terça-feira, 4 de agosto de 2015

Japão ameaça deixar o pacifismo, 70 anos depois

Memorial da Paz em Hiroshima

Hibakusha é a palavra em japonês usada para nomear os sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki, cujo 70º aniversário acontece este mês — assim como a rendição japonesa e o fim da Segunda Guerra Mundial. Significa “pessoa bombardeada” e calcula-se que atualmente existam 193 mil delas no país. Trata-se de um grupo muito especial, vítimas de cicatrizes e suposta radiação, e com forte autoridade moral.

E nos últimos dias um grupo deles chamou atenção ao se unir aos imensos protestos contra a decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe de rever uma interpretação constitucional, apoiada pelos EUA, para devolver ao Japão a capacidade de intervir em conflitos bélicos. O político conservador, que sempre foi relutante em aceitar as atrocidades cometidas pelo Japão no passado, conseguiu que seu Conselho de Ministros aprovasse uma interpretação da Constituição redigida pelos EUA pouco depois da rendição. Até agora, o artigo 9 da Constituição japonesa impedia o país de recorrer ao uso da força em conflitos internacionais.

Uma vez que a Câmara Alta aprove definitivamente a nova lei, o Japão poderá defender aliados como os EUA, caso sejam vítimas de um ataque armado, bem como participar em operações de segurança das Nações Unidas. Tóquio poderia aprovar mais facilmente o envio de suas Forças de Autodefesa para áreas de conflito e ainda ampliar o apoio logístico às missões de paz no exterior

Mas, para os hibakushas, assim como para 73% da população, de acordo com uma pesquisa recente, a interpretação é muito vaga para justificar qualquer aventura militar no futuro. E seria a negação da essência do Japão moderno e pacifista que se dedicou a seu desenvolvimento e enterrou a vergonhosa historia de invasões e crimes de guerra cometidos até a Segunda Guerra Mundial.

Durante as massivas manifestações de 15 dias atrás, o grito era “Hibakushas nunca mais, não mais Hiroshimas, não mais Nagasakis!”, segundo as agências de notícias. E é o que os hibakushas têm a dizer sobre o tema, que sempre será importante para a sociedade japonesa.

Em 1989, a Associação Nacional de Hibakushas publicou uma série de quatro livros com depoimentos dos sobreviventes e desde então a obra se transformou em uma das lembranças mais dolorosas do que aconteceu nos dias em que as bombas caíram. Cada história tem um padrão macabro em comum: a liquidação de Hiroshima e Nagasaki, a angústia, a doença e o estigma nas décadas seguintes. Uma mulher anônima de Nagasaki, que tinha 19 anos quando a bomba caiu, descreve um vizinho, que deveria estar preparando o almoço. “Eu vi seu esqueleto de pé. Eu vi pessoas queimando os corpos dos mortos. Aqueles ossos brancos como marfim espalhados aqui e ali”, conta a testemunha.

Em agosto do ano passado, em uma cerimônia comemorativa pelos 69 anos de lançamento da bomba, a hibakusha Nagasali Miyako Jodai criticou o governo de Abe pelo seu interesse no poder atômico e sua agenda de segurança, que ela chamou de “uma afronta à Constituição pacifista do Japão”. Hiroshi Shimizu, secretário-geral de Hiroshima Hidanko, organização de hibakushas, faz eco deste sentimento:

— Nossa época se transformou em uma época muito perigosa. A atmosfera no Japão agora nos faz lembrar os 10 anos de silêncio após a guerra, quando uma lei secreta de Estado ocultava os registros e até a existência dos hibakushas”.

De acordo com o primeiro-ministro, a diplomacia dos EUA e até mesmo alguns meios de comunicação influentes, como o “Financial Times” (adquirido recentemente pelo grupo japonês Nikkei), a decisão é justificada pela mudança geopolítica na região. Agora, dizem eles, a presença expansionista da China e a sempre ameaçadora postura nuclear da Coreia do Norte fazem necessário que o Japão possa ter certa capacidade de dissuasão.

