domingo, 25 de novembro de 2012

Conheça o Solar Meninos de Luz


O Solar Meninos de Luz é uma organização civil, filantrópica, em funcionamento desde agosto de 1991. Promove educação formal e complementar em regime integral, cultura, esportes e cuidados básicos de saúde nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.


Foi fundado e é mantido pelo Lar Paulo de Tarso -- Instituição Espírita de Estudos e Assistência Social, com sede em Ipanema, no Rio de Janeiro, que realizava desde dezembro de 1983 extensa obra social no local, junto a famílias.

A sustentabilidade é formada por doações de pessoas físicas, apoio e parcerias com empresas públicas e privadas, organizações sociais, campanhas pontuais, e pela comercialização de produtos doados em bazares beneficentes.

Os trabalhadores para as atividades fins são contratados (CLT). Há um grande número de voluntários, em todos os setores.

Missão

Transformar vidas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social das comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho através de ações preventivas proporcionando-lhes educação universalista e valores humanitários em horário integral, promotoras do homem de bem. Envolver nesse movimento suas famílias e, por extensão, a comunidade, em busca do viver em harmonia e paz.

Visão

Contribuição efetiva na conquista da paz e do bem-estar social na comunidade do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, através da elevação da autoestima e satisfação pessoal de seus moradores, por conquistas observáveis nos campos intelectual, ético-moral e econômico, de alunos e ex-alunos do Solar Meninos de Luz, que se tornam agentes de mudanças positivas.

Objetivos

Promover na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo educação continuada, preventiva, holística, em horário integral, especialmente para filhos de famílias socialmente instáveis.

Proporcionar às suas famílias e à comunidade em geral oportunidades de vivência de ações educacionais e culturais desenvolvedoras do pacifismo e de melhor qualidade de vida.

Fonte:http://meninosdeluz.org.br 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Patas Solidárias


Ter contato com um animal é muito mais do  que ter a companhia de um ser que não  pede  anda em troca. O tempo que se  dedica aos bichinhos é quase como uma terapia, pois brincando e “conversando” com  eles, nos desligamos  dos problemas. Quem  tem um animal de estimação conhece  a sensação  de chegar em casa  depois  de um dia exaustivo de trabalho e ser recebido com festa. Isso deixa qualquer  um mais feliz!


A sensação de alegria nesses momentos  libera endorfina, um hormônio capaz  de  relaxar, colaborar com o bem-estar,  controlar a pressão sanguínea  e melhorar  o sono.  Por isso, algumas pessoas,  mesmo  que  inconscientemente, se dedicam tanto aos  animais  e  se sentem melhor  com  esse contato.

Mas você  sabia que  além de nos acalmar, divertir, dar carinho e fazer companhia,  os  bichinhos de estimação podem desempenhar um  papel  muito nobre, ajudando as  pessoas?

Pet  Cidadão

Em 1998, o zootecnista Alexandre Rossi, o Dr. Pet, criou a  empresa  Cão Cidadão, que visa  melhorar  a  qualidade de vida dos  animais a  partir  da melhora  no comportamento  e adestramento.  No mesmo ano,  com  vontade de ajudar as  pessoas que  passavam  por tratamento  médico, o Cão  Terapeuta  foi incluído entre os  projetos  sociais  da  empresa.

Alexandre Rossi, o Dr. Pet

Segundo a coordenadora, Tatiane Ichitani, os pacientes que recebem a visita  dos cães se sentem acolhidos, recebem carinho e atenção, sentimentos que ao  longo  do tratamento  não  acontecem com  freqüência. “Os médicos  que acompanham as crianças e idosos nos tratamentos contam que, desde que  os cães passaram  a fazer parte da  rotina  do  hospital,  os pacientes apresentam uma  melhora na autoestima e no humor”, conta.

