sexta-feira, 26 de abril de 2013

Japão intensifica investimentos no Mexico


O chanceler japonês, Fumio Kishida, irá visitar o México e dois países da América do Sul por uma semana a partir de domingo. Ele objetiva fortalecer os laços econômicos entre o Japão e esses países.


Antes da visita do chanceler, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, esteve no Japão no dia 7 de abril, quando enfatizou a importância da expansão do investimento japonês em seu país para viabilizar o crescimento econômico sustentável do México. 

O México já assinou acordos de parceria econômica e de livre-comércio com 44 países, incluindo o Japão. Além disso, o México é um país atraente para os investidores japoneses, uma vez que a mão de obra é oito vezes mais barata em comparação aos Estados Unidos. 


O investimento do Japão no México vinha aumentando particularmente no setor automotivo. Grandes montadoras do Japão anunciaram, seguidamente em 2011 e 2012, investimentos que fariam no México.

 Segundo, a professora Melba Falck Reyes, da Universidade de Guadalajara, 

 investir no México ficou muito mais fácil após um acordo de parceria econômica entre os dois países entrar em vigor em 2005.




Empresas japonesas com subsidiárias no México hoje consideram o país como uma base de exportação para o crescente mercado latino-americano. Além disso, empresas japonesas que já operam na América do Norte também estão começando a investir no México.O investimento japonês beneficia o México, porque ele se concentra no setor automotivo. Isto é importante para ajudar a desenvolver ainda mais a indústria automobilística do México, que atualmente é o oitavo maior produtor e o quarto maior exportador de veículos do mundo. 

Pode-se dizer que estas posições são graças ao investimento vindo do exterior. Hoje o México produz cerca de três milhões de unidades por ano. Três importantes montadoras japonesas, a Honda, a Nissan e a Toyota, produzem cerca de 27% dos veículos fabricados no México.O investimento das grandes montadoras japonesas também resultou na entrada de fabricantes de autopeças no México.

 Por exemplo, a entrada da Nissan no mercado mexicano trouxe também cerca de 50 fabricantes de autopeças ao país. Isso resultou numa competição entre as empresas locais e os empreendimentos japoneses com suas técnicas avançadas, o que levou as empresas mexicanas a melhorarem suas técnicas. Este ciclo beneficia o México.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Dekasseguis que não pagam pensão alimentícia estão na mira da justiça


O Centro Intercultural da cidade de Hamamatsu sediou reunião inédita no Japão sem precedentes pelo número de juristas reunidos e pelo assunto em discussão. O encontro sobre mediação e conciliação com alternativas para a solução de conflitos é um tema que interessa a brasileiros.



Poder  agilizar solução aos que tenham, ou que venham a ter problemas na justiça, entre outros muitos  casos, especialmente na vara da família, em processos que envolvem divórcio, separação, guarda de filhos e pagamento de pensão alimentícia, estão entre os principais temas da reunião.

A banca, coordenada pelo jurista Kazuo Watanabe teve o relato de uma série de experiências em prática no Brasil. “A ideia é de, na medida do possível, solucionar amigavelmente os conflitos porque isso restabelece a paz e a relação entre as pessoas, pacifica melhor a sociedade, além de evitar o congestionamento da Justiça”, diz Watanabe.



Além do advogado Kazuo Watanabe, professor da USP e Desembargador aposentado, outros onze juristas brasileiros participam do Encontro sobre Mediação e Conciliação. O objetivo é auxiliar as lideranças da comunidade em soluções nas situações de conflito entre leis e pessoas do Japão e do Brasil.

A iniciativa é da Associação Brasileira de Hamamatsu e do Instituto de Direito Comparado Brasil-Japão.

O que se pretende é criar um núcleo de mediação e conciliação, com aval do governo brasileiro através do consulado de Hamamatsu. As partes em conflito compareceriam ao centro de conciliação e perante um mediador, tentaria chegar-se a um consenso. O cônsul brasileiro em Hamamatsu, José Antonio Piras, disse que já existe um entendimento com a justiça japonesa e que pretende convencer as autoridades locais sobre a importância do tema.

“É normal, em qualquer parte sempre há conflitos. Essa ideia que tivemos agora vai nos dar subsídios para tentar quem sabe criar um núcleo de mediação e conciliação”, explica. O Brasil tem hoje cerca de 90 milhões de processos à espera de julgamento nos tribunais em todo o país. E a cada ano, são 25 milhões de novas demandas que abarrotam o judiciário.

