terça-feira, 31 de julho de 2012

Criando os Filhos para o Mundo

Diferentemente aqui do Brasil, os americanos, japoneses e europeus, tem uma cultura em comum em relação a educação dos filhos.

Desde pequenos, os pais preparam os filhos para que se tornem independentes, preparados para o mundo. No reino animal, um exemplo prático que realça bem essa questão, é o tratamento da leoa com os filhotes. Após desmamarem, a mãe leoa ensina-os a caçar e a procurar alimento para sua sobrevivência. Depois de certo tempo, eles tomam seu rumo, vão buscar seu espaço e buscar a liderança de seu grupo.

Os japoneses seguem bem esse exemplo citado. As crianças vão para a escola bem cedo, mesmo as mães que não trabalham fora, tem seus filhos de 2, 3 anos em uma escolinha.

crianças japonesas indo para a escola

Quando as crianças entram no equivalente ao Brasil, no ensino fundamental, aos 6, 7 anos de idade, eles vão andando para a escola em pequenos grupos de no máximo 8 crianças, e nenhum pai ou mãe leva-os de carro, faça chuva, sol ou debaixo de neve, todas as crianças vão e voltam andando, supervisionados sempre por algum adulto voluntário que fica geralmente nos cruzamentos mais movimentados, auxiliando e orientando as crianças a atravessarem as ruas.

O objetivo dessa tradição centenária é preparam as crianças a andar sozinhas nas ruas, a aprender as regras de trânsito, fazendo também, com que os motoristas tomem cuidado e reduzam a velocidade nos horários de entrada e saída da escola.


Dentro da sala de aula, as crianças aprendem a cozinhar, costurar e todas as tarefas domésticas, são responsáveis também pela limpeza da escola, cada grupo sendo responsável por algum setor, limpando a sala de aula, banheiros, corredores, sala de atividades, cuidam da horta e viveiros de animais.

os próprios alunos cuidam da limpeza da escola

Ao atingir a maioridade e terminando os estudos, assim que conseguem um emprego, o jovem japonês tem um objetivo que é alugar um apto e sair da casa dos pais, tornando-se  independentes, pois desde pequenos foram preparados para isso. Muitos jovens vão para longe, saindo do país, buscando novas culturas e em busca de novos horizontes. Isso é uma coisa natural na sociedade japonesa, e é muito raro ver algum jovem com mais de 20 anos que ainda more com os pais, isso na cultura japonesa é tratado como algo vergonhoso e humilhante perante os outros, atingir a maioridade e ainda viver à custa dos pais.

Como diz uma frase que tem circulado na web, “Os filhos são do Mundo”, de autoria desconhecida, mas que muitos creditam ao escritor e premio Nobel de Literatura em 1998, José Saramago. Os japoneses preparam os filhos para o mundo, amando, ensinando e investindo em sua formação, educação e acima de tudo, na sua independência.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ota, a cidade solar

A cidade de Ota, que fica na província de Gunma, no Japão, localizada a 138 km de Tokyo, conta com uma população conforme o censo de 2010, de 219.804 habitantes.

Sua economia é basicamente industrial, com destaque para produção automobilística, maquinários e eletrônicos. É o berço da montadora automobilística Subaru, que ocupa o 8º lugar no ranking das montadoras de automóveis japoneses. A Subaru é uma subsidiária da FIP (Fuji Indústrias Pesadas), que além do setor automobilístico, concentra atividades no setor aeronáutico e de maquinário destinado ao processamento de arroz.


Com o grande crescimento industrial da região, a cidade de Ota começa a se transformar de típica cidade interiorana para uma cidade moderna, industrial e tecnológica. Diversos condomínios residenciais são erguidos para abrigar os novos moradores que vem para trabalhar em Ota. E as construtoras, pensando no grande impacto ambiental que as obras de modernização iriam causar à cidade, elaboraram projetos sustentáveis e principalmente,  investimentos em energias renováveis e graças a subsídios do governo, instalaram em várias residências, painéis solares para produzir energia elétrica. Atualmente, a cidade conta com mais de 1000 residências com painéis solares, tornando-se conhecida como “A cidade solar”.

A tecnologia utilizada são os painéis fotovoltaicos, que geralmente são confundidos com coletores solares térmicos, utilizados somente para o aquecimento de água. O sistema fotovoltaico é constituído por módulos conectados de forma a gerar a quantidade de energia necessária. A energia gerada pelos painéis fotovoltaicos é, então, transformada para o padrão de energia utilizado nas residências, através de um equipamento eletrônico chamado inversor. O inversor permite que qualquer eletrodoméstico seja utilizado, tomando cuidado com chuveiros, condicionador de ar e ferros elétricos, que são grandes vilões no consumo de energia elétrica. O sistema é mais apropriado para lâmpadas eficientes, aparelhos de rádio e televisão, entre outros equipamentos de baixo consumo.


