sexta-feira, 31 de maio de 2013

Japão desenvolve etanol de resíduos agrícolas a preço competitivo


A japonesa Kawasaki Heavy Industries Ltd disse na quinta-feira que desenvolveu tecnologia para produzir combustível para carros a partir de resíduos agrícolas a um custo competitivo com o etanol importado, inclusive do Brasil, feito a partir de produtos alimentícios, como cana-de-açúcar.



A substituição dos combustíveis fósseis por bioetanol para automóveis pode ajudar a reduzir emissões de dióxido de carbono (CO2), substância que contribui para o aquecimento global, mas o custo de produção e a competição com fontes de alimentos reduzem o seu apelo.

Um estudo de cinco anos, subsidiado pelo governo japonês, provou que a nova tecnologia da Kawasaki Heavy, se introduzida no mercado, pode produzir etanol a partir da palha de arroz, a um custo de 40 ienes (40 centavos de dólar) por litro, disse a empresa.

Se os custos de coleta dos resíduos de palha do cultivo de arroz no Japão forem adicionados, o custo seria de 80 ienes por litro, disse um porta-voz da empresa.
Isso se compara com 80 a 100 ienes por litro para a importação de etanol do Brasil, disse um funcionário do Ministério de Agricultura do Japão.


Companhias petrolíferas japonesas atualmente usam um aditivo feito a partir do etanol brasileiro para misturar com a gasolina para ajudar o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo nos esforços de reduzir o aquecimento global.

O porta-voz da Kawasaki disse que a empresa não tem um plano específico para a produção comercial e acrescentou que a tecnologia seria competitiva em um país com recursos de biomassa amplos, com custos trabalhistas mais baixos, como o Brasil e nações do Sudeste Asiático.

O governo japonês é mais cauteloso sobre as perspectivas para essa tecnologia.
Quando o Ministério da Agricultura traçou planos para a tecnologia de produção de bioetanol, em setembro, disse que levaria cerca de cinco anos antes que a produção comercial de etanol a partir de produtos não-alimentícios fosse economicamente viável.

Fonte: Agência Reuters

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Japão apresenta casas ecológicas, econômicas e saudáveis em feira


Cápsulas de oxigênio, banheiras de microbolhas, geradores elétricos ecológicos e automação residencial serão as marcas das casas do futuro, segundo a feira 'Smart House 2013' que começou nesta sexta-feira em Tóquio.


O evento, que durante três dias mostra propostas de cerca de 300 empresas relacionadas com o design, materiais e tecnologias para o lar, mostra, além disso, as últimas tendências em sistemas de gestão energética sustentáveis.

Neste sentido, a multinacional japonesa Honda levou à feira seu conceito de Smart Home System, com o qual pretende dotar de uma total autonomia as residências através da instalação de painéis solares e geradores ecológicos CHP (Combinação de Calor e Energia, por sua sigla em inglês).


Este sistema, chamado de EcoWill, é capaz de gerar eletricidade e calor ao mesmo tempo, reduzindo o consumo anual em cerca de 50 mil ienes (US$ 518) e emite à atmosfera 38% menos de C02, segundo detalhou à Agência Efe Masato Ara, diretor da divisão de promoção energética da companhia.

'É econômico e ecológico. Uma fonte de energia em si mesmo', acrescentou Ara, que desvelou um aumento substancial das vendas destes sistemas no Japão após o acidente nuclear em Fukushima de 2011, o que provocou a paralisação das centrais atômicas do país e fortes restrições energéticas nos últimos dois anos.

Neste sentido, a feira aposta também em casas dotadas de painéis de automação e aplicações para dispositivos móveis criados para controlar, inclusive desde fora de casa, o consumo pormenorizado de cada um de seus espaços

Pelo visto na feira, realizada no futurista espaço de conveções Tokyo Big Sight, os lares também utilizarão energias renováveis e adotarão majoritariamente placas solares para completar o consumo diário.

Como novidade destaca-se os painéis inseridos discretamente entre as telhas das casas, que aproveitam mais horas solares, e outros camuflados para não romper a harmonia do entorno.

Foram apresentados, inclusive, painéis transparentes, idôneos para estufas que permitem absorver a energia sem obstaculizar a entrada do sol.

Enquanto isso, no interior das casas, o espaço é protegido com os melhores isolantes e pinturas que repelem o calor ou frio, e se adapta para permitir as tecnologias destinadas para melhorar a saúde dos inquilinos.

