde mudou um pouco. “As queixas acerca do ambiente de trabalho continuaram, mas a maioria dos problemas passou para dentro de casa, principalmente entre os casais”, analisa a psicóloga. “Muitos relacionamentos ficaram conturbados devido ao excesso de horas extras e à consequente falta de comunicação dentro de casa, o que começou a causar alguns desentendimentos familiares.”
Filhos

Já no início desta década, as consultas ao Disque-Saúde continuaram no ambiente doméstico, mas passaram a envolver crianças. “O grupo seguinte de dekasseguis inclui muitos remanescentes do grupo anterior, que acabaram ficando no Japão por mais tempo que desejavam”, prossegue Neusa. “Alguns já eram casados e outros se casaram aqui. Mas nesta época muitos começaram a ter filhos no Japão e, então, os problemas se voltaram para as crianças.”
A diretora-executiva do Disque-Saúde relata que, a partir deste momento, a maior incidência de telefonemas voltou-se para questões relacionadas à Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria. “Muitas mães eram marinheiras de primeira viagem e, mesmo no Brasil, já teriam muitas dúvidas. No Japão, ficaram ainda mais inseguras e receosas sobre como criar seus filhos”, explica. “Eram dúvidas sobre tudo o que envolve a gravidez e a criação de crianças, como a tabela de vacinação e os procedimentos pediátricos, entre outros assuntos.”

Educação
Estes filhos cresceram e chegaram à idade escolar. “Então, a preocupação das famílias brasileiras passou a ser sobre a melhor forma de educá-los”, continua Neusa Emiko Miyata. Ela lembra que, na área de Psicologia, ouviu muitos pais divididos entre a escola japonesa e a brasileira, ou entre a dúvida sobre qual idioma ensinar aos filhos com prioridade, o português ou o japonês.

“Neste momento, toda a problemática passou a girar em torno das crianças. Alguns brasileiros chegaram a pensar se seria melhor retornar ao Brasil para aproveitar melhor a idade escolar dos filhos”, lembra. “O problema é que as pessoas se faziam essas perguntas sem saber ao certo por quanto tempo ainda pretendiam viver no Japão.”
Depressão

Sobre o atual momento da comunidade brasileira, Neusa se preocupa com o aumento de casos de depressão. Ela conta que o Japão nunca teve tantos casos do tipo e acredita que, depois de mais de 15 anos do fenômeno dekassegui, muitos brasileiros se acostumaram com o estilo de vida nipônico. “Isto faz com que os brasileiros tenham problemas semelhantes aos dos japoneses, e a depressão é um bom exemplo”, diz. “Acho que, se estivessem no Brasil, estas pessoas não teriam tantos problemas de depressão.”
A psicóloga frisa que a causa da depressão não é de todo conhecida, mas pesquisadores indicam que ela tem forte ligação com o sentimento de perda. “A perda de um ente querido, de um namorado, de um objetivo de vida, de uma perspectiva, tudo isso favorece o desenvolvimento da depressão”, explica. “Talvez os brasileiros sintam saudades de familiares e amigos, do Brasil ou de algo que gostariam de ter feito e que agora encaram como alguma perda. A pressão do trabalho, a correria do dia-a-dia e a falta de lazer também favorecem esse baque psicológico.”

Futuro
Ao traçar o paralelo entre os problemas reclamados ao Disque-Saúde e o desenvolvimento da comunidade, Neusa tenta antever possíveis tendências desta trajetória. “Uma coisa é lógica: as pessoas estão envelhecendo e, com isso, é natural que tenham mais problemas de saúde. Por isso, quero frisar aos brasileiros sobre como é importante ter um seguro de saúde, para eventuais necessidades”, adverte. “A saúde é muito mais importante do que o dinheiro e gostaria que as pessoas não vissem o seguro de saúde como um prejuízo financeiro, e sim como um investimento em segurança. Principalmente para quem tem filhos.”

“Há pessoas desleixadas com a saúde, que ficam adiando a necessidade de um tratamento médico para quando retornarem ao Brasil. O problema é que essas pessoas acabam ficando no Japão e um pequeno problema de saúde pode acabar se tornando algo mais preocupante, ou mesmo irreversível”, menciona Neusa. “Mesmo que morar no Japão seja algo provisório para muitos brasileiros, peço que eles nunca deixem de cuidar da saúde. O Disque-Saúde tem cumprido sua missão nestes 15 anos, mas é preciso que cada brasileiro também faça sua parte para que todos possam viver bem”, finaliza.


Parques Urbanos – Oásis dentro das grandes metrópoles


Parques urbanos são os lugares ideais para relaxar. Espaços verdes em cidades dão um gostinho de campo e oferecem uma alternativa de lazer para quem quer dar uma escapada das ruas movimentadas, engarrafamentos no trânsito e na vida agitada da cidade, onde se pode desfrutar da companhia da família e amigos, fazer um piquenique ou um churrasco, ou, simplesmente, tirar um tempo para apreciar As cidades oferecem experiências excitantes, que podem ir desde à descoberta de museus até compras, restaurantes, bares e cinemas, mas por vezes é bom fugir das ruas o ambiente verde e, por um momento, permitir-se esquecer que está no coração de uma cidade.

