quarta-feira, 30 de abril de 2014

Chineses desenvolvem modelo para estudar poluentes



Um grupo de pesquisadores da Peking University, na China, tem obtido resultados expressivos no estudo de um tipo de poluente, os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs).

Os HPAs estão entre os mais tóxicos poluentes orgânicos persistentes (POPs) e são produzidos principalmente pela queima incompleta de material orgânico e de combustíveis como derivados do petróleo, carvão e madeira. Estudos associaram os HPAs com o risco de câncer e esses compostos foram listados em 2001 na Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes.
“Ampliar o conhecimento sobre os HPAs é muito importante para a China e demais países em desenvolvimento. Basicamente, esses poluentes orgânicos são produzidos por todo tipo de combustão, por qualquer substância que queime”, disse Shu Tao, professor e diretor da Faculdade de Ciências Ambientais da Peking University, durante o Simpósio Brasil-China para Colaboração Científica – FAPESP Week Beijing realizado ne 16 a 18 de abril na universidade chinesa. Por causa da população e da estrutura energética da China, a emissão de HPAs é ainda mais intensa na China.
Tao e equipe desenvolveram um modelo computacional capaz de calcular a emissão dos principais tipos de HPAs na China e no mundo. O modelo utiliza dados de diversas fontes – incluindo informações meteorológicas, de saúde pública e de satélites – e é uma combinação de modelos menores, que avaliam, por exemplo, o transporte de componentes pela atmosfera, a exposição da população pelo mundo e o risco de adquirir câncer.
De acordo com o modelo dos cientistas da Peking University, embora a variabilidade espacial seja grande, o risco de adquirir câncer de pulmão é maior no leste chinês (mais urbanizado e industrializado) do que em outras áreas do país.
Os pesquisadores também avaliaram a suscetibilidade genética do risco de câncer de pulmão, que está associada com o polimorfismo de genes relacionados com o metabolismo de carcinógenos e com o reparo de DNA.
“Nosso grupo estimou que 1,6% dos casos de câncer de pulmão na China deveram-se à exposição a HPAs. Parece um número pequeno, mas para uma grande população, como a chinesa, estamos falando de um total expressivo”, disse Tao.
Em artigo publicado no periódico Environmental Science & Technology, Tao e equipe analisaram a emissão global de 16 tipos de HPAs emitidos por 69 tipos de fontes diferentes.
A análise feita pelos pesquisadores apontou que, do total das emissões de HPAs em todo o mundo – o período de estimativa adotado foi de 1960 a 2030 –, 6,19% podem ser classificadas como compostos carcinogênicos, sendo que o valor se mostrou maior nos países em desenvolvimento (6,22%) do que nos desenvolvidos (5,73%).
Segundo o estudo, o potencial de causar danos à saúde por conta dos HPAs é maior em regiões com maior emissão desses compostos por fontes antropogênicas.
A boa notícia é que as emissões de HPAs pela ação humana deverão cair. Simulações até o ano 2030 apontam queda nas emissões desses poluentes tanto nos países desenvolvidos (de 46% a 71%) como nos em desenvolvimento (de 48% a 64% a menos).

Fonte: Exame Meio Ambiente e Energia

quarta-feira, 23 de abril de 2014

SP ganha lixeira de R$ 8 mil alimentada por energia solar


 É uma lixeira que só falta falar. Vem com sensor que avisa via SMS quando está vazia, com 80% de sua capacidade ocupada ou quando está totalmente cheia. No seu topo, tem painéis solares que geram energia para compactar os resíduos. A lixeira high tech tem até nome: Big Belly, algo como “barrigão”.
Importadas, elas chegaram à São Paulo ontem, e podem ser encontradas em cinco pontos da região dos Jardins, área nobre da capital.
Conhecida como papeleira inteligente, ela necessita apenas de 8 horas de sol para operar um mês inteiro, e, por meio de seu compactador automático, pode armazenar até 600 litros de resíduos recicláveis sem necessidade de manutenção.
Cada uma custou cerca de R$ 8 mil reais e foram instaladas pela Inova Gestão de Serviços Urbanos, que atua na região.
Segundo a empresa, a nova lixeira evita problemas como vandalismo, vazamento de chorume, e contato de animais. Além disso, tem maior capacidade de armazenamento, equivalente a 12 lixeiras convencionais.
Ainda de acordo com a Inova, o software que monitora a capacidade da Big Belly também aumenta a eficiência das rotas de recolha do lixo e reduz o número de viagens, racionalizando o uso de combustível e de mão de obra.
O projeto está em fase piloto e conta com parceria dos lojistas da região. Dependendo da aceitação do público no local, a empresa estuda expandir o uso da lixeira para outras áreas da capital.

No momento, elas podem ser encontradas na Alameda Lorena com a rua da Consolação, na Rua Peixoto Gomide com a rua Oscar Freire, na Bela Cintra com a Oscar Freire, na Bela Cintra com a alameda Tietê e na Rua Melo Alves com a Rua Oscar Freire.

Fonte: Exame Meio Ambiente e Energia

domingo, 13 de abril de 2014

Taxista - Profissão Perigo


No último mês de Março, uma série de assaltos a taxistas ocorreram em Mogi das Cruzes e trouxe a tona uma velha discussão. A falta de segurança dos profissionais e quais medidas devem ser adotadas para amenizar a situação de eminente risco dos taxistas.

Táxi é um tipo de transporte público individual que constitui um subsistema que complementa o do sistema de transportes públicos de passageiros, assumindo um papel particularmente importante no contexto da oferta de serviços rodoviários urbanos.

Anualmente, na ocasião da renovação do alvará de permissão, os veículos passam por uma rigorosa vistoria para estarem em perfeitas condições de uso. Tanto os permissionários quanto os motoristas auxiliares são submetidos a diversas exigências, como exame médico, certidões criminais, cursos de reciclagem etc.


Mas o que temos presenciado é que a contrapartida, não vem ocorrendo. Falta de policiamento junto aos pontos de táxi, demora no registro das ocorrências e ao que consta, nenhum dos casos foi solucionado; com os criminosos a solta, podendo a qualquer momento cometer outro assalto.

Somente com a união de sindicato, permissionários e auxiliares, buscando os mesmos ideais, a classe terá condições de forma organizada, discutir e reivindicar junto à Prefeitura Municipal, melhores condições de trabalho.

Infelizmente a categoria ainda é muito desunida, falta de uma entidade de classe mais atuante, onde permissionários e auxiliares possam se reunir, discutir, dar sugestões, enfim, serem ouvidos de forma igualitária, o que não vem ocorrendo atualmente, pois há uma distância enorme entre o permissionário, que assume o papel de patrão e o motorista auxiliar, de empregado.

Os auxiliares são submetidos a uma longa jornada de trabalho, ultrapassando 12 horas diárias, enfrentando as diversas condições adversas de trabalho, como falta de segurança, stress no trânsito e convivendo com as péssimas condições das vias urbanas. Como a grande maioria dos permissionários atua no regime de pessoa física, inscritos no CCM (Cadastro de Contribuinte Mobiliário), não estão obrigados a seguir nenhuma legislação trabalhista, como registro em carteira, férias, 13º salário.

Existe também a opção pelo cadastro como Micro empreendedor Individual (MEI), mas prontamente rejeitado, pois obriga ao  permissionário cumprir com  todas  as obrigações  trabalhistas.

A categoria ainda está longe de ser organizada, pois ainda há muitas divergências de opiniões e muito distante de conquistar os direitos que os empregados domésticos conseguiram.