sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O papel do Japão na expansão do Canal do Panamá

O Canal do Panamá é um importante corredor entre os oceanos Atlântico e Pacífico, desde que foi aberto em 1914. O canal agora está passando por uma grande obra de expansão, num custo total de 5,25 bilhões de dólares, que deveria ser finalizada em 2014, no seu centenário. O plano de expansão consiste na construção de uma nova hidrovia, criando um novo conjunto de comportas paralelo às existentes, para ser operado simultaneamente junto às comportas atuais. Cada conjunto ascenderá do nível do mar até o Lago Gatún em apensas uma passagem, em oposição à situação atual, onde há uma passagem em duas etapas, Miraflores/Pedro Miguel. Depois da obra terminada, enormes navios-tanque e de contêineres, poderão passar pelo canal transportando quase três vezes o volume de carga que transportam atualmente.



O Japão é o maior investidor do projeto de expansão. Até o momento, o Japão forneceu 800 milhões de dólares. Em maio, o chanceler japonês, Fumio Kishida, visitou o Panamá a fim de se encontrar com sua contraparte panamenha Fernando Núñez Fábrega, visando fortalecer a cooperação bilateral.

O governo do Panamá afirma que mais de 60% da obra está completa. O projeto teve início em 2007, mas os trabalhos sofreram um atraso devido a um processo entre o governo e as empresas contratadas, a respeito do material a ser usado. O trabalho deverá ser finalizado em 2015 ao invés de 2014 como planejado inicialmente.

O Japão é um dos maiores usuários do canal e também um dos que mais usam a zona de livre-comércio de Colón. O presidente panamenho Ricardo Alberto Martinelli Berrocal anunciou que o Japão vai participar da construção de uma quarta ponte rodoviária por sobre o canal e de uma ferrovia na cidade do Panamá. O presidente manifestou uma grande expectativa no Japão.

Depois que o projeto apoiado pelo Japão for completado, a capacidade de distribuição no Panamá e do Canal do Panamá deverá apresentar uma melhora drástica. Isto por sua vez, deverá mudar a distribuição de produtos em todo o mundo.

O crescimento econômico do Panamá em 2010 e 2011 foi de acima de 10% graças ao efeito do projeto de expansão do canal. O índice de crescimento deverá ser de cerca de 9% neste ano. Oitenta por cento do PIB do Panamá vem de trabalhos relacionados ao canal. 

O canal produz um bilhão de dólares em lucro ao governo a cada ano. O projeto tem efeitos econômicos para promover mais os negócios relacionados ao canal e melhorar infraestruturas como portos e ferrovias.




Fonte:NHK WORLD

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Japoneses desenvolvem aparelhos mais inteligentes, falam entre eles e estudam nossos hábitos

Até aonde você imagina que uma pessoa pode interagir com seus aparelhos de eletrodomésticos em casa? Grandes mudanças estão ocorrendo neste mercado tão competitivo e os consumidores não vão querer perder nada disso.



A tecnologia de sensores melhorou drasticamente a funcionalidade de eletrodomésticos nos últimos anos. Agora, esses aparelhos estão se tornando mais inteligentes, mais comunicativo e mais conveniente, diz uma reportagem do jornal Nikkei.

Um sistema de gestão de energia doméstica criado pela Toshiba Corp 's permite os dispositivos acender luzes, ar condicionados, aquecedores de água elétricos e outros dispositivos que podem ser acessados remotamente através de seus smartphones ou tablets, enquanto as pessoas estão longe de casa.

Isso é apenas o começo. Toshiba está trabalhando em um sistema que recolhe dados sobre consumo de energia elétrica dos usuários, analisando os padrões de vida das pessoas e permitindo à empresa oferecer serviços adaptados às suas necessidades.

"Sabemos o que você está pensando"

A empresa planeja lançar o sistema em um condomínio construído pela Mitsui Fudosan  no próximo ano. Ele será capaz de determinar se os moradores estão dispostos a comer fora, analisando seu consumo de eletricidade, enviando-os cupons de restaurante e outras informações úteis.



Enquanto isso, a Sharp está equipando os aparelhos com o seu Cocoro Engine, um dispositivo de inteligência artificial que permite que os aparelhos pensem por si mesmos.

"Por que você não tenta usar o secador?", perguntou uma máquina de lavar roupa Cocoro em um vídeo promocional, fazendo o público presente rir em uma conferência de imprensa, realizada no dia 09 de julho. O Cocoro Engine usa os dados do histórico de funcionamento da máquina e o sensor para informar seu status, verbalmente ou através de luzes que piscam.

