quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Os desafios da preservação do atum azul


O Japão é o líder mundial em consumo de pescados no mundo, atingindo a incrível marca de 60 kg per capita por ano. Para se ter uma idéia da marca, o Brasil tem um consumo de apenas 9,03 kg, sendo que a OMS (Organização Mundial da Saúde) estabelece um consumo médio de 12 kg por habitante.


Uma das mais apreciadas iguarias da culinária japonesa é o atum azul, que devido a pesca desenfreada, corre sério risco de extinção.

Pensando em soluções para esse problema, foi realizado no mês de novembro, uma conferencia internacional, em Agadir no Marrocos, para se discutir sobre as cotas de pesca do atum azul.

A 18ª Reunião Especial da ICCAT, sigla em inglês da Comissão Internacional para a Conservação do Atum no Atlântico, reuniu países como, Japão, Estados Unidos, Canadá, China e União Européia, maiores consumidores mundiais.

A Rede WWF (World Wildlife Fund) que é o Fundo Mundial da Natureza, espera que “tomadores de decisão” e a indústria pesqueira sigam as orientações do Comitê Científico da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT, sigla em Inglês) e mantenha até 2015 uma quota de pesca máxima de 12.900 toneladas por ano do atum de barbatana azul, no Atlântico Leste e no Mediterrâneo. 

mercado do atum em Tokyo

Nações pesqueiras, incluindo a Turquia e a Croácia, possuem um forte desejo de que as cotas sejam elevadas. Além disso, um comitê da União Européia também decidiu propor à comissão um aumento da cota para 13.500 toneladas.

Ao mesmo tempo, a WWF e outros grupos conservacionistas com sede na Europa e nos Estados Unidos se opõem ao aumento. Dizem que a população de atuns-azuis não se recuperou o suficiente para que as cotas de pesca sejam aumentadas e também afirmam que companhias de comércio do Japão compram atuns-azuis capturados de maneira ilegal.
“A ICCAT precisa manter um alto nível de ambição pela recuperação dos estoques de atum de barbatana azul, uma espécie frágil e um ícone da sobrepesca na última década. Há avanços positivos no manejo da espécie, mas os países signatários e a indústria precisam se comprometer com as orientações científicas, que recomendam quotas máximas anuais”, afirmou Sergi Tudela, coordenador de Recursos Pesqueiros do WWF-Mediterrâneo. 


A atual sinalização de aumento dos estoques do atum-azul é positiva, mas exige cautela. Ela indica que o manejo baseado no esforço conjunto de todas as partes interessadas traz resultados satisfatórios, inclusive para recursos pesqueiros em situação muito preocupante.


"Mas para que a recuperação plena do atum de barbatana azul do Atlântico ocorra na próxima década, os cientistas da ICCAT deixam claro que as quotas de pesca não devem ser aumentadas. Por isso, a Rede WWF conclama os países signatários da ICCAT para que acatem essa recomendação”, disse Tudela.


O foco da ação da Rede WWF pela proteção e recuperação do atum-azul será as medidas de conservação e o chamado “plano de redução da capacidade da frota”, além de medidas para enfrentar a captura ilegal.


A ICCAT adotou um primeiro plano de redução das quotas pesqueiras de atum de barbatana azul em 2008, cujo conteúdo foi revisado dois anos depois. O plano atual termina em 2013, mas uma avaliação recente demonstrou que ele foi baseado em índices subestimados. Ou seja, a pesca acima dos limites suportáveis pela espécie continua. “Ainda há muitos barcos para pouco peixe a ser pescado de forma sustentável”, afirmou Tudela.


Conheça o Projeto Tear


O Projeto Tear é um serviço público de Saúde Mental constituído por oficinas de trabalho artesanal para pessoas em situação de sofrimento psíquico. Localizado no município de Guarulhos/SP, o Projeto Tear iniciou sua trajetória em 2003 por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Guarulhos, Associação Cornélia Vlieg e Laboratórios Pfizer.



Atualmente, 120 usuários participam das oficinas de Encadernação & Papelaria Artesanal, Marcenaria & Marchetaria, Serigrafia & Personalização, Tear & Costura, Velas & Sabonetes, Mosaico, Papel Reciclado Artesanal e Vitral que se constituem em espaços de produção, geração de renda e convivência.

