domingo, 30 de setembro de 2012

O dia do Lixo zero na Estônia

Veja nesse vídeo o grande mutirão no  combate  ao   lixo   na Estônia



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Empreendedorismo Social

Que tal  doar seu tempo, seu talento, para uma causa justa. Ainda há muito a ser feito, ponha a mão na massa e venha fazer parte dessa  família que é o voluntariado.  



Conheça a "APC" Um projeto comunitário com recursos japoneses


O Governo do Japão oferece um programa de assistência econômica para projetos de desenvolvimento concebidos para atender às diversas necessidades dos países em desenvolvimento.  Conhecido como "Assistência a Projetos Comunitários e de Segurança Humana (APC)", este programa oferece apoio a projetos propostos por vários órgãos, tais como organizações não-governamentais (ONGs), governos locais e entidades sem fins lucrativas. O programa APC tem conquistado excelente reputação, uma vez que proporciona apoio relativamente flexível e rápido aos projetos de desenvolvimento a nível comunitário.


OBJETIVOS

O programa APC proporciona assistência financeira não-reembolsável às organizações não-governamentais (ONG), hospitais, estabelecimentos de ensino e outras organizações sem fins lucrativos, a fim de auxiliar na implementação de seus projetos de desenvolvimento.

A disponibilidade dos fundos da APC em cada país qualificado proporciona à AOD (Assistência Oficial para o Desenvolvimento) japonesa novos meios  de cooperação que influem diretamente no bem-estar das comunidades.

ÁREA DE COBERTURA DO PROGRAMA APC

Qualquer projeto de desenvolvimento voltado para assistência comunitária pode ser financiado por meio da APC. Contudo, as seguintes áreas contabilizam maioria dos projetos aprovados: cuidados de saúde básica;  atenuação da pobreza;   educação básica; assistência social; meio ambiente.

Alguns exemplos de projetos qualificados são:

Construção, reparo e provisão de equipamentos para estabelecimentos de ensino básico;

Construção, reparo e provisão de equipamentos médicos para hospitais;

Escavação de poços;

Treinamento profissional para deficientes;

Treinamento para ascensão profissional das mulheres;

Custeio e envio de objetos de segunda mão, como por exemplo, carros de bombeiros, ambulâncias, bicicletas, carteiras, cadeiras e outros (o custo para o transporte de mercadoria de propriedade particular, assim como materiais consumíveis, como, por exemplo, roupas usadas, artigos de papelaria, alimentos, etc., não são qualificados pelo programa, exceto em casos de emergência humanitária).

As áreas de prioridade e o detalhamento das condições podem ser determinados pela missão diplomática ou consular japonesa em cada país qualificado, de acordo com as necessidades de desenvolvimento de cada país.

ORGANIZAÇÕES QUALIFICADAS

Toda organização sem fins lucrativos pode ser beneficiária da APC, desde que voltada para a implementação de projetos comunitários, nos países escolhidos para receber a assistência (projetos individuais e de instituições que visam o lucro não são objeto deste programa).

Por exemplo, poderiam ser beneficiárias potenciais ONGs (de qualquer nacionalidade, exceto as que recebem fundos de assistência de ONGs japonesas), governos locais (estados e municípios), hospitais, estabelecimentos de ensino fundamental e outras organizações sem fins lucrativos. Em casos especiais, instituições relacionadas ao governo federal e instituições internacionais poderão ser receptoras desta assistência.

ORGANIZAÇÕES QUALIFICADAS

Os fundos da APC são concedidos anualmente às instituições após o exame e avaliação de cada projeto pelo governo japonês.

A quantia de assistência concedida por projeto é, geralmente, de até dez milhões de ienes japoneses. Os solicitantes em potencial devem estar cientes de que os seguintes itens orçamentários não podem ser financiados: materiais consumíveis (exceto os casos de auxílio e emergenciais e humanitários), custos administrativos e operacionais dos equipamentos e das instalações e os custos administrativos da organização receptora.

