quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Universidade lança projeto que transforma lixo em máquinas


O projeto Fábrica Verde da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro ganhou hoje (22) mais um polo de coleta de lixo eletrônico. Montado no pátio da Pontifícia Universidade Católica (PUC), na zona sul do município, o polo quer estimular alunos e professores da universidade, além de moradores da região, a doarem computadores velhos e sem uso além de equipamentos eletrônicos. Com o projeto, jovens de comunidades carentes são capacitados a transformar esses materiais em novas máquinas. O Fábrica Verde já foi adotado com sucesso no Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, e na Rocinha, na zona sul.


O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, explicou que a PUC foi escolhida como parceira em virtude da tradição de desenvolver projetos sociais em comunidades carentes. Ele adiantou que o órgão assinou contratos com empresas da área de informática para fornecer computadores, no intuito de ampliar o programa. "Hoje a PUC assume formalmente não só esse apoio, como também se converte em um centro de recepção de computadores inutilizados tanto de empresas quanto de alunos e professores e vai alimentar com a matéria-prima necessária para as nossas Fábricas Verdes. É um momento muito importante", ressaltou.
De acordo com Minc, o projeto Fábrica Verde estimula os jovens a aprender uma profissão e é bem aceito pelos jovens nas comunidades. "As pessoas que estão na Fábrica Verde estavam largadas e hoje estão alegres. Agora, eles [os alunos] têm camisas, andam arrumados, ganham lanches, estão aprendendo algo novo. Então não deixa de ser uma ótima motivação e cria um clima de presença do Poder Público que tantos anos ficou ausente, porque os criminosos controlavam o território que agora foi reconquistado pelas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora)", completou.
Ainda segundo Carlos Minc, em setembro, o órgão lançará na comunidade da Mangueira, também na zona norte, o projeto da Ecomoda. Nele, os interessados poderão fabricar roupas e acessórios com materiais recicláveis.
O estudante do 6° período do curso de Jornalismo da PUC Guilherme Ferraz Marçal, 20 anos, apoia a iniciativa e disse que vai contribuir entregando equipamentos pouco utilizados em casa. "Sabendo dessa iniciativa na minha faculdade, acho que vou até procurar nas minhas gavetas para ver se tenho algum aparelho que não vou mais utilizar, que possa ser transformado em outra coisa mais produtiva do que ficar parado no armário", disse.
O projeto Fábrica Verde foi lançado em maio de 2011 no Complexo do Alemão e expandido para a Rocinha, em junho deste ano. Nele, cerca de 250 jovens aprendem a transformar computadores sem uso, doados por moradores e empresários, em novas máquinas. Após a reforma, os equipamentos são doados a telecentros comunitários. Com o incentivo, esses jovens recebem uma ajuda de custo no valor de R$ 120. Os que se destacam, podem ser contratados como monitores e passam a receber uma bolsa de R$ 600.
Fonte: Exame

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Paulistanos estão utilizando mais trens e metrô


Um recente estudo elaborado pela São Paulo Transportes (SPTrans), mostra que o paulistano está deixando de usar o ônibus, que há décadas é o principal meio de transporte em São Paulo, e migrando para o trem e metrô, que tem recebido grandes investimentos na estrutura e qualidade do serviço, seguindo uma tendência mundial, onde o transporte ferroviário é o mais utilizado, pois se trata de uma forma de deslocamento rápida, pontual, eficiente e que não polui.

A queda no múmero de viagens de ônibus ainda é pequena, 0,6% em comparação com o mesmo período no ano passado, mas já é um dado animador, que mostra que com as ampliações das linhas do metrô, reforma dos trens e melhoria dos serviços da CPTM, cada vez mais os usuários de ônibus irão migrar para o transporte ferroviário.



Por outro lado, a SPTrans, tem uma previsão desanimadora, em relação aos deslocamentos utilizando o carro.