O sistema fotovoltaico utilizado em Ota, além de não agredir o meio ambiente, proporciona uma considerável redução na conta de energia elétrica, podendo ainda ser armazenada em baterias, para o uso em períodos durante os quais a energia convencional não está disponível. A energia armazenada pode também ser vendida para as concessionárias de energia elétrica; isso ocorre geralmente durante o verão, quando as altas temperaturas atingem o arquipélago e a produção de energia supera o consumo, podendo assim render até US$ 50 por mês.

Apesar das grandes vantagens, o sistema ainda não ganhou uma adesão maior, devido ao alto custo de implantação, o que representa o maior desafio para a popularização desta energia verde.



A Moda PET

O Politeraflalato de Etileno é um polímero termoplástico conhecido popularmente como PET, é uma resina plástica de muita resistência, utilizada na fabricação de garrafas para refrigerantes, águas, sucos, entre outros.

O descarte dessas embalagens cria um sério problema ambiental, e uma das opções de reutilização desse material que pouca gente conhece, é o processo de transformação do PET em fio de poliéster, que é usado na tecelagem.

Cooperativas de reciclagem, separam tampas e compactam as embalagens em fardos que são enviados às industrias onde o material é triturado, transformado em flocos, lavado, seco e processado em extrusoras, máquinas que fazem filamentos – o fio de poliéster.


Com o objetivo de tirar de circulação milhões de garrafas PET, a empresária Vanda Ferreira, criou a marca Camiseta Feita de Pet. Graças a um acordo com o Senai, que vem desenvolvendo o projeto, prometendo para 2013 lançar também o jeans reciclado, jaquetas, bermudas, calças masculinas e femininas, tudo a base de garrafas PET.O material utilizado é composto de 70% de fio de poliéster, originário das garrafas Pet e 30% de algodão.

Para produzir uma peça de camiseta de Pet reciclado, são utilizadas duas garrafas, e para produzir uma calça jeans são necessárias em média de seis a oito garrafas Pet de dois litros.

Vanda tem uma fabrica instalada no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo, onde são produzidas em média 120 mil camisetas por ano com o material reciclado. Já imaginou a quantidade de garrafas que não teriam um destino adequado, ficariam jogadas nas ruas, boiando nos rios?


O fio de poliéster, obtido a partir do PET reciclado, é uma tendência mundial. A indústria têxtil, que já tem no poliéster convencional uma participação expressiva, terá em breve essa fibra, obtida pela reciclagem do PET, presente em quase todos seus produtos.

O resultado final é um produto de qualidade tão boa quanto aquele que foi confeccionado com matéria prima não reciclada, mas com uma diferença fundamental: tem um valor social e ecológico agregado sem precedentes.

A empresária comercializa as camisetas, principalmente pela internet, onde são vendidas a partir de R$ 20,00 podendo ainda ser produzida com exclusividade para cada cliente.
Para maiores informações, acesse o site e divulgue essa ideia: http://camisetafeitadepet.com.br

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Japão e sua Tecnologia Invisível.

Alguns momentos antes dos fatídicos e intermináveis minutos que durou o Terremoto de Tóquio uma avó estava acompanhando o neto pela webcam da creche. É um serviço comum, até no Brasil e comum escolinhas disponibilizarem sites para os pais ficarem de olho em seus pimpolhos. Felizmente, não presenciaram o que a avó testemunhou: O maior terremoto em cem anos a atingir o país. As seis professoras da creche, lembrando-se de seu treinamento pegaram travesseiros e almofadas, protegeram as crianças enquanto as cobriam com os próprios corpos.

vídeo ensina como se proteger no caso de terremoto

Felizmente a tecnologia japonesa está 250 anos no futuro, e um terremoto de 9.0 graus, deslocando energia equivalente a 2 milhões de bombas de Hiroshima não abala um prédio com alicerces de Adamantium, ou seja lá o que usem. Nada aconteceu, as crianças ficaram bem, mas uma das mães teve problemas. Só conseguiu chegar à creche às 22h, para encontrar seu filho de dois anos como a única criança remanescente. Mas não sozinho, as seis professoras ficaram com o garoto até a chegada da mãe.

Não foi surpresa, a sogra estava acompanhando de casa, pela webcam, e repassando o status da criança para a mãe, via celular. Em nenhum momento a Internet caiu. O Japão durante essa crise foi e está sendo o Anti-Egito, a Anti-Líbia.  Não só a Internet ficou no ar como os habitantes correram para as redes sociais, compartilhando informações, mantendo contato com parentes e amigos, informando o mundo da situação através de relatos, fotos e vídeos.

