quinta-feira, 27 de junho de 2013

Contabilidade do Terceiro Setor: um mercado amplo e diversificado

São diversas as possibilidades de especialização para quem investe na carreira contábil. Atualmente, uma das áreas que merece destaque é a Contabilidade voltada para o Terceiro Setor.



Em primeiro lugar, é necessário entender o que caracteriza uma entidade desse segmento. No Brasil, o Primeiro Setor é o governo, que detém a primazia de serviços públicos, mantendo a harmonia e a equidade da sociedade. O Segundo Setor é formado pelas empresas privadas, caracterizadas pelo desenvolvimento econômico-financeiro e pela remuneração do capital. O Terceiro Setor reúne organizações sem fins lucrativos, denominadas não-governamentais, que, de forma privada, desempenham serviços públicos e complementam as ações do governo, gerando benefícios sociais e ambientais.

Justamente por se tratar de entidades sem fins lucrativos, o Contabilista tem papel fundamental nessas instituições. Muitas organizações do Terceiro Setor encontram dificuldade em conseguir recursos por não demonstrarem transparência em suas atividades. Para preencher esta lacuna, o profissional de Contabilidade deve atuar com competência técnica e propor soluções.

Segundo o conselheiro do CRC SP, Marcelo Roberto Monello, as regras do Terceiro Setor são muito complexas. “Nesse setor, temos de encarar todas as empresas com alto grau de profissionalização já que as normas são idênticas para pequenas, médias e grandes. Outro aspecto a ser observado como essência do Terceiro Setor é a questão ética. A falta de ética nos negócios e na vida profissional propicia a exclusão social. Não se pode admitir, nesse ambiente de sustentabilidade social, situação oposta à inclusão”.

Para essas entidades, ser idônea não basta. Elas têm de deixar clara essa idoneidade, sendo transparentes e prestando contas ao público interno e externo. “O ideal é espelhar, nas demonstrações contábeis da empresa, todas as informações detalhadas, formas de gestão, relação público/privada, desde a apresentação das origens até a aplicação efetiva dos recursos arrecadados”, diz Monello. “O profissional contábil precisa estar bem inteirado sobre a organização, pois a divergência de informações conduz à má interpretação e pode causar prejuízos como perda de isenções, parcerias, confiabilidade e credibilidade”, ressalta.

Monello destaca que, no Terceiro Setor, trabalha-se com o dinheiro público, privado e com o investimento do trabalho voluntário. São situações que envolvem a confiança das pessoas e a credibilidade e ética das empresas sociais. “Dessa forma os cidadãos se sentirão seguros em contribuir”, avalia.

Mercado de trabalho – O profissional que deseja atuar no Terceiro Setor deve ter muito conhecimento sobre a área. “Ele precisa entender e se aprofundar nos objetivos e projetos da entidade. É indispensável também conhecer todos os relacionamentos da instituição, além da Legislação Contábil, da Constituição Federal, das Instruções Normativas e das regulamentações menores”, afirma Monello.

Na opinião do conselheiro do CRC SP, esta é uma área que necessita de profissionais capacitados. “A Contabilidade é uma Ciência Social. No Terceiro Setor predomina muito esse aspecto e sua influência na sociedade. Faltam Contabilistas especializados em Terceiro Setor no mercado. O município de São Paulo reúne grande número de entidades mantenedoras, por isso, existe mercado de trabalho para várias áreas: Contabilidade Interna, Auditoria, Controladoria, Assessoria a Conselhos de Fiscalização, Assessoria em Assembléias Gerais, Auditoria Independente, entre outras”.

O Contabilista que presta serviços ao Terceiro Setor, além de controlar e registrar as atividades da administração e da economia da entidade deve prestar contas:

- ao próprio órgão deliberativo;

- ao Ministério Público (fundações de direito privado e associações);

- aos órgãos governamentais (que as declararam de utilidade pública);

- ao INSS (se beneficiadas com a isenção da contribuição Patronal);

- ao CNAS – Conselho Nacional de Assistência Social – (para concessão ou renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social);

- aos parceiros, convenentes e doadores;

- à sociedade em geral.


Uma empresa prestadora de serviços contábeis que é uma referência no Terceiro Setor é a Organização Contábil Marcelino, de Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo. Com mais de 30 anos de experiência atendendo toda a região, tornou-se especialista em contabilidade do Terceiro Setor, prestando assessoria a diversas entidades da região, contando com uma equipe altamente qualificada para lidar com todas as variáveis que envolvem o Terceiro Setor.