Nesses  14 anos de  projeto, Tatiane  acompanhou  de perto  histórias de  superação, porém,entre todas,  uma  é especial: “lembro que, em um dos  hospitais que  íamos, tinha uma garotinha com paralisia cerebral  que apresentava dificuldade  de  se concentrar  e prestar  atenção  em  qualquer coisa por muito  tempo.  Quando  nosso cão passou  a visita-la, a melhora foi  visível, tanto que ela começou, inclusive, a prestar atenção nos  cães  que  passavam  na rua”, emociona-se  ao  lembrar.


Para  ser  Pet Cidadão e visitar hospitais,  creches, asilos e orfanatos, os cachorros precisam se enquadrar em alguns pré-requisitos,  como:

-Ser dócil e confiante;
-Gostar de receber e  dar carinho;
-Estar  vacinado  e  vermifugado;
-Ter  mais  de 2  anos  de  idade;
-Ser  castrado.

Além disso, para garantir  o  bem-estar dos visitados  e do  próprio cão, o animal  recebe  um treinamento especial, realizado  por  uma equipe de  profissionais, onde aprende  a  se  comportar   de maneira sutil  e  a fazer alguns truques para divertir as  pessoas.

Nesse treinamento, também  são  realizados  vários   testes de comportamento,  que  determinarão  se o cachorro está  apto ou  não  para ser  um  Cão Terapeuta.  Para  saber mais,  acesse: www.caocidadao.com.br


Fonte:Organização  Cão Cidadão

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pesquisadores projetam ruas inteligentes


Pesquisas para criar ruas automatizadas com carros inteligentes capazes de viajar de um ponto ao outro sem motorista não são exclusividade de grandes companhias inovadoras, como o Google, ou universidades nos Estados Unidos e Japão.
Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC) prevê a criação de carros e ruas inteligentes com tecnologia brasileira.
O Instituto trabalha em conjunto com várias universidades para desenvolver soluções inteligentes para o trânsito. Leandro Villas, doutor em Ciência da Computação pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), trabalha em parceria com o INCT-SEC numa pesquisa de redes veiculares.

Este projeto pretende, por meio de sensores instalados nos veículos e nas pistas, capturar e interpretar as informações do trânsito em tempo real e auxiliar o motorista a tomar certas atitudes. Por meio de comunicação sem fio, o computador de bordo do carro pode ter acesso instantâneo às informações de tráfego e conversar com os sistemas de outros veículos de forma que, as decisões cabíveis a determinadas situações, como frear, desviar ou aumentar a velocidade sejam mais inteligentes e eficientes que as tomadas por um motorista humano. Na prática, isto pode permitir criar carros que dirigem sozinhos pelas ruas.
Leandro explica que, com os avanços em tecnologia da informação e comunicação, os interesses em colocar os veículos em uma rede inteligente têm aumentado. “A tendência atual é prover veículos e estradas com recursos que tornam a infraestrutura de transporte mais segura, mais eficiente e o tempo dos passageiros na estrada mais agradável” afirma o pesquisador. O uso dessa tecnologia evitaria acidentes e, numa grande cidade, permitira que os carros se deslocassem de forma mais organizada, diminuindo o trânsito.
Para que o sistema dos carros seja mais seguro, é necessário que eles recebam informações, em tempo real, sobre congestionamentos, acidentes, condições perigosas das estradas, condições meteorológicas e localização de estacionamentos, postos de gasolina e restaurantes. À medida que os veículos forem integrados com sistemas inteligentes, o trânsito também se torna mais eficiente.
“Desta forma, podemos aumentar a capacidade da rede rodoviária, reduzir a poluição e os congestionamentos, além de tornar o tempo e o percurso da viagem mais previsível”.