Em um editorial publicado na sexta-feira, o “Financial Times” sustenta que “as mudanças são justificáveis. O crescimento de uma China militarmente mais musculosa altera a paisagem de segurança do Japão”. A ideia, de cara, não agradou a China.


— Solenemente pedimos ao lado japonês que assuma as duras lições da historia, que se agarrem ao caminho do desenvolvimento pacífico, respeitem as principais preocupações de seus vizinhos asiáticos e não comprometam a soberania da China e os interesses de segurança regional danificando a paz e a estabilidade — disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, de acordo com uma reportagem do “New York Times”.

Para a maioria dos japoneses, segundo as pesquisas recentes, a decisão é uma traição às vítimas das bombas e ao pacifismo do Japão. E é por isso que se espera que este aniversário seja um dia triste para os hibakushas.


Fonte: O Globo



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Fraude contábil no Japão

Presidente e diretores da Toshiba pedem desculpas por manipulação de balanços

Para quem trabalha na área contábil sabe muito bem que a manipulação de balanços não é uma prática nova, nem no Brasil, nem no restante do mundo.

No exterior, a manipulação de resultados visa o aumento artificial do lucro, já no Brasil a manipulação sempre foi feita para reduzir lucros. Essa diferença se da pelo fato de lá fora o aumento de lucros visava atrair investidores no mercado de capitais, enquanto que aqui no Brasil a diminuição de lucros sempre visou à sonegação de impostos.

Nesta semana veio a público a noticia de que executivos de alto escalão da multinacional japonesa Toshiba, estavam sistematicamente envolvidos na manipulação de lucros da empresa. A manipulação acusou nos seus demonstrativos contábeis lucros de US$ 1,22 bilhão no período de 7 anos, números muito acima da realidade da empresa. O relatório dos analistas aponta os diretores e responsáveis pelo departamento contábil de não ter consciência ou conhecimento necessário das práticas contábeis adequadas.

O reflexo do escândalo foi imediato. O presidente da Toshiba, Hisao Tanaka, o vice-presidente do conselho de administração, Norio Sasaki, e o conselheiro Atsutoshi Nishida, renunciaram aos seus cargos na terça-feira (21/07), juntamente com oito diretores, ou seja, metade do conselho de administração.

Agora a Toshiba enfrenta dificuldades para formar uma nova equipe administrativa, após a dissolução de quase todo seu conselho.

Segundo a empresa, diretores independentes formarão a maioria do conselho de administração e o comitê de auditoria interna será chefiado por uma pessoa de fora.


terça-feira, 14 de julho de 2015

O que está acontecendo com Mogi das Cruzes?

pai chora ao lado do corpo de jovens assassinados em Mogi das Cruzes
Mogi das Cruzes passou por momentos de terror na semana passada, as vésperas do feriado de 09 de julho, uma chacina que vitimou jovens no bairro Jardim Universo em plena luz do dia. Horas depois, ônibus foram incendiados em pontos diferentes da cidade. Indícios apontam que se trata de ações retaliadoras aos assassinatos.

O que está acontecendo com nossa cidade? Nós sentíamos orgulho de morar em Mogi, com tantas qualidades como, proximidade com a capital e litoral, ótima infraestrutura do comércio e serviços, entre outros. A cidade que vem em processo de pleno crescimento, mas mantendo aspectos de cidade interiorana, está ganhando notoriedade por fatos negativos. Trânsito, violência, falta de espaços de lazer, transporte público de má qualidade. Os antes, problemas das grandes cidades agora são uma constante em Mogi. A cada debate sobre o tema, porém, fica a pergunta: afinal, como melhorar? O que podemos fazer para lidar com questões tão complexas?

Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes cresceu em um todo, não só nos bairros mais valorizados, mas também em direção as áreas mais isoladas, onde a carência por serviços básicos ainda é grande. É nesse clima onde os conflitos sociais tendem a ser mais intensos.