Para conhecer mais sobre a empresa, acesse o site WWW.contabilidademarcelino.com.br


terça-feira, 25 de junho de 2013

Japão desenvolve estacionamento automático para guardar bicicletas


Por causa da crônica falta de espaço em Tóquio, capital do Japão, os japoneses desenvolveram um sistema revolucionário para guardar suas bicicletas. Através de um grande depósito subterrâneo, com 11,5 metros de profundidade, qualquer cidadão pode simplesmente depositar seu veículo em um elevador, que automaticamente aloja-a em uma das 204 vagas disponíveis do bicicletário.

Em um país onde vivem 35 milhões de pessoas, até bicicletas - são nove milhões no Japão - estacionadas na calçada viram sinônimo de problema. Para poder utilizar o sistema, a pessoa precisa se cadastrar e ganhar um cartão de utilização

sistema de estacionamento em Tóquio no Japão


Na superfície, é preciso encaixar a bicicleta em um trilho e apertar um botão. Por questão de segurança, o equipamento só desce se uma área não estiver sendo pisada pelo usuário. O processo todo dura menos de 10 segundos.

- É uma ótima praticidade que você tem de guardar e depois pegar sua bicicleta com apenas um toque de botão - afirma o gerente de desenvolvimento, Shotaro Yano.

Intitulado de "Eco Cycle", o sistema é resistente a terremotos e inclui seguros contra roubos e vandalismos. Para usar livremente as estações, paga-se até R$ 35 por mês. O modelo deu tão certo que foi adaptado para guardar carros - até 50 deles em um só depósito.

Fonte: Globo.com

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Brasileiros realizam manifestação em Tóquio em solidariedade aos protestos no Brasil


Mais de 150 brasileiros compareceram neste domingo ao Parque Yoyogi, na capital japonesa, para um ato simbólico em apoio aos protestos que se espalharam pelo Brasil. 



O número de pessoas que compareceu ao protesto de domingo não foi suficiente para fechar ruas e avenidas, como no Brasil. Tampouco houve confusão. O movimento realizado em Tóquio foi pacífico e seguiu as regras japonesas. Mesmo assim, os brasileiros não deixaram de mandar seu recado aos políticos e registrar o apoio ao povo brasileiro, que tem saído às ruas para exigir um país mais justo e menos corrupto.

Luanda Iwai foi a responsável pela organização do protesto. Em uma semana, ela conseguiu a autorização da polícia japonesa e, com o apoio de outros grupos, utilizou a rede social para convidar os brasileiros. 

 “As pessoas estão mudando a mentalidade. Por mais que elas ainda não entendam direito o que está acontecendo ou possa parecer que as manifestações ainda estão sem foco, vai ter uma hora que essas pessoas vão começar a entender, a criar mais foco e a mudar a mentalidade, entender que dá para elas se mexerem, se juntarem, e fazer alguma coisa.

Aqui [no Japão] acho que, depois disso [o protesto], o pessoal vai começar a se juntar mais e reivindicar mais algum tipo de direito aqui. O objetivo mesmo é mostrar que nós estamos aqui no exterior, mas que somos brasileiros, estamos apoiando o que está acontecendo lá [no Brasil] e extravasando um pouco a vontade de estar lá. Acredito que quem está aqui hoje no protesto - tanto aqui como em Nagoya, em Gunma, ou em outras cidades que foram organizar [os eventos] - são pessoas que gostariam de estar lá no Brasil, que, se estivessem no Brasil, estariam nas ruas também."

Teve gente que veio de longe, como Osaka, Yamanashi, Gunma e Tochigi. Fábio Nishimaki saiu de Fuji, na província de Shizuoka, e estava animado com a movimentação dos brasileiros no Japão.

