sexta-feira, 22 de março de 2013

Países irão discutir comércio ilegal de marfim



A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção deve ser realizada pela primeira vez em três anos em Bangcoc, na Tailândia, no fim do mês de março. Os participantes vão discutir medidas para restringir o comércio internacional de animais silvestres e protegê-los do risco de extinção. Elefantes na África são um desses animais que serão discutidos na conferência. Apesar de uma proibição da comercialização internacional deste animal, a quantidade de marfim ilegal apreendida em todo o mundo tem registrado recorde.


Segundo Tomoaki Nishihara, do departamento do Congo, da Sociedade de Preservação de Animais Silvestres, uma organização não-governamental, existem dois tipos de elefantes na África: o elefante da savana e o elefante da floresta. O elefante da floresta, em especial, está correndo o risco de extinção. Uma pesquisa conduzida na República do Congo mostra que havia 10 mil elefantes da floresta em 2006, mas o número caiu pela metade nos cinco anos que se seguiram.

A caça ilegal de elefantes aumentou devido às crescentes demandas de marfim nas nações asiáticas, incluindo a China e Tailândia, que estão em rápido crescimento econômico. Também, há maior acesso às armas em toda a África, tornando a caça ilegal mais fácil. Após o fim das guerras civis em várias partes do continente, rifles automáticos Kalashnikov começaram a ocupar o mercado negro e a serem vendidos a preços reduzidos. Além disso, os militares que estão lutando em guerras civis também estão matando os elefantes para ganhar dinheiro com a venda de marfim e alimentar os soldados com sua carne.


Após proibir o comércio internacional de elefantes em 1989, a Convenção em questão permitiu, por duas vezes, que nações que armazenam de forma apropriada o estoque de marfim comercializassem uma determinada quantidade do produto. Esta medida provocou uma maior demanda de países importadores, resultando em uma elevação da caça e comércio ilegais.

Assim, em antecipação à conferência em Bangcoc, Burkina Fasso e Quênia apresentaram uma proposta sobre o congelamento da comercialização de marfim para os próximos nove anos, sem exceção. Eles esperam que o congelamento possa proporcionar tempo para a observação.

Contudo, o Japão e outros países da Ásia vão se opor à ideia. Sua posição é de que o comércio envolvendo marfim deve ser reiniciado por um determinado período para manter o estoque. Isso porque um estoque estável reduz os preços do mercado e contém atividades ilegais. Entretanto, regras para monitorar a comercialização de marfim não são suficientes tanto na Ásia quanto nos países da África. Se a proibição for suspensa, o comércio ilegal poderia se acelerar. O Japão deveria implementar um sistema que possa garantir a transparência na sua monitoração de comércio de marfim. Esta medida irá fazer com que outras nações asiáticas lancem esforços para acabar com o comércio ilegal.

Os caçadores são africanos, mas são os países desenvolvidos que estão construindo estradas no continente para a extração de madeiras de florestas tropicais e recursos minerais, e dão acesso a habitat de animais silvestres. Esta é a primeira vez que os países desenvolvidos, que estão se beneficiando desta exploração, se engajam seriamente para acabar com a destruição de vidas silvestres. 


quarta-feira, 20 de março de 2013

Arquiteto japonês vence principal prêmio mundial de arquitetura


 O Prêmio Pritzker de 2013 consagrou  mais um nome da arquitetura japonesa, o veterano Toyo Ito, de 71 anos, um dos mais celebrados de seu país.

Toyo Ito
É o sexto japonês a receber o prêmio, que já foi entregue a 37 arquitetos do planeta desde que instituído. No Brasil, Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha são os brasileiros que foram distinguidos.
O Pritzker foi uma espécie de cereja do bolo de uma trajetória bem-sucedida: Toyo Ito já tinha recebido, em 2002, o Leão de Ouro da Bienal de Veneza; em 2006, levou a Medalha Real de Ouro do Royal Institute of British Architects; e, em 2010, o Praemium Imperiale 22 (em honra do príncipe Takamatsu).
Criando arquitetura há mais de 40 anos, Ito tem uma obra completa e multifacetada, distribuída em bibliotecas, casas, museus, parques, teatros, lojas, escritórios, edifícios e pavilhões.
O Pritzker é a mais importante distinção da arquitetura mundial, e concede ao vencedor um cheque de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) e uma medalha de bronze em uma cerimônia que acontecerá na John F. Kennedy Presidential Library, em Boston.
Entre as obras mais badaladas de Ito, estão o Museu de Arquitetura Daici Ano, o Serpentine Gallery Pavilion de Londres e a Torre dos Ventos de Kanagawa. Já o júri destacou a Mediateca de Sendai pelo uso inovador de tubos estruturais; o edifício Tod Omotesando, em Tóquio, "onde a pele do edifício também serve como estrutura"; e a Tama Art Biblioteca Universitária de Tóquio.
Ito disse, ao receber o prêmio, que o reconhecimento só o torna mais "dolorosamente consciente de inadequação, e isto se transforma em estímulo para o próximo projeto". São muitos projetos em andamento, como a Taichung Metropolitan Opera House, em Taiwan.
"Embora Toyo Ito tenha construído uma grande quantidade de edifícios, na minha opinião, ele vem trabalhando em uma ideia comum ao longo de sua carreira - ultrapassar os limites da arquitetura. E para atingir esse objetivo, ele não tem medo de superar suas conquistas anteriores", afirmou Yung Ho Chang, membro do júri do Pritzker.
Fonte: Revista Exame