Acredito que atual administração priorizou a urbanização do centro da cidade em detrimento ao combate aos problemas sociais nas áreas periféricas.

- É claro que necessitamos de uma melhoria na área central, afinal a cidade é antiga e não estava preparada para receber esse aumento significativo no fluxo de veículos e de pessoas. Mas esse aumento da população acaba gerando problemas sociais, falta de emprego, moradia, saneamento básico, transporte, etc. Para quem têm boas condições financeiras, as ofertas de imóveis não param de crescer. Já para as classes menos favorecidas, só lhes resta buscar moradia em locais afastados, onde o aluguel cabe no seu bolso.

As maiores queixas dos moradores desses bairros são: saneamento básico, transporte público e a falta de policiamento. Com o crescimento populacional, esses problemas vêm à tona com maior intensidade, e temos percebido que nos últimos anos não foi dada a devida atenção a essas áreas.

No livro Morte e Vida das Grandes Cidades (1961), a jornalista americana Jane Jacobs relata um fato que estava se tornando comum em algumas cidades americanas: “Muitas cidades nos Estados Unidos sofrem de um fenômeno chamado ‘cidade abandonada’, que significa que o espaço público tem sido negligenciado ao ponto em que as pessoas dispensaram a vida na cidade.”

O que podemos perceber é que todo planejamento para Mogi das Cruzes, é resolvido dentro dos escritórios, das áreas técnicas, muito pouco atentas ao que de fato estava acontecendo quanto ao comportamento das pessoas, um planejamento feito de cima para baixo.


Segundo o urbanista Ricardo Correa, é preciso projetar esse lugar ideal. “Porque, senão, você só se importa com o fluxo de pessoas e mercadorias. A cidade vai se tornar um lugar insalubre, só de transição”.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Playground inclusivo


Nos últimos anos o Brasil obteve um avanço significativo em se tratando de acessibilidade. Hoje já vemos os cruzamentos com calçadas rebaixadas, banheiros adaptados, elevadores em estações de metrô, etc.

Mais uma coisa que ainda é difícil de se encontrar, são playgrounds com brinquedos adaptados para crianças com deficiência. Em outros países são comuns os parques públicos com brinquedos que possibilitam a diversão tanto de crianças com deficiência ou não.

Em São Paulo, no Parque do Ibirapuera existe uma área denominada “Playground Inclusivo”, que são brinquedos projetados para integrar crianças com e sem deficiência. Com rampas de inclinação suave, inscrições em braille, piso tátil e suportes ao alcance de uma criança sentada em uma cadeira de rodas, o playground propõe brincadeiras que misturam equilíbrio, força e estímulos sensoriais na medida exata para que crianças cadeirantes, cegas, surdas, com deficiência intelectual ou múltipla possam divertir-se com o máximo de autonomia.

Em outro parque de São Paulo, o “Ceret” localizado no bairro do Tatuapé, foi inaugurado no dia 30/06/2015, o primeiro playground verdadeiramente inclusivo da cidade de São Paulo. Todos os brinquedos adaptados para atender as crianças com deficiência foram doados pela Fundação Sergio Contente.


“Quem sabe o prefeito não se sensibilize com o playground inclusivo e leve a ideia para outros parques”, disse Sérgio, idealizador e mantenedor da Fundação.

A alegria e a emoção estavam nos rostos das mães e crianças, lagrimas escorriam pelos olhos das mães que muitos pela primeira vez estavam tendo a oportunidade de verem seus filhos brincarem em um parque público pela primeira vez.

Essa é uma ideia a ser seguida, precisamos de muitos mais parques como esse. Se você governante, administrador público, gostou da ideia e pretende implantar na sua cidade ou região, entre em contato com a Fundação Sergio Contente, que lá irá encontrar todas as instruções de como adquirir esses brinquedos.

