sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Enquanto no Brasil a gasolina terá aumento, no exterior ela fica mais barata


A gasolina é um desses exemplos de como o Brasil é um país surpreendente. Quando o preço do petróleo estava nas alturas no mundo inteiro, por aqui ele ficou praticamente congelado.

E agora que o óleo está sobrando os preços derretem no mercado internacional e por aqui a gasolina vai ficar mais cara. 

O governo federal vai aumentar os impostos dos combustíveis. A nova alíquota do PIS Cofins será cobrada a partir de fevereiro. Nas refinarias, o litro da gasolina deve subir R$ 0,22. E o diesel, R$ 0,15. O custo final para o consumidor pode ser ainda maior. No pico da alta, no mercado internacional, o barril do petróleo chegou a custar U$ 107 em junho de 2014. Agora vem sendo cotado por menos da metade. 

Tendência que não se aplica ao Brasil. O Centro Brasileiro de Infraestrutura fez a comparação. Enquanto a gasolina estava em alta no exterior, o preço era mais baixo no Brasil. E quando o valor caiu lá fora, aqui começou a subir.

No início de 2015, o produto está quase 70% mais caro do que no mercado internacional. O diesel custa 53% a mais.

Um bom exemplo está no Japão, O preço da gasolina comum caiu pela 26ª semana consecutiva, segundo dados divulgados nesta quarta-feira em uma pesquisa encomendada pela Agência de Recursos Naturais e Energia do Ministério da Economia, Comércio e Indústria.



No último dia 19 de janeiro, o litro da gasolina comum estava sendo comercializado a ¥139,60 (R$ 3,09), em média, uma queda de ¥3 em relação à semana anterior.

O preço dos combustíveis registrou a maior queda semanal contínua desde 1990, quando o governo começou a computar essas informações.

Há 26 semanas, em julho, o litro da gasolina custava ¥169,90 (R$ 3,76) no valor de pico, o que representa uma queda de ¥30,30 (R$ 0,66) nesse período. Trata-se do menor valor em dois anos e cinco meses.

Com o anúncio do governo sobre o aumento das alíquotas de tributos sobre combustíveis, o consumidor vai ter que pagar mais caro, mesmo com o preço do barril em queda lá fora. Mas por que o preço do combustível nas bombas segue na contramão da cotação internacional do petróleo?

Segundo o Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, o governo brasileiro represou os preços enquanto o valor do barril disparava no mercado externo. E agora não consegue acompanhar a redução da cotação estrangeira porque a Petrobras tenta recuperar o que perdeu nos últimos anos.

O especialista em energia Rafael Schechtman estima que o prejuízo da empresa foi de R$ 13 bilhões por vender gasolina mais barata do que no exterior. E calcula que a empresa precisará de seis meses para reequilibrar as contas. “A Petrobras importava esse combustível mais caro e vendia mais barato aqui, além de deixar de ganhar no combustível produzido no Brasil. Agora que o mundo inteiro vai usufruir de uma gasolina mais barata, o que representa isso? representa que o consumidor ao gastar menos, ele dispõe de recursos para gastar em outras coisas, isso vai ajudar a dinamizar a economia de diversos países, enquanto que a nossa não vai usufruir isso, desse benefício”, afirma.


Segundo o especialista, outro fator pesa no custo. Metade do preço da gasolina no Brasil é de carga tributária. Nos Estados Unidos, o imposto é de 15%. Na Europa, 65%. Mas mesmo com a carga pesada de impostos, o combustível europeu consegue sair mais barato do que o brasileiro. A diferença é que lá o valor da gasolina acompanha o preço do barril no exterior.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Japão e seu potencial de crescimento no turismo


A capacidade turística do Japão é enorme, com grandes atrações, onde se destacam as grandes metrópoles, Tokyo, Osaka e Kyoto, que estão sempre lotadas de turistas em busca das atrações gastronômicas, culturais e tecnológicas.

Mas esse potencial turístico tem sentido queda devido aos desastres naturais que atingiram o Japão nos últimos anos. O risco de contaminação por radiação, terremotos, tsunamis, tem afastado os turistas.

Segundo levantamento da Organização Nacional de Turismo do Japão, em 2014 houve um aumento de 29% no número de turistas em relação a 2013. Estima-se que aproximadamente 13,4 milhões de pessoas visitaram o país no ano passado. Os empresários do setor comemoram o crescimento após anos de retração, e agora vislumbram novas perspectivas de aumento no número de turistas.