O pesquisador também lembra que as redes veiculares possuem um enorme potencial na redução de custos gerados por conta do intenso tráfego nas cidades. Um estudo de 2008, conduzido pelo Ph.D. em economia Marcos Cintra, mostrou que o custo do congestionamento na cidade de São Paulo foi de aproximadamente R$ 33,5 bilhões. Deste valor, 85% do custo está associado ao tempo perdido no trânsito.
Leandro Villas acredita que o desenvolvimento dos sistemas de transportes inteligentes pode reduzir estes custos, ao fornecer informações atualizadas e dinâmicas relacionadas às condições do tráfego. Além disso, estes sensores também podem diminuir o número de acidentes nas estradas.
Até o momento, as soluções foram testadas somente em simuladores. Porém, como lembra o doutor, em breve (talvez em 2013) certamente essas soluções serão testadas na prática. Os mesmos sensores estão sendo implantados em pontos específicos para o estudo.
O Rio Monjolinho, na cidade de São Carlos, por exemplo, possui dispositivos que alertam o corpo de bombeiros sobre risco de enchentes. Desta forma, os mesmos sensores podem, em um futuro breve, avisar os motoristas com antecedência o momento ideal para se trafegar nas marginais.
Ao ser questionado sobre parcerias com concessionárias ou montadoras, Villas afirma que por enquanto não há conversas com as fabricantes, mas que em breve pretende estabelecer uma parceria com a AutoBan, que administra estradas do interior paulista.

Fonte: Exame Meio Ambiente

domingo, 18 de novembro de 2012

Roupa íntima que absorve cheiro vira febre no Japão


A roupa íntima criada por uma empresa japonesa para absorver e camuflar os odores do corpo aparece como um atual êxito de vendas no Japão, declarou à Agência Efe um porta-voz da Seiren, companhia que desenvolve essas peças. "Ventosidades, axilas, suor dos pés e o cheiro corporal dos idosos. São muitos cheiros São muitos cheiros!", aponta o site da fabricante responsável pela linha de produtos DEOEST, lançado após anos de pesquisa.

Pesquisadores demoraram anos para conseguir integrar pequenas partículas cerâmicas e metálicas, que absorvem os cheiros e evitam a reprodução de bactérias, no tecido das peças sem que as mesmas perdessem em conforto

A empresa deu início ao projeto de fabricar esse tipo de roupa íntima feminina e masculina depois que um gastroenterólogo demonstrou interesse em desenvolver peças que pudessem disfarçar os odores dos pacientes afetados pela síndrome do intestino irritável.

A partir desta iniciativa, os pesquisadores da Seiren demoraram anos para conseguir integrar pequenas partículas cerâmicas e metálicas, que absorvem os cheiros e evitam a reprodução das bactérias, no tecido das peças sem que as mesmas perdessem em conforto. Após ter assegurado que as partículas não se desprendiam após a lavagem, a empresa passou a se orgulhar do fato de seus produtos conseguirem absorver 99% "do mau cheiro das ventosidades", mesmo quando a pessoa que os utiliza se encontra em espaços fechados.

Essas inusitadas roupas íntimas foram lançadas no último mês de março pela empresa, que pensou que seu público estaria restrito aos doentes e hospitais. No entanto, pouco tempo depois, a fabricante constatou que as peças eram adquiridas por todo tipo de pessoas, especialmente por aquelas que mantêm reuniões frequentemente e trabalha diretamente com o público.

Desta forma, a Seiren decidiu ampliar sua linha de produtos DEOEST e, agora, já distribui uma linha com mais de 20 artigos, incluindo meias soquetes que absorvem o cheiro dos pés, camisetas que fazem o mesmo com a transpiração das axilas e até roupa de cama.

Todos eles podem ser comprados através da loja "online" Rakuten, dentro de uma seção que a Seiren preferiu chamar "inodore store", onde as peças íntimas masculinas e femininas são vendidas com preços entre US$ 36 e US$ 47.

A procura pelas peças íntimas da Seiren aumentou ainda mais depois que as mesmas começaram a aparecer em diferentes veículos da imprensa local e, por isso, a companhia não para de receberem chamadas "de pessoas querendo saber onde podem comprar os artigos", assegurou a porta-voz da empresa.