Durante as primeiras horas após o Tsunami a situação nas ilhas do Pacífico era acompanhada pelas emissoras de TV locais, além das webcams de voluntários.

A Internet funcionou à perfeição. O sistema automatizado de alerta contra terremotos e tsunamis entrou em ação automaticamente, em algumas localidades as pessoas foram avisadas por rádio, TV e SMS até 2 minutos antes dos tremores principais. Nos dias que se seguiram diversas atitudes tomadas pelas empresas japonesas tentaram aliviar a situação da população. Via Internet às máquinas de vendas de comida nas regiões mais afetadas foram programadas para distribuir seus estoques gratuitamente. As operadoras telefônicas liberaram as ligações dos telefones públicos.

A comunicação com o exterior foi garantida, os cabos submarinos japoneses foram projetados para resistir a terremotos, ao contrário dos de Taiwan, que se romperam no Terremoto de Março de 2010. Essa eficiência suíça dos japoneses fez que por um momento o resto do mundo se sentisse como o Japão; 250 anos no futuro. Não nos espantamos com a tecnologia funcionando, achamos perfeitamente natural a Internet ficar de pé e as ferramentas foram usados como… ferramentas.

Ao contrário do que ainda é comum na mídia, a mensagem foi à mensagem, o meio era irrelevante. Acompanhar os vídeos assustadores era mais importante do que discutir o efeito do YouTube sobre as gravadoras. As informações recebidas via Twitter eram mais importantes do que o fato de estar recebendo informações via twitter.

Por um breve momento a Internet saiu de sua infância, ela se tornou algo tão natural quanto o serviço telefônico ou energia elétrica. Toda a tecnologia envolvida “apenas funcionou”, para citar um antigo slogan da Apple. E é assim que tem que ser. Saímos do Beta Eterno, saímos do “a próxima versão vai funcionar legal” e pelo menos por algum tempo experimentamos como é um mundo onde a tecnologia avançada não é uma experiência em andamento, mas uma realidade.

O sistema de alerta antecipado de terremotos do Japão já funciona faz tempo, mas depois da última atualização passou a enviar mensagens automáticas de alerta para trens, escolas, linhas de produção industrial e até elevadores. Esses pontos todos podem manual ou automaticamente se preparar para um tremor.

Já o sistema de alerta de tsunamis, formado por boias de quatro toneladas, sensores instalados a até 6 km de profundidade e comunicação bidirecional via satélite alertou com 15 minutos de antecedência da existência de um tsunami a caminho da costa. Neste momento a contagem de mortos no Japão mal chega a quatro mil. Estimativas projetam o total de vítimas do maior desastre natural da história do país em torno de 10 mil almas.

Já no Tsunami de 2004 a Índia perdeu mais de 10 mil habitantes, mesmo tendo 3 horas de aviso. O motivo dessa disparidade? Em 2004 ninguém estava preparado. Depois disso o Japão aprendeu a lição, da forma mais cruel e menos dolorosa: Vendo os outros quebrando a cara. Sentaram em volta da mesa e decidiram criar “O” sistema de alerta contra Tsunamis. Levaram três anos, o sistema entrou no ar em 2007, mas havia uma exigência primária: Teria que funcionar. Sem ajustes, sem erros, sem correções de última hora. Conforme demonstrado nos fatídicos dias de Março de 2011, o alerta funcionou. Usado pela primeira vez em condições reais, teve desempenho impecável.

Fonte: Techtudo

terça-feira, 17 de julho de 2012

São Lourenço da Mata, a cidade inteligente e sustentável

Yokohama, no Japão, traz boas recordações aos brasileiros. Há dez anos, a seleção brasileira de futebol conquistava o penta campeonato mundial, e a partida final foi realizada no Estádio Internacional de Yokohama.

Yokohama é a segunda maior cidade do Japão, localizada na região metropolitana de Tokyo. Para efeito de comparação, seriam como São Paulo e Guarulhos, cidades bem próximas.

Tive o prazer de conhecer Yokohama, e me encantei por sua arquitetura moderna e a tecnologia, que é visível em quase todos os pontos da área central da cidade. Estações de metrô, shopping centers, são dotados de alta tecnologia, escadas rolantes movidas a energia solar, grandes áreas envidraçadas, trazendo claridade e economizando energia, nos estacionamentos dos shoppings existem pontos de abastecimento de carros elétricos; enquanto a pessoa faz suas compras, aproveita para carregar a bateria do carro.

Um dos pontos mais visitados da cidade é o bairro de Minato Mirai 21, que traduzindo para o português, significa Porto do Futuro, e o 21 é alusivo ao século XXI. O projeto e construção do bairro se deram em meados do ano de 1983, visando revitalizar toda a área ao redor do Porto, que estava muito degradada. Graças a parcerias com grandes empresas, como: Mitsubishi e Nissan. Uma grande área do porto foi aterrada, transformando uma zona industrial em zona comercial e empresarial, dividindo a cidade em dois centros, o antigo e o novo.