Segundo, Laurentino Siqueira, Superintendente de Planejamento de Transportes da SPTrans, explica que cerca de 3 milhões de automóveis não circulam durante a semana, pois seus donos utilizam o transporte coletivo. Com a consequente melhoria do trânsito, esses motoristas se sentirão incentivados a utilizar seus carros, e a expectativa de menos congestionamentos faz com que mais carros saiam às ruas e tudo permaneça como está hoje.


Aqui no Brasil ainda se dá mais incentivo ao transporte individual ao transporte coletivo, são inúmeras vantagens e incentivos para que o consumidor adquira um veículo novo, enquanto que o transporte coletivo é sinônimo de serviço ineficiente e destinado somente as classes mais baixas da sociedade. Ainda falta muita conscientização dos motoristas, só iremos resolver os problemas do congestionamento, optando pelo transporte coletivo, principalmente o ferroviário, que além de transportar um número maior de passageiros, não emite CO2, melhorando a qualidade do ar que respiramos.

domingo, 26 de agosto de 2012

Hotéis cabine ganham espaço no Japão


Após o êxito dos famosos hotéis cápsula no Japão, uma cadeia japonesa investe alto na abertura de 'hotéis cabine', um novo conceito de alojamento que oferece luxuosas instalações e serviços exclusivos em espaços reduzidos.

Presentes nas cidades de Osaka e Kioto, ambos no centro do Japão, e no Aeroporto de Haneda, em Tóquio, os hotéis 'First Cabin' possuem quartos 'first class', de 4,2 metros quadrados, e 'business class', de 2,5 metros quadrados.



Diante da necessidade de economizar espaço, estes quartos 'compactos' não contam com portas - são separados por cortinas -, mas contam com serviço de internet, televisão, rádio e uma mesinha com luz, além de produtos de penteadeira, como xampu e cosméticos para as mulheres.

Nestes hotéis, as mulheres e os homens são separados em áreas diferentes, mas ambas possuem espaços comuns com instalações de primeira classe, incluindo um luxuoso salão e uma área de sauna.

'No começo, alguns clientes se queixavam da falta de portas e do fato de ouvirem todos os ruídos dos quartos vizinhos', relatou  uma porta-voz do grupo, que ressaltou que este fato não foi capaz de impedir o sucesso das versões 'avançadas' dos hotéis cápsula.

De acordo com a mesma fonte, no hotel de Osaka, com 111 cabines, a ocupação normalmente é de 85%, enquanto o de Kioto, com 121 quartos, é de 70%. Já o de Tóquio, inaugurado no mês de abril no Aeroporto de Haneda, conta com 130 cabines e costuma ter 90% de ocupação.

Passar a noite em uma cabina de 2,5 metros quadrados custa entre US$ 56 e US$ 61, enquanto a 'First Class', de 4,2 metros quadrados, custa entre US$ 60 e US$ 74. Além disso, esses hotéis também contam com um serviço de tarifa diurna por horas, que custam entre US$ 10 e US$ 11,2 a hora.

O primeiro destes hotéis cabine foi inaugurado em março de 2009 em um antigo edifício de Osaka, cujo dono decidiu aproveitar ao máximo o espaço, um bem muito avaliado no populoso arquipélago japonês.

Devido ao sucesso do empreendimento, a partir de 2012, o grupo planeja expandir sua rede de hotéis cabine para outros lugares do Japão e, posteriormente, para outros países. 

Fonte: G1

sábado, 25 de agosto de 2012

IPTU VERDE


O beneficio do IPTU Verde  para os proprietários que adotem medidas sustentáveis em seus imóveis, vem sendo adotado  por diversas cidades no estado de São Paulo, e a cada ano, a iniciativa tem se espalhado par outras cidades do Brasil inteiro.