COMO SOLICITAR

Se a organização requerente cumprir as condições descritas anteriormente e desejar receber os fundos do programa APC para implementar o projeto de desenvolvimento, deve encaminhar uma solicitação à embaixada ou ao consulado do Japão com jurisdição sobre o local do projeto. Ao formulário de solicitação, deve-se anexar um orçamento detalhado do projeto; um estudo de viabilidade;  orçamento (de 3 fornecedores diferentes) especificando os valores dos serviços e dos materiais; documentos de apresentação (por exemplo, folhetos), o estatuto e o documento do orçamento anual da organização requerente.

Pede-se apresentar ou enviar, à embaixada ou ao Consulado Geral do  Japão, o formulário de solicitação e os demais documentos exigidos. É essencial o fornecimento dos completos para contato, uma vez que podem ser solicitadas informações adicionais.

Ao apresentar o formulário de solicitação, deve-se ter em mente os seguintes pontos:

1- Na seleção para o financiamento dos projetos o governo do Japão prioriza seu impacto e sustentabilidade. Em princípio, a missão diplomática deverá ser convencida de que a organização será capaz de gerir com segurança, os projetos de desenvolvimento. Uma descrição detalhada das realizações anteriores da organização pode ser importante no momento da avaliação do projeto.

2- Conforme anteriormente mencionado, o governo japonês não pode proporcionar fundos para salários e outras despesas operacionais periódicas. Em vista disso, a realização do projeto terá de ser financiada pela própria organização, independentemente. Para provar à Embaixada a capacidade de manutenção, a organização deverá apresentar fundos suficientes para administração do projeto.

3- A fim de permitir ao governo japonês a verificação do valor de cada item do orçamento, deverão ser apresentadas três cotações, de três fornecedores diferentes. Em determinadas circunstâncias, como em  situações de emergência, por exemplo, ou quando se dispõe apenas de um número limitado de fornecedores, a missão diplomática ou consular pode diminuir o número de cotações a serem apresentadas. 
 
Esse belo trabalho social da APC tem auxiliado milhares de moradores na região norte do Brasil, como Pará, Amapá, Roraima e nas regiões mais isoladas da Amazônia, onde o acesso a serviços básicos de educação e saúde é bem difícil. Graças ao projeto e a ação dos voluntários, as condições estão melhorando gradativamente e o índice de mortalidade infantil que era muito alto, tem diminuído a cada ano.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Adoção de adultos no Japão


O Japão tem a segunda maior taxa de adoções do mundo, com 80 mil ao ano. Mas a maioria dessas adoções não é de bebês ou crianças, mas de homens adultos na faixa dos 20 ou 30 anos.

Isso tem origem numa prática centenária, que surgiu como resposta ao dilema da sobrevivência dos negócios familiares sem um herdeiro homem para gerir o negócio.

A história tem início no ano 717, quando, segundo conta a lenda, o deus do monte Hakusan visitou o monge budista Taicho Daishi em um sonho e disse a ele para encontrar uma fonte de águas termais no vilarejo próximo de Awazu - onde hoje está a cidade de Ishikawa.


Daishi descobriu o lugar e ordenou ao seu seguidor Garyo Hoshi que construísse uma pousada no local.

Garyo Hoshi, por sua vez, ensinou preceitos do budismo aos visitantes e adotou um filho como sucessor, ao qual deu o seu apelido de infância, Zengoro.
Assim teria começado o negócio familiar mais longevo do mundo, segundo o livro Guinness World Records.

Desde então, por quase 1.300 anos, o hotel e o nome - Zengoro Hoshi - vem sendo mantido pela família ao longo de 46 gerações.

Mas num país em que um filho homem normalmente recebe a incumbência de ser o herdeiro da família, como eles conseguiram ter sempre filhos homens?