segunda-feira, 18 de março de 2013

Japão libera um milhão de dólares ao Canadá para limpar sujeira do tsunami


O brasileiro já se acostumou com a falta de ética e os constantes escândalos de corrupção por parte da classe política, e quando se depara com uma atitude, que deveria ser normal em qualquer país civilizado se  surpreende e acha que seria impossível ocorrer aqui no Brasil .

Nesta semana, o governo japonês liberou um milhão de dólares ao Canadá para auxiliar na limpeza dos detritos do tsunami de 2011, que ainda continuam aparecendo na costa canadense.

Estima-se que um milhão e meio de toneladas de lixo  resultante do terremoto e tsunami estejam à deriva no oceano pacifico. Parte dos detritos já alcançou a costa da América do Norte.

O governo do Japão decidiu em setembro passado , fornecer fundos para ajudar os Estados Unidos e Canadá a limparem a limparem o lixo produzido pelo tsunami. Os Estados Unidos já receberam cinco milhões de dólares.

Uma quantidade sem precedentes de dejetos arrastados pelo tsunami que varreu o Japão em 2011 atingiu à costa do Alasca e Canadá. Ambientalistas afirmam que os detritos sejam arrastados ainda nos próximos anos.

lixo encontrado na Costa Americana

Há anos o lixo procedente da Ásia é arrastado até a costa do Alasca, no entanto, nunca foi visto uma quantidade que está sendo vista agora. No  passado, eram encontrados algumas bóias pretas, usadas na agricultura japonesa, agora são encontrados todos os tipos de detritos, um ano após o desastre a guarda costeira dos Estados Unidos encontrou uma traineira japonesa que apareceu ao longo da costa do Alasca. E no Canadá foi encontrada uma motocicleta Harley Davidson com placa de uma das áreas afetadas pelo tsunami.

Moto encontrada na Costa Canadense

Enquanto no Brasil grande parte da classe política , estão preocupados em si próprios, os japoneses estão liberando verbas para outros países que indiretamente foram afetados pelo tsunami, que não é responsabilidade do país, pois a ocorrência foi ocasionada por um desastre natural, que pegou todos de surpresa, um fato que não era possível ser previsto com antecedência.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Organizações não governamentais japonesas


A Japan Kizuna é uma iniciativa de organizações não governamentais com atuação local e internacional em benefício das vítimas do terremoto e tsunami que atingiram o Japão em 2011. “Kizuna” é uma palavra que, em japonês, carrega a ideia de forte união, laço emocional e solidariedade.

O objetivo é otimizar as doações feitas ao Japão, para que elas sejam efetivamente usadas em benefício das vítimas o mais rápido possível. Uma vez que as entidades participantes atuam em diversas áreas, como medicina, socorro a pessoas em áreas de desastres naturais e assistência social, entre outras, a assistência pode ter um direcionamento mais eficiente.


A Japan Kizuna é formada pela Nikkei Youth Network, Peace Boat, Nippon Foundation, Oxfam, ADRA, JOICFP, JANIC, Kaigai Nikkeijin Kyokai, Cruz Vermelha Americana, NICCO, AMDA, Red Feather Community, Shelter Box e Peace Winds. Cada uma tem sua própria finalidade e canais de doação independentes entre si.

Para mais informações, clique aqui para acessar o site oficial da Japan Kizuna.
A seguir, conheça um pouco sobre cada entidade participante.

Nikkei Youth Network
A Nikkei Youth Network (NYN) é uma organização que visa a ajudar a criar os próximos 100 anos de história através do kizuna. A entidade espera arrecadar fundos que representem a comunidade nikkei ao redor do mundo em benefício do Japão.
Site oficial: www.nikkeiyouth.com
Para doar, clique 
aqui.