No Tear compreende-se o trabalho como um importante instrumento de desenvolvimento humano, em que o resgate da capacidade produtiva a partir do olhar para as potencialidades desses sujeitos contribui para a transformação do lugar de assistidos a participantes, realizadores e produtores de novos lugares sociais, remetendo-os para o exercício da cidadania e fortalecendo laços sociais e familiares.

O Projeto Tear conta ainda com expressiva participação em feiras, exposições e projetos de Economia Solidária e Geração de Renda, proporcionando assim a participação dos usuários na comercialização dos produtos e na administração dos recursos obtidos, que são revertidos à própria oficina para sua sustentabilidade e aos participantes em forma de “bolsa-oficina”.

Uma nova loja do projeto foi ampliada e é toda voltada para a linha ecossustentável. O espaço conta com balcões confeccionados com matéria prima de poda de árvore fornecida pela serralheria ecológica da Prefeitura de Guarulhos.

Além disso, pastilhas decorativas, vitrais e banquetas que dão um toque diferencial ao ambiente são fruto do trabalho desenvolvido nas demais oficinas do projeto.

A coordenadora do projeto, Denise Antunes, destaca que a produção de artesanato sustentável visando o reaproveitamento de materiais tem sido uma das ações dentro de um processo que respeita o meio ambiente e agrega valor ao produto artesanal. “Apostamos tanto no design da nova loja, que parte da estrutura é fruto do trabalho nas oficinas. O resultado foi um novo visual que reafirma a capacidade produtiva e criativa dos participantes do Projeto Tear.”

Os beneficiados pelo Tear são adultos, de baixa renda, com problemas como esquizofrenia, depressão, quadros de ansiedades, selecionados pelo Sistema Único de Saúde de Guarulhos. Ao serem indicados para participar do projeto pela rede de atenção psicossocial, os participantes escolhem entre uma das oficinas do projeto, entre as quais, vitral, mosaico, papel reciclado artesanal, serigrafia, tear e marcenaria.

Além da Loja Tear, os materiais produzidos nas oficinas também podem ser comercializados para empresas. Parte dos valores obtidos com as vendas é revertida para os participantes, contribuindo para a geração de renda. Em 2012, as vendas dos produtos geraram mais de R$48 mil.

“O Tear se destaca pelo pioneirismo enquanto iniciativa de geração de trabalho e renda no campo da saúde mental, estimulando valores como cooperação, coletividade, e promoção de saúde”, diz a coordenadora Denise Antunes.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Imposto Sobre o Consumo no Japão


No Japão, existem atualmente 50 tipos diferentes de impostos. O nome e a quantia da tributação dependem da natureza e propósito da atividade que é taxada, tais como, renda, transferência de propriedade, consumo e transações, entre outros.

Os impostos são tributados pelos governos nacional, provincial e municipal.

O imposto nacional, tributado pelo governo e o imposto local, coletado pelos governos provinciais e municipais. O imposto nacional inclui imposto de renda, imposto empresarial, imposto sobre a herança, imposto sobre o consumo, etc. O imposto local está dividido em imposto arrecadado pelas províncias (imposto provincial, imposto sobre automóveis, consumo regional, etc.)


O imposto tributado pelo município inclui o imposto do cidadão, imposto de bens fixo, imposto sobre automóveis de pequeno porte, etc.

Dentro do imposto local, há o imposto municipal e provincial que são coletados juntamente. Estes impostos, que chamamos de imposto residencial, são constituídos pelo valor per capita, independente do valor da renda, será tributado a todos os contribuintes pelo valor do calculo baseado na renda do ano anterior.

Imposto sobre o Consumo

Todas as compras efetuadas em território japonês, são taxadas em 5
% sobre o valor da compra, é o famoso imposto sobre o consumo. Você entra no supermercado e pega uma latinha de refrigerante que custa 100 yenes, mas na hora de pagar, irá desembolsar 105 yenes. No cupom fiscal está discriminado o valor da compra, o valor do imposto e o total a pagar.

Algumas transações não sofrem taxação, como por exemplo: compara e venda de terrenos, compra e venda de ações, pagamento de despesas médicas, serviços de bem estar social, etc.