Nas grandes metrópoles, um dos pontos turísticos são os seus parques urbanos, localizados nas áreas centrais da cidade.

O Central Park, em New York, está localizado em Manhattan, coração da cidade. É o parque mais visitado da América, com 35 milhões de visitantes por ano. Nesse grande espaço verde, pode-se desfrutar de um zoológico, pistas de patinação no gelo, parques de recreio, bosques naturais e um santuário da vida selvagem.

O Park Guell, em Barcelona, foi originalmente parte de um conjunto habitacional, mas agora serve como jardim municipal com parques de recreio e áreas de lazer. O Park Guell combina estrutura e paisagem natural de uma forma absolutamente mágica, repleta de luz e cor.

O Stanley Park, em Vancouver, é gigantesco, foi criado a partir de uma antiga reserva militar. Há um número impressionante de 150.000 árvores no parque, também dispõe de uma área de 8 km para caminhadas e passeios de bicicleta.

Os parques no Japão são um capítulo a parte. Em qualquer cidade existe pelo menos um grande parque.

Em Tokyo, encontramos o Ueno Park, que foi construído no espaço de um antigo templo. Oficialmente conhecido como Ueno-onshi-koen Park, é neste oásis com mais de 1000 árvores sakura que pode ser apreciado na mostra anual da flor de cerejeira na primavera. O parque abriga ainda o zoológico da cidade, o Museu nacional da Ciência, o Museu Nacional de Tokyo e o Museu de Arte Ocidental, figurando como um lugar ideal para relaxar na agitada capital do Japão

Na cidade de Toyohashi, onde morei, conta com aproximadamente 380.000 habitantes, e existe 5 grandes parques localizados nos bairros mais populosos, e pelo menos um parque pequeno por bairro.

Os parques ficam lotados diariamente, principalmente por idosos, que praticam suas caminhadas e exercícios físicos, e no final da tarde, o espaço é dominado pelos cachorros, é nesse horário que as pessoas chegam do trabalho e saem para passear com seus cachorros.

Tive o privilégio de morar perto de um grande parque com grandes pistas de caminhada, um estádio de futebol e outro de beisebol, várias quadras de tênis, um grande lago, piscinas públicas e um espaço para shows.

Áreas verdes no Brasil estão cada dia mais raras

Infelizmente, aqui no Brasil as áreas verdes dentro das cidades são cada vez mais raras, desaparecendo a cada dia ocupado por empreendimentos imobiliários.

Segundo publicado pelo  Jornal Folha de São Paulo, a Zona Leste da capital paulista é a região mais impermeável da cidade, e na região central há a menor quantidade de áreas verdes, segundo dados da própria Prefeitura. Especialistas  consultados  pelo jornal informaram que a falta de vegetação e  o excesso de asfalto e de veículos em circulação formam ilhas de calor que ao se  encontrarem com ar frio provocam chuvas intensas. A manutenção de áreas é uma forma de reduzir  esse problema.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Transporte Público de Qualidade

Sou usuário dos trens para ir ao trabalho, e tenho notado que os serviços melhoraram muito nos últimos anos. As composições estão em bom estado de conservação, pontuais e com a maior fiscalização contra os ambulantes, estão bem mais limpos. Mas em comparação a outros países, ainda está muito longe de atingir um serviço de transporte de qualidade.


Com a proximidade da Copa do Mundo de futebol, as autoridades têm dedicado atenção à ampliação dos aeroportos e as vias de acesso aos estádios, mas não tenho visto nenhum investimento na melhoria dos transportes coletivos de massa.

Em São Paulo, os jogos vão ser realizados em Itaquera, onde se concentra uma grande população, que é servida pelas linhas de trens e metrô. Nos dias de hoje essas linhas já se encontram sobrecarregadas, imagine durante a copa, como vai ficar.

É necessário fazer uma grande reforma nas estações, tornando-as mais acessíveis, mas não uma reforma visando apenas atender os usuários durante a copa, mas sim pensando no futuro, a longo prazo, visualizando o aumento da população e a migração dos usuários de automóveis que com o passar dos anos irá se tornar complicado andar de carro pela cidade de São Paulo.

Na maioria dos países, percebe-se que quanto maior o poder aquisitivo das pessoas, maior o número de pessoas que utilizam os automóveis, causando grandes problemas ao trânsito das grandes cidades e no aumento da emissão de CO2.


 Acredito que em São Paulo as autoridades responsáveis estão priorizando o transporte individual sobre o coletivo, pois nada se tem feito para a melhoria do sistema de transporte publico.

Transporte Público em Tokyo

Tokyo é uma das maiores cidades do mundo, portanto a emissão de CO2 também é muito grande, mas uma pesquisa do Instituto Nacional de Estudos Ambientais em Tsukuba, uma cidade satélite de Tokyo, revela que observando a emissão de CO2 per capita, o nível esta dentro dos padrões aceitáveis pelo Instituto.

Em comparação com outras grandes metrópoles, Tokyo é uma das cidades com melhor sistema de transporte público, e esse é um ponto importante na questão do manejo de energia e a quantidade de carbono na cidade.