Diante deste quadro, a conciliação é a saída mais viável para agilizar o entendimento entre as partes em conflito. Através da resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça, os tribunais de conciliação tornaram-se realidade no país. Trazer para o Japão o que existe de mais moderno no judiciário brasileiro deve contribuir para que diminua o volume de cartas rogatórias expedidas para brasileiros neste país.

“A carta Rogatória é um pedido de um Juiz, do Judiciário Brasileiro para o Judiciário que fica no exterior, no caso o Japão, pedindo para que seja citado, notificado. O que pode provocar um mandato de prisão seria a falta de pagamento de pensão alimentícia ou depositário infiel. Com certeza, de 10 casos, 10 casos seriam por falta de pagamento de pensão alimentícia”, observa o advogado Etsuo Ishikawa.

Só no ano passado foram expedidas 350 cartas rogatórias ao Japão. A metade foi cumprida, envolvendo citação em processos de pagamento de pensão alimentícia, reconhecimento de paternidade e outros. A outra metade destas rogatórias, não cumpridas, podem ter tido processos julgados à revelia. Ou seja, tem brasileiros no Japão que podem ter sido condenados e nem sabem. Inclusive com expedição de ordem de prisão.

Valéria Lagrasta, juíza de direito da Vara da Família em Jundiaí (São Paulo), revela que já expediu ordem de prisão a brasileiros no Japão. Ela trabalha em projeto do Conselho Nacional de Justiça que é a cooperação judiciária. Disse que está em vias de implantação no Brasil a cooperação entre os tribunais dos estados para agilizar os processos. E pode envolver também tribunais no exterior, através dos chamados juízes de cooperação.

Aos brasileiros no Japão, pais separados que não pagam a pensão alimentícia aos filhos, a juíza recomenda “que tentem resolver porque primeiro o filho que ficou lá precisa disso para sobreviver, e precisaria até de uma atenção desse pai. Hoje com o mundo virtual seria muito bom que eles tivessem uma comunicação”.

Essa pessoa não poderia ser presa no Japão, mas teria problemas no regresso ao Brasil. “Assim que ela regressasse teria o mandado de prisão expedido e a Polícia Federal iria prendê-la assim que ela ingressasse no país”, adverte a juíza. Além da prisão no desembarque no Brasil, aqueles em situação pendente na justiça ou procurados pela polícia ficam também impedidos de, por exemplo, renovar o passaporte nos consulados brasileiros no Japão.

Fonte:IPC Digital

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A sustentabilidade e o uso indiscriminado do termo


O termo “sustentabilidade” provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer; apoiar; conservar; cuidar). É a habilidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições, exibida por algo ou alguém. É uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo.


Como podemos perceber na definição, o termo “sustentabilidade” não tem relação apenas com as questões ambientais, é muito mais abrangente, envolvendo tanto o mundo corporativo, como as organizações sociais. Mas a grande maioria dos lideres empresariais não conseguem identificar de fato o que é ser sustentável, e utilizam o termo indiscriminadamente pelo simples fato de estar na moda e associar seu nome a ações de responsabilidade ambiental.

Num primeiro momento, as empresas iniciam o debate no uso de recursos naturais, nas emissões de carbono e no uso racional da água. Em seguida, vem outra discussão, como lidar com essas questões, rever seus processos produtivos, sem afetar seus lucros.

O significado de sustentabilidade também depende de quem está falando. As pessoas começam a discutir sobre o assunto: uma quer dizer que ser sustentável é ser mais comedido no uso de recursos naturais, enquanto para outra é saber se é economicamente viável usar menos recursos.

Acredito que todos saibam o que é ser sustentável e temos consciência de que determinadas formas de agir não são sustentáveis em longo prazo. Só que as empresas vão continuar insistindo que só se tornarão ambientalmente sustentáveis se forem economicamente viáveis, isto é, se tiverem um lucro que permita que reconfigurem seus processos.

Sustentabilidade Organizacional

Atualmente, o termo sustentabilidade organizacional, que é a sustentabilidade de organizações sociais, vem sendo constantemente utilizado, pois na última década passamos por uma revolução democrática em que a sociedade civil assumiu novos papéis, dando as organizações novos desafios. Essas organizações são conhecidas popularmente como ONGs, sendo suas características principais não serem lucrativas, não serem governamentais e necessitarem de recursos doados para se sustentar.