Assim, estas 'casas inteligentes' contarão com saunas dotadas de luzes LED de baixo consumo e painéis LCD com DVD, pensados para matar o tempo, e banheiras com sistemas de microbolhas, idôneas para peles sensíveis e para limpar não somente a superfície da pele, mas também a gordura e os folículos.

Outra das surpresas da feira é a cápsula de oxigênio para uso doméstico, como a da empresa KMC, de tamanho reduzido e capaz de criar um entorno com quase três vezes mais oxigênio do que em circunstâncias normais de altitude.

'É algo muito bom para a saúde e para curar lesões musculares e ósseas, ao permitir a redução pela metade dos processos de recuperação em alguns casos', detalhou a Agência Efe o responsável da companhia, Jitsuho Yoden, que também destacou suas propriedades para tratamentos antienvelhecimento, dietéticos, estéticos ou de relaxamento.

Nestas casas do futuro, os pregões e as paredes de madeira são resistentes à água e aos arranhões, e os móveis se reinventam para abrigar pequenas hortas ecológicas destinadas ao consumo diário de verduras e frutas.

Apesar de contar com todo tipo de adiantamentos tecnológicos, o design das casas no Japão manterá, segundo a Smart House 2013, seus elementos mais tradicionais: bambu, madeira e portas trilhos de papel, reforçados, isso sim, com os maiores avanços para prevenir terremotos, um fenômeno de relativa frequência no país. 

Fonte: Agência EFE

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Brasil cria página na internet para apoio aos brasileiros que viviam no exterior


No final de março, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil inaugurou uma página na internet para oferecer informações que ajudem na readaptação dos brasileiros que viviam no exterior e voltaram ao país. Em 2007, cerca de três milhões de brasileiros viviam no exterior. Contudo este número diminuiu em quase 500 mil nos últimos cinco anos.



Segundo, a ministra Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, desde 2007, é feito um monitorado do movimento de retorno da comunidade brasileira. Ele tem se dado por motivos de crise econômica em alguns países, somado a um maior controle migratório dos imigrantes. 

Por volta de 2007 e 2008, nós começamos a perceber o retorno de brasileiros dos EUA, quando a crise começou a atingir o país. Por volta de 2008 e 2009 com a crise no Japão, nós começamos a monitorar o retorno dos brasileiros no Japão pela crise. Em 2009, 2010 e 2011, foi a vez da Europa. Nós percebemos um retorno fortíssimo de brasileiros sobretudo da Espanha e de Portugal. 

Com essa fluidez de toda a situação, nós percebemos que, a partir de agora, todo momento nós vamos ter contingentes de brasileiros de diversas partes do mundo retornando, muitas vezes porque eles cansaram da dificuldade ou porque não tiveram condições de se manter.



Ministério oferece assistência por meio da página na internet

O Ministério das Relações Exteriores reuniu todo tipo de serviço que pode de ser útil ao brasileiro residente no exterior no seu site, criando links e resumos para tudo que foi  identificado. Os serviços já existiam, mas não estavam centralizados. Então ali no site vai ter tudo: o link para o site do Ministério de Trabalho com o portal Mais Emprego, do SEBRAE para instruções sobre orientações destinadas a quem quer abrir um pequeno negócio, do SENAE para quem quer fazer um curso de capacitação para indústrias, ou do SENAC para comércio, ou previdência social ou investimento, por exemplo, como comprar uma casa própria no âmbito de programas do governo. Então a ideia é isso. É facilitar a vida sobretudo de quem está voltando e quem já está muito distante da realidade brasileira. Muitas vezes a pessoa está há anos no exterior e ao chegar ao Brasil, se for procurar sozinho, essas informações podem demorar muito ou podem nem serem encontradas.

O Itamaraty identificou uma grande demanda por esse tipo de informação. No exterior, a  rede consular  tem testemunhado o fenômeno da "reemigração". Foram  encontrados brasileiros que disseram: "Eu estava nos EUA e veio a crise. Eu não aguentei e voltei para o Brasil. Mas no Brasil não encontrei emprego, e agora eu estou aqui na Inglaterra". Então no exterior, os consulados perceberam isso. É estranho que voltou para o Brasil, não encontrou emprego e agora está aí indocumentado (ilegal)  trabalhando à margem do direito trabalhista. Para o Itamaraty  é também uma maneira de procurar minimizar essa reemigração forçada.
Conforme relatos dos órgãos parceiros,  eles estão recebendo muitas consultas. Até a Organização Internacional das Migrações, que foi mencionada no site, porque têm programas do retorno assistido, relatou que nas primeiras semanas eles receberam vários emails de consulta.