O imposto sobre o consumo foi instituído em 1989, durante a gestão do Partido Liberal Democrático, o PLD, com a taxa de 3%, que era baixa comparada com a de outros países desenvolvidos. Na época, a população reclamou, manifestando-se contrária à criação de mais um imposto, mas com o país passava por um momento de grande crescimento econômico, acabaram aceitando os argumentos do governo.

O PLD, ainda no governo em 1997, elevou a taxa para 5%. A conseqüência da medida veio nas eleições do ano seguinte, quanto o partido teve uma grande derrota na Câmara.

O atual primeiro ministro, Yoshihiko Noda do Partido Democrata, pôs em jogo seu trabalho e decidiu dobrar a taxa de consumo para 10%. O projeto prevê aumentar para 8% em abril de 2014 e em outubro de 2015 atingir 10%, alegando que o sistema de seguridade social pode entrar em colapso, se não for tomada essa medida.

Neste domingo, dia 16 de dezembro, os japoneses foram às urnas para as eleições da Câmara do Parlamento e vimos o impacto causado pelo recém aprovado aumento do imposto de consumo. Como das outras vezes, os eleitores se mostraram altamente contrários a medida e o Partido Democrata teve uma derrota esmagadora, ficando com menos de 2/3 das cadeiras.  O índice de comparecimento às urnas também caiu muito em relação às eleições anteriores, somente 59,32% dos eleitores que se cadastraram para votar, compareceram.

Com o resultado negativo, o primeiro ministro Noda, analisa até mesmo a hipótese de renunciar antes do fim do seu mandato.

Assim como outras nações desenvolvidas, a sociedade japonesa está envelhecendo rapidamente e não há meios para pagar as despesas com aposentadoria.
O Japão gastou com seguridade social mais de um trilhão e 200 bilhões de dólares no ano fiscal de 2010, ou seja, 3,6% a mais em relação ao ano anterior. Porém, as receitas provenientes dos seguros sociais continuam iguais.

Alguns japoneses argumentam que não podem suportar mais taxas. Mais de um milhão e meio de japoneses vivem de auxílios de subsistência. É o maior nível nunca registrado anteriormente. Contudo, o primeiro ministro diz que o governo necessita pagar suas contas e o dinheiro tem que vir de algum lugar.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A dificuldade em separar o lixo reciclável


Todo mundo já deve ter visto espalhado em algum ponto da sua cidade, lixeiras seletivas, aquelas lixeiras coloridas para  separar diferentes tipos de lixo. Mas na realidade o que presenciamos é que ninguém separa nada, a única preocupação é se livrar do lixo. Isso tudo  deve-se a falta de informação e de campanhas para conscientizar a população a separar o lixo corretamente.



Na verdade, os únicos que se preocupam em separar o lixo, são os catadores de recicláveis, no entanto, a iniciativa visa apenas o lucro, pois é seu meio de subsistência, e o que interessa a eles é a latinha de alumínio, plásticos e papelão, e o restante fica tudo amontoado e  misturado, a espera dos caminhões da coleta urbana.

Fazendo uma pequena pesquisa com algumas pessoas, vizinhos e parentes, todos se dizem dispostos a separar o lixo em suas casas, mas não o fazem por não saberem a forma de fazer a seleção, e por não haver na sua cidade um serviço de coleta seletiva, então pra que separar se no final vai tudo pro mesmo lugar.

Reduzir o lixo

Se o lixo é um problema o  melhor resíduo que existe é o que não foi gerado, pena que é impossível viver sem produzir restos, mas é possível diminuir a quantidade produzida.

Ao repensar a relação que temos com as sobras do lixo doméstico, podemos identificar situações em que outra conduta fará enorme diferença no volume de lixo gerado. Quando fizer compras no supermercado o consumidor pode escolher produtos que venham com menos embalagens  ou com embalagens mais resistentes e reutilizáveis.



Também não podemos ignorar o desperdício de alimentos. Antes mesmo de se tornar lixo os alimentos desperdiçados já são um problema e uma vergonha nacional. O combate à miséria brasileira é batalha de longa data e sempre se soube que o desperdício no Brasil é imenso, provavelmente capaz de reduzir muito a fome em nosso país.

Reciclar e Reutilizar

Quanto aos materiais que podem ser reciclados, eles esbarram em grandes dificuldades. Cada material deve ir para uma fabrica diferente, o que demanda um esquema de separação anterior à coleta. Além disso, nem todas as regiões possuem fabricas que façam a reciclagem de todos os materiais e aí nem sempre adianta separar.