Peace Boat
Baseada no Japão, a Peace Boat é uma organização não governamental internacional, sem fins lucrativos, que trabalha para promover paz, direitos humanos, desenvolvimento sustentável e igualitário, e respeito pelo ambiente.
Site oficial: www.peaceboat.org
Para doar, clique 
aqui.

Nippon Foundation
A Nippon Foundation foi fundada em 1962 como uma organização filantrópica, ativa tanto no Japão como no exterior. Suas atividades incluem as áreas de educação, bem-estar social e saúde pública dentro do Japão e em mais de cem países.
Site oficial: www.nippon-foundation.or.jp
Para doar, clique aqui.


Oxfam
O objetivo da Oxfam é alcançar um mundo em que cada pessoa esteja segura, saudável, capacitada e tratada com igualdade. Nós trabalhamos com comunidades pobres, organizações locais, voluntários e apoiadores que fazem disso uma realidade. Seja doando, arrecadando, organizando campanhas, se voluntariando ou trabalhando em campo, estamos trabalhando juntos para superar a pobreza e a injustiça.
Site oficial: www.oxfam.jp
Para doar, clique 
aqui.

ADRA Japan
A ADRA melhora a vida de pessoas ao redor do mundo. A agência procura privação, injustiça social e necessidade – então trabalha para eliminá-las.
Site oficial: www.adrajpn.org
Para doar, clique 
aqui.

JOICFP
O propósito desta organização é conduzir pesquisas sobre a população e a saúde reprodutiva, incluindo planejamento familiar e saúde da mãe e bebê em países em desenvolvimento, e fornecer subsídios e outras formas vitais de assistência para pesquisa e outras atividades para países em desenvolvimento para melhorar o bem-estar das comunidades afetadas.
Site oficial: www.joicfp.or.jp
Para doar, clique 
aqui.

JANIC
A Japan NGO Center for International Cooperation (JANIC) é uma ONG sem fins lucrativos e não-partidária fundada em 1987 por um grupo de líderes de ONGs que viram a necessidade de coordenar melhor as atividades na sociedade japonesa e facilitar a comunicação com grupos no exterior.
Site oficial: www.janic.org
Para doar, clique 
aqui.

Kaigai Nikkeijin Kyokai
A Associação de Nikkei e Japoneses no Exterior (Kaigai Nikkeijin Kyokai) visa a proporcionar uma ponte entre japoneses no exterior e o próprio Japão.
Site oficial: www.jadesas.or.jp
Para doar, clique 
aqui.

Cruz Vermelha Americana
Como parte de um movimento mundial que oferece assistência humanitária neutra para vítimas de guerra, a Cruz Vermelha Americana se notabilizou por também ajudar vítimas de desastres naturais. Ao longo dos anos, a organização expandiu seus serviços, sempre com o objetivo de prevenir e aliviar o sofrimento.
Site oficial: www.redcross.org
Para doar, clique 
aqui.

NICCO
Fundada em Kyoto, a NICCO é uma ONG que, em 30 anos de história, conduziu assistência emergencial em desastres, suporte independente, proteção ao ambiente rural e desenvolvimento de recursos humanos. Atualmente, realiza missões no Oriente Médio, África, Ásia e Japão.
Site oficial: www.kyoto-nicco.org
Para doar, clique 
aqui.

AMDA
A AMDA fornece ajuda médica emergencial para pessoas afetadas por desastres tanto naturais como provocados pelo homem. Com seu ponto forte nas áreas de medicina e saúde, a AMDA também implementa projetos de desenvolvimento social de médio e longo prazo no processo de construção de sua comunidade A AMDA já trabalhou em mais de 50 países na Ásia, África, América Latina e Europa em colaboração com os governos.
Site oficial: www.amdainternational.com
Para doar, clique 
aqui.

Red Feather Community Chest
A Campanha Community Chest alcançou seu 50º aniversário enraizando-se na sociedade como uma tradição do Japão e sendo apoiada pelo espírito de assistência mútua, que é a ideia básica da Campanha desde a sua fundação.
Site oficial: www.akaihane.or.jp
Para doar, clique 
aqui.

Shelter Box
Em todos os anos, centenas e milhares de famílias ao redor do mundo perdem tudo quando desastres acontecem. Sem ter culpa e muitas vezes sem aviso, as famílias perdem suas casas, seus bens e seus meios de subsistência. Em todos os dias, eles enfrentam uma batalha pela sobrevivência, e nossa missão é ajudá-las.
Site oficial: www.shelterbox.org
Para doar, clique 
aqui.