Fonte:IPC DIGITAL

 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Novembro Azul conscientiza homens para prevenção do câncer de próstata


Depois de o mês de outubro ser marcado pela campanha de mobilização para prevenção do câncer de mama, conhecida como Outubro Rosa, agora é a vez dos homens. O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem. O mês foi escolhido pois o próximo sábado (17) é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.


O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos.

Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens com mais de 65 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. No Brasil, é a quarta causa de morte por câncer e corresponde a 6% do total de óbitos por este grupo.

Prevenção

A próstata é uma glândula que só o homem possui, localizada na parte baixa do abdômen. Situa-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Ela produz cerca de 70% do sêmen, e representa um papel fundamental na fertilidade masculina.

Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco do câncer. Especialistas recomendam pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.


Homens a partir dos 50 anos devem procurar um posto de saúde para realizar exames de rotina. Os sintomas mais comuns do tumor são a dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os exames necessários.

Exames

O toque retal é o teste mais utilizado e eficaz quando aliado ao exame de sangue PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), que pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença. Para um diagnóstico final, é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida pela biópsia da próstata.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam um exame de próstata anualmente, o que compreende o toque retal feito e o PSA. Segundo especialistas, o toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom, por exemplo.

Tratamento

Caso a doença seja comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento escolhido é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.
Rede Pública

A Política Nacional de Atenção Oncológica garante o atendimento integral a todos aqueles diagnosticados com câncer, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e dos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon).

Todos os estados brasileiros têm pelo menos um hospital habilitado em oncologia, onde o paciente de câncer encontrará desde um exame até cirurgias mais complexas. Mas para ser atendido nessas unidades e centros é necessário ter um diagnóstico já confirmado de câncer por laudo de biópsia ou punção.


Fonte:Brasil.gov.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tailândia moderniza transporte ferroviário


O Japão é sinônimo de eficiência e qualidade nos serviços ferroviários e os técnicos japoneses são requisitados em várias partes do mundo, para o desenvolvimento do sistema de trens, metrô e principalmente dos trens de alta velocidade, o popular trem bala.



A Tailândia aprovou o primeiro projeto de construção de uma ferrovia de alta velocidade que irá cobrir as principais regiões do país a partir da capital Bangkok.

A viabilização do projeto deveu-se graças ao investimento dos japoneses na construção e exploração do serviço, que deverá ser concluído até o ano de 2022. Uma das principais propostas inclui a rota entre Bangkok e Chiang Mai, a maior cidade do norte da Tailândia, que tem um trecho de 745 km, e com o trem de alta velocidade, o percurso será feito em menos de quatro horas.

Com este plano, o governo da Tailândia objetiva um aumento drástico na proporção do uso de ferrovias para o transporte público, indo dos atuais 2% para os 80%.

Segundo o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento da Tailândia, devido aos sucessivos aumentos no preço do combustível em anos recentes, o governo tailandês está revendo investimentos na malha ferroviária, que foi deixada de lado durante anos. Ou seja, o governo está voltando os olhos para o transporte ferroviário, vendo o potencial do trem de alta velocidade para o investimento na Tailândia. O serviço de trens de alta velocidade é considerado altamente competitivo com o transporte aéreo, particularmente para distâncias entre 600 e 700 km.

Este plano também parcialmente liga as políticas dos partidos, antecipando que o trem de alta velocidade irá trazer progresso econômico e social, tanto nas áreas urbanas como nas rurais, gerando inúmeros empregos diretos e indiretos.

trem tailandês

O trem de alta velocidade é um dos modelos de transporte mais convenientes, mas o seu alto custo inevitável; e sem acordos de parcerias internacionais, o projeto jamais sairia do papel.

O Japão tem experiência em relação a investimento em sistemas ferroviários e vagões na Tailândia, especialmente no sistema de metrô de Bangkok, que também recebeu apoio financeiro japonês.