Entre em contato com a fundação no site: http://fundacaosergiocontente.org.br/


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Japão prepara importação de empregadas domésticas


Uma das grandes dificuldades da mulher japonesa é conciliar trabalho com as atividades domésticas. No país não existe a categoria de “empregado doméstico”. A tradição japonesa com relação à mulher, mesmo nos dias atuais, continua extremamente machista e desde criança são educadas a realizar as tarefas domésticas.
Mas felizmente, as coisas estão mudando.
O projeto de lei que cria uma “zona especial de estratégia nacional – que será votado no parlamento japonês ainda este ano – poderá abrir caminho para a criação de uma nova categoria de trabalhadores estrangeiros no país: as empregadas domésticas.
Com a criação da zona especial, as províncias de Osaka e Kanagawa serão as primeiras a receber as auxiliares de serviços domésticos na fase experimental do projeto.
A principal intenção do governo é ajudar as mulheres japonesas que desejam entrar no mercado formal de trabalho, mas são impedidas por causa das tarefas domésticas e criação de filhos.
Segundo o texto do projeto, as empregadas domésticas seriam recrutadas no exterior por agências certificadas pelo governo para atuar somente nas “zonas especiais” cobertas pela legislação.
“Isso vai ajudar as mulheres que têm forte desejo de entrar no mercado de trabalho, mas estão presas ao trabalho doméstico.” disse Shigeru Shiba, ministro encarregado das reformas especiais.
No entanto, o governo reconhece que, para o projeto ter sucesso, é necessária uma mudança na cultura das mulheres japonesas, que não estão acostumadas a repassar as tarefas domésticas para outra pessoa, principalmente as atividades relacionadas à criação dos filhos.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Comuns no Japão, máscaras oferecem pouco mais do que proteção psicológica

japoneses usando mascaras na saída da movimentada estação de metrô de Tokyo


Uma das coisas que mais me impressionou assim que desembarquei no Japão, é a quantidade de pessoas que andavam nas ruas com máscaras. Em todo lugar se via pessoas com máscaras, nas ruas, nos trens e metros, no trabalho, na escola. Até me acostumar com a ideia, foi meio complicado, mas depois até comecei a fazer uso das mascaras, mesmo sem saber se sua eficácia era comprovada.


Durante os meses de primavera e inverno, as máscaras cirúrgicas se tornam a principal arma dos japoneses contra o pólen e contra o vírus da gripe. Mas, será que elas são realmente eficazes?
Para os alérgicos ao pólen, que se espalha com o vento durante a primavera, a eficácia das máscaras é comprovada quase que instantaneamente. No entanto, contra os vírus invisíveis, elas oferecem pouco mais do que uma “proteção psicológica”, dizem especialistas.
Com a propagação do vírus assassino MERS, que já matou 23 pessoas na Coréia do Sul, a demanda por máscaras cirúrgicas cresceu vertiginosamente, obrigando uma fábrica no Japão, que produz máscaras com filtros especiais, a dobrar o número de funcionários e recusar pedidos, que partem principalmente de países asiáticos.
Enquanto as máscaras japonesas com filtros especiais, que custam até ¥9,980 (R$ 250,00) a caixa com 10 unidades, oferecem garantia de proteção contra vírus infecciosos, a grande maioria das cerca de 4 bilhões de máscaras vendidas no Japão anualmente não são tão eficazes.
Segundo, o professor do departamento de doenças infeccionais da Universidade de Tohoku, Mitsuo Kaku,“Usar máscaras não é garantia de imunidade”, “Pode-se afirmar, porém, que lavar as mãos regularmente e usar máscaras pode reduzir a propagação de microorganismos”, completou.
Para o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, as máscaras “impedem que grande parte dos germes chegue até a boca e nariz, mas não são capazes de filtrar as partículas microscópicas que são transmitidas pela tosse ou espirro.
Desde o início do século 20, cobrir o rosto com uma máscara é uma questão de educação e etiqueta no Japão. Uma pesquisa realizada pela Kobayashi Pharmaceutical, mostrou que 70% dos japoneses acreditam que usar máscaras quando se está com resfriado ou gripe é apenas uma questão de boas maneiras.
Fonte: IPC Digital


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Contra crise, moda no Japão são hotéis a preços baixos e com espaço mínimo

Hotel Cápsula no Japão

Com os números de turistas e de preços de hotéis no Japão subindo graças a um iene desvalorizado, empreendedores têm colocado a criatividade para funcionar em um novo nicho de acomodações cheias de estilo, mas baratas, em beliches, cabines e compartimentos de todos os formatos e tamanhos.