Devido a essas dificuldades torna-se complicado implantar no país o programa dos “três erres” (3 R), que significa, reduzir, reutilizar e reciclar.

É comum que a venda dos materiais não cubra os custos da coleta seletiva e a Prefeitura pode achar que o estímulo à reciclagem não compensa. Por isso é fundamental que o órgão público encare a coleta seletiva de materiais recicláveis não só pela questão econômica, mas como um beneficio social e ambiental para toda a sociedade. Se fizer a coleta seletiva integrada a um importantíssimo sistema de gerenciamento de resíduos, todos os benefícios (sociais, ambientais e econômicos) serão muito maiores.

Esse sistema é a maneira mais completa de lidar como o lixo tóxico, lixo orgânico, aterro sanitário, lixão, impactos da coleta e da disposição, custos, questões de saúde publica e de emprego. Fundamentalmente, cabe ao poder publico pensar na logística, na destinação dos resíduos recicláveis e, sobretudo, na conscientização das pessoas, afinal, a coleta seletiva não significa simplesmente instalar lixeiras coloridas pela cidade.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Costa Rica ganha maior usina solar da América Central


Longas fileiras de painéis solares, que produzem eletricidade suficiente para abastecer 600 lares, chamam a atenção no meio do verde característico de La Fortuna de Bagaces, situada na litorânea província costarriquenha de Guanacaste.

Trata-se do Parque Solar Miravalles, a primeira grande usina da Costa  Rica para gerar eletricidade a partir da luz do sol e a maior da América Central, com uma capacidade de 1,2 gigawatts/hora (GWh) ao ano.
A usina, que ocupa uma superfície de 2,7 hectares, conta com 4,3 mil painéis solares de 235 watts de potência cada um e foi construída com uma doação de US$ 10 milhões do Japão.
Painéis  solares do Parque Solar  Miravalles na Costa Rica

A luz do sol captada através destes painéis, constituídos pela união de várias células solares de silício de alta eficiência, acaba transformada em eletricidade em um processo ambientalmente limpo.
A Costa Rica é reconhecida mundialmente por ser um país que supre mais de 90% de sua eletricidade com produção hidrelétrica e eólica, mas, até então, não tinha avançado tanto na geração de energia solar.
O estatal Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE), que tem o monopólio elétrico do país, estabeleceu pequenas instalações solares em comunidades indígenas e rurais, além uma usina de 15 painéis em seu edifício central. No entanto, o projeto em Miravalles é o primeiro de grande escala do ICE e, inclusive, do país.

Neste aspecto, as autoridades do ICE destacaram que este projeto poderá gerar mais energia limpa para atender a demanda da população e evitar as emissões de gases do efeito estufa que provocam a mudança climática.
"Com esta produção evitaremos a emissão de mais de mil toneladas de dióxido de carbono por ano, um número que equivale ao consumo de cinco mil barris de petróleo", explicou o diretor do Parque Solar, Luis Rodolfo Ajún.
A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, inaugurou pessoalmente o projeto na quinta-feira passada e assegurou que, com sua operação, a Costa Rica não só aumenta sua capacidade geradora de energia, mas também confirma que seu "crescimento vai seguir através das energias renováveis".
Com sua entrada em operação, o Parque Solar Miravalles enriquecerá uma zona que se transformou em um "corredor" de energias renováveis, já que nesta mesma província se concentram diversos tipos de geração amigáveis com o meio ambiente: solar, geotérmica, eólica e hidrelétrica.
O presidente-executivo da ICE, Teófilo de la Torre, ressaltou que "Guanacaste é agora o celeiro energético do país" e reiterou o interesse da instituição em continuar sua expansão no uso de fontes renováveis.

"De 2010 a 2014 serão inauguradas usinas elétricas renováveis em um total de 435 megawatts (MW), com usinas adicionais de 645 MW. Tudo para totalizar os 1,08 mil MW, ou seja, para alcançar um aumento de 60% de toda a potência renovável instalada anterior ao ano 2010", destacou De la Torre.
O caminho de produção de energia renovável, segundo o Governo, também incluirá a energia geotérmica, que atualmente só conta com um projeto em operação.
É por isto que durante a inauguração da usina solar, a presidente Laura assinou um decreto para que o ICE possa desenvolver pesquisas no Parque Nacional Volcán Rincón de La Vieja, também situado na província de Guanacaste, perto da fronteira com a Nicarágua.
O decreto permitirá que o ICE inicie a avaliação da viabilidade de uma área de 10,4 quilômetros quadrados nesse parque para determinar a eventual implementação de um projeto geotérmico. 