O Brasil também tem um projeto de trem de alta velocidade, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, mas devido a entraves políticos e à falta de definição de um sistema a ser adotado, o projeto ainda engatinha.

Durante décadas, o governo brasileiro praticamente abdicou de investir no transporte ferroviário. Vários vagões estão apodrecendo, abandonados nos pátios das companhias, também milhares de quilômetros de trilhos estão abandonados, tomados pelos matos que invadem as ferrovias.

Nos últimos anos, o investimento foi todo no transporte rodoviário, várias entradas foram abertas e nenhum centavo aplicado em ferrovias.
O Brasil deveria seguir o exemplo da Tailândia, um país bem mais economicamente inferior ao Brasil, mas com projetos de modernização arrojados, que irão melhorar consideravelmente a qualidade do transporte de massa.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Ciclo da Reciclagem de Eletrônicos



Todo mundo já deve ter visto em algum ponto de sua cidade, lixeiras  seletivas, aquelas  que  ficam suspensas e separadas por cor, para depositar diferentes tipos  de lixo. Mas apesar das lixeiras  contarem com adesivos indicando  o tipo de material a ser descartado, o que se vê é  um total descaso, joga-se  qualquer tipo de lixo sem separar  absolutamente nada.

Mesmo  se o lixo for corretamente separado, alguém sabe qual o destino? O que sabemos  é que a maioria  do  lixo coletado vai para  os aterros sanitários.  E  os outros tipos de lixo, como: lâmpadas, pilhas, baterias  e  lixo  eletrônico, alguém sabe o destino?

Alguns materiais que tem reciclagem  simples, como o plástico que envolve os  produtos  eletrônicos, o processamento é feito  por empresas reclicadoras, já os metais, são enviados para países como Bélgica e Alemanha, que dispõem de tecnologia avançada para  fazer o processamento.  Mas na realidade, o processo de  reciclagem desses produtos  é muito baixo, pois  a  maioria é descartada incorretamente,  por falta  de um ciclo  de reciclagem constante, com falta de  pontos de descarte, informação  e uma triagem eficiente.


No Japão, um dos  países  mais  conscientes na questão  do lixo, todo o processo é realizado em um único local. Os  caminhões de coleta  chegam com diversos tipos de lixo e depositam na usina de  tratamento, que é na verdade uma grande fabrica, com diversos setores, separados  por tipo de lixo, onde, se inicia o processo com a  triagem e reciclagem, e no caso de eletrônicos, a  separação dos  metais como: ouro, cobre, bronze, alumínio  e ferro.

De olho  no  alto valor  dos minérios, está  previsto  para 2013, o inicio da operação  da primeira usina de reciclagem de eletrônicos   do Brasil, na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, que irá realizar o  processamento de metais, principalmente dos aparelhos celulares.

Uma parceria entre a HP, líder mundial em  TI e o Centro de Pesquisas FIT (Instituto de Pesquisas  da  Flextronics) empresa líder no ramo de eletrônicos de Cingapura que  possui fabrica em Manaus, formará o grupo Sinctronics, que tem a proposta de ser o  primeiro centro de inovação  em sustentabilidade ambiental para o mercado eletroeletrônico no  Brasil.


Segundo informações da  empresa, atualmente são   250  milhões de  aparelhos celulares  em uso  no Brasil e 2,2 mil  toneladas  de lixo eletrônico  são despejados no lixo comum a cada ano no país.  A empresa espera  lucrar  com  o lixo eletrônico, esperando extrair entre 200 a 300g de ouro para cada tonelada de metal, e  outros metais menos nobres como o  cobre, bronze e alumínio,  retornariam à cadeia produtiva. Será  possível reciclar todos os tipos e quaisquer marcas de eletrônicos. O produto que será mais reciclado dependerá da demanda de devolução do mercado.