Tokyo tem uma população de aproximadamente 15 milhões de habitantes e 80% da população utiliza o trem ou metrô como meio de transporte, de casa para o trabalho.

A maioria das pessoas não consegue ir de carro porque não há espaço para estacionar, optando assim pelo transporte ferroviário que é eficiente, os horários precisos e o preço da tarifa é razoável.

Empresários usam o trem

Masaki Ogata é diretor da JR EAST, a maior empresa ferroviária do mundo. A empresa transporta aproximadamente 16 milhões de pessoas por dia. O próprio diretor também vai de trem para seu escritório em Shinjuku, que é um importante centro de negócios da capital japonesa.


“Com certeza, pego o trem para ir ao trabalho, diz Ogata. Geralmente os executivos japoneses pegam o trem de manhã e a à tarde, em vez de ir para o trabalho de carro. Para fazer com que empresários deixem o carro e peguem o trem, você deve ter um sistema muito eficiente e conveniente para os passageiros. Então, mais passageiros irão deixar seus carros para utilizar o sistema ferroviário.”

 Se as grandes cidades quiserem continuar a ser acessíveis e passíveis de habitação, devem investir muito na rede de transporte público, não só pela questão da poluição do ar, mas também pela emissão de CO2, bem como pelo congestionamento, causando inúmeros problemas para os urbanistas resolvererem.










segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os segredos dos japoneses para uma vida longa

Qual é o segredo da longevidade? Aparentemente, os japoneses sabem há séculos. Todo mundo quer saber que segredo é esse. Nos últimos 64 anos, a expectativa de vida aumentou em 30 anos no Japão. Isso significa que, em média, a população japonesa ganhou mais seis meses de vida a cada ano. As japonesas são, há 26 anos consecutivos, as pessoas que mais vivem no mundo. A Universidade de Tóquio fez um estudo para descobrir a receita, principalmente das japonesas.

É um ritual de purificação. Antes de rezar em um templo xintoísta ou budista, as duas maiores religiões do país, os japoneses lavam as mãos em água corrente. Fazem isso há séculos, muito antes da descoberta dos germes e bactérias. A tradição dos templos foi transportada para a vida diária. Os japoneses são obcecados por limpeza. Antes de entrar em casa ou mesmo em algumas empresas, é preciso deixar os sapatos na entrada.

A higiene, segundo um estudo feito pela Universidade de Tóquio, é um dos fatores que fazem as japonesas terem um título invejado pelo mundo inteiro: são o grupo humano que mais vive no planeta. Em média, 86 anos de idade. Os japoneses também vivem bastante: 80 anos, um pouco menos, entre outros motivos, porque fumam muito mais do que as japonesas.

Além da higiene, outro fator é o sistema de saúde, que é universal e se preocupa com a prevenção das doenças. Todos os anos, os habitantes do Japão, japoneses ou estrangeiros, passam por uma rigorosa avaliação médica, que inclui medir a cintura. Homens com mais de 85 centímetros e mulheres com mais de 90 centímetros de circunferência na cintura são orientados a fazer dieta e exercícios. A medicina preventiva, além de aumentar a expectativa de vida, é econômica. Entre os países desenvolvidos, o Japão é o que tem o menor custo com saúde.

A alimentação é outro fator importante para viver mais. A comida japonesa é uma das mais saudáveis do mundo e vai muito além do sushi. Os japoneses não têm muito tempo para as refeições. O almoço geralmente é uma marmita, chamada de “bento”, feita em casa ou comprada pronta. É sempre bem colorida e diversificada. Em uma delas, há 20 itens diferentes: peixe, legumes, verduras, folhas, arroz e feijão, que no caso é a sobremesa. Eles comem feijão doce no Japão. A porção é pequena para os padrões brasileiros. Essa é uma das receitas para a saúde e boa forma dos japoneses.

Eles dizem que a gente deve matar apenas 80% da fome. A gerente da rede de restaurantes diz que algumas pessoas acham que é pouca comida. Nesse caso, eles recomendam que o cliente leve também uma salada. Anotou aí? Higiene, medicina preventiva e comida saudável. É receita japonesa para vida longa.

Vamos economizar energia

Com a aproximação do verão, o consumo de energia elétrica aumenta consideravelmente, e também vem acompanhado dos constantes “apagões”, que causam um grande transtorno para toda população brasileira.

Nós podemos ajudar adotando algumas dicas de economia, são pequenas atitudes que ajudam muito e evitam o desperdício de energia elétrica.


  • Desligue a luz dos ambientes vazios;
  • Desligue todos os aparelhos que não estiverem em uso;
  • Retire os aparelhos eletroeletrônicos como TV, som e microondas da tomada sempre que possível. As luzinhas vermelhas ou relógios digitais que indicam que o aparelho está em stand-by gastam bastante energia;
  • Ligue o ar condicionado somente quando necessário. Se for usar o aparelho, programe-o para 25ºC, uma temperatura agradável. Assim, você gasta menos energia e poupa o seu bolso e o meio ambiente. Verifique também se os filtros estão limpos. Faz bem à saúde, o aparelho trabalha de forma mais eficiente e economiza energia elétrica.
  • Retire o carregador de celular da parede quando não estiver usando. Ele continua consumindo energia só por estar ligado na tomada.
  • Evite tomar banho entre 18h e 20h30 se utilizar chuveiro elétrico. Neste horário, 18% de toda a energia elétrica gerada no país é utilizada  pelos chuveiros elétricos.
O Japão, que sempre foi um grande consumidor de energia elétrica, 6,2% do total, só ficando atrás de Estados Unidos e China, que tem populações infinitamente maiores, vem sofrendo com o racionamento de energia.