Fonte:  Exame Meio  Ambiente e Energia

domingo, 25 de novembro de 2012

Conheça o Solar Meninos de Luz


O Solar Meninos de Luz é uma organização civil, filantrópica, em funcionamento desde agosto de 1991. Promove educação formal e complementar em regime integral, cultura, esportes e cuidados básicos de saúde nas comunidades do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.


Foi fundado e é mantido pelo Lar Paulo de Tarso -- Instituição Espírita de Estudos e Assistência Social, com sede em Ipanema, no Rio de Janeiro, que realizava desde dezembro de 1983 extensa obra social no local, junto a famílias.

A sustentabilidade é formada por doações de pessoas físicas, apoio e parcerias com empresas públicas e privadas, organizações sociais, campanhas pontuais, e pela comercialização de produtos doados em bazares beneficentes.

Os trabalhadores para as atividades fins são contratados (CLT). Há um grande número de voluntários, em todos os setores.

Missão

Transformar vidas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social das comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho através de ações preventivas proporcionando-lhes educação universalista e valores humanitários em horário integral, promotoras do homem de bem. Envolver nesse movimento suas famílias e, por extensão, a comunidade, em busca do viver em harmonia e paz.

Visão

Contribuição efetiva na conquista da paz e do bem-estar social na comunidade do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, através da elevação da autoestima e satisfação pessoal de seus moradores, por conquistas observáveis nos campos intelectual, ético-moral e econômico, de alunos e ex-alunos do Solar Meninos de Luz, que se tornam agentes de mudanças positivas.

Objetivos

Promover na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo educação continuada, preventiva, holística, em horário integral, especialmente para filhos de famílias socialmente instáveis.

Proporcionar às suas famílias e à comunidade em geral oportunidades de vivência de ações educacionais e culturais desenvolvedoras do pacifismo e de melhor qualidade de vida.

Fonte:http://meninosdeluz.org.br 


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Patas Solidárias


Ter contato com um animal é muito mais do  que ter a companhia de um ser que não  pede  anda em troca. O tempo que se  dedica aos bichinhos é quase como uma terapia, pois brincando e “conversando” com  eles, nos desligamos  dos problemas. Quem  tem um animal de estimação conhece  a sensação  de chegar em casa  depois  de um dia exaustivo de trabalho e ser recebido com festa. Isso deixa qualquer  um mais feliz!


A sensação de alegria nesses momentos  libera endorfina, um hormônio capaz  de  relaxar, colaborar com o bem-estar,  controlar a pressão sanguínea  e melhorar  o sono.  Por isso, algumas pessoas,  mesmo  que  inconscientemente, se dedicam tanto aos  animais  e  se sentem melhor  com  esse contato.

Mas você  sabia que  além de nos acalmar, divertir, dar carinho e fazer companhia,  os  bichinhos de estimação podem desempenhar um  papel  muito nobre, ajudando as  pessoas?

Pet  Cidadão

Em 1998, o zootecnista Alexandre Rossi, o Dr. Pet, criou a  empresa  Cão Cidadão, que visa  melhorar  a  qualidade de vida dos  animais a  partir  da melhora  no comportamento  e adestramento.  No mesmo ano,  com  vontade de ajudar as  pessoas que  passavam  por tratamento  médico, o Cão  Terapeuta  foi incluído entre os  projetos  sociais  da  empresa.

Alexandre Rossi, o Dr. Pet

Segundo a coordenadora, Tatiane Ichitani, os pacientes que recebem a visita  dos cães se sentem acolhidos, recebem carinho e atenção, sentimentos que ao  longo  do tratamento  não  acontecem com  freqüência. “Os médicos  que acompanham as crianças e idosos nos tratamentos contam que, desde que  os cães passaram  a fazer parte da  rotina  do  hospital,  os pacientes apresentam uma  melhora na autoestima e no humor”, conta.