Empresas  e  entidades ligadas ao  setor  de eletroeletrônicos esperam que iniciativas como  essas  tragam incrementos  a toda cadeia de reciclagem de  eletrônicos, cujo  maior problema é a falta  de  um ciclo  constante. Segundo dados divulgados pelo  Ministério do Meio Ambiente, cerca de 500 milhões de  aparelhos sem uso no  país estão guardados em residências. Em território japonês, toda loja de  eletrônicos conta com uma urna para descarte  do  produto, assim que  uma pessoa  adquire  um produto  novo, um celular por exemplo, imediatamente  já deposita o  aparelho antigo na urna, que é encaminhado para a reciclagem.

Como os países subdesenvolvidos lidam com a questão da educação


O Malawi é um pequeno país da África que faz fronteira com a Tanzânia, Moçambique e Zâmbia.

Segundo relatório do FMI, no ano de 2005, foi considerado o país mais pobre do mundo.

Sua economia baseia-se principalmente na agricultura, que não consegue se desenvolver plenamente devido ao clima árido. O IDH (índice de desenvolvimento humano) é baixíssimo, e a taxa de mortalidade infantil e analfabetismo alcançam altos índices.

Vilarejo no interior do Malawi

Apesar das grandes dificuldades na área da educação, o país ganhou notoriedade ao vencer recentemente o Prêmio Japão, concurso internacional patrocinado pela NHK (Rede de Televisão Japonesa). O Prêmio Japão abrange a divisão de propostas para a televisão, objetivando premiar relevantes propostas de programas educacionais televisivos de uma organização em cujo país ou território de origem, a produção de programas  é difícil.

O idealizador da proposta vencedora foi o professor Caleb Muchungu, do Instituto de Educação de Malawi, com a proposta intitulada, “Nossa televisão é uma caixa de papelão”.

Segundo Muchungu, o prêmio servirá de estimulo aos educadores de Malawi para descobrir métodos educacionais para ajudar os alunos a desenvolverem o interesse na escola, usando materiais que estão ao seu alcance, já que o país não dispõe de recursos didáticos apropriados.

Televisão feita de papelão

Muchungu iniciou o trabalho fazendo uma pesquisa para um programa de vídeo em escolas no interior do país, onde as condições de vida são mais precárias ainda. Ele relata que em uma determinada escola em uma região muito carente onde não havia energia elétrica, comenta com os alunos o vídeo que estava produzindo, mesmo sabendo que a maioria ali nunca tinha visto uma televisão de perto e ficou surpreso quando um aluno disse que tem uma televisão. Ele imaginou como eles tinham televisão se no vilarejo não há energia elétrica. O aluno então trouxe uma televisão feita de papelão, e disse – essa é nossa televisão. Foi assim que surgiu a idéia  para o vídeo.

A produção do vídeo foi elaborada baseando-se na criatividade de professores e alunos, usando diversas habilidades em sala de aula. Para produzir materiais didáticos eles usam até mesmo materiais usados e descartados que eles mesmo coletam, tais como papeis , cascas de ovos e latas vazias. Alguns exemplos são a preparação da televisão de papelão, mostrar como uma maquina a vapor funciona usando cascas de ovos ou mesmo usar  papeis para fazer um modelo de um caixa eletrônico.

Após a conclusão do trabalho, o programa foi transmitido pela TV em Malawi e foi muito bem recebido, além disso, muitas pessoas requisitaram o programa para ser exibido em outras regiões e até mesmo em outros países.

Muchungu disse que não esperava tamanha repercussão do programa mas se diz muito recompensado pelo trabalho ter surtido o efeito esperado, ou seja, despertar a criatividade dos alunos, e espera agora com os incentivos financeiros alcançados pelo Prêmio Japão, melhorar as condições nas escolas do Malawi.




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Segunda geração de imigrantes brasileiros sofre exclusão no Japão


No final da década de 80, inicia-se o chamado – Movimento Dekassegui, que eram denominados os brasileiros descendentes de japoneses que iam trabalhar no Japão atraído pelos melhores salários.

