Mostrando postagens com marcador Mogi das Cruzes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mogi das Cruzes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Parabéns Mogi das Cruzes, 455 anos


Mogi das Cruzes está completando 455 anos, e é uma das cidades mais antigas do Brasil.
Até bem pouco tempo, a cidade conservava os ares de cidade interiorana e preservava seu patrimônio histórico, conservando alguns dos prédios que mantinham sua arquitetura originalmente da época colonial. Mas com o crescimento desordenado, vários empreendimentos imobiliários foram construídos, o aumento populacional foi se acelerando rapidamente, fazendo com que o centro da cidade não mais comportasse o grande fluxo de veículos e pessoas. A solução foi fazer algumas intervenções, como alargamento de algumas ruas, e consequentemente, ocasionando a desapropriação de alguns imóveis entre eles, alguns representativos na história da cidade. Infelizmente é o preço da modernidade, conseguimos até um determinado momento, conviver entre o histórico e o moderno, mas chega uma hora em que não da mais para se manter os dois espaços juntos.

Finalmente deram inicio às obras de construção da passagem subterrânea em frente à estação da CPTM. A obra, um sonho antigo de toda população, vai permitir que a passagem de nível seja desativada, acabando com os intermináveis congestionamentos nos horários de pico.

Mas toda ação tem uma conseqüência: e já percebemos o que está acontecendo. Nesse inicio das obras, muitos motoristas ainda não se readequaram a nova situação, fazendo com que o trânsito que já era difícil, tornando-se ainda pior. A situação ainda vai perdurar por muito tempo, uma obra vultosa dessas, demanda muito tempo, então temos que nos preparar e procurar outras alternativas, buscando vias alternativas, evitando o uso do carro nas áreas centrais, deixando o carro estacionado um pouco mais longe da área central. Senão forem tomadas essas atitudes, o stress será inevitável.

Apesar desses grandes investimentos, ainda há muito a ser feito, principalmente nos bairros mais afastados, onde a falta de infraestrutura é latente. Só para citar exemplos, bairros como Jundiapeba e Botujuru ainda convivem com ruas sem pavimentação, sem rede de esgoto, alto índice de criminalidade, transporte público ineficiente que não consegue atender a demanda nos horários de pico, pois é justamente nesses locais onde há precariedade nos serviços públicos, é onde a população de baixa renda se concentra.

Rua do Bairro de Jundiapeba
Aqui em Mogi como em qualquer outra cidade brasileira, a desigualdade social é muito grande. Minha esperança é que a próxima administração volte os olhos para essa desigualdade, buscando uma atuação bem mais efetiva na periferia, proporcionando condições dignas de moradia e serviços públicos eficientes, para que daqui a alguns anos, estejamos aqui comemorando mais um aniversário de Mogi das Cruzes, com muito entusiasmo, com as obras de modernização do centro finalmente concluídas, e que a população esteja plenamente satisfeita e animadora em busca do progresso da cidade.

terça-feira, 14 de julho de 2015

O que está acontecendo com Mogi das Cruzes?

pai chora ao lado do corpo de jovens assassinados em Mogi das Cruzes
Mogi das Cruzes passou por momentos de terror na semana passada, as vésperas do feriado de 09 de julho, uma chacina que vitimou jovens no bairro Jardim Universo em plena luz do dia. Horas depois, ônibus foram incendiados em pontos diferentes da cidade. Indícios apontam que se trata de ações retaliadoras aos assassinatos.

O que está acontecendo com nossa cidade? Nós sentíamos orgulho de morar em Mogi, com tantas qualidades como, proximidade com a capital e litoral, ótima infraestrutura do comércio e serviços, entre outros. A cidade que vem em processo de pleno crescimento, mas mantendo aspectos de cidade interiorana, está ganhando notoriedade por fatos negativos. Trânsito, violência, falta de espaços de lazer, transporte público de má qualidade. Os antes, problemas das grandes cidades agora são uma constante em Mogi. A cada debate sobre o tema, porém, fica a pergunta: afinal, como melhorar? O que podemos fazer para lidar com questões tão complexas?

Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes cresceu em um todo, não só nos bairros mais valorizados, mas também em direção as áreas mais isoladas, onde a carência por serviços básicos ainda é grande. É nesse clima onde os conflitos sociais tendem a ser mais intensos.

Acredito que atual administração priorizou a urbanização do centro da cidade em detrimento ao combate aos problemas sociais nas áreas periféricas.

- É claro que necessitamos de uma melhoria na área central, afinal a cidade é antiga e não estava preparada para receber esse aumento significativo no fluxo de veículos e de pessoas. Mas esse aumento da população acaba gerando problemas sociais, falta de emprego, moradia, saneamento básico, transporte, etc. Para quem têm boas condições financeiras, as ofertas de imóveis não param de crescer. Já para as classes menos favorecidas, só lhes resta buscar moradia em locais afastados, onde o aluguel cabe no seu bolso.

As maiores queixas dos moradores desses bairros são: saneamento básico, transporte público e a falta de policiamento. Com o crescimento populacional, esses problemas vêm à tona com maior intensidade, e temos percebido que nos últimos anos não foi dada a devida atenção a essas áreas.

No livro Morte e Vida das Grandes Cidades (1961), a jornalista americana Jane Jacobs relata um fato que estava se tornando comum em algumas cidades americanas: “Muitas cidades nos Estados Unidos sofrem de um fenômeno chamado ‘cidade abandonada’, que significa que o espaço público tem sido negligenciado ao ponto em que as pessoas dispensaram a vida na cidade.”

O que podemos perceber é que todo planejamento para Mogi das Cruzes, é resolvido dentro dos escritórios, das áreas técnicas, muito pouco atentas ao que de fato estava acontecendo quanto ao comportamento das pessoas, um planejamento feito de cima para baixo.