Neste sentido, nos últimos anos, houve uma proliferação de organizações da sociedade civil, acirrando a competitividade por recursos limitados, e muitas vezes, não contando com profissionais capacitados para gerir e captar esses recursos, acabam comprometendo a sustentabilidade financeira da organização.

Termos como: sustentabilidade organizacional, sustentabilidade dos recursos humanos e sustentabilidade econômico-financeira das organizações, são cada vez mais freqüentes, nos assuntos relacionados ao terceiro setor. Mas, um grande problema é a falta de gestores capacitados para aprimorar a imagem institucional e a captação de recursos e a sustentabilidade da organização.

Enquanto isso. O termo “sustentabilidade” é cada vez mais utilizado indiscriminadamente, sendo de fato, sua essência, ainda desconhecida pela maioria dos empresários.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Disneylândia de Tóquio completa 30 anos


Ontem, dia 15 de abril, comemorou-se o aniversário de  30 anos da Disneylândia de Tóquio, o primeiro parque temático do Japão que, desde sua inauguração nunca deixou de atrair um número extraordinário de visitantes. Junto com o DisneySea, parque vizinho inaugurado em 2001, o número anual de visitantes ultrapassa 20 milhões de pessoas, tendo no ano passado atingido o maior número até agora: 27,5 milhões de visitantes. Os dois parques da Disney, juntos, estão em primeiro lugar em número de visitantes no Japão.




Segundo,  Manabu Onuki, professor da Faculdade de Administração de Empresas da Universidade Seitoku, em Tóquio, as razões do contínuo sucesso da Disneylândia de Tóquio, são várias.

 "O primeiro motivo foi a época em que o parque foi inaugurado, cerca de sete anos depois que o Japão havia passado de uma sociedade industrial para uma sociedade pós-industrial. Na época, muitas pessoas buscavam enriquecer suas mentes, e eu acredito que a Disneylândia de Tóquio pode ter preenchido essa lacuna."



Segundo Onuki, o segundo motivo do sucesso do parque seria sua boa localização. Ele explica que qualquer parque temático necessita de visitantes, e a Grande Tóquio tem uma população de cerca de 32,5 milhões de habitantes, o que provê o parque com um grande número de pessoas que voltam várias vezes ao local.

O professor prossegue descrevendo a estratégia de gestão do parque como o terceiro motivo de seu sucesso. Segundo ele, a maneira como os lucros são utilizados é muito importante. A Disneylândia de Tóquio conseguiu gerar enormes lucros e aplicá-los em novos brinquedos para o parque.


Será que o parque vai continuar fazendo sucesso?

Segundo Onuki, uma empresa pode parar de crescer em algum momento se não tiver uma estratégia de crescimento. Para isso, um parque temático pode expandir seus negócios para outras áreas, utilizando o conhecimento adquirido, ou pode adicionar novos negócios no próprio local do parque. Outra maneira de crescer é inventar novas maneiras de apresentar o parque. Um exemplo é a moda atual de jovens irem ao parque vestidas de princesas. A operadora do parque pode ceder o local para esse tipo de brincadeira usando fantasias. Com a criação de novas campanhas, o parque pode atrair novos tipos de clientes.



O que outras empresas podem aprender com a Disneylândia de Tóquio?

Segundo Onuki, a Disneylândia emprega um número pequeno de funcionários efetivos. A empresa é bem sucedida por utilizar mais de 12 mil empregados temporários ou em regime de meio-período. O professor explica que a empresa usa as iniciais SCSE, em inglês, para definir em quatro palavras a política de trabalho para todos os seus empregados, sejam efetivos ou temporários: Segurança, Cortesia, Show e Eficiência, nesta ordem de importância. Os trabalhadores podem então oferecer um alto padrão de serviço decidindo, por conta própria, o que é o mais importante.

Onuki acredita que outras empresas no setor de serviços teriam muito a aprender com este conceito.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

A disseminação do vírus da gripe aviária e medidas de prevenção


Mais uma vez a Ásia passa uma epidemia de gripe aviária, uma variante do vírus H5N1, muito mais resistente denominado agora como H7.

Segundo, o professor Hiroshi Oshitani, da Escola de Pós-graduação em Medicina da Universidade de Tohoku, a quantidade de infecções provavelmente vai aumentar, mas, por enquanto, a doença não está se espalhando de maneira efetiva e consistente entre os seres humanos. Deste modo, a disseminação não deverá se tornar pandêmica.