Inicialmente, permaneciam no país aproximadamente dois a três anos e retornavam ao Brasil. Com o passar do tempo, melhora adaptados, acabavam permanecendo por um período maior e até se fixando definitivamente no país, constituindo família.  Os filhos nascendo em território japonês acabaram se tornando um grande problema para os pais na questão da educação, pois muitas crianças acabam não se acostumando ao sistema educacional japonês.



Segundo o Itamaraty, a dificuldade de integração de brasileiros nascidos ou criados no Japão é mais grave, onde há, segundo o ministério da Justiça japonês, 36.869 crianças e adolescentes brasileiros até 14 anos de idade - 17,55% do total de brasileiros residentes.

Diferentemente dos pais, eles não aceitam ser tratados como estrangeiros, mas esbarram em dificuldades como não dominar o idioma como os nativos.

Segundo a ministra Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Itamaraty, sem o domínio completo da língua, acabam sendo identificados facilmente pelos japoneses e tratados como estrangeiros - mesmo sendo cidadãos do país.

"Os pais (desses jovens) vieram ao país com uma mentalidade diferente, só para trabalhar. Já a segunda geração vê (no cotidiano do japonês) como poderia ser a vida deles e como ela não é", disse a ministra.

Esse problema não existe, segundo ela, em países onde o idioma é de mais fácil assimilação como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.

Evasão escolar
De acordo Lopes da Silva, a segunda geração tenta freqüentar escolas japonesas, mas muitos acabam abandonando as carteiras escolares e assim diminuindo suas chances de inclusão.


Os motivos da evasão são a dificuldade dos cursos e a incapacidade dos pais, que também não dominam a língua perfeitamente, de dar apoio nas tarefas de casa, algo essencial no sistema educacional japonês.

Segundo a ministra, outro termômetro dessa falta de integração é a baixa quantidade de casamentos entre japoneses e descendentes de brasileiros.
Além da barreira do idioma, as diferenças culturais e a alta concorrência no mercado de trabalho dificultam ainda mais a integração.

Anderson Yuiti Kinjo, de 18 anos, nasceu no Japão, mas nunca frequentou a escola japonesa. Terminou o ensino médio em uma instituição de ensino brasileira.

"Na época que comecei a estudar, havia muitos boatos sobre bullying contra estrangeiros nas escolas japonesas e, por isso, meus pais optaram pelo ensino em português".

"Gosto muito do Japão, falo bem o japonês, mas não me sinto completamente à vontade aqui", disse o rapaz, que planeja voltar para o Brasil para continuar os estudos. Ele não está satisfeito com o emprego em uma linha de montagem de eletrônicos na província de Gunma.

Ao contrário de boa parte dos colegas, Yudi Taniguti, também de 18 anos, conseguiu acompanhar a escola japonesa. Ele chegou ao Japão com os pais, vindo de Caldas Novas (GO), quando tinha 2 anos de idade.

Taniguti trabalha em uma fábrica de eletrônicos. "Minha mãe fala que a vida no Japão vai ser sempre a mesma, sem oportunidades. Já no Brasil acho que teria mais chances", disse.

No limbo
"A situação dos filhos de imigrantes deve ser sempre acompanhada com atenção. Se crescer já é um processo cheio de descobertas, mesmo no país natal, o desafio é muito maior quando se mora em um país tão diferente", disse o diplomata Paulo Henrique Batalha, da Embaixada do Brasil em Tóquio.

Já o sociólogo e professor da Universidade Musashi, Angelo Ishi, afirmou que os filhos de brasileiros correm o risco de não dominar bem nenhum dos dois idiomas.

"Não importa se é o português ou o japonês, o jovem tem de estudar e aprimorar os conhecimentos a ponto de poder manejar pelo menos uma língua em nível avançado", afirmou.

Para Ishi, esses jovens estão num 'limbo' entre a sociedade japonesa e a comunidade brasileira no Japão.