Segundo o urbanista Ricardo Correa, é preciso projetar esse lugar ideal. “Porque, senão, você só se importa com o fluxo de pessoas e mercadorias. A cidade vai se tornar um lugar insalubre, só de transição”.

domingo, 13 de abril de 2014

Taxista - Profissão Perigo


No último mês de Março, uma série de assaltos a taxistas ocorreram em Mogi das Cruzes e trouxe a tona uma velha discussão. A falta de segurança dos profissionais e quais medidas devem ser adotadas para amenizar a situação de eminente risco dos taxistas.

Táxi é um tipo de transporte público individual que constitui um subsistema que complementa o do sistema de transportes públicos de passageiros, assumindo um papel particularmente importante no contexto da oferta de serviços rodoviários urbanos.

Anualmente, na ocasião da renovação do alvará de permissão, os veículos passam por uma rigorosa vistoria para estarem em perfeitas condições de uso. Tanto os permissionários quanto os motoristas auxiliares são submetidos a diversas exigências, como exame médico, certidões criminais, cursos de reciclagem etc.


Mas o que temos presenciado é que a contrapartida, não vem ocorrendo. Falta de policiamento junto aos pontos de táxi, demora no registro das ocorrências e ao que consta, nenhum dos casos foi solucionado; com os criminosos a solta, podendo a qualquer momento cometer outro assalto.

Somente com a união de sindicato, permissionários e auxiliares, buscando os mesmos ideais, a classe terá condições de forma organizada, discutir e reivindicar junto à Prefeitura Municipal, melhores condições de trabalho.

Infelizmente a categoria ainda é muito desunida, falta de uma entidade de classe mais atuante, onde permissionários e auxiliares possam se reunir, discutir, dar sugestões, enfim, serem ouvidos de forma igualitária, o que não vem ocorrendo atualmente, pois há uma distância enorme entre o permissionário, que assume o papel de patrão e o motorista auxiliar, de empregado.

Os auxiliares são submetidos a uma longa jornada de trabalho, ultrapassando 12 horas diárias, enfrentando as diversas condições adversas de trabalho, como falta de segurança, stress no trânsito e convivendo com as péssimas condições das vias urbanas. Como a grande maioria dos permissionários atua no regime de pessoa física, inscritos no CCM (Cadastro de Contribuinte Mobiliário), não estão obrigados a seguir nenhuma legislação trabalhista, como registro em carteira, férias, 13º salário.

Existe também a opção pelo cadastro como Micro empreendedor Individual (MEI), mas prontamente rejeitado, pois obriga ao  permissionário cumprir com  todas  as obrigações  trabalhistas.

A categoria ainda está longe de ser organizada, pois ainda há muitas divergências de opiniões e muito distante de conquistar os direitos que os empregados domésticos conseguiram.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Conheça Toyama, a cidade modelo de meio ambiente

Os moradores de Mogi das Cruzes já devem estar habituados a ouvir falar da cidade japonesa de Toyama que é a sua cidade irmã, e nos últimos anos os laços de amizade vêm se estreitando através de vários intercâmbios de troca de informações e tecnologias, principalmente nas questões ambientais, onde Toyama é tida como referência em todo o arquipélago.



Técnicos da prefeitura de Mogi das Cruzes estiveram em Toyama para ver de perto como funciona todo o processo envolvendo o lixo domiciliar, desde a separação, coleta e destino final, e esperam adotar esse sistema na cidade.

Agora vamos conhecer melhora a cidade de Toyama.

Toyama é a capital da província de mesmo nome, localizada no centro do país, sendo privilegiada geograficamente, cercada por montanhas íngremes, e uma vasta planície estende-se pela região central, formando belas paisagens naturais. A cidade é detentora do mais alto grau de preservação ambiental do arquipélago. É também reconhecida como cidade modelo de meio ambiente, sendo a primeira cidade japonesa a cobrar pelas sacolas plásticas de supermercados.

Conforme dados da prefeitura, no ano de 2010, Toyama contava com uma população de 420.508 habitantes. Um dado importante da cidade é que ocupa o primeiro lugar em todo o Japão na proporção de casa próprias em relação à população, o que comprova o alto padrão de moradia da cidade. Excelente infraestrutura e baixa freqüência de distúrbios naturais fazem de Toyama um ótimo local para se morar.

A renda liquida dos trabalhadores de Toyama é uma das mais altas do Japão. As mulheres contribuem muito para esses números, pois a cidade conta com uma proporção altíssima de mulheres economicamente ativas, enriquecendo ainda mais a economia. A taxa média de poupança também supera a media nacional.

Toyama conta com um parque industrial diversificado e sua mão de obra é altamente qualificada, onde se destacam a indústria de medicamentos, a robótica, a biotecnologia e a tecnologia da informação.

Toyama também se destaca por ser uma grande produtora de arroz, cultivando o tipo “Koshihikari”, altamente reconhecido por sua excelente qualidade, usado no preparo do tradicional prato típico japonês, o “sushi”.

Arroz Koshihikari

A cidade é uma das mais limpas do Japão, graças à conscientização da população, a qualidade e eficiência dos serviços de limpeza pública, o alto índice de reciclagem de materiais, a qualidade dos serviços de transporte público, onde se destaca o VLT (veiculo leve sobre trilhos).

VLT em Toyama


Enfim, Toyama convive com a tradição milenar e a modernidade de maneira harmônica, preservando o meio ambiente, valorizando os vínculos locais, ao mesmo tempo em que é francamente aberta a inovações.

A prefeitura dispõe de um site com todas as informações sobre a cidade em diversos idiomas inclusive o português.