Aí é que está o segredo. 'Quando havia somente meninas, adotamos o marido de uma das filhas', diz o último Zengoro Hoshi.

'Decisão pragmática'

A prática única de adoções de estilo japonês é conhecida como Mukoyoshi. 'Historicamente, a prática tem sido muito mais comum em famílias da parte oeste do Japão, onde famílias de mercadores tentavam escolher os sucessores mais capazes', explica a socióloga Mariko Fujiwara, do Instituto Hakuhodo.

Se a família não tinha um filho considerado capaz de suceder o pai, tentava encontrar um homem mais capaz para se casar com uma de suas filhas.

'Era uma decisão muito pragmática para garantir a sobrevivência do negócio familiar', observa.


Mesmo hoje em dia, a grande maioria das companhias japonesas são consideradas negócios familiares. Elas incluem nomes conhecidos como as montadoras Toyota e Suzuki, a fabricante de câmeras Canon ou a indústria de molhos Kikkoman.

A Suzuki é conhecida por ter sido gerenciada por filhos adotivos. O atual presidente da empresa, Osamu Suzuki, é o quarto filho adotivo em seqüência a administrar a companhia.

Osamu Suzuki - presidente da montadora Suzuki

'Negócios familiares que são administrados por genros estão em muitos casos muito melhor do que os negócios familiares gerenciados por seus próprios filhos', afirma Yasuaki Kinoshita, da Nissay Asset Management, que investe em companhias japonesas.

'Quando eu tomo a decisão de investir em uma companhia aberta que ainda pertence a uma família, os principais pontos negativos são a administração corporativa e a sucessão', diz.

Sobrenome adotado

Na Matsui Securities, o quarto presidente da companhia, Michio Matsui, foi adotado e assumiu o sobrenome da família proprietária da empresa.

'Eu era o filho mais velho, então fiquei um pouco hesitante de ser adotado por outra família', conta. 'Mas meus pais biológicos disseram que talvez isso fosse meu destino.'

Historicamente, porém, a mudança de sobrenomes não era um grande problema, porque muitos simplesmente não tinham sobrenomes.

'Há somente 150 anos, as pessoas não tinham sobrenomes a não ser que viessem de uma classe social importante de samurais', explica a socióloga Fujiwara.

'E quando você mudava seu nome, era normalmente porque havia recebido um novo nome como um prêmio por algo que tivesse conquistado', diz.

Site de encontros

Chieko Date criou um site de encontros para mulheres que procuram maridos dispostos a serem adotados por suas famílias.

'Há seguramente uma demanda, porque a taxa de nascimentos no Japão vem caindo, e muitos pais somente têm uma filha', diz.

'Muitos homens também estão procurando oportunidades de usar sua capacitação para os negócios fora do mundo corporativo, porque no atual clima econômico, subir na hierarquia das empresas é muito mais difícil', acrescenta Date.

Tsunemaru Tanaka se inscreveu recentemente no site. Ele estabeleceu um negócio de sucesso, mas o perdeu para sua ex-mulher, que também era sua sócia.
Agora, ele quer ser adotado para assumir um negócio familiar.

'Não tenho problemas em mudar meu sobrenome, porque eu vejo isso como um apelido dado pelo governo para o registro familiar', diz.

'Tenho confiança de que meus conhecimentos podem ser úteis, então se há uma chance de que eu herde um negócio familiar e o torne bem-sucedido, isso seria bom para todo mundo', afirma.

Ele já se reuniu com seis mulheres com a ajuda do site, mas até agora não encontrou sua parceira ideal.

'Eu procurei informações sobre as companhias que as famílias dessas mulheres possuem', conta. 'Não vou me casar com suas empresas, mas ainda assim queria saber mais.'

Expectativas claras

Para Fujiwara, os homens que se casam com mulheres cujas famílias são proprietárias de empresas já sabem o que se espera deles.