Uma das primeiras cidades brasileiras a adotar o  IPTU Verde, foi Guarulhos, que após ter sido aprovada a Lei municipal 6793/2010, já no ano de 2011, entrou em vigor. Os incentivos fiscais previstos na Lei compõem um conjunto de descontos, onde destacamos os  principais que são:

Acessibilidade – quem adaptar sua calçada para trânsito livre e seguro de pedestres e cadeirantes, mantendo de 1 a 1,5 metro para circulação, terá desconto de até 5% no valor do IPTU;

Arborização – os imóveis com uma dou mais árvores terão  desconto de até  2%, no valor anual do IPTU;

Áreas permeáveis – os imóveis horizontais com jardins ou gramados que permitam a absorção das águas das chuvas terão desconto de 2%, e os condomínios terão desconto de até 1%;

Sistema de captação de água – 3% de desconto;

Sistema de reuso de água – 3% de desconto;

Sistema de aquecimento hidráulico solar – 3% de desconto;

Construções com materiais sustentáveis – 3% de desconto;

Utilização de energia eólica – 5% de desconto;

Separação de resíduos sólidos (exclusivo para condomínios horizontais ou verticais que comprovadamente destinem sua coleta para reciclagem) -5% desconto;


Cada medida ambiental implantada e mantida garante ao proprietário do imóvel desconto de IPTU durante cinco anos consecutivos, depois cessa o beneficio. Para obtenção inicial dos descontos é necessário comprovação de duas ou mais medidas implantadas na propriedade.

As empresas do ramo imobiliário apóiam plenamente a iniciativa. A tendência é que a evolução tecnológica tornem o respeito ao meio  ambiente cada vez mais freqüentes, e a adoção  dessas medidas com certeza servirão  de estímulo para que o  consumidor aposte em empreendimentos ambientalmente responsáveis.

Em principio, adotar medidas sustentáveis,  requer altos investimentos, pois os produtos ainda tem o preço  elevado,  entretanto os custos tendem a se diluir com o tempo através da economia na conta de água e luz. A expectativa é que os produtos tornem-se mais acessíveis ao consumidor a partir do desenvolvimento de novas tecnologias, foi o que aconteceu na Europa e Japão, por exemplo, com a maior  conscientização da população nas práticas sustentáveis, os produtos antes muito caros, declinaram com a maior demanda.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Dilemas que o Japão enfrentará para o descarte de combustível nuclear


O acidente na usina Fukushima 1 em março do ano passado desencadeou um amplo e variado debate sobre o futuro da energia nuclear no Japão. Ainda está em curso a discussão, que envolve largas parcelas da população. O governo pretende anunciar no mês que vem uma decisão quanto a abandonar ou continuar a utilizar a energia nuclear para a produção de eletricidade.



Segundo, a opinião do professor Kazuhiro Ueta, da Escola de Pós-Graduação em Economia da Universidade de Kyoto, que é um especialista em economia ambiental, um cuidado especial é necessário para descartar o combustível nuclear gasto por se acreditar que estes resíduos permanecem altamente radioativos por 100 mil anos ou mais. O descarte de combustível nuclear gasto é uma questão de grande importância para decidir o índice futuro da dependência do país em relação à energia nuclear na produção de eletricidade

"No que se refere ao descarte de resíduos industriais em geral, o Japão tem métodos e locais definidos. Já quanto ao combustível nuclear gasto, não se definiu ainda nenhum método concreto."



"Antes do acidente de Fukushima, em 2011, o Japão tinha 54 reatores em funcionamento, e grande parte do combustível usado naqueles reatores permanece nas próprias usinas. É necessário encontrar um destino para este combustível usado, pois está se esgotando a capacidade das instalações em que está armazenado o combustível."

"O Japão tem uma política especial a respeito do reprocessamento de combustível gasto. Ela prevê que o plutônio seja extraído do combustível nuclear gasto e então misturado com urânio para a sua reciclagem como combustível nuclear. Só que este sistema não está funcionando na prática."

"Além disso, é necessário dar um destino à enorme quantidade de lixo nuclear de alto nível que se produz durante o reprocessamento. O governo japonês planeja enterrá-lo a 300 metros ou mais de profundidade, mas ainda não definiu um local."

- Depender ou não da energia nuclear afetará de algum modo a definição de um método futuro de descarte do lixo nuclear?