Minato Mirai 21


Grandes atrações turísticas também foram construídas em MM (forma abreviada que os japoneses usam para denominar o bairro), como: o Landmark Tower, um dos maiores arranha céus do país, o Yamashita Park, o Cosmo 21, que  é a maior roda gigante do Japão, a Yokohama Bay Bridge, uma ponte que cobre a baia de Yokohama, servindo de acesso à Tokyo, e um dos pontos turísticos mais visitados, a China-Town, bairro chinês com várias atrações gastronômicas que atraem turistas de todo o mundo.

Todos esses fatores fazem com que MM sirva de modelo de cidade inteligente, e a construtora Odebrecht em parceria com a japonesa NEC, pretendem utilizar esse modelo de tecnologia no projeto da construção da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife.

A proximidade com a capital pernambucana, cerca de 19 km, aliada a grande disponibilidade de terreno plano, fizeram de São Lourenço da Mata o local ideal para a construção da Cidade da Copa. Diferente de Minato Mirai 21, que foi construída nos arredores do porto, a Cidade da Copa irá se desenvolver ao redor do estádio que abrigará partidas da Copa de 2014.

Maquete da futura Cidade da Copa


Para o sucesso do projeto, é necessária a participação conjunta do Governo e iniciativa privada, um dos requisitos básicos para implantação de projetos sustentáveis. O Governo de Pernambuco está em negociação com as concessionárias de água, luz e telefonia, para avaliar o interesse dessas empresas em aproveitar as obras viárias em andamento na área da Cidade da Copa, para instalarem, em conjunto, suas redes, nos moldes de Minato Mirai 21.
 
São Lourenço da Mata já sente os reflexos das mudanças, e a população está ansiosa pelo progresso que está a caminho. Além das obras do estádio, a prefeitura já confirmou a instalação do novo campus da Universidade Estadual de Pernambuco (UPE), de um hipermercado e um Shopping Center. O projeto da Odebrecht, além do estádio, promete ser finalizado em 2025, e irá contar com apartamentos para classe média e alta, centros comerciais e empresariais, arena multiuso, parques, áreas de lazer e hotéis. Através do Consórcio Arena Pernambuco, a Odebrecht pretende contratar outras empreiteiras interessadas no megaempreendimento, que é a cidade inteligente e sustentável em São Lourenço da Mata.






quinta-feira, 12 de julho de 2012

Insegurança toma conta da população

-Policial é assassinado quando voltava do trabalho;

-Base da policia militar é alvejada por tiros;
-Ônibus é incendiado, após assalto.

Até quando iremos conviver com essas manchetes nos noticiários? Até quando continuaremos a viver com medo e falta de segurança?

Os marginais estão cada dia mais audaciosos, não havendo obstáculos para suas ações  criminosas. Condomínios fechados, prédios com segurança 24 hr., câmeras de monitoramento, alarmes, nada é empecilho para a ação dos marginais, que agora andam provocando arrastões em restaurantes na capital paulista.
Na Zona Leste de São Paulo, o clima de medo e tensão impera entre os moradores, devido a uma verdadeira guerra entre policia e marginais. Na última semana do mês de Junho, um policial militar foi assassinato em Ferraz de Vasconcelos. Na mesma noite, a policia em retaliação, invadiu uma favela e assassinou um grupo de jovens, que dentre eles, alguns não tinham nenhuma passagem pela policia.

A reação dos marginais foi imediata, assaltaram um ônibus e atearam fogo, provocando pânico nas imediações. Desde então, todos na cidade vivem preocupados e assustados, o comércio está fechando as portas mais cedo, e a noite não se vê mais ninguém na rua, por sorte as escolas estão de férias, uma preocupação a menos para os pais.

O que fazer para mudar essa situação?

Essa é uma pergunta que muitos andam fazendo. Certamente seria aumentar o efetivo de policiais.

Dados da ONU indicam que o numero ideal seria de um policial para cada 250 habitantes. São Paulo, hoje possui um policial para cada 340 habitantes, um déficit de 36%. Além disso, a Policia é mal remunerada e ainda convive com a corrupção que é frequente no sistema.
Um modelo de policia comunitária do Japão está sendo implantada em algumas cidades brasileiras, inclusive, aqui em Mogi das Cruzes já está em operação uma base comunitária, que no Japão é chamado de Koban.