O racionamento é decorrência dos danos causados às usinas nucleares instaladas na região noroeste do Japão pelo terremoto seguido de tsunami no dia 11 de março.

 Apesar de algumas grandes empresas contarem com sistemas de captação de energia solar e eólica, a energia proveniente desses sistemas não  é suficiente para comportar a grande demanda  das industrias, que rodam ininterruptamente 24 horas por dia.

 A medida visa restringir o consumo de energia elétrica das grandes empresas que utilizam em larga escala, na tentativa de evitar a escassez de energia e, consequentemente, os apagões.

Mas o governo quer que a população em geral  e as pequenas empresas também colaborem e  economizem energia elétrica.

 Esta é a primeira vez que o governo do Japão impõe restrições ao consumo de energia para as grandes empresas desde a crise do petróleo.

 Apesar de a medida ter começado após a catástrofe de março, muitas empresas e a população em geral já vinham mudando seus hábitos, colaborando com a economia de energia.

 Nos principais prédios comerciais e de empresas de Tokyo, escadas rolantes, elevadores, letreiros e lâmpadas em corredores e banheiros, por exemplo, ficam praticamente desligados o dia todo.

Empresas de autopeças e  de componentes eletrônicos começaram a trocar o turno da tarde pelo trabalho noturno, evitando assim o horário de pico no consumo de energia.

Já as operadoras das linhas de trem e metrô na capital anunciaram redução na circulação de comboios durante o dia e aumento da frota nos primeiros horários da manhã, alem de diminuir o uso do ar condicionado  nos vagões.

E aí, vamos participar dessa campanha de economia de energia....




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Como é feito a Separação e Coleta de Lixo no Japão

   Cuidados a serem tomados para jogar o lixo:

  O lixo deve ser levado aos locais determinados para coleta, no dia determinado até às 8:30 h da manhã. Como normalmente não tem placa indicadora, procurar informe-se com algum vizinho.
  O dia de jogar o lixo varia conforme o bairro. Confira os dias e o tipo de lixo no calendário do lixo de seu bairro (CLEAN CALENDAR). O calendário é enviado pelo correio àqueles que fizerem o registro de estrangeiro.

  Utilizar sacos plásticos transparentes ou semi-transparentes.

COMO JOGAR O LIXO:

- Conforme o calendário de limpeza (Clean Calendar) do seu bairro e Guia de Lixos.
a) LIXO QUEIMÁVEL  -  2 vezes por semana.

Resto de comida, madeira, material em couro não reciclável, papel. - Lixo de cozinha (deixar escorrer bem o líquido antes de jogar).
-Óleo de cozinha (deverá ser coagulado com produto próprio ou absorvido em papel). O óleo de cozinha também pode ser levado nas Estações de Reciclagem. Para isso, deve ser colocado dentro de recipientes ou frascos  de plástico

- Fralda (retirar as fezes antes de jogar).
b) LIXO PLÁSTICO  -  Todas às quartas-feiras

Filme de PVC -  saco de arroz, biscoito ou de pão, bandeja de “obento”, pacote de ovos, polietileno, etc.
Todos os materiais com uma marca específica são considerados lixo plástico, com exceção da garrafa PET.

Lavar e retirar o resto de alimento etc, antes de jogá-lo.
Plástico junto com metal,  madeira, etc que não dá para separar, jogar como lixo quebrável.

c) LIXO QUEBRÁVEL - 1 vez por mês
- Lâmpada(incandescente), pilha que não contenha mercúrio, brinquedo, relógio, rádio, termômetro digital, torradeira elétrica, garrafa térmica, secador de cabelo, emplasto  descartável  (kairo),  bota  de  borracha,  bichinho  de  pelúcia,  espelho,  material metálico que não caiba na caixa de coleta de vidros e latas, produto elétrico que não seja considerado como lixo de grande porte, etc.

d) LIXO GRANDE - Coleta individual e cobrada.
- Ítens específicos: microondas, tapete, colchão, cobertor, cama, mesa, cadeira, bicicleta, móveis em geral etc.

Aparelho elétrico, à gás ou a querosene com um dos lados maior que 60cm, ou outro objeto com um dos lados maior que 120 cm, também são considerados lixo grande.
O objeto menor  que o tamanho citado acima é considerado como lixo quebrável.

O lixo grande será coletado porta a porta, e SERÁ COBRADA UMA TAXA DE COLETA.
Solicitar com uma semana de antecedência, ligando para a Central de Recepção  (Máximo 5 itens/mês por família)

  Adquirir os adesivos próprios no valor total da taxa em lojas autorizadas, preencher o nome do solicitante ou o número de recepção, colar o adesivo no objeto e deixar no dia/hora e local combinado.
Se o lixo grande for levado pela própria pessoa, será ISENTO DE TAXA.