 A ministra Luiza disse também, que “o desafio é engajar todos os Estados brasileiros, os governos dos Estados porque, no final das contas, os brasileiros vão voltar para o seu Estado. Então é muito importante ter a informação sobre programas ali. Nós temos hoje a informação sobre os programas federais e sobre vários órgãos, mas para nós é muito importante que cada Estado tivesse um serviço presencial para que o imigrante possa ir lá e conversar. Esse é o nosso grande desafio, que dependeria de parceria dos Estados para montar um núcleo de acolhimento que também é um contato presencial humano importante para quem volta."

Para maiores informações, confira o site:

http://www.portalconsular.mre.gov.br/apoio-no-exterior/apoio-no-exterior

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O combate ao desperdício de alimentos


A quantidade de alimentos que vai para o lixo diariamente é impressionante, para constatar o fato, basta passar em qualquer feira livre no horário de encerramento. São cerca de 20 quilos de verduras e frutas perdidos em média por feira. São alimentos que podem ser consumidos, mas já não resistiriam para a venda em outra data.



Nos restaurantes também o desperdício é grande, cerca de 20% em média dos clientes deixam comida no prato. Além disso, há alimentos do Buffet que precisam ser descartados no fim do dia, por questão de segurança alimentar.

Segunda pesquisa da Embrapa, o desperdício de alimentos no Brasil pode chegar a 60% do produzido, sendo as frutas e hortaliças as campeãs do ranking.

O desperdício ocorre em cinco etapas, partindo da produção e pós-colheita, passando por processamento e distribuição, até chegar ao consumo. Outra etapa onde ocorre alto índice de desperdício é no transporte dos alimentos, devido às más condições das estradas e também dos veículos que não são todos que estão em condições apropriadas para o transporte e acondicionamento de produtos sensíveis, como as frutas.

Uma bela iniciativa para o combate ao desperdício de alimentos é o trabalho do Banco de Alimentos de Guarulhos, mantido pela Coordenadoria do Fundo Social de Solidariedade com a proposta de combater o desperdício e auxiliar comunidades carentes, já arrecadou 5,9 mil toneladas de alimentos entre 2001 e 2012.




Os alimentos, frutas, legumes, verduras e alimentos não perecíveis normalmente perdidos ao longo da cadeia produtiva, são doados por empresas parceiras semanalmente e são repassados para 114 entidades, por meio das quais 24 mil pessoas são alcançadas.

As comunidades são beneficiadas com a entrega do alimento integralmente pelas entidades, ou na forma de refeições de pessoas assistidas. Outra ação do Banco de Alimentos é o projeto “Saúde com Casca e Tudo”, em que são apresentadas receitas com aproveitamento integral de alimentos.

Para especialistas, a conscientização da população e de profissionais é o caminho para o combate ao problema, que contrasta com o numero de desnutridos no Brasil, 13 milhões, conforme levantamento de 2010/2012 do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

terça-feira, 7 de maio de 2013

Poluição - reflexo do crescimento desordenado


Um dos grandes problemas das grandes metrópoles é o alto índice de poluição atmosférica. A alta densidade demográfica aliado ao crescimento desordenado são as principais causas dos altos níveis de poluição. A cada dia que passa, há mais carros nas ruas e mais indústrias, despejando na atmosfera grande quantidade de poluentes, principalmente nos países em desenvolvimento na Ásia.

Pequim coberta pela poluição

Partículas minúsculas chamadas de PM2,5, por medirem menos de 2,5 mil avos de um milímetro de diâmetro, causam a poluição do ar. Ao serem inaladas, essas partículas penetram profundamente nos pulmões onde se acredita que possam causar câncer pulmonar e outros problemas de saúde. Recentemente na China, um período de alta densidade de PM2,5 no ar virou notícia em todo o mundo. 

Uma pesquisa conjunta realizada pela Universidade Yale e a Universidade Columbia, dos Estados Unidos, examinou a situação de problemas de saúde causados por poluição atmosférica, desde a questão de densidade de PM2,5 até o uso de combustíveis sólidos na culinária. Segundo o índice, a situação em quatro países do sul da Ásia, a saber: Paquistão, Nepal, Bangladesh e Índia, está definitivamente pior do que na China. Nenhuma das cidades da região que têm uma população de cinco milhões ou mais de habitantes respeita os padrões internacionais de segurança no tocante à concentração de PM2,5.