 “Estou aqui no Japão desde 1995 e, se a gente contar do ano de 2004 para cá, houve várias iniciativas do governo chamando a comunidade para discutir os problemas. Só que, infelizmente, a participação sempre foi pequena. Então eu acredito que, a partir do momento em que acontece um movimento desses no Brasil, que acabou mobilizando também os brasileiros aqui no Japão, é possível despertar a consciência social e política deles aqui para fazer com que eles percebam - que todos saibam - e que se mexam também para fazer solicitações em relação às demandas da comunidade. Nós temos problemas em relação à educação das crianças brasileiras que estão aqui e muitos outros problemas também. Houve o acordo bilateral da previdência, que está muito bonito no papel, mas a realidade é que infelizmente a grande maioria do pessoal trabalha de forma terceirizada e não está no shakai hoken (seguro nacional de saúde) e, se você não estiver inscrito, você não está contribuindo. Você não contribui nem aqui nem no Brasil. Então o que vai acontecer com esses brasileiros depois, quando eles forem voltar [para o Brasil]?"

No sábado, dia 22, um grupo grande de brasileiros participou de uma manifestação similar na cidade de Nagoya, na província de Aichi. E, no próximo final de semana, outro grupo pretende fazer outro protesto na cidade de Oizumi, na província de Gunma. 


Fonte: NHK WORLD

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Domínio ‘.ong’ quer fortalecer Terceiro Setor


A internet está prestes a passar pela maior expansão de domínios desde sua criação. Entre este ano e o próximo, serão lançados mais de 1.400 novos sufixos pela Corporação para a Atribuição de Nomes e Números na Internet (Iccann, na sigla em inglês). Além dos já conhecidos .com, .net e .br, passaremos a usar .book, .eco e .sporte uma série de outras terminações.



A Public Interest Registry (PIR), gestora do domínio .org – que bateu a marca de 10 milhões de sites no ano passado – registrou os domínios .ong/.ngo, que estarão disponíveis em 2014, a fim de fornecer às organizações não governamentais uma presença online mais segura na rede. Além disso, todas as ONGs cadastradas serão agregadas em um portal de buscas, que permitirá doações online.

“Ao saber da expansão, pensamos: se novas terminações vão surgir e se somos os advogados das organizações sem fins lucrativos, como essa comunidade poderia se beneficiar dessa mudança na rede?”, disse ao Link Nancy Gofus, veterana na área de telecomunicações que dirige a PIR desde janeiro de 2012. Em visita ao Brasil, ela falou sobre os desafios do terceiro setor na internet e sobre o potencial do País nessa área.

Para ela, os novos domínios representam não só mais opções de visibilidade para marcas e organizações, mas uma verdadeira rodada de inovação na internet. Assim, conta que a PIR resolveu aproveitar a oportunidade para registrar um domínio que atendesse às necessidades de um público específico que hoje marca ampla presença nos sites que utilizam o domínio .org: as organizações não governamentais (ONGs ou NGOs, em inglês).

Boa parte de organizações do terceiro setor, sobretudo em mercados emergentes, se depara com o obstáculo de provar sua legitimidade na internet, principalmente no caso de transações financeiras. Segundo pesquisa da PIR realizada em maio deste ano, duas a cada três pessoas se sentem mais encorajadas a fazer doações quando o site tem um domínio credenciado. Três quintos se sentem seguros em fazer um pagamento em um site .gov.br, por exemplo.

“Além da questão da credibilidade, muitas dessas organizações enfrentam problemas para serem achadas, sobretudo em regiões como leste da África e Índia, onde muitas vezes há dificuldades na conexão de internet”, diz Nancy. Ela destaca que outra dificuldade apontada pelas entidades com as quais trabalha é a troca de experiências com outras ONGs que realizam trabalhos similares, para a troca de informações, estratégias e desafios.

A partir dessas questões, a PIR registrou o domínio .ong/ngo, destinado apenas a organizações não governamentais que buscam oportunidades para engajamento público, financiamento e parcerias.

Para obter os domínios – a empresa obterá tanto o .ong quanto o .ngo –, haverá um processo de validação para atestar que a organização não tem fins lucrativos, é independente e legal. “Você tem de estar em nossa base de dados para podermos checar se, dentro das leis do país em que você opera, você é uma ONG legítima”, diz Nancy.

Além disso, todas as organizações cadastradas com o domínio serão agregadas em um portal comum. Nele, o usuário poderá fazer buscas por nome, país, região, ou causa defendida – como combate à fome, construção de casas, geração de empregos, entre outros. “Cada ONG terá um pequeno perfil com informações sobre o seu trabalho, links para mídias sociais, vídeo… além da possibilidade de receber doações pela plataforma.”