O Cocoro Engine é projetado para interagir com os usuários, que podem não estar ciente das características avançadas dos produtos Sharp. A empresa acredita que a tecnologia interativa irá ajudar os clientes a decidir as funções não utilizadas, aumentando o valor de seus produtos. Ela planeja incorporar a tecnologia em cinco aparelhos, incluindo refrigeradores, ar condicionado e máquinas de lavar roupas.

Sharp também está trabalhando para que o Cocoro Engine consiga interagir com servidores virtuais. Desta forma, esperando melhorar as interações com os clientes, armazenando os dados recolhidos a partir de muitos gadgets.

Um interessante dispositivo é o Cocorobó do aspirador de pó robótico, que saiu no ano passado. Ele pode falar com outros aparelhos domésticos, controlando aparelhos de ar condicionado e outros dispositivos através de um smartphone.

Outras empresas também estão trabalhando para incorporar a computação em servidores virtuais em seus produtos. Panasonic Corp está trabalhando com a Fujitsu Ltd., utilizando a computação em nuvem da Fujitsu para analisar os dados coletados por meio de aparelhos que são controlados por smartphones.

O governo está tornando mais fácil para adicionar funções de controle remoto para eletrodomésticos através da revisão da lei de segurança elétrica do aparelho. As alterações entrarão em vigor em janeiro.

Aparelhos mais inteligentes para residências irão melhorar a qualidade de vida das pessoas. A concorrência entre os fabricantes irá assegurar os benefícios de dispositivos inteligentes para procurar cada vez mais a evolução de todos os aparelhos comum em uma casa.

Fonte: Jornal Nikkey



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Governo do Japão consulta especialistas em economia sobre aumento de imposto



Ao contrário do Brasil, onde as medidas econômicas são sempre tomadas única e exclusivamente por sua equipe econômica governamental, o governo do Japão começou a ouvir a opinião de especialistas na área de economia a respeito de se deve seguir adiante com o aumento do imposto sobre consumo agendado para entrar em vigor em abril do ano que vem.


Os ministros das Finanças, Taro Aso, e da Revitalização Econômica, Akira Amari, irão encontrar-se ao longo de seis dias a partir desta segunda-feira (26/08) com um total de 60 pessoas. Estão incluídos neste grupo acadêmicos, representantes dos setores de negócios, de trabalhadores e de grupos de defesa do consumidor.



As opiniões dos especialistas, incluindo se eles são a favor ou contra o aumento, além de propostas de medidas econômicas e reforma do sistema tributário, serão sistematizadas em um relatório e submetidas ao primeiro-ministro Shinzo Abe no começo de setembro.



Abe deve chegar a uma decisão final no começo de outubro após levar em consideração este relatório além de indicadores econômicos tais como a variação do PIB que será publicada no dia 9 de setembro.


Já foi promulgada legislação que prevê a elevação da alíquota do imposto de consumo dos atuais 5% para 8% a partir de abril. No entanto, uma condição para a execução do plano é haver uma melhoria da situação econômica do país. Os encontros com especialistas têm o objetivo de avaliar a situação econômica e as perspectivas futuras. Não se trata simplesmente de optar por aumentar ou não o imposto de consumo.

Tanto uma opção como a outra trarão grandes riscos e, assim, o governo decidiu ouvir várias opiniões.

Um dos quadros possíveis, por exemplo, é ocorrer uma alta dos preços em consequência da política econômica do primeiro-ministro, Shinzo Abe - a chamada Abenomics -, sem uma elevação dos salários. Neste caso, o aumento do imposto de consumo para 8% colocaria um grande fardo nos ombros dos consumidores. Se a população apertar os cintos, poderá haver uma retração econômica.


Já no caso de não ser aumentado o imposto de consumo, os mercados financeiros poderão interpretar a medida como sinal de que o governo não tem intenção de honrar a dívida pública. A dívida, hoje em torno de 10 trilhões de dólares, equivale aproximadamente ao dobro do Produto Interno Bruto do Japão. Tal situação levaria a uma venda em massa de títulos públicos e a uma elevação acentuada das taxas de juros. Outro resultado seria um aumento dos juros de empréstimos imobiliários. Os juros dos bancos também subiriam, dificultando a tomada de empréstimos pelas empresas. Um importante objetivo das reuniões com especialistas é definir opções para reduzir estes riscos.

Se o governo aumentar o imposto de consumo, será importante dispor de meios para tomar medidas econômicas arrojadas com vistas a não prejudicar a economia.