Peace Winds Japan
Com sede no Japão, a PWJ é ativa em muitas partes do mundo. O conceito básico da PWJ tem sido “oferecer suporte necessário para as pessoas em necessidade” desde a sua fundação em 1996. Além das fronteiras nacionais, a PWJ desenvolve atividades de suporte a refugiados que deixaram seus países, refugiados que sofrem em seus próprios países, vítimas de desastres e pessoas atingidas pela pobreza, sem distinção de etnia, posição política, religião e fé.
Site oficial: www.peace-winds.org
Para doar, clique 
aqui.

Fonte: Revista Made in Japan

sexta-feira, 8 de março de 2013

O desafio da educação no meio da guerra civil na Síria


O brasileiro em geral costuma reclamar muito dos problemas sociais que afetam nosso país, tais como: saúde, economia e educação. Agora imagine o drama dos países envolvidos em guerras e conflitos.

A Síria vive uma prolongada guerra civil, que está arrasando o país. Os hospitais estão abarrotados de pessoas a espera de atendimento, a economia local está destruída, e outro sério impacto da guerra civil é a educação, seriamente afetada, prejudicando milhões de crianças.  Algumas escolas foram transformadas em abrigos e cada vez mais crianças não podem ir à escola por razões de segurança. Atualmente existem cerca de 60 funcionários da UNICEF trabalhando na Síria para ajudar as crianças, além disso, outras organizações não governamentais de vários países também estão não país para oferecer ajuda.


A organização não governamental japonesa “NICCO” que presta assistência emergencial em desastres e vitimas de guerras, estiveram na Síria, juntamente com uma especialista em comunicações da UNICEF fazendo um levantamento da situação das escolas na capital Damasco e em Homs, na região central do país, locais mais afetados pela guerra.
 
Segundo representantes do grupo, as condições são imensamente difíceis. Vimos muita destruição em várias partes da cidade. Para as crianças, principalmente, a situação está bem difícil, e não apenas em Damasco e Homs. Há, em todo o país, cerca de quatro milhões de pessoas que necessitam assistência humanitária, metade das quais são crianças.

A assistência é necessária, por exemplo, no fornecimento de suprimentos de inverno e de saúde, além da proteção das crianças e de sua educação. Muitas mães relatam temer pela segurança de seus filhos sempre que eles estão fora de casa, como quando vão para a escola, por exemplo, devido à falta de segurança. Além disso, os altos preços estão impedindo que famílias comprem alimentos e produtos de higiene básica, como sabão e detergente.


Segundo dados coletados pela organização, a UNICEF liderou uma avaliação do setor da educação na Síria sobre o impacto da crise atual sobre a infraestrutura do setor no país. Das 22 mil escolas da Síria, atualmente cerca de duas mil e 400 foram danificadas ou destruídas nos confrontos. Cerca de mil e quinhentas escolas estão sendo atualmente utilizadas como abrigos para famílias que tiveram de abandonar suas residências, acrescentando ainda, que a UNICEF está ajudando as escolas que permanecem abertas, para que elas possam continuar a educar as crianças. Além disso, a  UNICEF informou que a organização está trabalhando com parceiros na realização de clubes escolares que funcionam como atividades extracurriculares disponíveis para os alunos. Dessa forma eles podem receber educação adicional, algo extremamente importante nas atuais circunstâncias, onde crianças estão tendo que viver sob extrema pressão, expostas a diferentes níveis de violência.

terça-feira, 5 de março de 2013

Top 5 das obras para brasileiros que desejam morar no Japão


Para as pessoas que planejam conhecer o Japão, antes de qualquer coisa seria bom entender melhor a aliança entre Brasil e Japão, como tudo começou, até os dias de hoje, onde os brasileiros fazem o caminho inverso dos imigrantes japoneses que aqui chegaram no inicio do século passado.

Selecionei cinco obras que retratam bem essa relação entre os dois países.

5- Gaijin – Caminhos da Liberdade – filme de 1980, da cineasta Tizuka Yamazaki, retrata com detalhes a trajetória de uma família de japoneses que imigra para o Brasil para fugir da pobreza em que o Japão passava no período pós-guerra. A propaganda que faziam do Brasil, era a de um país novo, podendo fazer fortuna em pouco tempo, trabalhando na agricultura. O filme mostra as dificuldades de adaptação ao Brasil, e constatam a dura realidade do trabalho no campo.


4 – Corações sujos – livro de Fernando Morais – 2000 – relata sobre a cultura e a tradição nacionalista dos imigrantes japoneses, que não acreditavam que o Japão foi derrotado na 2ª guerra mundial, chegando a travar uma verdadeira guerra dentro da comunidade, e os que eram contrários ao grupo nacionalista, eram assassinados e considerados traidores da pátria japonesa.