Esse poluente pode ser basicamente atribuído ao desenvolvimento econômico. Assim como na China, o número de carros e de atividades relacionadas à produção aumentou no sul da Ásia como resultado do crescimento econômico nos últimos anos.


Como os países do sul da Ásia estão lidando com o problema?

Infelizmente, os dirigentes desses países têm pouco interesse nessa questão, embora cada país esteja se esforçando nesse sentido. Em cidades grandes da Índia, como Nova Délhi, Calcutá e Mumbai, sistemas ferroviários, incluindo o metrô, estão mostrando ser eficientes como uma medida de combate à poluição. Bangladesh também está realizando enormes esforços nesse sentido. Por exemplo, em 2002, taxis em veículos com três rodas foram obrigados a utilizar gás natural liquefeito em vez de um derivado leve de petróleo como combustível, já que o gás é menos poluente.

O governo de Bangladesh também pretende reduzir o número de carros na capital, Daca, com a construção de sistemas de transporte urbano em massa. Uma ferrovia elevada está sendo construída com a ajuda do Japão.




Um sistema de cooperação ainda não foi criado no sul da Ásia, a região tem alta densidade populacional e a concentração da população nas cidades é maior do que em qualquer outra região do mundo, o que torna necessárias as medidas integradas de combate à poluição atmosférica.



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Banda musical feminina faz propaganda oficial da Coréia do Norte


Na Coréia do Norte, a banda musical feminina Moranbong tem sido muito elogiada por promover a imagem do regime no país.

Banda Moranbong

"A banda Moranbong é um grupo de música pop que foi criado um ano atrás por ordem do líder norte-coreano Kim Jong Un. É formado por 18 jovens, incluindo as que têm só tem participação vocal e as que tocam violino, piano e guitarra. A banda estreou na rede estatal de televisão em julho. O show de que participou foi também o primeiro evento público a contar com a presença de Kim Jong Un e sua mulher. As jovens logo conquistaram fama com apresentações de palco em minissaia - traje inusitado na Coréia do Norte -, interpretando canções dos Estados Unidos, nação considerada inimiga."




A propaganda oficial por meio de apresentações de enaltecimento a Kim Jong Un é utilizada em importantes feriados nacionais, como o de Ano-Novo e o da data de fundação do Partido dos Trabalhadores Norte-Coreanos. Trata-se de shows que são em geral transmitidos pela televisão e usados para insuflar o orgulho nacional. Em dezembro, o grupo se apresentou em um banquete que foi servido a cientistas participantes de um projeto de lançamento de foguete. As jovens interpretaram suas canções em um palco decorado com uma grande maquete de foguete.


Em 11 de abril, para marcar o primeiro ano da ascensão de Kim Jong Un à função de primeiro-secretário do governista Partido dos Trabalhadores, o grupo foi despachado à unidade militar especial mais alta do país para enaltecer o espírito combativo dos soldados.


Razões que o regime teria para a criação da banda Moranbong

Existem três razões: A primeira é seguir os passos de Kim Il Sung, o falecido avô do atual líder supremo, que ainda é bastante venerado pela população. Em seu governo, Kim Il Sung também criou uma banda musical feminina para usá-la na propaganda estatal.

 O segundo objetivo é dar às pessoas a impressão de uma nova era. A atual banda Moranbong apresenta-se no palco acompanhado de artistas vestidos com trajes semelhantes à caracterização dos personagens Disney. As apresentações também incluem esquetes tirados de filmes americanos famosos. O estilo de vestir e o penteado das próprias integrantes da banda atraem o interesse do público feminino na Coréia do Norte.

 A terceira razão é transmitir uma imagem de abertura para o mundo. Em um concerto para o qual foram convidados embaixadores de vários países e pessoal relacionado, a banda interpretou uma mistura de famosas canções internacionais. Kim Jong Un está determinado a promover esforços em seu país para a criação de artes e música de nível mundial por meio da arrojada adoção de elementos de culturas estrangeiras. A atuação futura da banda Moranbong poderá ser uma janela através da qual a comunidade internacional teria a capacidade de acompanhar as transformações em andamento na Coréia do Norte.