Nesses  14 anos de  projeto, Tatiane  acompanhou  de perto  histórias de  superação, porém,entre todas,  uma  é especial: “lembro que, em um dos  hospitais que  íamos, tinha uma garotinha com paralisia cerebral  que apresentava dificuldade  de  se concentrar  e prestar  atenção  em  qualquer coisa por muito  tempo.  Quando  nosso cão passou  a visita-la, a melhora foi  visível, tanto que ela começou, inclusive, a prestar atenção nos  cães  que  passavam  na rua”, emociona-se  ao  lembrar.


Para  ser  Pet Cidadão e visitar hospitais,  creches, asilos e orfanatos, os cachorros precisam se enquadrar em alguns pré-requisitos,  como:

-Ser dócil e confiante;
-Gostar de receber e  dar carinho;
-Estar  vacinado  e  vermifugado;
-Ter  mais  de 2  anos  de  idade;
-Ser  castrado.

Além disso, para garantir  o  bem-estar dos visitados  e do  próprio cão, o animal  recebe  um treinamento especial, realizado  por  uma equipe de  profissionais, onde aprende  a  se  comportar   de maneira sutil  e  a fazer alguns truques para divertir as  pessoas.

Nesse treinamento, também  são  realizados  vários   testes de comportamento,  que  determinarão  se o cachorro está  apto ou  não  para ser  um  Cão Terapeuta.  Para  saber mais,  acesse: www.caocidadao.com.br


Fonte:Organização  Cão Cidadão

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pesquisadores projetam ruas inteligentes


Pesquisas para criar ruas automatizadas com carros inteligentes capazes de viajar de um ponto ao outro sem motorista não são exclusividade de grandes companhias inovadoras, como o Google, ou universidades nos Estados Unidos e Japão.
Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC) prevê a criação de carros e ruas inteligentes com tecnologia brasileira.
O Instituto trabalha em conjunto com várias universidades para desenvolver soluções inteligentes para o trânsito. Leandro Villas, doutor em Ciência da Computação pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), trabalha em parceria com o INCT-SEC numa pesquisa de redes veiculares.

Este projeto pretende, por meio de sensores instalados nos veículos e nas pistas, capturar e interpretar as informações do trânsito em tempo real e auxiliar o motorista a tomar certas atitudes. Por meio de comunicação sem fio, o computador de bordo do carro pode ter acesso instantâneo às informações de tráfego e conversar com os sistemas de outros veículos de forma que, as decisões cabíveis a determinadas situações, como frear, desviar ou aumentar a velocidade sejam mais inteligentes e eficientes que as tomadas por um motorista humano. Na prática, isto pode permitir criar carros que dirigem sozinhos pelas ruas.
Leandro explica que, com os avanços em tecnologia da informação e comunicação, os interesses em colocar os veículos em uma rede inteligente têm aumentado. “A tendência atual é prover veículos e estradas com recursos que tornam a infraestrutura de transporte mais segura, mais eficiente e o tempo dos passageiros na estrada mais agradável” afirma o pesquisador. O uso dessa tecnologia evitaria acidentes e, numa grande cidade, permitira que os carros se deslocassem de forma mais organizada, diminuindo o trânsito.
Para que o sistema dos carros seja mais seguro, é necessário que eles recebam informações, em tempo real, sobre congestionamentos, acidentes, condições perigosas das estradas, condições meteorológicas e localização de estacionamentos, postos de gasolina e restaurantes. À medida que os veículos forem integrados com sistemas inteligentes, o trânsito também se torna mais eficiente.
“Desta forma, podemos aumentar a capacidade da rede rodoviária, reduzir a poluição e os congestionamentos, além de tornar o tempo e o percurso da viagem mais previsível”.