Nancy aponta que o portal será útil não apenas para os usuários interessados em fazer doações, que poderão navegar pela plataforma, fazer buscas e achar ONGs que a interessem em todas as partes do mundo, como ajudará as próprias organizações a tomarem conhecimento umas das outras e trocarem experiências.

Para organizar e reunir tamanha base de dados, a PIR trabalhará em parceria com outras ONGs e associações. “Queremos construir um diretório global de ONGs, que atualmente não existe. Esperamos que essa iniciativa reúna a comunidade de ONGs da mesma maneira que a internet reuniu o mundo todo. Estamos mudando a internet para aqueles que estão mudando o mundo; e essa é uma missão muito empolgante!”, diz Nancy.

O domínio só estará disponível no ano que vem. Interessados podem entrar no site da PIR e se cadastrar para demonstrar interesse e receber notícias. “Nos cadastros que tivemos até agora, sem divulgação nenhuma, o Brasil já é o terceiro lugar, atrás de EUA e Índia. A comunidade de ONGs aqui é muito diversa e vibrante”, diz Nancy.

Redes sociais. Nancy ressalta que, apesar da recente explosão de mídias sociais nos últimos tempos, plataformas nas quais as ONGs tentam se fazer presentes – como o Facebook e o Twitter –, as entidades ainda precisam de um site estruturado para obter dinheiro. “Na rede social elas começam uma conversa com seus doares; mas transações financeiras acontecem em um site”, diz.

Recentemente, a regional sueca da Unicef fez uma campanha ressaltando esse aspecto. Ironizando o “ativismo de sofá”, um vídeo que pedia doações para a compra de vacinas contra a poliomielite trazia os dizeres “Curtir (no Facebook) não salva vidas; dinheiro salva”.

A diretora da PIR destaca a importância da linguagem audiovisual nos sites dessas organizações. “O vídeo é extremamente importante. Você tem um ou dois minutos para apresentar um problema e mostrar que você tem a solução”, diz. Como exemplo positivo de bom uso da internet e da linguagem visual, Nancy cita a Charity Water, ONG para levar água limpa para a quem não tem acesso, em países emergentes.

“É possível falar informar sobre sua doação em seu Facebook ou Twitter, despertando interesse em mais pessoas”, diz Nancy. “A geração mais nova está interessada em assuntos globais, querem resolver problemas fora de seus países. As ONGs precisam explorar isso.”

Diversidade. O domínio .org completou 25 anos, e é administrado pela PIR há dez anos. Por detrás desse sufixo está uma comunidade ampla e diversa, que vai da Wikipédia, a maior enciclopédia online, ao Craigslist, um site de classificados.

“É fascinante a mistura de organizações que utilizam o .org: há organizações sem fins lucrativos, páginas de filantropia e responsabilidade social de empresas privadas, times esportivos, associações comunitárias e igrejas”, diz Nancy. “O que as liga é que geralmente são indivíduos ou organizações que estão tentando reunir sua comunidade e têm uma história para contar”, diz.
O domínio .org é aberto e pode ser registrado por qualquer pessoa, empresa ou corporação. Atualmente, há 10 milhões de sites que usam essa terminação, sendo 39 mil deles brasileiros.



Fonte:Estadão

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Japão procura estreitar relações comerciais com Mianmar


Mianmar (antiga Birmânia) é um pequeno país do sudeste asiático, que viveu anos de isolamento durante o regime militar. Suas únicas referências comerciais eram com a China, que depois da queda do governo militar em 2011, começou a enfraquecer, abrindo espaço para outros países que desejam investir no país, principalmente com o Japão, que após um período de retração na economia, volta a investir no desenvolvimento dos países em crescimento na Ásia.



Foi o que ocorreu com o Vietnã, Malásia, Camboja, Tailândia e Filipinas, que depois do investimento japonês, da abertura de empresas japonesas, da tecnologia empregada. Propiciou a esses países um rápido crescimento econômico e principalmente, melhoria na infraestrutura e qualidade de vida da população.

O primeiro ministro japonês, Shinzo Abe, juntamente com lideres empresariais de grandes conglomerados, tem intensificado as relações com o Mianmar, viajando regularmente para conhecer a realidade do país.

Várias empresas japonesas estão dispostas a instalar unidades no país, devido aos incentivos fiscais e principalmente, a mão de obra bem mais barata em relação aos seus vizinhos do sudeste asiático.