Vários fatores contribuíram para esse crescimento, tais como: a desvalorização do iene, a simplificação dos trâmites para concessão de vistos para os turistas do Sudeste Asiático, a ampliação de produtos isentos de impostos a partir de outubro, além de vôos internacionais adicionais no aeroporto de Haneda, localizado mais próximo do centro da capital japonesa.



Os turistas de Taiwan perfizeram o maior grupo de estrangeiros que visitaram o Japão no ano passado. Cerca de 2,83 milhões de turistas de Taiwan vieram ao país. Em seguida, aproximadamente 2,75 milhões de turistas da Coréia do Sul e por volta de 2,41 milhões de turistas da China. Hong Kong, Estados Unidos e Tailândia ficaram nas posições seguintes.

Visitantes das Filipinas, Vietnã, Malásia e de outras nações do Sudeste Asiático também registraram um crescimento acentuado. Isso é atribuído em parte ao crescimento econômico da região.



Em contrapartida a esse aumento de turistas, o ministério da imigração começa a ter maiores preocupações e intensifica a fiscalização contra os estrangeiros que entram no país com visto de turista, mas com intenção de permanecer por longo período, trabalhando ilegalmente. Nas cidades interioranas onde a demanda por mão de obra não qualificada é grande, torna-se um grande atrativo aos imigrantes ilegais. Salários altos em comparação ao seu país de origem e a melhor qualidade de vida fazem com que aumente também o número de trabalhadores ilegais.





segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

População do Japão encolhe e ameaça crescimento do país nas próximas décadas


Enquanto o Japão se esforça para sair da recessão em que entrou em 2014, um problema ameaça a sustentabilidade de terceira maior economia do mundo nos próximos anos: a escassez de bebês, e o consequente encolhimento populacional. Segundo dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde do país, apenas 1,001 milhão de japoneses nasceram em 2014, 9 mil a menos que em 2013. O número representa a quarta queda anual seguida e é o menor da série histórica. Ao mesmo tempo, com uma população cada vez mais envelhecida, o número de mortes continuou a subir, fechando 2014 em 1,269 milhão. O saldo fez com que a população japonesa diminuísse em 268 mil.

De acordo com estimativa citada pela BBC, se seguir nesse ritmo, a população do Japão, hoje em 126 milhões de habitantes, pode encolher em 30 milhões até 2050. A tendência afeta diretamente a força de trabalho, podendo impactar a capacidade de crescimento do país nas próximas décadas. Além disso, impõe desafios para a manutenção do sistema de previdência, cada vez mais pressionado pelo envelhecimento populacional. 

Em 2060, estima-se que 40% dos japoneses terão mais de 65 anos.

Uma combinação de pelo menos três fatores explica o encolhimento da população: queda no número de casamentos, falta de apoio às mães que trabalham e a aversão dos japoneses à imigração. A preferência pela vida de solteiro já vem sendo observada há alguns anos. Pesquisa de 2011 mostrou que 61% dos homens com idade entre 18 e 34 anos no país não eram casados nem tinham parceira. No caso das mulheres, o percentual era de 50%.

Os custos envolvidos na criação de um filho também influenciam. Para incentivar o aumento das famílias, o governo deve articular reformas para oferecer mais opções de servições como creches, segundo o CNN Money. O objetivo é aumentar o número de nascimentos por mulher para 2,1 crianças por mulher, contra a taxa atual de 1,4.



Já a imigração, que poderia ser a via mais rápida para aumentar a população, sofre com uma forte barreira cultural. Menos de 2% dos habitantes japoneses são estrangeiros, e pesquisas de opinião indicam pouco apoio ao incentivo à imigração. O primeiro ministro Shinzo Abe tem tentado aumentar a ampliação de programas seletivos de imigração, mas sem sucesso em propostas mais ambiciosas.

Para o economista Jun Saito, do Centro para Pesquisa Econômica do Japão, uma conversa honesta sobre imigração é necessária ao país, conforme cita o CNN Money.

“Nós estamos sendo confrontados com uma escolha entre nos tornarmos uma ex-potência econômica inibida principalmente pela população envelhecida, ou nos transformarmos em uma potência econômica ativa, onde japoneses e estrangeiros vivem e trabalham como parceiros”, escreveu o especialista.

Fonte: Extra