O pesquisador também lembra que as redes veiculares possuem um enorme potencial na redução de custos gerados por conta do intenso tráfego nas cidades. Um estudo de 2008, conduzido pelo Ph.D. em economia Marcos Cintra, mostrou que o custo do congestionamento na cidade de São Paulo foi de aproximadamente R$ 33,5 bilhões. Deste valor, 85% do custo está associado ao tempo perdido no trânsito.
Leandro Villas acredita que o desenvolvimento dos sistemas de transportes inteligentes pode reduzir estes custos, ao fornecer informações atualizadas e dinâmicas relacionadas às condições do tráfego. Além disso, estes sensores também podem diminuir o número de acidentes nas estradas.
Até o momento, as soluções foram testadas somente em simuladores. Porém, como lembra o doutor, em breve (talvez em 2013) certamente essas soluções serão testadas na prática. Os mesmos sensores estão sendo implantados em pontos específicos para o estudo.
O Rio Monjolinho, na cidade de São Carlos, por exemplo, possui dispositivos que alertam o corpo de bombeiros sobre risco de enchentes. Desta forma, os mesmos sensores podem, em um futuro breve, avisar os motoristas com antecedência o momento ideal para se trafegar nas marginais.
Ao ser questionado sobre parcerias com concessionárias ou montadoras, Villas afirma que por enquanto não há conversas com as fabricantes, mas que em breve pretende estabelecer uma parceria com a AutoBan, que administra estradas do interior paulista.

Fonte: Exame Meio Ambiente

domingo, 18 de novembro de 2012

Roupa íntima que absorve cheiro vira febre no Japão


A roupa íntima criada por uma empresa japonesa para absorver e camuflar os odores do corpo aparece como um atual êxito de vendas no Japão, declarou à Agência Efe um porta-voz da Seiren, companhia que desenvolve essas peças. "Ventosidades, axilas, suor dos pés e o cheiro corporal dos idosos. São muitos cheiros São muitos cheiros!", aponta o site da fabricante responsável pela linha de produtos DEOEST, lançado após anos de pesquisa.

Pesquisadores demoraram anos para conseguir integrar pequenas partículas cerâmicas e metálicas, que absorvem os cheiros e evitam a reprodução de bactérias, no tecido das peças sem que as mesmas perdessem em conforto

A empresa deu início ao projeto de fabricar esse tipo de roupa íntima feminina e masculina depois que um gastroenterólogo demonstrou interesse em desenvolver peças que pudessem disfarçar os odores dos pacientes afetados pela síndrome do intestino irritável.

A partir desta iniciativa, os pesquisadores da Seiren demoraram anos para conseguir integrar pequenas partículas cerâmicas e metálicas, que absorvem os cheiros e evitam a reprodução das bactérias, no tecido das peças sem que as mesmas perdessem em conforto. Após ter assegurado que as partículas não se desprendiam após a lavagem, a empresa passou a se orgulhar do fato de seus produtos conseguirem absorver 99% "do mau cheiro das ventosidades", mesmo quando a pessoa que os utiliza se encontra em espaços fechados.

Essas inusitadas roupas íntimas foram lançadas no último mês de março pela empresa, que pensou que seu público estaria restrito aos doentes e hospitais. No entanto, pouco tempo depois, a fabricante constatou que as peças eram adquiridas por todo tipo de pessoas, especialmente por aquelas que mantêm reuniões frequentemente e trabalha diretamente com o público.

Desta forma, a Seiren decidiu ampliar sua linha de produtos DEOEST e, agora, já distribui uma linha com mais de 20 artigos, incluindo meias soquetes que absorvem o cheiro dos pés, camisetas que fazem o mesmo com a transpiração das axilas e até roupa de cama.

Todos eles podem ser comprados através da loja "online" Rakuten, dentro de uma seção que a Seiren preferiu chamar "inodore store", onde as peças íntimas masculinas e femininas são vendidas com preços entre US$ 36 e US$ 47.

A procura pelas peças íntimas da Seiren aumentou ainda mais depois que as mesmas começaram a aparecer em diferentes veículos da imprensa local e, por isso, a companhia não para de receberem chamadas "de pessoas querendo saber onde podem comprar os artigos", assegurou a porta-voz da empresa.

Fonte:IPC DIGITAL

 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Novembro Azul conscientiza homens para prevenção do câncer de próstata


Depois de o mês de outubro ser marcado pela campanha de mobilização para prevenção do câncer de mama, conhecida como Outubro Rosa, agora é a vez dos homens. O mês de novembro é internacionalmente dedicado às ações relacionadas ao câncer de próstata e à saúde do homem. O mês foi escolhido pois o próximo sábado (17) é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.


O câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de seis vezes maiores nos países desenvolvidos.

Cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem em homens com mais de 65 anos. Quando diagnosticado e tratado no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. No Brasil, é a quarta causa de morte por câncer e corresponde a 6% do total de óbitos por este grupo.

Prevenção

A próstata é uma glândula que só o homem possui, localizada na parte baixa do abdômen. Situa-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Ela produz cerca de 70% do sêmen, e representa um papel fundamental na fertilidade masculina.

Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco do câncer. Especialistas recomendam pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.


Homens a partir dos 50 anos devem procurar um posto de saúde para realizar exames de rotina. Os sintomas mais comuns do tumor são a dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os exames necessários.

Exames

O toque retal é o teste mais utilizado e eficaz quando aliado ao exame de sangue PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), que pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença. Para um diagnóstico final, é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida pela biópsia da próstata.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam um exame de próstata anualmente, o que compreende o toque retal feito e o PSA. Segundo especialistas, o toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom, por exemplo.

Tratamento

Caso a doença seja comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento escolhido é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.
Rede Pública

A Política Nacional de Atenção Oncológica garante o atendimento integral a todos aqueles diagnosticados com câncer, por meio das Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e dos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon).

Todos os estados brasileiros têm pelo menos um hospital habilitado em oncologia, onde o paciente de câncer encontrará desde um exame até cirurgias mais complexas. Mas para ser atendido nessas unidades e centros é necessário ter um diagnóstico já confirmado de câncer por laudo de biópsia ou punção.


Fonte:Brasil.gov.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tailândia moderniza transporte ferroviário


O Japão é sinônimo de eficiência e qualidade nos serviços ferroviários e os técnicos japoneses são requisitados em várias partes do mundo, para o desenvolvimento do sistema de trens, metrô e principalmente dos trens de alta velocidade, o popular trem bala.



A Tailândia aprovou o primeiro projeto de construção de uma ferrovia de alta velocidade que irá cobrir as principais regiões do país a partir da capital Bangkok.

A viabilização do projeto deveu-se graças ao investimento dos japoneses na construção e exploração do serviço, que deverá ser concluído até o ano de 2022. Uma das principais propostas inclui a rota entre Bangkok e Chiang Mai, a maior cidade do norte da Tailândia, que tem um trecho de 745 km, e com o trem de alta velocidade, o percurso será feito em menos de quatro horas.

Com este plano, o governo da Tailândia objetiva um aumento drástico na proporção do uso de ferrovias para o transporte público, indo dos atuais 2% para os 80%.

Segundo o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento da Tailândia, devido aos sucessivos aumentos no preço do combustível em anos recentes, o governo tailandês está revendo investimentos na malha ferroviária, que foi deixada de lado durante anos. Ou seja, o governo está voltando os olhos para o transporte ferroviário, vendo o potencial do trem de alta velocidade para o investimento na Tailândia. O serviço de trens de alta velocidade é considerado altamente competitivo com o transporte aéreo, particularmente para distâncias entre 600 e 700 km.

Este plano também parcialmente liga as políticas dos partidos, antecipando que o trem de alta velocidade irá trazer progresso econômico e social, tanto nas áreas urbanas como nas rurais, gerando inúmeros empregos diretos e indiretos.

trem tailandês

O trem de alta velocidade é um dos modelos de transporte mais convenientes, mas o seu alto custo inevitável; e sem acordos de parcerias internacionais, o projeto jamais sairia do papel.

O Japão tem experiência em relação a investimento em sistemas ferroviários e vagões na Tailândia, especialmente no sistema de metrô de Bangkok, que também recebeu apoio financeiro japonês.

O Brasil também tem um projeto de trem de alta velocidade, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, mas devido a entraves políticos e à falta de definição de um sistema a ser adotado, o projeto ainda engatinha.

Durante décadas, o governo brasileiro praticamente abdicou de investir no transporte ferroviário. Vários vagões estão apodrecendo, abandonados nos pátios das companhias, também milhares de quilômetros de trilhos estão abandonados, tomados pelos matos que invadem as ferrovias.

Nos últimos anos, o investimento foi todo no transporte rodoviário, várias entradas foram abertas e nenhum centavo aplicado em ferrovias.
O Brasil deveria seguir o exemplo da Tailândia, um país bem mais economicamente inferior ao Brasil, mas com projetos de modernização arrojados, que irão melhorar consideravelmente a qualidade do transporte de massa.