3 – Para quem quer saber, mais sobre o cotidiano do Japão, uma boa indicação é acompanhar os vários blogs dos brasileiros que vivem no país, conhecendo as curiosidades, as tradições, pontos turísticos, etc.

Recomendo esse quatro blogs que são ótimos:


2 – Haru e Natsu – As Cartas que não Chegaram. Mini-série produzida pela emissora japonesa NHK e transmitida no Brasil pela TV Bandeirante em 2008, em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil.



Haru e Natsu reproduz o drama vivido por muitas famílias separadas pela imigração: Haru, a irmã mais velha, cumpre o destino de milhares de japoneses que vieram ao Brasil em busca de uma vida melhor. Trabalha em plantações de café e se habitua ao cotidiano das colônias.

Enquanto isso no Japão, a solitária Natsu enfrenta as privações da guerra, presencia a reconstrução de seu país e vive a fase de crescimento econômico, se transformando em uma empresária de sucesso. Por vários anos as irmãs escrevem cartas que nunca chegaram ao seu destino final, selando de vez a separação. Setenta anos depois, Haru finalmente consegue dinheiro para voltar ao Japão e reencontrar a irmã.

1 – Site do Consulado do Brasil em Tokyo. Aqui estão todas as informações necessárias que o brasileiro precisa para viver no Japão. Informações sobre documentação para vistos de trabalho, agendamento de serviços consulares, pedidos de passaportes, orientações sobre leis japonesas, entre outros. Todas as informações necessárias para uma boa convivência no Japão você encontra nesse site.



Acredito que essas dicas irão ajudar muito as pessoas a entenderem melhor os costumes, as tradições e a melhor adaptação ao país.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Políticas do governo para os brasileiros residentes no Japão


No ano de 2008, no auge da crise econômica mundial, o Japão foi um dos países que mais sofreu as conseqüências da recessão. Houve uma onda de demissões em massa, afetando principalmente os trabalhadores estrangeiros. Milhares de brasileiros se viram desempregados e sem perspectivas em curto prazo.


O governo japonês preocupado com a situação dos brasileiros, concedeu um subsídio para quem desejasse retornar ao Brasil e não tinha dinheiro suficiente para arcar com as despesas da viagem. Mas ao conceder o beneficio, o governo estipulava uma condição, não concederia mais o visto de trabalho caso desejasse voltar ao Japão quando a situação econômica voltasse ao normal.

Muitos brasileiros aceitaram as condições do governo japonês e retornaram ao Brasil. Agora no momento em que o Japão está retomando o crescimento econômico, essas pessoas desejam retornar, mas estão impossibilitados. Penando nisso o subsecretário-geral das comunidades brasileiras no exterior, Sergio Danese, esteve no Japão para discutir essas e outras questões.



Danese teve um encontro com o governo japonês, a comunidade brasileira e os consulados. “Nós viemos ao Japão porque o país é uma grande prioridade do nosso serviço consular. Ele é uma espécie de síntese de todos os desafios, de todas as necessidades que enfrentamos em matéria consular porque tem uma grande comunidade brasileira. Ele apresenta uma espécie de síntese de tudo o que nós temos que fazer em matéria de assistência consular, de concessão de vistos de trabalho consular em geral”, afirma.

No encontro, ele comentou sobre temas que estão sendo tratados com o governo japonês como a questão do visto. “Nós pedimos, temos insistido com as autoridades japonesas para que facilitem na questão da concessão de vistos para turistas brasileiros que vem ao Japão. Portanto, não só necessidade da comunidade que vive no Japão, mas brasileiro em geral que vem ao Japão”.

Já a presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ), Maria Shizuko Yoshida, prestou muita atenção na parte em que se falou sobre a adaptação das crianças nas escolas japonesas e a necessidade de apoio psicológico. “Me deixa satisfeita ouvir que esta questão foi levantada, que foi ouvida e a expectativa de que surja uma medida para atender a essa necessidade”, comenta.

Questões como as pensões alimentícias e as dificuldades do processo de divórcio também foram levantadas. E segundo o subsecretário, já existe um projeto no congresso que propõe a realização do divórcio de brasileiros no exterior pelo consulado. Essa proposta sobre a qual o embaixador Sérgio Danese comentou é do deputado Walter Ihoshi. O embaixador Sérgio Danese esteve segunda-feira (25), em Hamamatsu (Shizuoka) e depois do Japão, ele segue para a China.