Se a alíquota do imposto não for aumentada em abril, um plano alternativo em estudo - em lugar de um simples adiamento da medida - é uma elevação do imposto em ritmo anual de 1%. A atual legislação prevê o aumento da alíquota em duas etapas até a sua elevação para 10% em 2015. Também foi cogitada a possibilidade de evitar a medida no ano que vem e realizar uma única elevação, para 10%, em outubro de 2015.



Muitos pontos precisam ser debatidos - por exemplo, a eficácia das propostas. Outro ponto central das discussões será a necessidade de intensificar o afrouxamento monetário para evitar uma acentuada elevação das taxas de juros na eventualidade de não haver o aumento do imposto de consumo.



Fonte: NHK WORLD

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Biodigestores, uma alternativa sustentável para problemas de saneamento

As questões envolvendo o “lixo” são um dos temas mais debatidos atualmente no Brasil. Muito se tem discutido sobre o que fazer para diminuir a quantidade de lixo produzido, a coleta seletiva, o destino correto, etc. Das grandes cidades, o Rio de Janeiro, deu o primeiro passo estipulando multa para quem joga lixo na rua. A fiscalização começou a partir do dia 20/08 e quem for flagrado jogando lixo na rua terá que apresentar seu CPF, tendo que pagar uma multa a partir de R$ 157,00, aumentando conforme o volume de lixo. Quem joga lixo enquanto dirige, também será multado, nesse caso o fiscal anotará a placa do veiculo e a multa será encaminhada para a residência do motorista.

Mas o que fazer com tanto lixo que aumenta a cada dia? Os aterros sanitários estão com sua capacidade no limite. Uma opção que tem muitos simpatizantes e amplamente difundida nos países desenvolvidos são as usinas de incineração, mas que no Brasil ainda encontram muitas dificuldades na implantação devido ao alto custo, pois requer tecnologia avançada no sistema dos catalisadores para diminuir os efeitos da poluição.

No Japão, a incineração é o sistema mais utilizado nas cidades, possuindo a mais moderna tecnologia do mundo. Nas regiões rurais do arquipélago, outra tecnologia simples, barata e bem antiga é amplamente utilizada: são os biodigestores.



O esterco de bovinos, porcos e galinhas são altamente poluentes, especialmente se chegarem aos cursos de água, por isso, a opção dos biodigestores contribui para diminuir o aquecimento global e provendo energia barata para habitantes de áreas rurais.

O equipamento consiste em uma caixa de entrada para receber os resíduos diluídos em água; em seguida, o material vai para uma câmara onde inicialmente sofre fermentação que converte açucares em acido acético. Depois que todo o oxigênio foi usado, em ambiente completamente anaeróbico, as bactérias sobreviventes, que dispensam o oxigênio, passam a produzir gás metano, a biomassa restante vira biofertilizante.

Os biodigestores anaeróbicos que produzem biogás podem ser fabricados em todos os tamanhos, seja para uma pequena fazenda de um mini- produtor rural ou para grandes áreas destinadas ao agronegócio.

A maior província japonesa em extensão de terra é Hokaido, onde se concentram um  número de pequenas propriedades rurais, onde a técnica dos biodigestores é muito utilizada. Além de dar um destino correto e eficiente para os resíduos, o biogás proveniente da bio digestão pode ser usado para cozinhar em casas próximas ao local de produção, o que evita o consumo de gás natural. Também pode ser usado para aquecer abrigos de animais no rigoroso inverno japonês, aquecer estufas de plantas e servir como combustível para geradores de energia elétrica.

ideia de que gás combustível pudesse surgir da fermentação de resíduos orgânicos é antiga; o fenômeno foi observado pela primeira vez há pelo menos quatro séculos e no começo do século XIX o gás foi identificado como metano por pesquisadores na Europa. No entanto, o uso do biogás se tornaria popular nos países em desenvolvimento. Índia e China são pioneiros e lideres mundiais no uso de biodigestores.

O Brasil ainda sofre muito com problemas de saneamento. Mais da metade dos domicílios no Brasil não são sequer conectados a rede coletora. E o que chega a ser coletado, menos da metade recebe algum tipo de tratamento. Esse esgoto sem tratamento esta por aí, poluindo os rios, o meio ambiente e espalhando várias doenças.