A socióloga diz ter descoberto já na idade adulta que seu próprio avô foi adotado dessa maneira.

'Do homem adotado se espera que seja um marido e um pai bom e carinhoso e também um homem de negócios capaz', diz.
Segundo ela, se essas expectativas ficam claras desde o início, como em um acordo de negócios mútuo, pode ser mais fácil de administrar que um romance ardente.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Japão complica situação dos 'imigrantes ilegais' com nova lei de controle


Apesar de ter um alto índice de envelhecimento, o Japão aprovou uma nova lei que estreita o controle sobre os estrangeiros e complica ainda mais a vida dos ilegais no país, onde quase não existe um debate sobre imigração.

Em vigor há quase dois meses, a norma faz com que o Ministério da Justiça, além de outorgar os vistos, também seja encarregado pela emissão de um novo cartão de residência, que substitui a identificação que era emitida pelas administrações locais.

imigrantes brasileiros

Este documento de identidade dá direito à escolarização gratuita, subsídios e acesso aos serviços de saúde. Mas, sem ele, um estrangeiro não pode abrir uma conta corrente, comprar um imóvel e até mesmo renovar sua carteira de motorista no Japão.

Como esse novo documento exige necessariamente um visto válido, os ilegais do país, aproximadamente 90 mil pessoas entre os quase dois milhões de estrangeiros que vivem no Japão, acabam sendo impedidos de ter acesso a esse novo cartão de residência.

O governo japonês ressaltou que até mesmo aqueles que não possuem um visto válido podem ter acesso aos serviços mais básicos, mas especialistas e ONGs concordam que as prefeituras não poderão garantir esses benefícios se o solicitante for incapaz de credenciar um domicílio.

Além disso, a nova lei exige que os estrangeiros notifiquem em um prazo de 90 dias qualquer mudança de domicílio. Caso contrário, o visitante ou morador perde seu visto. O lado bom da medida, ainda em relação aos estrangeiros, é que o período de renovação passa de três para cinco anos em muitos casos.

manifestação de brasileiros no Japão por melhores condições de trabalho

A mudança na lei também dificulta o acesso dos ilegais aos empregos remunerados dos quais a maioria deles depende, já que agora os contratantes de estrangeiros ou de imigrantes ilegais terão que notificar o Escritório de Imigração, sob o risco de altas multas ou até três anos de prisão.

A nova lei se mostra especialmente dura para aqueles que estão em busca de asilo em um país que o concede a conta-gotas: das 1.867 pessoas que solicitaram asilo em 2011 (o maior número desde que o país começou a aceitar pedidos em 1992), apenas 21 conseguiram.

Deste modo, a medida, destinada a centralizar o controle sobre os estrangeiros, traz muitas dificuldades para aqueles que planejam emigrar e fazer fortuna na terceira maior economia mundial, além de transformar os residentes em situação ilegal em 'verdadeiros fantasmas', como classificaram as ONGs.

'Pode haver latino-americanos entre esses imigrantes ilegais, embora poucos, já que a maioria consegue um visto devido à descendência japonesa ou por ser parente de alguém que tem', explicou Eunice Ishikawa, professora do Departamento de Cultura Internacional na Universidade de Shizuoka de Arte e Cultura.

No entanto, muitos podem encontrar mais dificuldades na hora de renovar seus vistos, já que o novo sistema permitirá ao Ministério da Justiça negar essas renovações de maneira muito mais arbitrária.

Segundo Eunice, a crise favorece isto em um dos poucos países do Primeiro Mundo que se desenvolveu sem ajuda de imigrantes, que sempre manteve um ferrenho controle de suas fronteiras e onde os estrangeiros representam apenas 1,6% da população.

Nesse sentido, Eunice aponta que 'antes da nova lei as autoridades já estavam buscando razões para não renovar os vistos' de muitos dos 210 mil brasileiros (a terceira minoria no Japão) que residem no país.