Modelo de Koban em Mogi das Cruzes

O Koban é um modelo de posto policial japonês, que remonta ao século XIX. É a base física da estrutura de policia comunitária no Japão, que já está sendo adotado por diversos países, entre eles: Estados Unidos, Taiwan, Brasil e Coreia do Sul.
Policiais japoneses visitam Koban em Mogi das Cruzes

Nestes pequenos postos urbanos, trabalham entre três e quatro policiais, dependendo da área abrangida, que agem preventivamente aconselhando a comunidade local sobre criminalidade, visitando domicílios habitados por pessoas que carecem de atenção especial e realizando reuniões com as lideranças da comunidade.
No Japão, em cada bairro existe um Koban, mesmo o país tendo um índice de criminalidade baixíssimo, os policiais estão sempre por perto, realizando rondas, orientando e prevenindo a população e criando vínculos com a comunidade, tornando-se amigo de todos no bairro, estabelecendo a confiança e segurança por parte de todos.

Acredito que seria um modelo a ser seguido em todo o Brasil, pois o policial estaria a par de tudo o que acontece na comunidade, conhecendo melhor os moradores e inibindo as ações de criminosos que estão estabelecidos no bairro.




Parabéns Palmeiras


A paixão que o brasileiro tem por futebol é algo gigantesco, que independe de raça, opção sexual e classe social. O amor ao time do coração que vem desde cedo, ainda criança, geralmente influenciada pelos pais.
Torcer pelo time é uma forma de extravasar os sentimentos, alegrias, frustrações, uma verdadeira válvula de escape para liberar toda tensão do dia a dia.

Ontem a noite, tive a grande alegria de soltar a minha voz e gritar pelo meu querido time: o Palmeiras. Após muito tempo conquistamos um título de expressão, a Copa do Brasil, e de forma invicta, coroando com méritos a brilhante conquista.
Depois de vários anos seguidos de fracassos, frustrações e humilhações, a conquista vem resgatar o espírito guerreiro que tomou conta da equipe, um time limitado, sem grandes estrelas, e que se superou na reta final, contando com desfalques importantes, mostrou toda sua força e união em busca do objetivo final, o título de campeão.

Desde  inicio da partida, notei que o time estava muito concentrado e dificilmente perderia o jogo. A expressão no rosto dos jogadores era de atenção total, encarnando um espirito guerreiro, lutando a cada instante, mesmo após tomar o gol, não se intimidou e nem deixou o nervosismo tomar conta e logo em seguida marcou seu gol, e depois apenas administrou o resultado.

O último título de expressão que presenciei, foi a Copa Libertadores da América em 1999. A conquista também veio de forma sofrida, nos pênaltis, mas aquele time recheado de craques, todos tinham a certeza das vitórias, diferentemente do time atual, que é visto com muita desconfiança, mas que depois do título, tira um peso enorme das costas, dando certeza a todos nós torcedores, que dias melhores virão, a tranquilidade e a diminuição da cobrança, farão com que o time jogue mais leve, e outras conquistas venham naturalmente.

Passei toda minha infância sofrendo pelo Palmeiras, que amargou um jejum de 17 anos sem títulos. Grandes jogadores passaram e não conquistaram nada, tais como: Jorginho, Enéas, Eder, Mirandinha, Edmar, Mendonça, entre outros.
Para todos eles, parabéns, pois mesmo sem o título, fizeram parte da história do Palmeiras, e me deram alegrias com suas belas jogadas, com seu esforço e garra.

 Parabéns a toda família palmeirense.

É hora de comemorar e soltar o grito que estava preso na garganta a muito tempo.

 É Campeão, é campeão, é campeão

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Alimentação Natural segundo a filosofia japonesa

Os japoneses possuem uma das maiores taxas de expectativa de vida do mundo, e é o país onde se concentra o maior número de pessoas centenárias. Um dos segredos para toda essa longevidade é a alimentação, mais natural que os países ocidentais, aliada a uma ótima qualidade de vida.



Muito antes de surgirem temas que estão em destaque hoje, como: sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e alimentação natural, o filósofo japonês Mokiti Okada (1882-1955), na década de 30, institui no Japão um programa de agricultura natural, desenvolvida respeitando-se os princípios na natureza, defendendo a tese de que o espírito é inerente, não somente aos seres humanos, mas aos animais, aos vegetais, enfim, a todos os seres. Sendo o solo o maior organismo vivo do planeta, ressaltando ainda a importância do respeito que a ele se deve ter para a preservação da vida humana em níveis espirituais e materiais, razão por que a agricultura natural centra, nele, a base de seu trabalho.

 A proposta de Mokiti Okada para a nova agricultura representa um aperfeiçoamento de algumas técnicas atuais de cultivo aplicadas diretamente no solo, e dependendo da sua qualidade, tem-se o resultado bom ou ruim da planta, de modo que no caso do cultivo, a condição principal é melhorar, ao máximo, a qualidade do solo.