  (1) Dias de coleta: Segunda à Sexta e Domingos (Para levar aos Domingos é necessário fazer a solicitação antecipada por telefone até Sexta-feira). Sábados e feriados não há atendimento e nem coleta de lixo.
   Não serão aceitos os 4 tipos de eletrodomésticos: TELEVISÃO, GELADEIRA e FREEZER, MÁQUINA DE LAVAR ROUPA(SECADOR DE ROUPA), AR CONDICIONADO e também COMPUTADORES.

O próprio solicitante deve levar o lixo e  apresentar  também documentos de identificação onde conste  o endereço.
Para se desfazer de: Televisão, geladeira/freezer, máquina de lavar roupas, ar condicionado e computador, verificar no final desta página

e) LAMPADA FLUORESCENTE E OUTROS .
- Isqueiro, lâmina, barbeador, tubo de gás portátil e lata de spray (apertar o botão até retirar todo o gás).-colocar a  lâmpada fluorescente em saco separado dos ítens acima.

A lâmina e o barbeador devem ser colocados dentro de recipientes, quando for jogar.
- Termômetro e pilha que não contém mercúrio, classificar como lixo quebrável. A maioria das pilhas não contém mercúrio. É só conferir se está escrito  水銀0” (mercúrio Zero) na pilha.


f) RECICLÁVEL .
Garrafade vidro e lata, colocar nas caixas coletoras , instaladas nos bairros.

-Tampinha de garrafa de cerveja, lata de tinta, etc. são lixo quebrável.
-Esvaziar as latas e garrafas. (Não amassar as latas)

Jornal, revista, panfleto, caixa de papelão e caixa de leite, deverão ser amarrados separadamente.
- Utilizar a coleta de materiais recicláveis  do bairro ou levar ao Centro de Reciclagem mais próximo

Pano (1 x mês) roupa de toda a espécie, lençol, cortina, etc.
Poderá ser jogado 1 vez por mês, nos locais de lixo, no dia próprio para panos. Devem ser colocados em sacos transparentes ou semi-transparentes e principalmente, de forma que não se molhem em dias de chuva.

- Pano sujo, estragado ou molhado devem ser jogados como lixo queimável.
- Roupas devem ser encaminhadas para o centro de reciclagem dos bairros.

A garrafa PET ( garrafa plástica de bebida como chá, água mineral, suco e refrigerante, bebida que contém álcool, shoyu, etc). Podem ser jogados todas as Quarta-feiras, nas estações de lixo, no dia de Lixo Plástico e Garrafa Pet, deve ser jogadas no coletor específico para garrafa PET instalado nos supermercados, centros comunitários e lojas de conveniência, de onde serão levados para serem reciclados.
Somente  garrafa com a inscrição do PET. 

  A garrafa que não contém a inscrição PET, deve ser jogada como lixo plástico.
g) LIXO PARA ENTERRAR -  1 vez por mês

 - Tigela, prato, tijolo, blocos de concreto, vidro, cinzeiro, etc.
Não é possível jogar na estação de lixo

  Lixo de difícil processamento: (a prefeitura não processa esse tipo de lixo)
Pneu, bateria de carro, extintor, bujão de gás propano, óleo usado, querosene, tinta de parede, thinner, produto químico agrícola, medicamento forte, moto, carro, piano, barco.

- Solicitar o processamento do lixo nas lojas onde foram adquiridos.
Grande quantidade de lixo: (lixo residencial)

Em casos de lixos esporádicos e em grande quantidade, que derivam de mudanças, limpezas de final de ano e podagem de árvores, separar por categorias e levar ao órgão municipal.
Madeira e galho em geral não são considerados como lixo grande. Para levar, é necessário cortá-los em tamanho de no máximo de 120 cm de comprimento por 30 cm de largura.

  Para se desfazer de Computadores.
Solicite para o próprio fabricante do computador.

É necessário pagar uma taxa de reciclagem para jogar o computador.
A forma de solicitar o recolhimento depende da marca de fabricação e loja. Favor pesquisar na homepage de cada marca.

Aterros Sanitários

Há muitos anos um assunto toma conta de todas as rodas de conversa aqui em Mogi das Cruzes: a implantação de um aterro sanitário no bairro do Taboão.

 Prefeitos, deputados, vereadores, lideranças de bairro, todos são contrários a implantação do lixão em Mogi. Todas essas lideranças lutam para barrar o processo de instalação do aterro.


 Tenho uma opinião um pouco diferente, esses políticos deveriam se unir e brigar por instalar aqui na cidade uma usina de tratamento de lixo, como existe nos países desenvolvidos, como no Japão, por exemplo. Lá todas as cidades dispõem de coleta seletiva de lixo e uma usina de tratamento de resíduos, que olhando de fora mais parece um prédio de uma pequena indústria, são ocupados em terrenos não muito grandes, com geralmente 3 andares, onde cada andar é processado um tipo de lixo:lixo queimável (restos de alimentos, artigos de madeira, etc), lixo plástico (embalagens plásticas, garrafas pet) e latas de alumínio, garrafas de vidro, lâmpadas e pilhas . Além disso, tem os resíduos de construções civis, que são retirados no local da obra mediante agendamento e pagamento de taxa.