A diária para uma noite em um quarto duplo pequeno de hotel com serviço limitado na área central de Tóquio pode custar até 30 mil ienes (US$ 240, ou R$ 750) hoje. Mas, se você procurar um pouco mais, pode ir para a cama com conforto por uma fração desse valor.

A apenas dez minutos de caminhada do famoso bairro de compras Akihabara, em Tóquio, um prédio branco de oito andares chamado Grids fica entre blocos residenciais e de escritório. O hotel, uma conversão de um edifício comercial de 34 anos, aberto em abril, oferece quartos que custam de 3.300 a 5.000 ienes (R$ 82 a R$ 125) por pessoa.

A cama de um beliche em um quarto compartilhado é a opção mais barata, e inclui chinelos, toalha de banho e o uso de um armário com chave.

Uma habitação standard dupla, de 12 metros quadrados, com chuveiro e vasos sanitários compartilhados, custa 3.600 (R$ 90) ienes por pessoa. Se você veio com família ou amigos, o último andar tem um quarto premium, de 28 metros quadrados, com tatames em um piso elevado, onde os hóspedes também podem colocar futons para até quatro pessoas, com custo de 5.000 ienes (R$ 125) por pessoa.

"Converter um prédio de escritórios em hotel é uma maneira ideal de responder à imediata necessidade por leitos de hotéis", disse Yukari Sasaki, executivo da Sankei Building, incoroporador do Grids. "Construir um hotel do zero custa hoje muito dinheiro, por causa dos altos custos de construção".

Geralmente, leva-se cerca de três anos para construir um novo hotel; a Sankei gastou menos de um ano para abrir o Grids desde que começou a planejá-lo, no último verão [do hemisfério norte].

A empresa já prepara outra propriedade para o Grids, no distrito de Nihonbashi, próximo à estação Tokyo, e está planejando novos empreendimentos em Kyoto e Osaka.

Um recorde de 13,4 milhões de estrangeiros visitou o Japão no passado, em parte graças a um iene desvalorizado. O país quer aumentar esse número para 20 milhões até 2020, ano da Olimpíada de Tóquio, e para 30 milhões até 2030.

CABINE DE AVIÃO

A First Cabin também possui hotéis em prédios que antes eram comerciais em seis cidades pelo mundo. A rede cobra cerca de 5.500 ienes (R$ 137) por uma "cabine de classe executiva", com uma cama de solteiro e mais nenhum espaço adicional. Isso representa pouco mais de uma unidade de um dos famosos hotéis-cápsula japoneses, mas há um pé-direito suficiente para os hóspedes ficarem em pé. Por mais cerca de mil ienes (R$ 25), você consegue uma "cabine de primeira classe", com espaço para abrir uma mala e se trocar.
Hotel First Cabin, proporciona um pouco mais de espaço

O First Cabin em Tsukiji, próximo ao famoso mercado de peixes de Tóquio, é um prédio de escritórios que passou por retrofit, com um café no térreo, que vira um "wine bar" à noite. Hóspedes tomam banho em banheiros coletivos, para até dez pessoas.

Também há "hotéis de nove horas", baseados na ideia de que pessoas dormem por sete horas e precisam de uma hora antes e depois do sono, em Kyoto e no Aeroporto Internacional Narita.


Eles caracterizam-se por "módulos de dormir", similares às dos hotéis-cápsula, mas são mais elegantes e alegam possuir colchões melhores.


Fonte: Folha de São Paulo