 O atual excesso de alimentos contaminados por agrotóxicos lançados nas plantas e no solo tem resultado no aumento crescente de doenças, o que contribui para a elevação do índice de pobreza e de conflitos na vida humana. Isso requer uma responsabilidade consciente para a produção e o abastecimento de alimentos verdadeiros e sadios, indispensáveis para a criação de uma sociedade saudável, próspera e pacífica.

Hoje, sabemos que, utilizando-se corretamente as forças e a energia da natureza, é possível a obtenção de uma produção suficiente, com colheitas abundantes, sadias, saborosas e nutritivas, sem a necessidade do uso de fertilizantes químicos ou biocidas, como atesta o crescimento de árvores e ervas nos campos e matas, sem o ataque de insetos que as prejudiquem.



Assim, através de criteriosas pesquisas, a Agricultura Natural visa restabelecer o estado natural de produção de alimentos e é desenvolvida seguindo-se um sistema técnico capaz de alcançar os objetivos do método, que são:

 - ser econômica e espiritualmente vantajosa, tanto para o produtor como para o consumidor;

- poder ser praticada por qualquer pessoa e, além disso, ter caráter permanente;

- respeitar a natureza e conserva-la;

- garantir alimentação para toda a humanidade, independente de seu crescimento demográfico.

 De acordo com o princípio da Agricultura Natural, a base é fazer o solo emanar toda sua força. Observamos a fertilidade do solo das matas e dos campos naturais. Há um acúmulo de resíduos vegetais, tal como folhas, ramos, troncos de árvores e capim seco, os quais se transformam em morada de organismos que os decompõem. Estes organismos gostam de sombra, do calor, da umidade e da porosidade do solo enriquecido por resíduos vegetais. Segundo as estatísticas de Iwao Watanabe, estudioso da agricultura no Japão, em 1 m² de solo de campo natural existem umas 360 (trezentas e sessenta) espécies de organismos maiores, como: anelídeos de mais de 2 cm de comprimentos e centopéias; 2.030.000 (dois milhões e trinta mil) espécies de tamanho médio, como parasitas, insetos voadores e minhocas e 1.000.000.000 (um bilhão) de microorganismos, como fungos e bactérias. Se no solo fértil existe um número infinito de organismos como os mencionados, isto quer dizer que eles exercem ai um trabalho efetivo. A minhoca, por exemplo, é considerada como uma excelente produtora de solo fecundo, pois se alimentando de resíduos vegetais e de terra, excreta um composto rico em matérias orgânicas. Os elementos não digeridos dessa excreção servem, por sua vez, de alimentos para os organismos menores. Dessa maneira as minhocas modificam o estado do solo, aumentando a sua porosidade e contribuindo assim para uma melhor aeração e umidade. Estima-se que a quantidade de terra preparada anualmente por esses anelídeos, em 100 m², oscile entre 38 e 55 toneladas. Baseado nesses fatos vemos a necessidade de desenvolver uma técnica capaz de tornar o solo cada vez mais produtivo como um operário experiente. Se o solo for mantido puro e se ele puder manifestar toda sua energia vital, não surgindo doenças nem pragas, poderemos alcançar uma agricultura que respeite a natureza.

 Tecnicamente a Agricultura Natural é definida como um sistema de exploração agrícola que se baseia no emprego de tecnologias alternativas, as quais buscam tirar o máximo proveito na natureza, das ações do solo, dos seres vivos, da energia solar, de recursos hídricos. As técnicas da Agricultura Natural fundamentam-se no método natural de formação do solo, com interferência humana em concordância às leis da natureza.

 Na Agricultura Natural, com a força da natureza e todos os conhecimentos técnicos e científicos disponíveis ao longo da evolução humana, o homem interfere diretamente no processo, restabelecendo rapidamente o solo produtivo, ainda mesmo durante a fase de exploração agrícola. Isso evita que o trabalho de conversão seja antieconômico.

 Na Agricultura Natural são feitas recomendações como o uso de composto, cobertura morta, adubação verde e outros recursos naturais, microorganismos do solo, controle biológico de pragas, controle biomecânico de plantas daninhas. A Agricultura Natural recorre aos conhecimentos mais avançados da ciência, em todas as áreas, selecionando habilmente os conhecimentos científicos de acordo com a filosofia deixada por Mokiti Okada. Na prática, recorremos ao princípio da reciclagem de recursos naturais e enriquecimento da matéria orgânica e microorganismos do solo para tornar a exploração agrícola duradoura e racional.

Rigor de “lei seca japonesa” aumenta segurança no trânsito do país

Não existe lugar do planeta em que o trânsito seja completamente livre de perigos, mas quando os motoristas agem de forma responsável e sabem que não têm como escapar de punições rigorosas, a segurança aumenta muito.