"Se abandonar a energia nuclear para a produção de eletricidade, o Japão poderá então se concentrar unicamente no esforço de enterrar o combustível usado no subsolo. A razão é que não será necessário reprocessar o combustível usado para a produção de novo combustível, uma vez que se resolva o local onde ele será enterrado."

"Se o Japão continuar a usar, pelo menos em certa proporção, a energia nuclear para a produção de eletricidade, haverá duas medidas a tomar: reprocessar o combustível e enterrá-lo. Só que o país enfrentará então um novo problema, caso continue assim a depender da energia nuclear, porque a quantidade de combustível gasto continuará a aumentar. Está próxima do limite a capacidade das atuais instalações de armazenamento. Provavelmente será necessário construir novas instalações para o reprocessamento. Se o Japão enterrar no subsolo o combustível gasto, não será suficiente um único local. Serão necessários locais adicionais."


Fonte:NHK WORLD

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como o Japão enfrentará o desafio de abandonar o uso da energia nuclear


Desde o acidente na usina nuclear Fukushima 1, no ano passado, vários e intensos debates sobre o futuro da energia nuclear no país são uma constante. No mês que vem, o governo japonês deverá decidir se a nação continuará a usar a energia nuclear ou se a abandonará completamente.



Segundo, Tetsunari Iida, diretor executivo do Instituto de Políticas Energéticas Sustentáveis, "a crise de Fukushima comprovou que, em consequência de um acidente em uma usina nuclear, podem ocorrer efeitos devastadores não apenas nas áreas em torno do complexo, como no país inteiro."

"Seríamos obrigados a usar a energia nuclear se não houvesse alternativas. No entanto, tem havido um grande progresso no emprego de energias renováveis. Trata-se de fontes energéticas praticamente infinitas que se exploram sem a emissão de poluentes do ar ou a produção de lixo letal. Nestas alturas, portanto, não há nenhuma necessidade de depender da energia nuclear."

- A energia nuclear corresponde a 26% do suprimento de eletricidade do Japão, enquanto as energias solar e eólica correspondem a apenas 2% do total, excluindo-se um uso amplo da energia hidroelétrica. A energia nuclear pode realmente ser substituída por energias renováveis?



"Para a redução da dependência da energia nuclear, é da maior serventia economizar eletricidade. Hoje, é possível diminuir o uso de eletricidade sem prejudicar a qualidade de vida, graças à existência de aparelhos com reduzido consumo de força."

"No passado, áreas abastecidas pela Companhia de Energia Elétrica de Tóquio conseguiram uma redução aproximada de 20% no consumo de eletricidade. Houve áreas em que a queda no consumo chegou a 30%, 40%, indicando que ainda existe margem de manobra para ampliar o racionamento do uso da eletricidade."

- Círculos empresariais manifestam preocupação com a possibilidade de que um abandono da energia nuclear venha a causar uma elevação acentuada da conta de luz e que tenha efeito adverso sobre a economia. De que modo encara esta questão?

"Se for suspenso imediatamente o funcionamento de todos os reatores nucleares, as companhias de energia elétrica terão de compensar a redução no suprimento com o uso de energia termoelétrica. Com custos maiores e caso sejam obrigadas a arcar com todas as despesas, as companhias de energia elétrica terão de elevar as tarifas e algumas poderão se tornar economicamente inviáveis."

"Para ajudar a financiar os custos adicionais, o governo precisará emitir títulos públicos até que as companhias de energia elétrica se tornem capazes de abandonar inteiramente a energia nuclear. Além disso, a população terá de suportar parte dos custos extras com o pagamento de contas de luz mais altas. Mas as pessoas vão tolerar aumentos das tarifas porque a maioria é favorável a uma redução da dependência da energia nuclear."


Fonte:NHK WORLD

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Metrossexuais no Japão

 
Os jovens japoneses com idade entre 20 e 30 anos estão cada vez mais preocupados com a imagem, e na sociedade japonesa já são conhecidos como os 'kireos', pessoas que buscam a perfeição estética através de cremes e tratamentos.
O termo 'kireo', que denomina a nova tendência estética, provém da palavra 'kirei', que significa 'belo' ou 'bonito', e define os novos jovens de sobrancelhas feitas, pele perfeita, penteados milimétricos e convenientemente perfumados.