O Mianmar passa por um momento de descobertas, e a sua população ainda se assusta com a “liberdade” que durante anos lhe foi cerceada durante o regime militar. O novo governo civil vem tentando, através de investimentos estrangeiros, modernizar a estrutura do país.

Mianmar e sua rede de distribuição de energia elétrica cheia de "gatos"

A cidade de Yangum está passando por um momento de bolha econômica, diversos investimentos imobiliários estão sendo lançados, mas ainda há muito que fazer para melhorar. O sistema bancário é subdesenvolvido, para comprar um apartamento, é preciso um caminhão de dinheiro, remessas bancárias são inviáveis, usar cartão de crédito também é impossível, tudo isso devido à falta de tecnologia no setor. Internet é coisa somente para os abastados, pois somente os custos de instalação variam de 800 a 1.000 dólares para uma conexão lenta e sujeita a constantes quedas. A telefonia móvel também é artigo de luxo, onde um chip de celular custa 625 dólares não incluso o aparelho.

O Japão está trabalhando também na construção de estradas e de infraestrutura para  o suprimento de energia elétrica e serviços de telecomunicações. Também vem realizando esforços para o estabelecimento de sistemas legais para a realização de atividades econômicas, incluindo leis sobre investimento a bancos e o incentivo à formação de trabalhadores qualificados. Tudo isso é essencial para o desenvolvimento do país e ao mesmo tempo, contribui para criar um ambiente mais favorável à entrada de companhias japonesas.

O governo do Mianmar espera que o relacionamento que está sendo construído com o Japão  seja mais amplo, envolvendo também questões fora do âmbito empresarial.

Logo após a queda do regime militar, o Japão através de várias organizações sociais, enviou ajuda humanitária, cuidando de questões como a saúde, combate a pobreza e a segurança, dando um grande suporte para a reestruturação do país.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Os Desafios para o Aprimoramento do Ser Humano


Estamos vivendo em pleno século XXI, época de modernidade, tecnologia e informação. Estamos todos conectados à internet, onde ficamos informados de tudo o que se passa ao redor do mundo em tempo real.

Mas apesar de toda essa tecnologia da informação, fiquei abismado com uma série de acontecimentos que julgava impossível de ocorrer na atualidade.

O caso do monstro de Cleveland, nos Estados Unidos, onde o imigrante Porto Riquenho, Ariel Castro, manteve durante uma década, três mulheres no cativeiro, duas delas seqüestradas na adolescência, passando por uma série de atrocidades, sendo violentadas e espancadas constantemente, uma delas chegou a engravidar cinco vezes e abortou todas.

Ariel Castro, o monstro de Cleveland

Outro fato semelhante foi o do austríaco Josef Fritzl, que manteve sua própria filha no cativeiro, no porão de sua casa por vários anos, tendo tido inclusive sete filhos com ela.

Casos como esses nos remetem a era medieval, onde os guerreiros ao dominar o território inimigo, invadiam suas casas, seqüestravam as mulheres e cometiam todo tipo de abuso.

É difícil de entender o que se passa na mente dessas pessoas. São graves distúrbios que passam despercebidos aos vizinhos e amigos que jamais imaginariam que pessoas tão próximas, sejam capazes de tamanha crueldade.

Outro fato bizarro que foi matéria  da revista Veja, está sendo chamado de turismo antropológico. Na cidade chinesa de Dandong, separada da cidade norte-coreana de Sinuiju pelo rio Yalu, prospera um novo filão turístico: “Aviste a Coréia do Norte e fale com um norte-coreano”, diz a placa na entrada do porto improvisado. Meias dúzias de lanchas aguardam a chegada de fregueses em frente a um quiosque que aluga binóculos e oferece suvenires com fotos de Kim Il Sung. Biscoitos, pães e pacotes de salsicha também estão à venda, mas não se destinam ao consumo dos turistas. A vendedora explica: “Você pode atirar para eles do barco. Eles têm fome e são muito pobres. Não conhecem nenhum desses produtos.” Por cerca de 16 dólares, turistas embarcam nas lanchas, seguindo até a fronteira com a Coréia do Norte, onde mulheres e crianças ficam nas margens do ria à espera dos turistas chineses em busca de comida.

turistas chineses acenam para os norte-coreanos

As lanchas aproximam-se e os chineses começam a atirar os pacotes de salsicha comprados no quiosque.