Se a gente andar distraído pela cidade de Nagoya pode até pensar que está em um país bem familiar, mas a lei lá é japonesa. Por isso, antes de dar o primeiro gole, o freguês tem que responder a uma pergunta:

“O senhor vai dirigir?", questiona um funcionário de um restaurante.

"Não, vou embora de taxi", responde um cliente.

E se tivesse dito que iria dirigir?

“Aí a responsabilidade é dele. A casa fez a sua parte em advertir o cliente que não poderá dirigir ao consumir bebida alcoólica”, diz o funcionário do restaurante.

Se o gerente servir álcool, sabendo que o freguês vai dirigir, pode pegar até três anos de cadeia e os amigos de farra também. Se entrarem em um carro com um motorista alcoolizado, podem acabar a noite atrás das grades.

A lei se tornou mais severa há cinco anos, depois de um acidente em que um motorista bêbado causou a morte de três crianças. O caso chocou os japoneses. Hoje, os motoristas sabem que se beberem e forem apanhados em uma blitz não tem como escapar de uma punição rigorosa.

Os policiais japoneses testam o maior número possível de motoristas. Primeiro fazem um teste rápido com um bafômetro bem simples. Se estiver tudo bem, o motorista nem perde tempo. Se houver alguma suspeita, ele vai para o carro da polícia, onde passa por um exame mais detalhado, e se for apanhado alcoolizado, a pena pode chegar a cinco anos de cadeia para os reincidentes.


Blitz da Policia japonesa é rigorosa


Os brasileiros que moram lá conhecem uma característica da polícia e da Justiça do Japão.

“Por mais que você tenha seguro do carro, seguro pessoal, se você causa um acidente com vítima, você é preso”, diz um homem.

A educação e a aplicação da lei tornaram o trânsito tão seguro que criaram estatísticas inusitadas, por exemplo: no Japão, o risco de alguém morrer em uma banheira é quase o triplo do que em um carro e bicicletas provocam o dobro de acidentes com mortes do que motoristas bêbados.


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Japão cria o primeiro navio hibrido do mundo

Buscando reconquistar o mercado de transportes marítimos, atualmente dominado pelas vizinhas Coreia do Sul e China, o Japão anunciou o lançamento do Emerald Ace, o primeiro navio híbrido do mundo. Utilizando energia elétrica e solar, ele tem “consciência ambiental” e não produz nenhuma emissão de carbono enquanto está em movimento.

Desenvolvido pela Kobe Shipyard, o modelo foi apresentado em março e tem 200 metros de comprimento por 36 de largura, pesando mais de 60 mil toneladas. Ele transporta 6400 passageiros e tem 12 andares – sendo que o mais alto deles é reservado para os 768 painéis solares da Panasonic que fazem a captação da energia vinda do Sol.

Cada painel produz 160 kW de energia – o que é o bastante para 50 casas, em média. Grande parte dela é armazenada em baterias recarregáveis, de íon lítio, semelhantes às utilizadas em notebooks.

Quando o navio está em uso, utiliza motores à base de diesel e a energia solar em excesso serve para ligar instrumentos, lâmpadas e outras tarefas. Assim que o Emerald Ace atraca em algum lugar, o motor à diesel para de funcionar.
“Os eco-navios são fundamentais para a nossa batalha. Não podemos lutar sem eles. Fizemos uma decisão difícil analisando o mercado, mas o resultado é positivo”, avaliou Hideaki Omiya, presidente da Mitsui Engineering & Shipbuilding Company, responsável pela criação do navio.

Vale lembrar que o Japão liderou este mercado por muito tempo, desde os anos 70, porém a crise econômica de 2008 fez com que o país perdesse boa parte do investimento na área, abrindo caminho para outros concorrentes. Talvez por isso o investimento em uma tecnologia tão diferenciada tenha sido a aposta ideal para os japoneses tentarem retomar o topo.


Ford desenvolve tecnologias para reduzir o estresse no trânsito e ao estacionar

A Ford está desenvolvendo uma nova geração de tecnologias para ajudar os motoristas a enfrentar os engarrafamentos e outros futuros desafios da mobilidade, associados ao crescimento rápido da urbanização e da população em todo o mundo.

Duas dessas tecnologias são a assistência em engarrafamentos e uma versão avançada da assistência ativa de estacionamento, que permitirá parar também em vagas perpendiculares sem precisar usar as mãos. Elas foram projetadas para reduzir o estresse do motorista, interagindo com o ambiente.



“Desenvolver essas tecnologias é o primeiro passo de uma jornada rumo a um futuro mais conectado”, diz Paul Mascarenas, vice-presidente e chefe técnico de Pesquisa e Inovação da Ford. “É um caminho que, na nossa visão, vai economizar tempo, recursos, reduzir as emissões, melhorar a segurança e diminuir a tensão dos motoristas.”