  Todo o prédio é limpo e organizado, cada departamento processa um tipo de lixo, e o que vai ser reciclado é separado e encaminhado aos depósitos, onde serão vendidos para as empresas de reciclagem. O restante é incinerado, e esse processo produz monóxido de carbono (CO), que apresenta poder calorífico, isto é, pode ser queimado para gerar energia, tudo isso de forma ecologicamente correta, pois são instalados grandes filtros catalisadores, onde a emissão de poluentes é muito pequena, nem ao menos causando odores desagradáveis ao redor da usina.

 Em suma o lixo gera receita, não se desperdiça nada, gerando vários empregos diretos e indiretos. As usinas funcionam ininterruptamente, onde os funcionários trabalham em turnos de revezamento, pois o trafego de caminhões entrando e saindo é constante. Todo esse processo não seria possível se não tivesse a participação consciente da população, fazendo a separação correta do lixo.

Outro ponto em questão, essas usinas não ficam em áreas isoladas, na cidade onde visitei uma dessas unidades, ela ficava em um local próximo a áreas residenciais, a pouco mais de 15 minutos do centro da cidade, bem no caminho que leva a praia da cidade.

Será que uma usina de lixo como essa não poderia perfeitamente ser instalada aqui na nossa cidade? Eu acredito que é perfeitamente viável esse projeto, com grandes campanhas de conscientização da população para a correta separação do lixo, e a coleta seletiva feita corretamente, nossa cidade viraria referência na questão do tratamento do lixo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Faça sua parte

A preservação ambiental é um assunto cada vez mais presente na nossa sociedade. Com a crescente escassez de recursos naturais, parte da população se conscientizou da necessidade de se empenhar na conservação da natureza.

Algumas opções de sacolas reutilizáveis

A proibição da distribuição gratuita de sacolinhas plásticas visa reduzir a quantidade de resíduos plásticos lançados na natureza e nos aterros, que na maioria das cidades opera com sua capacidade perto do limite, e no caso de São Paulo e Rio de Janeiro, sem áreas disponíveis para criação de novos aterros e/ou outras formas para a destinação correta dos resíduos.

 Outro problema causado pela enorme quantidade de sacolinhas é o entupimento dos bueiros, que na época das chuvas trazem grande transtorno à população.

Nos acostumamos com as sacolinhas. Elas servem para levar compras, colocar lixos, transportar objetos, colocar roupas sujas etc.

Na Europa, Estados Unidos e Japão, as sacolas plásticas destinam-se unicamente para levar as compras. No Japão, após o uso, as sacolinhas são descartadas como lixo plástico e são encaminhadas para as usinas de tratamento de lixo, onde o material é separado, ficando a disposição para as empresas de reciclagem.

O lixo doméstico é acondicionado exclusivamente nos sacos de lixo, para diferentes necessidades: restos de alimentos, plásticos, papel, vidro, separados em  sacos específicos de cor diferente para cada necessidade.

Mas tudo tem dois lados, se usarmos uma bolsa de tecido, podemos economizar 8 sacolinhas plásticas por semana. Ou seja, 24 sacolinhas por mês, 288 por ano e 22.176 ao longo da vida.

Se apenas uma em cada cinco pessoas fizer isso no Brasil, deixaremos de jogar 1.330.560.000.000 sacos plásticos na natureza.

Mas e o saco de lixo? Também é de plástico e vai continuar agredindo o meio ambiente? Os sacos para lixo comprados em supermercados são especificamente para essa finalidade. São feitos com uma mistura de material reciclado, usando outros tipos de plástico. Já os de supermercado não, pois como receberão alimentos, precisam, por norma, serem feitos com matéria-prima 100% virgem. Isso por si só torna os sacos de lixo mais adequados e menos danosos.

Mas lembre-se de utilizá-lo corretamente. Existem capacidades diferentes para cada necessidade, portanto, não descarte o saco de lixo enquanto não estiver completamente cheio.



Fonte: APAS (Associação Paulista de Supermercados)


A Crise da Água

No século passado, a possibilidade de escassez de água era uma coisa que ninguém imaginava. Mas os anos foram se  passando e a população  mundial aumentando, mais indústrias, mais irrigação nas lavouras, gerando maior consumo e principalmente maior desperdício de água.


Segundo a ONU, cerca de 80 países, hoje enfrentam problemas de abastecimento, mais de um bilhão de pessoas não tem acesso a fontes de água de qualidade. Somente 3% da água do planeta é  própria para o consumo, o que não é suficiente para toda população.

 Para evitar a crise da água, serão necessários grandes investimentos em produção, tratamento, fornecimento de águas e tratamento de esgotos. Também teremos de evitar principalmente o desperdício, interromper os processos poluidores e criar novas maneiras de captação, controle e distribuição.


A população tem um papel de suma importância no processo  de economia de água, evitando desperdício com pequenas mudanças no cotidiano  em suas casas. No Brasil se gasta cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. Nosso consumo é cerca de 200 litros por dia por pessoa, sendo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda gastos de 40 litros por dia por pessoa.