Os 'metrossexuais' japoneses são diferentes dos do Ocidente: na Europa e na América, a beleza se relaciona com exemplos similares para todos, nos quais os atores e cantores, com visuais mais tradicionais e parecidos, guiam as tendências da beleza masculina.
No país asiático, ao contrário, os homens buscam a beleza que os diferencie dos demais, que seja distinta da estética do homem tradicional de negócios japonês, e para isso cuidam com carinho seus penteados, do desenho da sobrancelha e da perfeição de sua pele, se aproximando à estética dos ícones musicais do oriente.
O 'kireo', afastado do visual uniforme e apagado do executivo, considera que o cuidado da imagem faz com que as pessoas fiquem mais atrativas e interessantes, embora sua busca seja também uma tentativa de se reafirmar em uma sociedade baseada na solidão e no individualismo.
Segundo dados oficiais, em 2011 os homens japoneses de até 34 anos gastaram uma média de 11.000 ienes (R$ 279) em produtos de beleza, 33% a mais que em 2010, o que ressalta o aumento do interesse da classe pela estética.


O aumento desta tendência no Japão foi acompanhado pela aparição de diversos tipos de produtos e serviços para homens, desde salões de beleza especializados na estética masculina, até cremes para a face e a pele.
A moda no país asiático é tão evidente que, inclusive, nas lojas 24 horas, chamadas 'combinis', dispõem de pequenos pacotes com cremes, loções e toalhas refrescantes para homens, que cada vez consomem mais este tipo de produto.
O porta-voz de uma das principais empresas do setor de cosmético no Japão, a Shiseido, considera que o segmento masculino tem 'um grande potencial', embora na atualidade 90% deste mercado seja dirigido a mulheres.
A companhia lançou no ano 2003, na Europa, seus primeiros produtos direcionados ao universo masculino, principalmente loções capilares e cremes pós-barba, e em 2004 entrou no mercado japonês, onde o êxito fez crescer a um ritmo de mais de 10% por ano.
Segundo um estudo de 2011 realizado pelo instituto de beleza Beauty World Soken e divulgado pela agência local 'Kyodo', 37% dos indagados, com idade entre 25 e 29 anos, disseram ter 'interesse' nos cuidados e nos centros de estética. Dentre eles, 18% admitiu olhar frequentemente nas janelas de metrô para verificar se sua aparência está como a dos modelos e ídolos pop japoneses.
Na categoria de homens de entre 30 e 34 anos, o interesse pela beleza cai ligeiramente para 28%, enquanto homens entre 45 a 49 anos, o dado mal chega a 17%.
Para os fabricantes de produtos tecnológicos japoneses, o fenômeno não passou despercebido e algumas empresas, como a Panasonic, se lançaram no mercado após descobrir que produtos como a máquina para o couro cabeludo, pensado para mulheres, era adquirido em 30% dos casos por homens.
Os 'kireos' são contemplados no Japão como os novos 'ikemen', um termo usado há mais de uma década que provém da palavra 'ikeru' (equivalente a descolado), e com a qual se definia no Japão a geração que, ao estilo dos 'metrossexuais' do ocidente, cuidavam meticulosamente de sua imagem.

 Fonte: Globo.com

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Japão até hoje não formalizou pedido de desculpas às mulheres coreanas


Uma questão veio à tona na década de 1980, sobre as mulheres coreanas que foram obrigadas a trabalhar em bordéis para soldados japoneses durante a guerra. Um grupo de cidadãos sul-coreanos realizou uma campanha para obter um pedido oficial de desculpas e compensação por parte do governo japonês. Em 1991, uma mulher sul-coreana, que diz ter servido em um bordel para militares, visitou o Japão. Ela concedeu uma entrevista coletiva, em que exigiu que o governo japonês resolvesse a questão.