Assistência em engarrafamentos

A assistência em engarrafamentos é uma tecnologia inteligente que a Ford está desenvolvendo para o médio prazo. Ela usa a tecnologia de radar e câmeras para manter o veículo na mesma velocidade dos demais e também dentro da faixa, com controle automático de direção. O objetivo é reduzir o estresse do motorista e contribuir para a fluidez do trânsito.

 “Os motoristas de grandes cidades passam mais de 30% do seu tempo no trânsito”, diz Joseph Urhahne, engenheiro de Pesquisa e Inovação da Ford. “A assistência em engarrafamentos pode tornar os congestionamentos uma experiência mais relaxante, além de contribuir para melhorar o seu fluxo.”



Simulações mostraram que, num trecho de estrada onde 25% dos carros são equipados para seguir automaticamente o fluxo do trânsito à frente, o tempo de viagem pode ser reduzido em 37,5%, economizando milhões de litros de combustível por ano.

A assistência em engarrafamentos pode ser usada em locais onde não haja pedestres, ciclistas ou animais e as linhas estejam bem sinalizadas. Muitas das tecnologias necessárias para o seu funcionamento já estão disponíveis em carros atuais da Ford, como o Focus, Escape e Fusion.

O equipamento pode ser desenvolvido para responder às mudanças nas condições do trânsito à frente e, também, incluir dispositivos para manter o motorista informado e alerta.

Estacionamento perpendicular

A tecnologia de assistência de estacionamento, já oferecida pela Ford como opcional em alguns modelos na Europa, é um equipamento que faz muito sucesso e permite ao motorista estacionar em vagas paralelas sem precisar mexer na direção. A Ford planeja, em curto prazo, aprimorar o sistema para que ele seja capaz também de estacionar em vagas perpendiculares.

Ele vai utilizar as mesmas tecnologias, com sensores ultrassônicos para medir a largura e o comprimento da vaga e manobrar o veículo dentro dela, controlando a direção elétrica.

A assistência de estacionamento é ativada por um botão no console central. Quando o sistema encontra uma vaga adequada, avisa com um sinal visual e sonoro. Ele então orienta o motorista a engatar a ré e a acionar os freios e o acelerador, se necessário, enquanto controla a direção.

O sensor de ré monitora os obstáculos que estão fora do campo de visão do motorista na traseira. Onde não há espaço suficiente para fazer a manobra de uma vez só, o sistema orienta o motorista a mover o carro para frente ou para trás, conforme a necessidade. Quando a operação termina, ele emite outro sinal.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Tokyo, a cidade mais cara do mundo

Na última pesquisa realizada  pela Empresa  Britânica de Consultoria (Eca International), a cidade de Tokyo, capital japonesa, foi apontada como a cidade mais cara do mundo.


Uma das explicações para o título de cidade mais cara  do mundo, é que o  iene, o dólar e o euro  são moedas mais líquidas do planeta, como dizem  os economistas. Em  outras  palavras, é o dinheiro que todo mundo aceita. Em  momentos de crise,  investidores apostam nessas moedas.  E governos e empresas querem tê-las como reserva, para saldar compromissos, como  pagar contas e  salários.

E como  o  euro está em  crise, tem mais  gente querendo  comprar        ienes e o  preço sobe ainda mais. Para os  estrangeiros que vão a Japão, a viagem dói no bolso.

Praticamente, tudo em Tokyo é mais caro, transporte, aluguel, restaurantes, lojas, alimentação. Nos supermercados, as frutas são vendidas em embalagens individuais, uma bandeja com duas bananas, uma fatia de melancia, um cacho de uvas, e mesmo assim, muito  caro. A carne também é caríssima, e é vendida em gramas e não em  quilos como aqui no Brasil. Cem gramas de carne podem custar mais de 2500 ienes.


Fazendo a conta: 100 gramas saem por R$ 65,00.  Ou seja, um quilo de carne custa R$ 650,00, por  isso pensar em fazer um churrasco é uma excentricidade.

 O aluguel de um apartamento minúsculo de 27 metros quadrados custa quase R$  3500,00 por mês.

O táxi é um dos mais  caros do mundo. A tarifa inicial – a bandeirada – é de 710 ienes, mais de R$ 18,00. Com isso, o táxi até o aeroporto pode estourar o orçamento da viagem. Está certo que o aeroporto de Narita fica longe, a 60 quilômetros de  distância do centro de Tokyo, o que faz com que a corrida até saia pelo  equivalente a R$ 650,00.

As empresas japonesas também sofrem porque o custo para fabricar qualquer produto  é mais alto do que em outros países. A Toyota anunciou que vai cortar em 10% a produção de veículos no Japão e investir em  países como a China.  A Nissan também  anunciou redução e vai cortar em 15% a produção no Japão.