Vários países têm adotado programas  de conscientização e medidas especificas  para diminuir o desperdício de água.  O Japão reutiliza cerca de 80% de toda água destinada a indústria. Nos condomínios, hotéis, hospitais, a água que vem dos chuveiros e banheiras segue por uma tubulação até  chegar a um pequeno reservatório e assim reabastecer os vasos sanitários.

Ainda no Japão, toda água usada nos lava rápidos é reaproveitada, seguindo para um reservatório onde é feito a filtração e novamente  utilizada.

Na cidade do México, o governo substituiu três milhões e meio de válvulas de descarga por vasos sanitários com caixa acoplada de 6 litros por descarga, resultando numa redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo.

Na maioria dos países já existe consenso a respeito da cobrança da água bruta – aquela que é captada sem tratamento, diretamente de rios, lagos ou represas. Há anos a França implantou essa política, cobrando a água bruta usada em irrigação, uso doméstico e industrial e, assim, tem minimizado seus problemas. O Japão cobra caro por toda a água tirada de seus reservatórios, tornando o  reaproveitamento quase uma obrigação. Vale lembrar que na maioria dos países, inclusive no Brasil, paga-se pelo serviço de fornecimento da água, não pela água em si.

A idéia da cobrança já circula  por aqui. O Fórum Nacional de Comitês de Bacias, que reuniu a população, instituições governamentais e não-governamentais, concluiu que está na hora de pensar na cobrança da água, de fiscalizar mais e punir com rigor os poluidores. Ficou estabelecido também que o dinheiro arrecadado com cobranças e multas deverá ser revertido em favor das bacias hidrográficas, focando investimentos  na despoluição e na instalação de redes de esgotos.

O problema da escassez de água é urgente, programas de conscientização são necessários em curto prazo. O uso racional da água tem que ser visto como fator urgente e prioritário. Além disso, as empresas têm que estar atentas à implantação dos modernos sistemas de reuso de água.

A água de reuso pode ser utilizada para muitas funções, tais como:

Irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, lavagem de veículos, lavagem de ruas, uso industrial na refrigeração e alimentação de caldeiras.

No nosso dia-a-dia, podemos ajudar na economia de água, fechando a torneira ao escovar os dentes, reduzindo o tempo de banho, e ao lavar o carro ou a calçada, não deixar a mangueira aberta, evitando o desperdício.








sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O fim das sacolinhas plásticas


O combate às sacolas plásticas ao redor do mundo

Neste dia 25 de janeiro de 2012, os supermercados do Estado de São Paulo, não irão mais distribuir sacolas plásticas aos consumidores. A iniciativa é da APAS (Associação Paulista de Supermercados) em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, que idealizaram a campanha “Vamos tirar o país do sufoco”. Vale salientar que a medida não é lei e conta apenas com a conscientização e colaboração de todos. Como opção os estabelecimentos irão oferecer caixas de papelão e a venda de sacolas biodegradáveis  ao custo de R$ 0,19. Outra opção é o cliente trazer de casa sua sacola retornável.

Ações ao redor do mundo

O combate ao uso excessivo das sacolas plásticas não é exclusividade de algumas cidades brasileiras. Nos últimos anos, nações de todos os continentes aboliram ou restringiram o uso ou a distribuição dos sacos plásticos em seu território. Esta tendência vem se confirmando não somente nos países desenvolvidos, mas também em nações pobres, como Tanzânia, Ruanda e Somália, em que a proibição do plástico se tornou uma questão de saúde pública.

Mesmo países que nunca se preocuparam com o problema, como os Estados Unidos e China, tem se esforçado para acabar com os sacos plásticos em suas redes de comércio, cada um à sua maneira.

Embora não haja nenhum plano global ou modelo, ao longo dos anos os países foram criando as suas próprias legislações contra o uso desenfreado das sacolas plásticas, que vão desde leis estaduais ou federais, restrições de uso, planos de conscientização ou até mesmo a prisão.

Um dos exemplos de maior sucesso é o da Irlanda, que praticamente extinguiu o uso de sacolas plásticas aplicando um tributo sobre cada unidade que é usada. Conhecido como Plas Tax, o imposto criado em 2002 cobra uma taxa de 22 centavos de euro por sacola utilizada e somente em seu primeiro ano de funcionamento reduziu o consumo em 90%, praticamente excluindo o plástico no país, mesmo sem proibir sua circulação.

As campanhas de conscientização são uma das alternativas mais usadas, adaptando-se a cada realidade. No Chile, na Alemanha e na Suécia, os comerciantes são incentivados a sugerir aos clientes alternativas de substituição do plástico, como sacolas de pano, caixas e outros materiais retornáveis. Na Somália, as pessoas voltaram a utilizar cestas e caixas. Já na França, as empresas que produzem sacolas biodegradáveis têm incentivos federais para produzir mais.

Na maioria dos países americanos, a restrição ou diminuição do consumo de sacolas plásticas tem acontecido por leis estaduais ou iniciativas isoladas.

Nos Estados Unidos e Canadá, não há leis federais proibindo o uso de sacolas plásticas no comércio, mas os estados têm autonomia para criar suas próprias legislações nesta área. A cidade de São Francisco foi a primeira a proibir o uso das sacolas plásticas nos supermercados e farmácias, em dezembro de 2007.