Apesar da alarmante taxa de envelhecimento do Japão, os grandes partidos propõem todos os tipos de programas para estimular a natalidade e evitam sequer pronunciar a palavra 'imigração' em seus programas diante do medo de perder votos.

'Os políticos estão preocupados com o tema do envelhecimento, mas o velho sentimento de que o Japão é um país de uma raça única ainda persiste', aponta Eunice, que acredita que esta nova lei é uma nova demonstração de que a atual classe política japonesa 'não quer estrangeiros morando no Japão'.

Fonte: G1

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A importação de gás natural liquefeito pelo Japão


A demanda por gás natural liquefeito está aumentando no Japão desde o acidente nuclear em Fukushima no ano passado. As importações no ano fiscal 2011 foram 20% maiores do que no ano anterior. O problema é que o preço deste combustível é muito mais alto do que na Europa ou nos Estados Unidos. 

Segundo,Tsutomu Toichi, conselheiro no Instituto de Economia Energética do Japão, o preço do gás natural liquefeito importado pelo Japão é de cerca de 100 dólares por barríl se for equiparado ao petróleo bruto. Em contraste, a Alemanha, que importa gás natural da Rússia por meio de gasodutos, paga cerca de 70 dólares, ou seja, 30% a menos que o Japão. Os Estados Unidos se tornaram um dos maiores produtores do mundo de gás natural, graças a uma exploração barata de gás de xisto. Na verdade existe um excesso de oferta, o que levou os preços a caírem para 20 a 30 dólares por barril.


Para baixar os custos de aquisição do gás natural liquefeito, o Japão pode diversificar suas fontes de importação. É importante criar uma situação na qual exista uma concorrência entre os exportadores. A Malásia, o Catar e a Austrália são 3 países que atualmente atendem a cerca de 52% da demanda do Japão. O Japão planeja importar gás de xisto dos Estados Unidos e do Canadá após ele ser processado em gás natural liquefeito. Se isso for concretizado, espera-se que os preços do gás importado venham a cair em 20 a 30%.

O problema é que os países que não entraram num acordo de livre comércio com os Estados Unidos, incluindo o Japão, irão precisar de uma permissão do governo americano para importar o gás dos Estados Unidos. O governo japonês está negociando com os Estados Unidos a respeito dessa questão.

Também seria importante promover iniciativas de empresas estrangeiras, que possuem suas próprias reservas de gás natural liquefeito, para que entrem no mercado de geração de energia do Japão. Um exemplo de tal empresa seria a Gazprom, a estatal russa, que exporta gás natural liquefeito para o Japão.

Certamente é importante baixar o custo de aquisição do gás natural liquefeito, mas não basta abordar somente esta questão. As empresas que importam este gás, como as empresas de energia elétrica, companhias de gás e do setor mercantil, todas precisam fazer esforços de inovação, e o governo precisa tomar medidas para apoiar estes esforços.

Fonte: NHK WORLD

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Internet e redes sociais ajudam vítimas do tsunami do Japão 18 meses depois


Um ano e meio após o devastador tsunami que assolou o nordeste do Japão, a internet segue como um poderoso instrumento para dar assistência e divulgar os apelos de milhares de pessoas que ainda sofrem as consequências do desastre. O terremoto de 9 graus na escala Richter que sacudiu o arquipélago em 11 de março de 2011 bloqueou boa parte das linhas telefônicas do país, mas a internet resistiu, se transformando em um recurso crucial para coordenar a ajuda em meio à crise.



Em um país que tem como uma das principais características o acesso à tecnologia, nasceram centenas de sites e perfis em rede sociais depois do desastre, e muitos deles continuam ativos para que os cerca de 340 mil desabrigados não caiam no esquecimento. Segundo os últimos dados, a pior catástrofe natural que castigou o Japão após a Segunda Guerra Mundial causou a morte de 15.870 pessoas e deixou 2.846 desaparecidos, destruindo mais de 393 mil casas e produzindo mais de 27,5 milhões de toneladas de escombros, além da pior crise nuclear mundial depois de Chernobyl.