Manifestação de mulheres coreanas em Tokyo

Em resposta, o governo japonês prometeu investigar se o ex-Exército Imperial estava envolvido no caso. Em 1993, o então secretário-chefe do gabinete, Yohei Kono, reconheceu o envolvimento do Exército Imperial e ofereceu um pedido de desculpas, além de lamentar o fato de que a honra e a dignidade de muitas mulheres foram feridas.

Contudo, o governo japonês não chegou a pagar compensação a estas mulheres, alegando que a questão já foi resolvida seguindo termos legais em 1965, quando o Japão e a Coreia do Sul normalizaram seus laços diplomáticos.

Em vez disso, o governo e o setor privado criaram, em conjunto, em 1995, o Fundo para Mulheres da Ásia, para oferecer dinheiro, assistência médica e benefícios sociais a mulheres que foram obrigadas a se prostituírem em bordéis para militares. O fundo recebeu o requerimento de mulheres da Coreia do Sul, Taiwan, Filipinas, Indonésia e Holanda. A instituição foi desativada em 2007.

Entretanto, a maioria das mulheres da Coreia do Sul que trabalharam em bordéis se recusou a aceitar os pagamentos do grupo, uma vez que queria um pedido de desculpas e compensação diretamente do governo japonês.

Em dezembro de 2011, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, e o premiê japonês, Yoshihiko Noda, se reuniram em Kyoto. Lee manifestou a esperança de que Noda tomasse uma decisão e exercesse liderança para resolver a questão. Contudo, o premiê japonês reiterou a posição do país de que o caso foi resolvido em 1965 sob termos legais. No entanto, ele acrescentou que o Japão irá analisar a questão, levando em conta o ponto de vista humanitário.

As mulheres sul-coreanas que tiveram que se prostituir em bordéis, assim como seus grupos de apoio, estão realizando uma manifestação semanal nas proximidades de uma estátua de uma menina dedicada a estas mulheres, que foi colocada em frente à embaixada japonesa em Seul. O Japão está pedindo à Coreia do Sul que remova esta estátua.

Fonte: NHK WORLD


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bases americanas em Okinawa

O dia 15 de agosto marca o sexagésimo sétimo aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. Mesmo após todos esses anos, muitas questões relativas à guerra continuam ocupando as manchetes.


 Os Estados Unidos têm bases militares por todo o Japão, mas em termos de área, mais de 70% das bases se concentram na província de Okinawa.

Existe um total de 83 bases e outras instalações militares dos Estados Unidos no Japão como resultado do Tratado de Segurança Nipo-Americano. Esse tratado permite que as forças americanas tenham bases no Japão em troca da promessa dos Estados Unidos de proteger o território japonês na eventualidade do Japão sofrer algum ataque.

Dessas instalações militares, 32 se localizam em Okinawa. A longa ocupação americana de Okinawa é um dos motivos do grande número de bases. Os Estados Unidos ocuparam o Japão por sete anos após o fim da Guerra do Pacífico em 1945. Contudo, a ocupação de Okinawa continuou por outros 20 anos.

Outro motivo é que a província de Okinawa é muito importante para as forças americanas em termos geográficos. A partir de Okinawa, as forças americanas podem cobrir uma extensa área que vai até a Rússia no norte, a China no leste e o sudeste asiático no Sul.

O povo de Okinawa se revolta contra as bases militares dos Estados Unidos.

Os governos do Japão e dos Estados Unidos pretendem transferir a Base Aérea de Futenma, dos fuzileiros navais dos Estados Unidos, que se situa numa área densamente povoada da principal ilha de Okinawa para um local mais ao norte na mesma ilha. Contudo, as pessoas em Okinawa são contra o plano, dizendo que a base deveria ser transferida para fora da província.
base americana em Okinawa

Isso porque a insatisfação no tocante às bases se deve ao fato de muitos japoneses terem sido mortos quando as forças americanas entraram em Okinawa 67 anos atrás, nos últimos meses da guerra. Acredita-se que um quarto da população tenha morrido.