Não há dados sobre a utilização de biodigestores no Brasil, mas estima-se que o número seja bem baixo. Uma tecnologia sustentável e barata que devia ser incentivada, onde 95% dos municípios são pequenos, com população inferior a cem mil habitantes. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Como Fukushima virou um martírio atômico sem fim


O conhecimento popular diz que o tempo cura tudo. Em se tratando da usina de Fukushima Daiichi, fortemente danificada pelo terremoto e pelo tsunami de 11 de março de 2011, isso pode significar décadas: a árdua tarefa de desmantelar a central tem duração estimada de 30 a 40 anos.
Devido aos estragos provocados, é difícil precisar quantas surpresas vão aparecer no caminho. Prova disso é o vazamento de água contaminada com materiais radioativos, entre eles iodo, estrôncio, césio e plutônio, que se tornou, hoje, o principal desafio da operadora, a Tokyo Electric Power Co, ou Tepco.
Pouco antes, em 2012, o alarme de emergência disparava repetidamente por outro problema, o aquecimento dos reatores, já resolvido. Mas quando tudo parecia relativamente controlado, o vazamento de água veio à tona, mergulhando a usina em nova crise, que se intensificou esta semana. E uma crise difícil de resolver.

O governo japonês informou que, diariamente, cerca 300 toneladas de água radioativa vazam para o mar. Parte do volume contaminado vem das reservas de água usadas na refrigeração dos reatores. Outro agravante é a contaminação do subsolo da usina, por onde passa um grande fluxo de água que desce das montanhas que circundam a usina.
Para conter o vazamento, a Tepco e as autoridades do Japão estudam adotar uma medida drástica: congelar o subsolo, criando assim uma barreia ao fluxo de água que segue para o mar. A expectativa é que o governo solicite fundos do orçamento do próximo ano fiscal para ajudar a financiar a empreitada.
Enquanto a solução mais efetiva não chega, a operadora começou a bombear a água que se acumula no subsolo dos reatores e armazená-la em mais de mil contêineres. Mas é preciso correr contra o relógio – amostras indicam que o índice de radioatividade detectada na água subterrânea sob a usina de Fukushima aumentou 47 vezes nos últimos cinco dias.
Peixes “radioativos”
O vazamento de água contaminada para o mar tem potencial de afetar drasticamente a fauna marinha mesmo em regiões afastadas, onde a concentração de sustâncias tóxicas seria menor.
Em julho, um caso virou manchete dos jornais locais. A dezenas de quilômetros da usina de Fukushima, um robalo capturado revelou um nível de radioatividade inédito em um pescado desta espécie, 10 vezes superior ao limite autorizado no Japão.

O governo do Japão proibiu a pesca comercial na área, cerca de 200 quilômetros a nordeste de Tóquio. Mas a contaminação parece não encontrar barreiras. Em fevereiro, quase do outro lado do planeta, pesquisadores encontraram, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, um atum contaminado pela radiação de Fukushima.
Casos como esses são o retrato de como, mesmo dois anos após a tragédia, os danos na usina japonesa de Fukushima continuam dispersos e difíceis de serem conhecidos com precisão. Um verdadeiro martírio nuclear.
Fonte: Exame Meio Ambiente e Energia


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A “pororoca dekassegui” leva mais nikkeis de volta para o Brasil

O projeto foi lançado faz três anos pela empreiteira Fujiarte e tem ajudado na recolocação de mão de obra dekassegui no retorno ao Brasil. Este mês, vinte operários brasileiros vão iniciar estágio no Japão e depois embarcam para trabalhar em seu País.


Até o momento, três grupos de cerca de 60 pessoas já participaram em julho de palestras em Nagoya. Encarregados do Projeto Pororoca, falaram sobre uma situação que já vêm de três anos atrás.

O crescente investimento de empresas japonesas no Brasil e a busca por mão de obra entre operários brasileiros no Japão. É uma união entre o útil e o agradável que tem cerca de 80 empresas cadastradas com vagas em aberto em vários setores.

Multinacionais japonesas instaladas no Brasil abrem vagas para brasileiros, dekasseguis com experiência de trabalho operário em fábricas no Japão.



Para muitos é grande a expectativa de fazer o caminho de volta para casa com a garantia de emprego em firma japonesa.

Segundo, a brasileira Lídia Akemi Shimizu, uma das participantes das palestras do Projeto Pororoca, o que mais a estimula a voltar para o Brasil, são as boas expectativas de crescimento da economia e trabalhar em uma empresa japonesa, onde já conhece todo o sistema de trabalho, facilitando a readaptação ao mercado de trabalho no Brasil.

Os participantes das reuniões em Nagoya preencheram uma ficha cadastral e passaram por entrevistas individuais. Entre eles, vários encarregados de empreiteiras que dominam bem o idioma japonês e acreditam nas oportunidades de recolocação profissional.