Que cena mais grotesca, seres humanos sendo tratados como animais no zoológico. A que ponto chegou, onde foi parar o respeito, a dignidade ao próximo.

norte-coreanos ficam as margens do rio esperando os turistas jogarem comida


Casos como esses e muitos outros, a cada dia vem à tona nos chocando e fazendo com que a gente pare para pensar e refletir sobre a condição humana.

Sempre procurei seguir os ensinamentos dos meus pais que diziam para sempre fazer  o bem e respeitar o próximo. Infelizmente, a bondade e o respeito, são qualidades que andam em falta ao homem da atualidade. Por toda parte, o ser humano vive procurando os defeitos alheios, odiando e recriminando a toda gente, salientando sempre os seus aspectos desagradáveis.

Há, no homem moderno, um requinte de egoísmo, grosseria, espírito calculista e constante desculpa para todos os erros que comete.

Guardo comigo um ensinamento do filosofo japonês, Mokiti Okada, que diz o seguinte: “Há um método que nos permite avaliar o nosso progresso e aprimoramento como seres humanos. Primeiro, devemos evitar as desavenças; depois desenvolver a bondade; por fim, nos tornarmos mais corteses. Se conhecermos alguém com tais atributos veremos logo que 
é pessoa polida, estimada e respeitada por todos.”

Ele termina dizendo que a verdadeira civilização resultará do crescente numero de pessoas que agem conforme esses ensinamentos. Ser fiel às regras morais permite a formação de uma sociedade agradável, onde reina o conforto. Se tal sociedade puder ser criada, o Paraíso será uma realidade para o homem.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Encontro internacional debate melhorias para a África



A Quinta Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento Africano (TICAD V) na sigla em inglês, foi realizada na cidade de Yokohama, próxima a Tóquio durante os dias 1, 2 e 3 de junho. Delegações de 51 países da África participaram da conferência discutindo temas como o desenvolvimento econômico sustentável, paz e estabilidade. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que o país vai prover o continente com um pacote de até 32 bilhões de dólares voltados ao desenvolvimento, fornecidos pelo governo e pelo setor privado, ao longo de um período de cinco anos. 


 Abe, declarou que agora é tempo de investir no continente africano, uma vez que este está emergindo da pobreza e da instabilidade para uma nova era de crescimento. O Japão deverá estreitar os laços com o continente africano, pois este será o centro do crescimento econômico global por volta de meados do século atual.



A conferência foi presidida por  Yoshifumi Okamura, do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão. Okamura é também representante do primeiro-ministro para a África, e diretor-geral do Departamento de Assuntos Africanos.



Segundo Okamura, as conquistas desta edição da TICAD foram expressivas e temas sobre questões futuras estão bem encaminhadas. "A África quer ver mais empresas japonesas negociando com os países do continente, e a TICAD V discutiu maneiras de promover essa expansão. Reuniões foram realizadas entre presidentes de empresas japonesas e chefes de estado e outros dirigentes de países africanos. Isso ajudou a construir uma ponte entre nações africanas e empresas japonesas, algo que, acreditamos, levará ao desenvolvimento corporativo com a região no futuro."

Melhorias  necessários para facilitar o desenvolvimento e os investimentos na África

 Okamura, ressalta que o principal problema é a baixa infraestrutura nos países africanos . Serviços básicos, como eletricidade, água, estradas e comunicações, todos essenciais para que companhias possam ir para a África ou para fazer negócios no mercado africano continuam sendo inadequados. Há também a necessidade de investir em recursos humanos. O governo japonês está discutindo maneiras de ajudar nessa área, como na criação de infraestrutura e treinamento de pessoal.





O Japão já se comprometeu a enviar 6,5 bilhões de dólares em fundos públicos, como a Assistência ao Desenvolvimento no Exterior, destinados à melhoria da infraestrutura. No setor de recursos humanos, o plano atual é de treinar 30 mil pessoas para o trabalho em fábricas, além da criação de centros de treinamento em 10 regiões da África.


Okamura explica também que há uma certa preocupação a respeito de como as restrições e sistemas legais são administrados. Se cuidados não forem tomados, eles podem dar margem à corrupção. Não pode haver muito progresso nos negócios até que esses problemas sejam resolvidos. 





Okamura conclui dizendo que os próprios países da África precisam lidar com e resolver esses problemas para criar um ambiente propício ao desenvolvimento.