Além disso, há a questão do ruído, da poluição sonora resultante dos exercícios militares dos Estados Unidos, particularmente no caso da Base Aérea de Futenma, que fica no meio de uma área residencial.

Em 2004, um helicóptero militar dos Estados Unidos caiu numa universidade da vizinhança. Nenhum estudante ou residente se feriu, mas o acidente fez lembrar os perigos de se ter uma base militar nas proximidades.

Além disso, existe o problema dos frequentes crimes cometidos pelos soldados americanos e outros funcionários militares dos Estados Unidos. Em 1995, um estupro de uma menina de 12 anos de idade por três militares americanos revoltou a população. O incidente acendeu o movimento em prol da redução do número de bases americanas.

O povo de Okinawa se opõe ao plano, e a história de Okinawa e sua ligação com as bases estão por trás desse sentimento.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Costa Rica – o compromisso de transformar sua economia verde


A Costa Rica, pequeno país da América Central, é famosa pela riqueza de seu meio ambiente, suas belas paisagens naturais atraem turistas de todas as partes do mundo. Um quarto de seu território é preservado como reserva ambiental, onde a fauna e a flora convivem harmoniosamente nos vários parques nacionais.
O país pretende se tornar carbono neutro até 2021. O termo “carbono neutro” significa um estado neutro de emissões de carbono, e é possível por meio da redução das liberações de dióxido de carbono para que a diferença entre a emissão e absorção seja efetivamente zero.

Costa Rica é famosa pelas belezas naturais

A Costa Rica está se empenhando para atingir essa meta, administrando cuidadosamente seus recursos naturais, para que seja possível absorver efetivamente o dióxido de carbono, ao mesmo tempo em que adota medidas para diminuir as emissões. Se o país conseguir atingir essa meta, poderá se destacar como o primeiro país carbono neutro do mundo.
O principal objetivo do governo é aumentar o investimento em fontes renováveis de energia até 2018, para poder atingir a meta de se tornar carbono neutro em 2021.


Um dos principais produtos da economia costarriquenha é a banana que é o produto de maior exportação do país. Os produtores também estão engajados em melhorar as práticas agrícolas, preocupados em reduzir as emissões de gases das máquinas utilizadas no processo do cultivo da banana e também na distribuição, buscando meios de transporte que adotem combustíveis eco suficientes.
O ministro do Meio Ambiente, Energia e Telecomunicações da Costa Rica, René Castro, esteve no Japão na primeira semana de agosto, para firmar novos acordos de cooperação tecnológica com a JICA(Agência de Cooperação Internacional do Japão) com a finalidade de acelerar novos projetos para a construção de uma usina de energia geotérmica no Parque Nacional de Rincón de la Vieja, localizada ao norte do país.

usina geotérmica

Segundo o ministro Castro, a Costa Rica enfrenta hoje um grande desafio. Cerca de 76% da energia do país é proveniente de usinas hidrelétricas, mas mudanças climáticas tem dificultado a previsão de quando e onde irá chover, além das precipitações pluviométricas. Sendo assim, é um risco depender em demasia da energia hidrelétrica. O governo planeja aumentar outras fontes de eletricidade, como a energia geotérmica, que é proveniente dos vulcões.

Atualmente, a energia geotérmica é responsável pelo abastecimento de 12% da eletricidade na Costa Rica, e a meta é aumentar para 30 a 40%, como há muitos vulcões no país, existem ainda muitas fontes de energia geotérmica a serem exploradas. A geração da energia geotérmica é cara e exige tecnologia avançada, e graças ao envolvimento do Japão nos projetos de energia da Costa Rica, enviando engenheiros e tecnologias modernas, o ministro acredita que a meta será atingida em breve, salientando que a energia geotérmica é uma fonte promissora de energia em comparação com fontes convencionais, uma vez que não sofre influência das estações do ano, além de que seu impacto ao meio ambiente é mínimo.






sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tokyo abre locais para fumantes

É impressionante, o número de fumantes no Japão. Campanhas antitabagismo, aumento do preço dos cigarros, restrições aos locais permitidos aos fumantes, nada disso parece surtir efeito, no intuito de diminuir o número crescente de fumantes japoneses.
No horário de intervalo, nas fábricas, as salas para fumantes ficam lotadas, todos disputando o espaço para poder fumar rapidamente e voltar ao trabalho.