Mesmo assim, a disseminação do vírus precisa ser acompanhada com muita atenção. Quando a variedade H5N1 se disseminou pelo mundo, ela infectou galinhas de um modo rápido e amplo. Houve um elevado índice de mortalidade entre as aves infectadas. No entanto, não houve um fácil contágio do vírus das aves para os seres humanos.



Desta vez, as características da variedade registrada na China já possibilitam ao vírus se transferir sem maiores dificuldades para os seres humanos. O vírus apresenta maior risco de infecção entre os seres humanos, que dificilmente são imunes à variedade H7. Assim, se o vírus começar a se espalhar de pessoa para pessoa, o ritmo de infecção será rápido e amplo. E é provável que certa parcela das pessoas infectadas venha a sofrer efeitos graves.



Oshitani, alerta para que as pessoas tomem certas medidas de prevenção.



"Por enquanto não é preciso entrar em pânico. É importante, contudo, não ter contato com galinhas ou porcos vivos em algumas áreas, como a China. Além disso, é necessário desenvolver vacinas por causa do risco de que o vírus comece a se espalhar de pessoa para pessoa.





Em 2009, quando se disseminou o novo tipo de gripe, tardou uns seis meses, mesmo no Japão, entre o momento do surgimento do vírus e a época em que se realizou efetivamente a aplicação das vacinas. Desta vez, também, é provável que leve o mesmo tempo, daí a importância de um imediato desenvolvimento da vacina. Este é um vírus contra o qual devemos estar adequadamente preparados."

terça-feira, 2 de abril de 2013

O que é Greenwashing


Todo mundo já deve ter ouvido falar em produtos ecologicamente corretos, livres de CFC, 100% naturais e outros adjetivos que compõem o chamado Marketing Verde, que é o investimento em ações que podem gerar imagem positiva para a empresa por sua atuação real em favor do meio ambiente.

Mas será que alguém já parou para pensar se todos esses produtos que se vinculam a Economia Verde, realmente cumprem o que os rótulos prometem?



Um novo termo adotado ultimamente no mundo corporativo é o Greenwashing, que seria uma espécie de maquiagem verde. É um termo inglês utilizado por uma organização (empresa, governo, etc.) com o objetivo de dar à opinião pública uma imagem ecologicamente responsável  dos seus serviços ou produtos, ou mesmo da própria organização. Neste caso, a organização tem, porém, uma atuação contrária aos interesses e bens ambientais.

Muitos oportunistas, aproveitando o momento da sustentabilidade em alta, procuram associar seus produtos a atribuições de práticas de responsabilidade ambiental duvidosas e oportunistas, sem critérios claros que respaldem suas pretensões ambientalistas, ou ainda, através da apresentação de símbolos e apelos visuais que podem induzir o consumidor a conclusões erradas sobre o produto ou serviço que deseja comprar.


A prática do Greenwashing é comumente observada nos rótulos das embalagens que contém, pelo menos, um apelo ecológico, tais como:

- Falta de provas – ex. xampu, sabão ou detergente que clama serem organicamente certificados, mas sem certificação verificável. Dizem-se “ambientalmente correto”, mas não especificam os fatos em são baseados.

- Incerteza – se refere às expressões que provocam dúvida no consumidor, como o termo, “material reciclado”, que não indica, exatamente, a porcentagem do produto que foi feita do reaproveitamento de materiais.
- Irrelevância – se refere aos rótulos de produtos que indicam uma qualidade que, na verdade, possui beneficio ambiental quase nulo.

- Malefícios esquecidos – ex. equipamento eletrônico eficiente energicamente, mas que contém materiais prejudiciais.

- Mentira – indica embalagens que contém declarações totalmente falsas, que clamam serem certificados por um padrão ambiental reconhecido (Ecologo, Energy Star, etc.)

Outra forma de Greenwashing são empresas que declaram ser comprometidas a ações sociais, desenvolvendo trabalho junto a instituições filantrópicas, mas que na realidade, sua participação é mínima, apenas com doações eventuais.

Para diminuir o número de vítimas do Greenwashing, é preciso ficar sempre atento aos rótulos dos produtos, procurando os selos oficiais das entidades comprometidas com a responsabilidade sócio-ambiental. Entre elas: o Procel, de economia de energia, e o FSC, que atesta os produtos que não contribuem para o desmatamento das florestas.