"A ironia é que, quanto mais um jovem sobe um degrau de escolaridade e se integra à sociedade japonesa, no geral, ele acaba se distanciando dos conterrâneos. Por isso, a comunidade brasileira continua órfã em termos de jovens líderes bilíngues".

Para tentar amenizar os problemas enfrentados pelos jovens brasileiros, o governo brasileiro e japonês, e a iniciativa privada têm desenvolvido projetos.

Entre eles, está o Arco-Íris, do Ministério da Educação do Japão. Criado em 2009, o programa tem como objetivo a escolarização das crianças estrangeiras que moram no Japão.

Com ênfase no ensino da língua japonesa, o objetivo dele é facilitar a transição de alunos de escolas brasileiras para o sistema de ensino público japonês, gratuito. Mais de cinco mil jovens já foram beneficiados pelo projeto.

O Itamaraty vem monitorando o problema e tem projetos semelhantes de assistência a estudantes. O principal deles funciona em Hamamatsu.

Para Ishi, o grande desafio das próximas gerações de filhos de imigrantes brasileiros é conquistar diplomas universitários. "Não há fórmula segura para ascensão social, seja em qual país for, que não seja através dos estudos", afirmou.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

É Possível prever terremotos?


Na semana passada um tribunal italiano julgou e condenou sete especialistas em terremotos por homicídio culposo. O crime foi causado pelo fornecimento a residentes, de um documento considerado pelos mesmos como sendo uma declaração de segurança, antes do terremoto fatal na cidade de L'Aquila em 2009. Cada um dos especialistas recebeu uma sentença de seis anos de prisão.

Especialistas italianos são condenados

Segundo Noboru Yamazaki, do Centro de Sismologia do Japão, a condenação dos especialistas foi controversa. "Antes do terremoto de 2009, que matou mais de 300 pessoas, o comitê italiano de avaliação de riscos em desastres disse que, apesar dos pequenos tremores que atingiam aquela região, um grande terremoto seria improvável. A decisão do tribunal responsabiliza os membros do comitê pelo fornecimento de informação imprecisa. Mas especialistas do mundo inteiro criticaram este veredicto. Segundo eles, responsabilizar cada um dos especialistas por seus comentários pode acabar reprimindo sua liberdade de expressão e de discussão. A Sociedade de Sismologia do Japão emitiu uma declaração com um conteúdo parecido em nome do presidente da organização.” 


Segundo Yamazaki os estudos científicos sobre esse assunto começaram há 50 anos, mas cada vez fica mais óbvio que o mecanismo dos terremotos é tão complicado que fica difícil prevê-los. O terremoto fatal que atingiu a região de Kobe em 1995 provou essa dificuldade. Os especialistas também não conseguiram prever o enorme terremoto que atingiu o nordeste do Japão no dia 11 de março do ano passado. 


Yamazaki explica que as pesquisas sobre a avaliação de riscos de terremoto a médio e a longo prazo, num período de várias décadas, têm feito progresso em anos recentes. Mais pesquisas vão provavelmente permitir que os cientistas sejam mais exatos também em suas previsões sobre a escala dos terremotos. Contudo, muitos pesquisadores acreditam que a ciência hoje ainda não tem como dizer exatamente quando ou onde um terremoto vai acontecer. O importante é como utilizar a avaliação de risco nos esforços de preparação para um desastre, entendendo ao mesmo tempo as limitações da ciência.

Yamazaki prossegue lembrando que estamos lidando com um fenômeno natural, por isso é impossível fazer uma previsão 100% exata. Os cientistas precisam deixar claro que o que dizem envolve um certo grau de incerteza e diferenças em significado. Nossa sociedade precisa ser sábia o suficiente para utilizar as pesquisas e a visão dos cientistas sobre as preparações para desastres naturais e, ao mesmo tempo, permanecer ciente dessas incertezas.