O nome do projeto faz referência ao encontro das águas na região amazônica, com a inversão do curso das águas do rio. Seria agora algo como a “pororoca dekassegui”, com os trabalhadores fazendo o movimento contrário, de volta ao Brasil.

Tyson Koto, de 22 anos de idade, trabalha na fábrica da Honda na província de Mie-Ken e acreditou que o Japão proporciona sim aprendizado que pode ser interessante agora no retorno ao Brasil.

“Aqui no Japão a gente aprende muita coisa. O Japão me deu educação, me deu serviço. Tudo que eu tenho agora é graças ao Japão, essa oportunidade também, aliás. É engraçado, porque todas as pessoas que vieram para o Japão foi atrás de serviço, e agora a gente está indo atrás de serviço para o Brasil, acho que ninguém esperava”, expressou Tyson.

O projeto foi lançado pela empreiteira Fujiarte, que faz 20 anos com seu escritório em São Paulo que tratava da vinda de dekasseguis ao Japão. Com a redução nas ofertas de trabalho aqui, decidiu inverter o foco e atender os que pensam fazer o caminho de volta.



“Após a crise econômica, muitos brasileiros retornaram, e empresas japonesas começaram a fazer investimento no Brasil e agora está procurando mão de obra nikkei, que entendem o sistema de produção e dominam o japonês e inglês”, diz Ryoichi Noda, um dos encarregados do Projeto.

O Projeto Pororoca apenas faz a apresentação dos candidatos e presta assessoria no período de treinamento no Japão. A contratação é direta, entre o funcionário e a empresa interessada na mão de obra.

Fonte: IPC Digital


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Conheça Toyama, a cidade modelo de meio ambiente

Os moradores de Mogi das Cruzes já devem estar habituados a ouvir falar da cidade japonesa de Toyama que é a sua cidade irmã, e nos últimos anos os laços de amizade vêm se estreitando através de vários intercâmbios de troca de informações e tecnologias, principalmente nas questões ambientais, onde Toyama é tida como referência em todo o arquipélago.



Técnicos da prefeitura de Mogi das Cruzes estiveram em Toyama para ver de perto como funciona todo o processo envolvendo o lixo domiciliar, desde a separação, coleta e destino final, e esperam adotar esse sistema na cidade.

Agora vamos conhecer melhora a cidade de Toyama.

Toyama é a capital da província de mesmo nome, localizada no centro do país, sendo privilegiada geograficamente, cercada por montanhas íngremes, e uma vasta planície estende-se pela região central, formando belas paisagens naturais. A cidade é detentora do mais alto grau de preservação ambiental do arquipélago. É também reconhecida como cidade modelo de meio ambiente, sendo a primeira cidade japonesa a cobrar pelas sacolas plásticas de supermercados.

Conforme dados da prefeitura, no ano de 2010, Toyama contava com uma população de 420.508 habitantes. Um dado importante da cidade é que ocupa o primeiro lugar em todo o Japão na proporção de casa próprias em relação à população, o que comprova o alto padrão de moradia da cidade. Excelente infraestrutura e baixa freqüência de distúrbios naturais fazem de Toyama um ótimo local para se morar.

A renda liquida dos trabalhadores de Toyama é uma das mais altas do Japão. As mulheres contribuem muito para esses números, pois a cidade conta com uma proporção altíssima de mulheres economicamente ativas, enriquecendo ainda mais a economia. A taxa média de poupança também supera a media nacional.

Toyama conta com um parque industrial diversificado e sua mão de obra é altamente qualificada, onde se destacam a indústria de medicamentos, a robótica, a biotecnologia e a tecnologia da informação.

Toyama também se destaca por ser uma grande produtora de arroz, cultivando o tipo “Koshihikari”, altamente reconhecido por sua excelente qualidade, usado no preparo do tradicional prato típico japonês, o “sushi”.

Arroz Koshihikari

A cidade é uma das mais limpas do Japão, graças à conscientização da população, a qualidade e eficiência dos serviços de limpeza pública, o alto índice de reciclagem de materiais, a qualidade dos serviços de transporte público, onde se destaca o VLT (veiculo leve sobre trilhos).

VLT em Toyama


Enfim, Toyama convive com a tradição milenar e a modernidade de maneira harmônica, preservando o meio ambiente, valorizando os vínculos locais, ao mesmo tempo em que é francamente aberta a inovações.

A prefeitura dispõe de um site com todas as informações sobre a cidade em diversos idiomas inclusive o português.