A cidade canadense de Toronto elaborou cobra uma taxa de 5 centavos por sacola. Os recursos da multa vão para desviar dos aterros sanitários 70% dos resíduos. Programas de reciclagem, como o Bag to Bag, que recicla sacolas plásticas para gerar novas sacolas plásticas, também estão presentes nas cidades canadenses.

O Japão mesmo não tendo ações restritivas em relação às sacolas plásticas, aposta em campanhas de conscientização para diminuir o consumo. Em 2010, a redução foi de 35%. O país também tem um dos maiores programas de reciclagem de plástico e seus resíduos do mundo.

Na França o primeiro local do território a banir as sacolas plásticas foi a ilha de Corsica, em 1999. Em 2010, o governo francês concedeu benefícios para a produção de sacos plásticos biodegradáveis. A capital, Paris, baniu as sacolas plásticas em 1997. Uma política de redução anual de consumo também vem sendo adotada desde 2004 em todo o país.

Outros países adotam posturas mais radicais para impedir a distribuição dos sacos plásticos. Na Índia, os infratores são punidos com cadeia. Em Ruanda, pertences que estiverem em sacos plásticos são confiscados.

Ações radicais para coibir o uso da sacola plástica

A proibição formal, uma medida adotada em muitos países, nem sempre pode barrar a demanda crescente de plástico. Um exemplo que ilustra esta situação é o caso de Bangladesh, que proibiu a distribuição e venda das sacolas por conta da sujeira acumulada em seus bueiros, mas voltou atrás oito anos depois, e hoje os sacos poluem novamente as ruas do país.

No Brasil, embora ainda não haja uma lei nacional, capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, João Pessoa e Palmas já aprovaram ações que proíbem a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos caixas, e outras oito capitais, além dos estados do Maranhão e do Rio, já aprovaram leis estaduais que preveem a substituição do plástico por materiais biodegradáveis.

Cabe a todos nós a conscientização para os problemas causados pelas sacolas plásticas, e que essa restrição, apesar de não agradar a todos, é de fundamental importância ao meio ambiente. Vamos seguir os bons exemplos dos outros países.

Fonte: National Geografic

Separação dos Estados


Propostas de novas unidades federativas do Brasil

 Quem pensa que somente o Pará quer se dividir está enganado. Novas unidades federativas do Brasil estão  em discussão  e em diferentes estágios de aprovação no Congresso Nacional atualmente. Chegou a ser proposta oficialmente a criação de 18 novos estados e 3 novos territórios federais, o que elevaria o total de unidades da federação para 48.

A proposta de separação do Estado do Pará, criando-se dois novos Estados; Carajás e Tapajós foi rejeitada em plebiscito realizado no dia 11 de dezembro do ano passado.

Segundo a proposta da Frente Parlamentar sobre a Criação de Novos Estados, esse seria um mecanismo para  conduzir a redivisão territorial do País como forma de reduzir as desigualdades socioeconômicas e favorecer  o desenvolvimento das regiões menos assistidas pelo Poder Público.

O lado desfavorável à criação de novas unidades se concentra nos altos custos. Os gastos são gerados pela instalação de uma sede de governo, uma assembléia legislativa, secretarias estaduais, entre outros. Além do custo de instalação, também cria-se um gasto anual entre salários e custeio que chegam a R$ 30 milhões para cada novo estado.

Do outro lado do mundo, no Japão, o governo fez justamente o inverso; uniu dois municípios.

Em abril de 2003, a cidade de Shimizu é incorporada à cidade de Shizuoka, capital da província de mesmo nome, tornando-se um distrito da cidade de Shizuoka.

Shimizu não era uma cidade pequena, sua população é de aproximadamente 241 mil habitantes. Possui um grande porto, sua economia é diversificada nas áreas da agricultura, pesca, indústria pesada e comércio. Outro grande atrativo de Shimizu é o time de futebol, o “Shimizu S-Pulse”, que integra a primeira divisão do futebol japonês.

 Para se ter um ponto de comparação, seria o mesmo que incorporar a cidade de Barueri ao município de São Paulo. Pelo último censo de 2010, a população de Barueri é de aproximadamente 240 mil habitantes, quase a mesma população de Shimizu.

A junção das cidades visa fortalecer o agora distrito de Shimizu, reduzindo os gastos públicos e melhorando os sistemas de saúde, saneamento básico, transporte público e na conservação das estradas vicinais do distrito. Contando com uma grande estrutura nesses serviços, Shizuoka terá a incumbência de melhorar a qualidade do serviço público de Shimizu. Em compensação, a arrecadação de impostos irá crescer consideravelmente, pois Shimizu conta com grandes indústrias de diversas atividades.

Quem não deve ter gostado da mudança foram os políticos locais; prefeito e vereadores perderam suas vagas. Os funcionários da prefeitura foram remanejados para outros órgãos da administração de Shizuoka, e uma pequena parte permanecer na agora administração regional do distrito de Shimizu.

São os contrastes entre os dois países. Enquanto um quer separar, o outro prefere a união.