A indústria do tabaco, fatura milhões no país, e para não diminuir seus lucros, devido as medidas restritivas do governo no combate ao fumo, as empresas do setor estão sempre inovando e descobrindo opções para os fumantes não abandonarem o vicio.

fumódromo no aeroporto
Como em Tokyo, é cada vez menor o espaço destinado aos fumantes, três salões foram inaugurados para melhor acolher os fumantes. Os salões tem o nome de Ippuku, que significa, na gíria popular, fumar. Pessoas que não podem fumar em seus escritórios ou nas ruas podem ir aos salões. Eles contam com forte iluminação e pintura especial que cobre as paredes e atenua o odor do tabaco. Também possuem ar-condicionado, música relaxante e máquinas de bebidas.
fumódromo no Japão

O horário de funcionamento é das 6h à meia-noite. Todos os dias. A entrada custa 50 ienes. O usuário tem acesso ilimitado se pagar 500 ienes semanais ou 1.800 mensais. Cada salão recebe em torno de 500 fumantes diariamente. A companhia que administra o negócio, General Fundex, planeja abrir 36 pontos em Tokyo nos próximos três anos.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Japão poderá ter escassez de mão de obra no setor nuclear

O trabalho de desativação dos reatores da usina nuclear Fukushima 1 continua avançando devagar desde o acidente nuclear causado pelo terremoto e tsunami de março do ano passado. Mas outro problema veio à tona. O Japão poderá manter certo número de usinas nucleares funcionando no futuro ou desativar todos os reatores e abandonar por completo a energia nuclear? Mas em ambos os casos o país vai precisar de mão de obra. Será que o Japão vai conseguir o número necessário de engenheiros no futuro? Especialistas no setor preveem uma possível falta de mão de obra no setor da energia nuclear do Japão.


O Fórum Industrial de Energia Atômica do Japão ajuda o setor nuclear a recrutar seu pessoal. Contudo, houve uma queda no número de estudantes interessados em trabalhar neste setor, algo perceptível nas feiras de empregos realizadas em universidades do Japão. No passado o setor nuclear era visto como uma arma no combate ao aquecimento global, com potencial de exportação. Muitos estudantes tinham interesse em trabalhar nessa área. No entanto, depois da crise do ano passado em Fukushima, o número de candidatos nas feiras de empregos organizadas por companhias relacionadas ao setor nuclear caiu em três quartos.

Fukushima 1

A Universidade de Tecnologia de Fukui é uma das instituições prejudicadas por uma queda significativa no número de candidatos. A província de Fukui tem a maior concentração de usinas nucleares do Japão, e a universidade é famosa pelo número de formandos desse setor, que depois vão trabalhar no setor nuclear em diversas partes do país. Mas desde a crise nuclear do ano passado, o número de estudantes que se candidataram ao curso do Departamento de Tecnologia Nuclear Aplicada caiu em 50%.

Koichi Kitazawa, responsável pelo curso de Tecnologia Nuclear da Universidade de Fukui, presidiu um painel independente criado para investigar o acidente nuclear da usina Fukushima 1. Ele acredita que o povo japonês tenha atualmente uma percepção negativa da energia nuclear, e que os estudantes não possam mudar essa percepção, o que por sua vez influencia a decisão sobre o curso que vão fazer, resultando no declínio no número de candidatos ao estudo da energia nuclear. Segundo Kitazawa, se o governo não apresentar seus planos para o futuro, ninguém poderá saber o que esperar do setor nuclear do Japão.

As tecnologias de energia nuclear e de radiação não são utilizadas apenas na geração de energia, mas também em vários setores, incluindo serviços médicos e desenvolvimento espacial. 

Segundo Kitazawa, será necessário implementar medidas para garantir a formação de mão de obra também para esses setores.

Fonte: NHK WORLD