Poucos dias após o desastre, Takeo Saijo, um professor da cidade de Sendai, encheu sua caminhonete com mantimentos e viajou rumo à cidade de Minamisanriku, no coração da área golpeada pela tragédia. Saijo comprovou que, enquanto os principais refúgios contavam com ajuda 'oficial', muitas comunidades pequenas careciam de coisas básicas. 'Só tinham alimentos vencidos para comer. Logo percebi que a ajuda de emergência não tinha chegado a esta gente', explicou em seu site.

A partir disso, iniciou uma campanha no Twitter e, logo depois, sua conta alcançou milhares de seguidores. Assim nasceu o projeto 'Fumbaro Eastern Japan' (Resistente Japão Oriental, em português) com uma página na qual até hoje qualquer um pode enviar doações às comunidades de desabrigados.



Porém, essa não é a única campanha que usa a internet como ferramenta principal. O site 'Tasukeai Japan', criado pela Agência de Reconstrução, é até hoje um dos principais portais de coordenação de voluntários, com anúncios de ONGs e relatos em primeira pessoa de pessoas que vivem em zonas de reconstrução.

Outro portal que também é bem conhecido no país é o criado pelo Centro de Design Japonês, que leva o nome de '311 Scale'. Nele é possível encontrar detalhes sobre os níveis de radioatividade em diferentes pontos do Japão, que mostra, por exemplo, que o nível de Tóquio nesta semana é menor do que o de Paris e Hong Kong.

A província de Fukushima, onde o impacto do acidente na usina nuclear de Daiichi deixou mais de 52 mil pessoas desabrigadas por causa da radioatividade, também é lembrada por diversas pessoas na internet.

Como no site da organização de Olive Japan, que ensina como tomar medidas para evitar a contaminação radioativa ou mesmo dicas de ajuda para suportar uma estadia prolongada em um refúgio temporário. No site, qualquer um pode dar opiniões úteis para enfrentar situações de emergência.

Na página, é possível encontrar informações que vão desde a criação de vasos sanitários sem água, até como fabricar uma lanterna com lata de alumínio e numerosas técnicas para preservas alimentos, evitas hipotermias e lutar contra a desidratação. Além dessas páginas, dezenas de perfis em redes sociais lembram a tragédia de 2011, como acontece no Facebook. O município de Rikuzentakata, um dos mais afetados pelo tsunami, utilizou a ferramenta para pedir assistência para preservar a única árvore que ficou em pé após a catástrofe.

Além do Japão, também nasceram outras iniciativas na internet como a do Museu Marítimo de British Columbia, no Canadá, para que os usuários do Facebook postem fotos de objetos que foram arrastados pelo tsunami e pararam na costa do país, com a intenção de devolvê-los aos seus donos.

Fonte: IPC  DIGITAL

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Futuro está cada vez mais presente em nossas vidas

A cada dia que  passa, a tecnologia está  mais presente em nossas  vidas. O avanço tecnológico nos últimos anos foi algo surpreendente, nas indústrias, nos automóveis e também em nossas casas.  Hoje vivemos todos conectados, a informação está a nosso  alcance em tempo  real, e compartilhada com qualquer parte  do mundo.

E  não para por aí, veja nesse vídeo o que a tecnologia nos reserva para breve, a constante evolução tecnológica.

Estamos em constante  estado   de inovação, de planejamento tecnológico, sempre em busca de aperfeiçoamento para tornar   nossa  vida mais  ágil  e produtiva.

sábado, 8 de setembro de 2012

Campanhas Eleitorais no Japão


A época de eleições no Japão é bem diferente do que estamos acostumados a ver aqui no Brasil.

Lá,  os candidatos  não dispõem de horário  gratuito no radio e na televisão, aliás, nada é de graça no Japão. Quando algum candidato aparece na televisão por um fato relevante, seu rosto não é mostrado, apenas é citado o fato  que o levou a ser destaque, aparecendo apenas a  imagem do pescoço para baixo e seu  nome nem aparece em destaque nas legendas.

Campanha política no Japão


Não há distribuição de santinhos e cavaletes espalhados pelas ruas. As campanhas se resumem a comícios, carreatas, divulgação boca a boca das propostas  pelos seus colaboradores e simpatizantes e propagandas nos jornais. Mais recentemente com o advento da internet e das redes sociais, os candidatos também estão adotando com mais freqüência essa nova modalidade de divulgação de sua campanha política.

Como no Japão, o voto  não é obrigatório, não há muita consciência política por parte da população, existindo grande desinteresse, e os poucos eleitores votam apenas pro ser amigo,  parente  ou por algum interesse futuro.

Os candidatos são sempre os mesmos, são políticos profissionais, pois diferente aqui do Brasil, são pouquíssimas  pessoas que se candidatam, geralmente são  empresários bem sucedidos, que usam do poder  político para ampliar seus negócios. Como o país é altamente desenvolvido em todas as  questões , não existe a cobrança que existe aqui no Brasil nas questões  sociais como: saúde, educação, economia, etc. O trabalho dos políticos japoneses resume-se em administrar o orçamento destinado às cidades.

Escândalos por desvio de verba e outros assuntos que ferem a conduta do parlamentar são raríssimos, mas quando é descoberto, o político renuncia imediatamente, pedindo desculpas publicamente e desaparece do cenário e dependendo do caso, comete até  o suicídio, tamanha a vergonha pelo ato  cometido. Bem diferente daqui  do Brasil, onde já estamos acostumados com esse tipo de conduta dos políticos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Doraemon: motivo de problema social em Bangladesh


O desenho animado japonês Doraemon é popular no mundo todo, mas, em Bangladesh, esse animê atualmente se tornou um problema social.


Segundo, Mustafa Manowar, ex-presidente da Academia das Crianças de Bangladesh, o problema é que o animê é transmitido em Bangladesh numa língua importante da Índia, o hindi, não em bengali, que é a língua oficial do nosso país. O Doraemon é transmitido quase integralmente a partir do canal de animê da Índia que pode ser assistido via televisão a cabo em Bangladesh e está deixando as crianças grudadas na frente da televisão. Como resultado, muitas crianças se tornam mais fluentes em hindi do que em bengali. Isso está acontecendo porque as palavras nas duas línguas são semelhantes. Mas muitas pessoas estão preocupadas. Elas pensam que a qualidade e o domínio da língua, que é a base da cultura do país, poderiam ser minadas.

O animê não é dublado em bengali, em razão do alto custo. Em Bangladesh, há em torno de 20 canais de televisão além do canal estatal. Para comprar os direitos de transmissão do Doraemon e fazer a dublagem, seria necessário ter um orçamento alto, mas nenhum dos canais de televisão está pronto para isso.

O professor Manowar, acrescenta que, na verdade, há um problema mais grave. Atualmente em Bangladesh, quase nenhum programa de televisão infantil é produzido. Produzir programas tais como animês e teatro de marionetes são caros e isso entra em conflito com a política dos canais de televisão de priorizar os ganhos. No entanto, a situação é alarmante. Para o desenvolvimento mental saudável das crianças, programas de boa qualidade destinados a elas são essenciais.

Então perguntamos ao professor o que deveria ser feito no momento, ao que ele responde que, mesmo no Japão, houve um tempo em que animês produzidos em outros países eram populares no país. Mas o Japão tem produzido animês de destaque unindo o conjunto de valores tradicionais do país à modernidade. O Doraemon é um exemplo. Bangladesh também tem tradições muito ricas de estórias folclóricas e contos de fadas. O professor diz: "eu acredito que devemos nos dedicar a um projeto nacional para passar a cultura adiante às crianças dos dias de hoje usando essas tradições". 


domingo, 2 de setembro de 2012

Energia solar deve abastecer rede de cidades a partir de 2013


A energia fotovoltaica, obtida através da conversão direta da luz solar em eletricidade, deve integrar a rede de abastecimento dos clientes de Campinas (SP) a partir de 2013. Um dos 18 projetos aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para diversificação da matriz energética no país, é desenvolvido pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), com auxílio de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e empresas spin-offs - que derivaram da própria instituição.

painel solar em estacionamento nos EUA

O professor Ennio Peres, do Instituto de Física Gleb Wataghin, explica que 1 megawatt (MW) será produzido em uma usina a ser instalada na subestação Tanquinho, que pertence à concessionária. Além disso, outros 75 quilowatts (kW) terão origem na universidade. O projeto é pioneiro no estado de São Paulo.

"A inauguração está prevista para o mês de novembro e o início de funcionamento, que é a injeção de eletricidade na rede, para o mês de janeiro. A produção da usina é suficiente para abastecer pelo menos 650 clientes, cujo consumo médio é de 200 kWh / mês", explica o pesquisador. Os projetos aprovados pela Aneel, na 'Chamada 13', devem gerar 25 MW de energia, valor quatro vezes superior à produção nacional atual desta fonte, com capacidade para abastecer pelo menos 16,5 mil clientes.

Peres salienta que o olhar mais atento do governo federal para a ampliação da tecnologia deve trazer benefícios aos consumidores a longo prazo. "Por enquanto, o ideal é que os clientes não vejam diferença em suas residências, pois a energia deve ser injetada com qualidade necessária para não perturbar o fornecimento. Além disso, determinar quanto de fato será produzido e como isso variará durante o dia também é um dos objetivos", diz o pesquisador. O projeto da CPFL tem investimento de R$ 13,8 milhões.

Como funciona

Esquema do sistema de captação de energia solar

Compostos por estruturas chamadas células solares, os painéis fotovoltaicos têm a propriedade de criar uma diferença de potencial elétrico entre os terminais por ação da luz. Ela faz com que as células absorvam a energia solar e façam a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas, como uma bateria.


"A Aneel permite que as residências utilizem painéis fotovoltaicos e se conectarem à rede, usando e eventualmente fornecendo a energia elétrica produzida durante o dia e retirando eletricidade da rede durante a noite", explica Peres.

Benefícios x 'preço salgado'

O pesquisador da Unicamp valoriza os benefícios ambientais atrelados ao uso da energia fotovoltaica, como a não emissão de gás carbônico ou comprometimento de áreas alagadas pela construção de hidrelétricas. Entretanto, admite que a popularização das instalações deve ocorrer a longo prazo.

"Um estudo da Empresa de Planejamento Energético mostra que há viabilidade em vários estados, mas é necessário um investimento de quase R$ 40 mil", explica Peres, antes de fazer uma recomendação aos clientes que desejam economizar. "O mais prático hoje é o consumidor instalar um coletor solar de aquecimento de água, que pode economizar de 25 a 50% de sua conta de luz, com um investimento inferior a R$ 2 mil".

Créditos de carbono e uso mundial

Ao considerar que a implantação do sistema fotovoltaico pode ser usado em negociações de créditos de carbono pelos países, Peres ressalta a entrada da China no mercado e entende que a valorização pode ser maior, caso a energia nuclear seja deixada de lado.

"O uso cresceu muito em vários países nos últimos anos, principalmente na Espanha e EUA. Por conta da crise, o crescimento foi refreado. Outro ponto importante é a energia nuclear. Se os países desistirem como a Alemanha fez, e o Japão diz que fará, então novo impulso será dado às energias renováveis", avalia o pesquisador.

 Fonte: G1